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21 de outubro de 2017

Alguns gostam de Escoceses

Série Escândalos nas Highlands

Pode um confronto de vontades...

Quando uma excêntrica moça usando calças atira nele, Munro “Bear” MacLawry não tem certeza do que o impressiona mais - sua pontaria certeira ou suas curvas irresistíveis e tentadoras. 
Catriona MacColl fugiu para as Highlands com sua meia-irmã para escapar de um casamento indesejado, por não querê-lo, ou a qualquer homem. 
Mas ele não poderia abandonar a gata selvagem de cabelos flamejantes e de língua afiada, agora que a encontrou - não quando ela se encaixava perfeitamente em seus braços. Levar a um amor para sempre? Munro tinha mais do que merecido o apelido que tinha: um homem enorme e musculoso, bem-favorecido, com um sorrisinho de bad boy envolvente e uma sucessão de moças bem satisfeitas atrás dele. 
Levar a Catriona comida, cobertores, velas, e tudo o que ela precisava para sobreviver a um inverno em uma abadia abandonada, Munro é um presente inesperado na tentativa imprudente de liberdade dela - e uma complicação inesperada. 
O Clã MacDonald tem planos para ela, e eles não incluem se apaixonar por um MacLawry. Mas este homem a faz se sentir como uma mulher - e ele pode ser sua única chance de viver uma vida sobre a qual só ousou sonhar.

Capítulo Um 

Lorde Munro MacLawry rastejou para baixo, os joelhos expostos cavando o chão macio e musgoso debaixo dele. A brisa fria levantou o cabelo preto de sua testa; tinha se movido a meio caminho ao redor do vale para manter o vento em seu rosto. 
O xadrez preto, branco e vermelho de seu kilt estava gasto e confortável antes mesmo de ter se arrastado através da lama e das silvas, porque não seria tolo o suficiente para vestir seu outro kilt em uma caçada. 
Claro que poderia ter usado calças e ter algo cobrindo os joelhos, mas não era um maldito inglês. Não estava caçando por esporte, e não estava tentando se exibir para qualquer maldito Sassanach, Lorde ou Lady, que pensava que trabalhar até suar fosse normal. Queria uma maldita carne de veado para o jantar, e com o caos atual no Castelo Glengask, a maneira mais simples de obtê-la seria levá-la à mesa ele mesmo. 
Assim que alcançou o cume, parou e abaixou-se, alongando-se para escutar o vento nos pinheiros, os mergulhões aproximando-se dos juncos na margem oeste do Lago Shinaig à sua direita. 
A chuva tinha parado durante a maior parte da manhã, mas com as nuvens agrupando-se contra as montanhas, poderia cair a qualquer momento agora. 
Estava uma manhã linda, apesar de tudo - não os dias calmos e claros que os Sassannach preferiam, ao sul da Muralha de Adriano, mas uma manhã fria, úmida, selvagem e atraente - nas Highlands. 
Quer a chuva se detivesse ou não, provavelmente só tinha mais uma ou duas horas para permanecer no vale. Depois disso, o Marquês de Glengask estaria mobilizando metade do agregado familiar para rastrear seu irmão mais novo. 
Isso seria ainda mais certo do que a tempestade que se aproximava. Simplesmente por ter saído sozinho, tinha violado pelo menos meia dúzia de regras de seu irmão Ranulf - e, consequentemente, do clã MacLawry. Munro se permitiu um sorriso sombrio. 
Inferno, além de estar sozinho na floresta, não se tinha incomodado em dizer a ninguém aonde estava indo, não tinha levado um cavalariço ou um dos cães de caça de Ranulf com ele, não estava usando um casaco quente, não estava à vista do castelo Glengask, e... contava nos dedos.









Série Escândalos nas Highlands
0,5- Um Escocês Sedutor
1- O Diabo Veste Kilt
2-  Um Libertino com Sotaque
3- Louco, Mau e Perigoso em Tartã
4- Alguns gostam de Escoceses
Série concluída

24 de março de 2017

Louco, Mau e Perigoso em Tartã

Série Escândalos nas Highlands 
O perseguido se torna o perseguidor. 

Depois de anos tendo Rowena MacLawry, a irmã mais nova de seu melhor amigo rondando, o que Lachlan MacTier quer fazer é fugir. Mas, em seguida, Winnie foge para Londres, determinada a esquecer Lachlan no redemoinho de sua temporada de debutante. 
Quando ela retorna, três meses depois, se preparando para o pródigo casamento Highlander de seu irmão mais velho, Rowena é uma mulher mudada. 
Sufocou seu sotaque escocês, se tornando um árbitro das últimas modas de Paris e Londres, e está na companhia de vários jovens e bonitos aristocratas ingleses, todos competindo por seus favores. 
Lach não sabe bem o que fazer com esta beleza espirituosa e sofisticada, que agora tem coisas melhores a fazer do que segui-lo até uma lagoa de pesca. 
Mas, por mais determinada que esteja em provar que não tem necessidade de bajular um ladino escocês vestindo kilt, que não podia sequer se incomodar em escrever-lhe uma única palavra, e quanto mais deseja se afastar, mais interessado ele está em Winnie. 
Está fingindo desdenhá-lo agora, ou será que realmente perdeu a chance com uma dama que está se tornando muito mais agradável e interessante do que jamais imaginou? 

Capítulo Um 

—Paixão. Foi isso. —Rowena MacLawry virou a mão para o par de jovens damas sentadas à sua frente. —Quero dizer, pelo amor de Deus, não conhecia ninguém. Lady Jane Hanover manteve o olhar voltado para fora da janela da carruagem. 
—Acho que ficaria mais convencida se conservasse seus sentimentos por Lorde Gray e gastasse menos tempo falando sobre como não dá a mínima para ele. 
—Não seja rude, Jane —, sua irmã mais velha, comentou. Lady Charlotte sorriu para Rowena. —Falar abertamente de uma complicação, muitas vezes faz maravilhas para se libertar. E considerando que passou dezoito anos vendo Lorde Gray de uma forma particular, espero que isso leve algum tempo para vê-lo de forma diferente. Rowena assentiu, chegando do outro lado da carruagem para apertar a mão da filha mais velha do Visconde Hest. 
—Da mesma forma, ela concordou, cuidadosamente enterrando seu sotaque sob os tons ingleses cultivados, que tinha passado os últimos três meses aperfeiçoando. —É uma nova maneira de pensar sobre as coisas, é tudo. 
—Deslocando-se, olhou pela janela para pegar um vislumbre da longa cauda de carruagens atrás deles. Civilização nos cascos, por assim dizer. O conteúdo desses veículos foi o resultado de três meses passados aprendendo a ser uma dama sensata, de lembrar-se que os cavalheiros pareciam achar divertido que damas conversassem sobre tosquia de ovelhas e pesca e banho em um lago como se fossem pagãos. 
Bem. Não era uma pagã. E agora tinha os amigos e admiradores e guarda-roupa e maneiras, para provar isso. —Todos temos que encontrar uma nova maneira de pensar, não é? 
—Jane comentou, mudando-se para sentar-se ao lado Rowena. 
—Você e eu estamos prestes a nos tornarmos cunhadas. E estamos na Escócia, de todos os lugares! Todos os Highlanders usam kilts? Nunca pensei em perguntar. Por mais que pudesse apreciar um homem impecável nas cores preto, vermelho e branco do clã MacLawry, Rowena continuou a ficar surpreendida com a maioria da paixão de seus amigos ingleses ‘com o traje’. —Hoje todos vão estar em kilts e cores do clã. Ranulf vai querer que sua noiva veja Glengask no seu melhor. 
A cor tocou o rosto de Charlotte, o que foi bastante animador. Rowena não pensou que a filha mais velha de Lorde Hest poderia parecer tão calma quanto tinha estado fingindo ao longo dos últimos dias. Não, quando estava prestes a lançar seus olhos sobre o que seria seu novo lar. Sua nova vida. Sufocou uma careta abrupta. Charlotte estava viajando para o norte, para uma nova vida com um homem que a adorava. 
Tudo o que ela estava fazendo, porém, era voltar para a sua antiga vida, depois de três meses gloriosos em Londres. Nada tinha mudado para ela, exceto ela, é claro. No entanto, quanto tempo duraria isso, de volta nas Highlands com seus irmãos? Não pertencia mais aqui. Pertencia à maravilhosa e sofisticada Londres. —Contudo, seja como for que se sente sobre Lachlan MacTier e, como ele se sente sobre você, imagino que vai ficar muito surpreso ao vê-la novamente, Winnie. 
—Charlotte sorriu. —E o que...









Série Escândalos nas Highlands
0,5- Um Escocês Sedutor
1- O Diabo Veste Kilt
2-  Um Libertino com Sotaque
3- Louco, Mau e Perigoso em Tartã

11 de novembro de 2016

Um Libertino com Sotaque

Série Escândalos nas Highlands

1817: Preso em um salão de baile de Mayfair, graças a seu irmão apaixonado, o Highlander Arran MacLawry não quer nada mais do que um pouco de distração de um noivado arranjado, e uma moça ruiva inteligente, em uma máscara de raposa, promete apenas isso. . . 

Até que ele descobre que ela é a neta do Campbell, chefe do clã rival dos MacLawry de longa data. 
Apesar da trégua relutante de suas famílias, apaixonar-se pela ardente Mary Campbell é uma noção muito estranha mesmo para este Highlander ...Crescendo com os contos sobre os selvagens MacLawrys, Mary fica chocada ao perceber que o homem impressionantemente na máscara da raposa é um deles. Certamente o inimigo não deve ter um peito tão largo, e um sotaque tão sedutor? Não que sua curiosidade importe, qualquer flerte entre eles é estritamente proibido, e ela está prometida a outro. Mas com a faísca a crepitar entre eles pronta para pegar fogo, o amor vale a pena todos os riscos ...

Capítulo um

O clã MacLawry tinha um velho ditado que, ao longo dos anos, converteu-se em: — Se você quer ver o rosto do diabo, olhe um Campbell.
E havia um outro MacLawry falando sobre Londres e os Sasannach1 fracos e fanfarrões que moravam lá, Arran MacLawry recordou, mas como atualmente estava no centro de um salão de baile em Mayfair, iria mantê-lo para si mesmo. Um bando de jovens, todas elegantemente vestidas curvavam suas máscaras de cisne, passeavam como um bando. Sorriu para elas, interrompendo a formação e espalhando-as, assoviando encantadoramente, e indo em direção a mesa de refrescos.
— Pare com isso, seu diabo.
Arran olhou de relance para seu irmão, sentado a poucos passos de distância e conversando absorto - ou assim pensava - com uma elegante coruja mascarada. — Não fiz nada, apenas sorri. Você disse para ser amigável, Ranulf.
Ranulf, Marquês de Glengask, balançou a cabeça. Mesmo com o rosto parcialmente escondido por uma máscara de pantera negra, provavelmente não havia um único convidado no sarau Garreton esta noite que não soubesse exatamente quem ele era. — Disse para ser educado. Sem brigas, e sem insultos, e não deixar as pequeninas moças Sasannach em frenesi.
— Então, provavelmente deveria ter usado uma máscara de pirata ou uma de pombo, em vez de uma raposa. — Ou talvez não devesse ter comparecido esta noite, mas então, quem manteria um olho nos Campbells ou em outros tipos desagradáveis?
1 Sasannach: Uma palavra escocesa para uma pessoa inglesa ou uma palavra Highlander para uma planície escocesa.
A coruja ao lado de seu irmão riu. — Não acho que o disfarce teria importância, Arran, — disse em seu acentuado inglês educado. — Você ainda teria todas as jovens senhoras te observando.
— Suponho que isso foi um elogio, Charlotte, — retornou, inclinando sua cabeça para a noiva Sasannach de seu irmão mais velho, Charlotte Hanover, — então vou dizer obrigado. — Naquele mesmo instante avistou uma magnífica máscara de pavão diante de um vestido violeta e sorriu, mas sua expressão congelou quando o cisne de verde e dourado ao lado do pavão apareceu. Danação. Os dois jovens pássaros juntaram os braços e viraram-se na sua direção, mas não achava que o haviam visto ainda. Sua graciosa irmã não seria um cisne esta noite, seria? — Perguntou a Charlotte, lentamente inclinando-se contra a parede.
— Sim, — Charlotte retornou. — Coitadinha. Não acho que percebeu que muitas outras estariam usando máscaras de cisne hoje à noite, também.
— Bem, se você a vir e a Winnie, dê meus cumprimentos as moças! — Disse, virando-se para a porta do salão principal. — Vejo Tio Myles, e vejo que quer conversar comigo.
— Mentiroso, — Ranulf disse. — E não vá longe. Os Stewarts estão sendo esperados hoje à noite, e quero que conheça Deirdre Stewart.
Arran parou, embora disfarçasse um pouco, ficando para trás na confusão de máscaras entre ele e o cisne verde-dourado. — Deirdre Stewart? O que diabos isso quer dizer. Seu irmão mais velho não parecia estar brincando, no entanto. — Ouvi que ela é bastante afável, e tem vinte e dois anos. E é sobrinha de Stewart.
Então, esse foi o outro motivo que fez seu irmão dizer-lhe para permanecer em Londres, mesmo após as brigas e sua óbvia… impaciência com a maneira um pouco inglesa com que Ranulf estava comportando-se. — Esse é o meu dever agora, é?








Série Escândalos nas Highlands
0,5- Um Escocês Sedutor
1- O Diabo Veste Kilt
2-  Um Libertino com Sotaque

14 de dezembro de 2015

O Diabo Veste Kilt

Série Escândalos nas Highlands
Em uma missão para resgatar sua irmã fugitiva da atração por elogios floridos e inúteis, de biltres vestidos de cetim e disfarçados por seus pretensiosos títulos, Ranulf MacLawry, marquês de Glengask, irrompeu na sociedade britânica como uma tempestade através das Highlands. 

Mas ele está prestes a descobrir que o cetim tem seu apelo, especialmente quando abrange as curvas de lady Charlotte Hanover, cuja língua é tão afiada quanto sua pele é macia...
Lady Charlotte Hanover já tinha tido suficiente de homens esquentados, tendo perdido seu noivo em um duelo absolutamente desnecessário. 
Os músculos sempre vão triunfar sobre os cérebros? Mas há algo sólido e atraente sobre o highlander impetuoso que é tão perigoso no salão de baile como na batalha. Às vezes, o mais forte é realmente melhor...

Capítulo Um

- Não há necessidade de se preocupar com essa despesa, Jane acolhe com prazer qualquer desculpa para fazer compras. - Com um sorriso, lady Charlotte Hanover beijou sua irmã no nariz, depois se levantou.
- Não tenho nenhuma vontade de mudar a sua programação. - Lady Rowena MacLawry retornou para seu sotaque suave, melodioso. - Chegar à sua porta com apenas uma nota já foi ruim o suficiente.
- Bobagem. - Lady Jane Hanover agarrou a mão da amiga. - Tenho tentado convidá-la a nos visitar pelo que me parecem ser anos. Sua mãe e a minha mãe foram praticamente irmãs. Não é, mamãe?
- Sim. - Elizabeth Hanover, a condessa de Hest, acenou com a cabeça. - E estou tão contente que você começou a se corresponder com Jane. Você é tão parecida com Eleanor, sabe. - Ela suspirou, oferecendo um sorriso suave. - É bem-vinda aqui, minha querida, por tanto tempo quanto queira ficar. E é claro que patrocinarei sua temporada. É só apropriado que você e Jane estreiem juntas.
Jane bateu palmas.
- Você vê? Deveria ter vindo há muito tempo, Winnie.
- Oh, eu quis, acredite-me. É só que Ran bateu o pé sobre o assunto. Ele pensa que todo inglês é.… - Ela parou, limpando a garganta. - Bem, ele é muito conservador quando se trata de Londres.
Ela sacudiu uma mão, rindo, mas quando olhou para Charlotte, a jovem lady Rowena não parecia totalmente à vontade. Claro que ela estava bastante certa que não iria, também, se viajasse com nada menos que sua empregada pela metade da Escócia e toda a extensão da Inglaterra. Claramente que Winnie queria muito uma temporada em Londres.
Para um irmão superprotetor, este Ranulf MacLawry tinha falhado de forma bastante espetacular. Uma jovem que nunca tinha deixado seu próprio condado, não tinha que atravessar sozinha a Inglaterra. Ou viajar em uma carruagem do correio. Charlotte tinha intenção de escrever para o lorde de Glengask e dizer-lhe exatamente isso. Certamente, ninguém poderia ser tão ignorante a ponto de pensar que não seria necessário enviar uma carta para preceder sua irmã, para garantir que alguém estaria em casa para cumprimentá-la e acompanhá-la na temporada. Era... 

Série Escândalos nas Highlands
0,5- Um Escocês Sedutor
1- O Diabo Veste Kilt
2- Um Libertino com Sotaque

20 de novembro de 2011

1- O Primeiro Beijo

Série Lady Whistledown Strikes Back

Um elegante caçador de fortunas é cativado pela debutante mais desejada da temporada... e deve provar que está ali para roubar o coração da dama, e não o seu dote.

Um jantar desastroso em que um bracelete de rubis desaparece e quatro casais descobrem ou redescobrem suas almas gêmeas estimulam essa coleção.
Cada história segue um casal enquanto eles tentam lidar com os obstáculos do amor, mas as histórias são habilmente entrelaçadas no ponto onde eles presenciam os mesmos encontros e repetem os mesmos diálogos de diferentes pontos de vista.
Por vezes, referências à outros casais podem parecer forçados, mas os autores são bem sucedidos em unir suas hilárias e, por vezes, tocantes histórias de amor em um delicioso romance.

Similaridades a parte: as heroínas são solteiras e virgens, os heróis solteiros, mas não virgens, e todos estão gratos por terem se encontrado. 
Apenas a história de Hawkins, composto por um casal afastado, mas casados há doze anos, fica estranhamente a parte, onde se exploram as questões sombrias do orgulho, da traição e do perdão. Quem roubou o bracelete de Lady Neeley?
Foi um caçador de fortunas, um jogador, uma criada, ou um malandro? Toda a Londres está zumbindo com as especulações, mas é claro que um dos quatro casais está envolvido no crime.

Capítulo Um

O convite mais desejado desta semana parece ser do Jantar de lady Neeley, que se realizará terça à noite. A lista de convidados não é longa, nem muito exclusiva, mas espalharam-se histórias do Jantar do ano passado, ou, para ser mais específica, do menu, e toda a Londres (especialmente aqueles de uma esfera mais elevada) estão ansiosos para comparecer.
Esta autora não foi agraciada com um convite e por tal deveria sofrer em casa com um jarro de vinho, uma fatia de pão, e esta coluna, mas aí de mim, não sinta piedade, Querido Leitor.
Diferentemente daqueles frequentando o próximo espetáculo degustativo.
Esta Autora não tem que escutar lady Neeley!
Tillie Howard supôs que a noite podia ficar pior, mas realmente, ela não imaginava como.
Ela não quisera frequentar o jantar de lady Neeley, mas seus pais insistiram, e então aqui ela estava, tentando ignorar o fato de que sua anfitriã - a ocasionalmente-temida, ocasionalmente-zombada lady Neeley - tinha uma voz parecida com o arranhar de unhas numa lousa.
Tillie também estava tentando ignorar os ruídos de seu estômago, que esperava alimento pelo menos uma hora mais cedo.
O convite dizia sete da noite, e então Tillie e seus pais, o Conde e Condessa de Canby, chegaram pontualmente meia hora mais tarde, com a expectativa de ser levados para a ceia às oito.
Mas aqui estavam, quase nove, sem sinal de que lady Neeley pretendia em algum momento esquecer a conversa para comer.
Mas o que Tillie estava mesmo tentando ignorar, o que de fato teria feito ela fugir da sala para evitar, se ela tivesse achado uma maneira de o fazer sem causar uma cena, era o homem que estava a seu lado.

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2- O Melhor de dois Mundos

Uma jovem inocente que passou toda sua vida escrupulosamente evitando escândalos está de repente – e secretamente – sendo cortejada pelo mais notório malandro de Londres

Uma coleção soberba de histórias da era regencial que é pontuada por engenhosos e alfinetantes comentários da colunista de fofocas: Lady Whistledown. Um jantar desastroso em que um bracelete de rubis desaparece e quatro casais descobrem ou redescobrem suas almas gêmeas estimulam essa coleção.
Cada história segue um casal enquanto eles tentam lidar com os obstáculos do amor, mas as histórias são habilmente entrelaçadas no ponto onde eles presenciam os mesmos encontros e repetem os mesmos diálogos de diferentes pontos de vista.  
Por vezes, referências à outros casais podem parecer forçados, mas os autores são bem sucedidos em unir suas hilárias e, por vezes, tocantes histórias de amor em um delicioso romance.  Similaridades a parte: as heroínas são solteiras e virgens, os heróis solteiros, mas não virgens, e todos estão gratos por terem se encontrado.
Apenas a história de Hawkins, composto por um casal afastado, mas casados há doze anos, fica estranhamente a parte, onde se exploram as questões sombrias do orgulho, da traição e do perdão.
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3- Única pra Mim

Um visconde viajante retorna ao lar para reacender as labaredas apaixonadas de seu casamento...
Apenas para descobrir que sua linda noiva cabeça dura não será tão fácil de ser conquistada.

Capítulo Um

Não se pode evitar notar que um dos casais mais devotados recentemente são Lady Easterly e Mr. Riddleton.
Este seria um par adorável, uma vez que ambos são bonitos e ricos, exceto pelo fato de que Lady Easterly é... como esta autora pode dizer delicadamente?... casada.
Ela é casada?
Claro que sim, ela é casada. Casou-se com o visconde de Easterly há muitos anos, e tal união foi celebrada na corte e na igreja. Mas poucos meses depois do casamento, o visconde a abandonou e fugiu para o Continente seguido por um escândalo extremamente sórdido envolvendo jogo de cartas.
O que deixou Lady Easterly por conta própria. A reputação dela tem sido impecável e o comportamento bastante exemplar, mas não se pode deixar de perguntar...
E se esta senhora se apaixonar? O que acontecerá então?
LADY WHISTLEDOWN'S SOCIETY PAPERS, 23 de MAIO de 1816
— Então deve ser assassinato. — Lady Sophia Throckmorton Hampton, viscondessa de Easterly, olhou em volta de si para ter certeza de que os outros convidados de Lady Neeley não podiam ouvi-la.
Felizmente, quase todos eles estavam do outro lado da sala, admirando o novo bracelete da anfitriã. — Vou espetá-lo com o atiçador da lareira e então você pode assá-lo com uma vela.
O irmão de Sophia, John Throckmorton, o conde de Standwick, olhou a vitima em dúvida.
— Quanto tempo ele levará para assar?
— Apenas alguns minutos, eu acho. Ele não é muito grande.
— Realmente. Lorde Afton tem um papagaio que é duas vezes maior. Pena que não podemos assá-lo ao invés desse aí. — John inclinou a cabeça para um lado. — Aposto que ele deve ter gosto de galinha.
Sophia pressionou o estômago com a mão.
— Gostaria que Lady Neeley levasse-nos para jantar... estamos esperando já faz um hora. Se ela não fizer algo logo, alguém além de nós pensará em cozinhar o pássaro dela, e não estarão brincando.

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4- A Última Tentação

Uma encantadora e rebelde criada está deslumbrada com as românticas intenções de um charmoso conde... despontando em um romance escandaloso que poderia ser a ruína dos dois.

Esta Autora suspeita, porém, que se quaisquer dos convidados de lady Neeley tivessem que apontar para a verdadeira tragédia de ontem à noite, eles não mencionariam o bracelete perdido, mas sim a comida que ficou por comer. 
(Os convidados foram, bastante tragicamente, separados de sua comida durante o prato de sopa.) 
Esta Autora sabe, com a melhor autoridade, que o menu era para ser constituído por costeletas de cordeiro com pepino, ragu de carne de vitela, guisado de aves com caril e pudim de lagosta no primeiro prato. 
O segundo era para ter pernil de cordeiro, aves assadas, capão cozido com molho branco, presunto estufado, vitela assada e torta.
Esta Autora não deve comentar as sobremesas, que permaneceram sem serem degustadas. É um assunto extremamente doloroso para contemplar.
ECOS da SOCIEDADE de LADY WHISTLEDOWN, 29 de maio de 1816
A casa inteira cheirava a lagosta: lagosta velha, demasiado passada. Não o adorável e tentador cheiro, que fez Isabella ter água na boca enquanto lady Neeley os obrigara a esperar pelo jantar, a noite anterior. 
Oh, não, esta manhã o cheiro de lagosta penetrou cada fio de cada almofada de cada sofá e cadeira, e já não era absolutamente tentador.
Isabella Martin desceu para a cozinha silenciosamente, pelas escadas traseiras dos empregados. Ela segurou sua respiração e cuidadosamente saltou o degrau que rangia. Não queria enfrentar lady Neeley, não ainda, pelo menos. E definitivamente não podia lidar com o papagaio vindo dos infernos de lady Neeley. Aquele pássaro estúpido fez de uma noite terrível, quase insuportável. E o fato de que lady Neeley nada fez para ajudar Isabella, deixou um gosto muito ruim em sua boca.
Depois de dez anos de ser sua constante companheira, Isabella merecia, ao menos, que a mulher mais velha tivesse posto a inoportuna peste no armário por uma noite. Mas, não, Isabella passou a noite inteira fugindo enquanto o estúpido pássaro tentava beijá-la com seu bico dolorosamente afiado.
Tal era maldito o papagaio, qual era maldita Lady Neeley, pensou Isabella quando finalmente entrou pela porta da cozinha.
Christophe estava ocupado fazendo um tipo qualquer de massa que cheirava sinistramente a lagosta. Ele olhou para cima quando ela entrou.
— Bom dia, Christophe. — disse Bella com um sorriso brilhante.
— Bom? — ele perguntou. — Você usa essa palavra e eu penso que não entendo. Talvez, sim, agora que a bonita Bella ilumina minha cozinha com seu sorriso, esteja um pouco bom.
Bella riu e sorriu mais. Sempre encantador, Christophe. Bella deslizou sobre um tamborete do outro lado da mesa, do chefe de cozinha francês, que ela encontrara para lady Neeley, mais ou menos cinco anos antes. Ele era um homem pequeno, mais ou menos cinco anos mais jovem que Bella e uns bons metros menor que ela, com cabelo escuro e olhos ainda mais escuros. E sempre que Bella se sentia um pouco triste, ela sabia que podia se sentar na quente cozinha de Christophe, rodeada por aromas suculentos e receber elogios, um atrás do outro até que sua cabeça se inundasse neles.
Christophe abanava sua cabeça naquele momento e piscava como se lutando contra as lágrimas. — Meu jantar arruinado! 

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1 - Julia Quinn
2 - Suzanne Enoch 
3 - Karen Hawkins
4 - Mia Ryan - A Última Tentação
Série Concluída

29 de setembro de 2011

A Intrusa



Dama Mascarada...

Kate Brantley se disfarça de rapaz para espionar Alexander Cale, o lorde inglês que o pai dela suspeita estar envolvido no bloqueio do transporte de certos carregamentos para a França.
Não demora para Alex descobrir que atrás das roupas amarfanhadas e do linguajar grosseiro, esconde-se uma jovem adorável, embora petulante demais para seu gosto. Alex está determinado a descobrir o verdadeiro motivo que levou o pai de Kate a lhe pedir para hospedar o "filho" por duas semanas, pois o pretexto utilizado não o convence.
À medida que a teia de conspiração se enrosca à volta de Alex, ele se rende aos encantos da intrigante Kate, antes mesmo de vê-la vestida como mulher, pela primeira vez. num baile de máscaras.
Apaixonado por uma espiã inimiga, Alex precisa escolher entre o senso de dever e o anseio de proteger a mulher que ama...

Capítulo Um

— Ande direito, Kit. Estamos perto. — Stewart Brantley virou a cabeça para trás, olhou para a filha com expressão aborrecida e enterrou o chapéu encharcado na cabeça.
No meio da noite, Kate seguia o pai desajeitadamente pelas ruas molhadas. Stewart hesitou antes de enveredar por uma avenida larga, iluminada por lampiões a gás e por relâmpagos ocasionais. Desde que haviam desembarcado em Dover, a tempestade não amainara. No escuro e debaixo de chuva, Kate mal reconhecia a cidade de Londres, que havia muito tempo não visitava.
— Não consigo. Estou congelada — disse, batendo os dentes.
— Achei melhor não vir a Mayfair de carruagem alugada e pedir ao cocheiro para nos levar a Park Lane a esta hora...
— Eu sei. Despertaria suspeitas. — Kate passou a mão enluvada no rosto molhado pela chuva. — Acha que o conde de Everton nos receberá?
— Claro. Ele está em grande dívida comigo. Um trovão ribombou sobre os telhados das mansões mais nobres e abastadas da Inglaterra.
— É o que espero. Sejria lastimável ter saído de Paris para nada.
— Eu não teria vindo, se não tivéssemos um excelente motivo. Você sabe muito bem do que se trata.
Kate fungou e fez uma careta.
Esperava não se resfriar.
O pai detestava a Inglaterra e os ingleses. Aceitar ir para Londres era um sinal de como aquela viagem era importante. Segundo ele mesmo dissera, era uma questão de vida ou morte.
— Eu sei. — Kate teve de correr para seguir o pai que apressara o passo. — Mas não gosto da idéia de agir como espiã.
— Não será espiã, Kit. — O desconforto causado pela chuva ajudava a dissipar a já escassa paciência de Stewart. — Fouché vai cortar a minha cabeça... e a sua também...

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4 de setembro de 2011

Ladrão De Sonhos

Série Cavalheiros Notáveis


Um ilustre cavalheiro...

Sullivan Waring só deseja duas coisas: a herança que é sua por direito, e vingança contra o homem que a roubou dele.
Durante o dia, Sullivan é o mais respeitado criador de cavalos da Inglaterra; à noite, ele entra nas residências mais ricas e luxuosas, em busca dos lindos e valiosos quadros pintados por sua falecida mãe.
Sua missão transcorre sem problemas... até a noite em que é surpreendido por Isabel Chalsey.
Vestida numa camisola transparente, Isabel é uma tentação maior do que qualquer outra obra de arte, e é impossível resistir a roubar-lhe um beijo...
Uma dama curiosa...
Surpreendida por um homem mascarado em sua própria casa, Isabel deveria estar tremendo de medo.
Em vez disso, no entanto, a visão do atraente Sullivan a faz tremer de excitação. Quem é aquele homem, e por que está tão empenhado naquela busca?
Isabel adora um desafio e está disposta a tudo para desvendar o segredo de Sullivan, mas ela corre o risco de convencê-lo de que ela é a maior de todas as recompensas...

Capítulo Um


Londres, 1814

Era em momentos como aquele que Sullivan Waring entendia a diferença que um ano poderia fazer na vida de um homem.
Quaisquer que fossem as circunstâncias que o tivessem levado àquele ponto, ser alvejado no ombro parecia ser o melhor de tudo.
Ajustou a máscara negra sobre os olhos e mergulhou nas sombras da casa, agachando-se entre o muro branco e os arbustos baixos.
Conhecia os horários e a agenda da aristocracia londrina, portanto esperou até bem depois da meia-noite para fazer a visita.
Aquela noite significava vingança.
E tinha o benefício adicional de ser perigosa.
A última luz do andar superior apagou, mas ele permaneceu imóvel por mais uns dez minutos.
Tinha tempo e quanto mais profundo o sono dos moradores, melhor para ele.
Finalmente, quando os sinos das igrejas de Mayfair soaram três vezes em uníssono, ele se esticou.
As informações que lorde Bramwell Johns costumava lhe passar eram confiáveis, ainda que ele se perguntasse os motivos que o levavam a trair sua classe por nenhuma outra razão que não fosse o enfado.
Mesmo assim, ele e Bram deviam a vida um ao outro diversas vezes, e ele confiava no filho do duque de Levonzy. Bram nunca o traíra.
O mesmo não poderia ser dito de seu próprio pai, o marquês de Dunston.
Claro que, ultimamente, o marquês devia ter a sua parcela de reclamações.
Na manhã seguinte Dunston descobriria mais um motivo para se envergonhar, ainda que reservadamente, e aquele era o objetivo dessa noite.
Sullivan levantou o martelo e bateu na dobradiça da janela.
Num único golpe a veneziana se separou da esquadria.
Deixando o martelo no chão, ele abriu a janela o suficiente para poder entrar.
Passara pela casa do marquês de Darshear em Mayfair pelo menos uma vez por semana antes de sua jornada pela península e nos seis meses desde o seu regresso.
Ao ver os móveis de bom gosto da sala de estar, voltou a sorrir.
Estava dentro da casa do marquês dessa vez, porém duvidava de que um dia pudesse entrar pela porta da frente.
Não que se importasse com isso.
Não aprovava os amigos do nobre. Ou um amigo em especial.
Uma coisa era ser um bastardo, outra completamente diferente era ser tratado como tal, especialmente pelo próprio pai.
Bem, ele sabia retribuir na moeda em que recebia. Ou até mais.






Série Cavalheiros Notáveis
1 – Ladrão de Sonhos
2- O Salteador
3 – O último cavalheiro notável
Série Concluída

21 de agosto de 2011

O Último Cavalheiro Notável

Série Cavalheiros Notáveis
Patife ou cavalheiro?

Lorde Bramwell Johns, segundo filho de um duque, é um estroina, um libertino, um rebelde... e orgulha-se disso.
Agora que seus dois maiores amigos estão, lamentavelmente, assentados e felizes em sua vida de casados, Bram está se sentindo estranhamente inquieto.
Nem mesmo arrombar as residências dos aristocratas desonestos de Londres o entusiasma mais... até a noite em que ele escuta uma briga.
Tudo indica que lady Rosamund Davies está prestes a ser forçada a se casar com um escroque pior até do que ele próprio...
Rose está ciente da reputação escandalosa de Bram, por isso, qualquer motivo para aquele súbito interesse dele é um tanto suspeito... ainda mais porque ele é amigo do homem que pretende arruinar sua família!
Mas Rose tem um plano, e Bram talvez seja exatamente quem ela precisa... contanto que ela se lembre que ele só pensa em si mesmo... contanto que ela se lembre que os beijos dele nada significam... contanto que ela consiga parar de ficar imaginando se pode confiar a um homem patife e infame o seu coração...

Capítulo Um

Maio de 1815
Lorde Bramwell Lowry Johns entrou no vestíbulo bem dian¬te dos aposentos do mordomo. Encostado à parede, com um saco cheio de jóias junto ao peito, ouviu o criado passar a pou¬cos metros até entrar na porta mais próxima. As velas dentro do cômodo foram apagadas uma a uma.
Soltando a respiração, Bramwell seguiu para a porta da fren¬te, abriu-a e saiu sorrateiramente. Assim que a fechou às suas costas, trotou pela escadaria até a rua.
O marquês de Braithewaite precisava contratar criados com melhor audição. E também precisava melhorar a companhia que freqüentava se desejasse não ser alvo de novos furtos. Sorrindo, ele dobrou a esquina e desceu a rua onde uma carruagem negra o aguardava nas sombras.
— De volta à Mansão Ackley — pediu ao entrar e se acomo¬dar no assento confortável. — Mas pare na Brewer Street. Vou caminhar a partir dali.
— Pois não, milorde. — Estalando a língua, Graham incitou os cavalos a se moverem.
Aquilo fora fácil. Sem confusão, pouca chance de ser desco¬berto e uma carruagem à espera. A única coisa que faltava era o coração e o pulso acelerados. Nunca se perguntara por que ansiava por essa excitação, ou o que levara a correr cada vez mais riscos a fim de obtê-la. Mas a cobiçava. A seleção de víti¬mas era farta, mas secundária. Os itens roubados ficavam em terceiro lugar.
Sem se dar ao trabalho de analisar os itens dentro da sacola, Bram abriu uma gaveta escondida debaixo do assento da fren¬te, jogou-a lá dentro e voltou a fechá-la. A igreja St. Michael em Knightsbridge teria uma grande surpresa a sua espera na cai¬xa de coleta de donativos naquele domingo, não que ele fosse confessar tal caridade. Não era Robin Hood. Só não precisava daquelas coisas. Gabava-se por descer a tal nível, mas não cobi¬çava os bens de seus pares. Com a notável exceção das esposas deles, claro.
Na manhã seguinte Mayfair fervilharia com a novidade: o Gato Negro atacara mais uma vez, aliviando outro membro da alta sociedade de algumas de suas quinquilharias. Aquele estava longe de ser o primeiro ladrão a aterrorizar a nobreza londrina, mas ele se responsabilizava por levar certo estilo à profissão. E, a menos que algo mais interessante surgisse, não tinha intenção alguma de parar suas atividades. Diferentemente de certos cava¬lheiros conhecidos seus, não desejavam embolsar alguns itens e em seguida encontrar o amor, se tornar um tolo piedoso e viver numa armadilha para todo o sempre.
— Milorde?





Série Cavalheiros Notáveis
1 – Ladrão de Sonhos
2- O Salteador
3 – O Último Cavalheiro Notável
Série Concluída

10 de julho de 2011

O Salteador

Série Cavalheiros Notáveis



Escândalo à vista...

O coronel Phineas Bromley é uma lenda... não só no campo de batalha, como também na alcova.
Embora ele tenha ganhado muitas guerras, e conquistado inúmeros corações femininos, nada poderia tê-lo preparado para sua nova vida.
Quando Phin descobre que alguém está tentando arruinar sua família, ele assume o papel de um lendário assaltante de estradas.
Cavalgando noite adentro, escondido atrás de uma máscara, ele se encaminha, sem saber, para um grande problema... e para os braços de uma linda mulher!
Deparar-se frente a frente com um homem mascarado não assusta Alyse Donnelly como deveria.
Em vez de ficar apavorada, ela o acha até atraente.
Mas seu bom coração já lhe causou problemas antes, e ajudar um homem fugitivo pode prejudicar seus próprios planos, não importa quão maravilhosos os beijos dele possam ser.
Porém, à medida que o perigo cresce, Alyse precisa escolher entre a liberdade e a chance de viver uma grande paixão...

Capítulo Um

O tenente-coronel Phineas Bromley não esperava o paraíso.
Verdade que, após dez anos combatendo os franceses na Espanha, qualquer lugar pareceria um avanço, mas, enquanto cruzava a ponte sobre o rio Ouse em direção a Quence Park, sentia-se mais como se estivesse adentrando o inferno.
Seus amigos, agora antigos soldados, haviam lhe escrito ao longo dos últimos dois anos, relatando as condições da velha propriedade da família, de forma que sabia que as cercas precisariam de consertos e que haveria goteiras no teto do celeiro.
O local, no centro de East Sussex, era ainda bonito, mas Phineas mal notou o verde da relva ou o frescor do ar.
Fazia dez anos.
A ausência parecia, ao mesmo tempo, longa e curta demais.
A inquietude que o aturdia desde bem antes que alugasse o único meio de transporte disponível em Uckfield crescia, chegando às raias do pânico.
Não que se importasse de aparecer à entrada de Quence em uma carroça de feno.
O problema era o que estava além da entrada.
Pegou a carta da irmã dentro do paletó do uniforme.
Havia memorizado a correspondência de Elizabeth nos últimos seis dias, desde que a recebera e solicitara uma licença emergencial dos Primeiros Dragões Reais.
Ainda assim, ele a releu.
De acordo com a irmã caçula, William, o visconde de Quence, seu irmão mais velho, estava seriamente doente.
A pressa era fundamental, ela escrevera, caso quisesse chegar em casa antes que fosse tarde demais.





Série Cavalheiros Notáveis
1- Ladrão de Sonhos
2- O Salteador
3 – O último cavalheiro notável
Série Concluída

28 de março de 2011

Indomável Rafe

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Serie Bancroft Brothers





Um homem aventureiro Rafe Bancroft nada mais é do que um malandro!

Mas o homem sensual e irritante agora é o dono de Forton Hall, o lar ancestral de Felicity Harrington. 

E para salvar sua família e a si mesma da ruína, Felicity está determinada a
enfrentá-lo.
Mas como pode, quando se deita na cama toda noite ansiando pelo contato de seu irresistível inimigo? 

Rafe ganhou Forton Hall em um jogo de cartas, mas não tem a menor intenção de se acomodar. Seu plano é vender a propriedade e partir para a próxima aventura... até que ele conhece Felicity. 
De repente, os dias... e as noites... passados com Felicity nos braços lhe parecem bem mais sedutores do que qualquer terra distante e exótica.
Seu coração de libertino não consegue explicar isso... A menos que o amor seja a maior de todas as aventuras!

Capítulo Um

— May! — Felicity Harrington chamou, a an­siedade fazendo sua voz tremer.
— May, depressa, por favor!
Outra tremenda rajada de vento atingiu a casa, sa­cudindo a construção. Felicity agarrou-se à balaustrada, temendo que a tempestade arrancasse a casa da fundação e esperando que o velho edifício agüentasse firme até que ela e May descessem para a segurança do andar térreo.
— Felicity, a chuva está entrando pela minha janela!
— Eu sei, querida. Mas não há nada que possamos fazer agora. Traga suas mantas e dormiremos na sala de estar. Será uma aventura.
— Tudo bem! — Maldição, Nigel Harrington — Felicity resmun­gou por entre os dentes cerrados que batiam sem parar —, você deveria estar aqui. Não que seu irmão fosse de qualquer utilidade; nunca fora antes.
Havia momentos, como aquela noi­te, em que ela se sentia mil anos mais velha que seu gêmeo de vinte e dois anos.
Apesar de ambos terem os cabelos negros e os olhos escuros da mãe, tal como May, toda a semelhança terminava aí.
A mãe costumava dizer que Nigel herdara a cota de bom senso do pai, o que era um modo gentil de dizer que ele não tinha um pingo de juízo.
Cinco semanas atrás, ele dispensara Smythe, o últi­mo dos criados.
Realmente, a ausência do mordomo lhes poupara três libras por mês, mas depois Nigel enfiara na cabeça a idéia de ir para Londres e ganhar dinheiro suficiente para ver o lar de seus ancestrais reforma­do.
Apesar de seus protestos, ele se fora, levando a car­ruagem, o último cavalo e todo o dinheiro disponível com ele; todo, exceto o que ela pusera de lado para um caso de emergência.
Aquela noite parecia mais uma catástrofe.
O vento e torrentes de chuva surravam as velhas paredes, e as telhas do sótão gemiam. O pó do estuque caía numa nu­vem úmida em torno dela conforme o trovão ribombava outra vez sobre Forton Hall.
— Felicity! — May gritou.— Estou indo!

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Serie Bancroft Brothers
1. By Love Undone
2. Indomável Rafe

27 de março de 2011

Encontro á Meia-Noite

Série Whit This Ring

Londres
Tudo começou com um beijo...

A personalidade exuberante de Victoria Fontaine é alvo de comentários em toda a alta sociedade londrina.
A reputação de Sinclair Grafton, porém, consegue escandalizar ainda mais as pessoas, e o passar dos anos em nada contribuiu para calar os rumores.
O encontro de Victoria e Sinclair em um baile de gala, como haveria de se esperar, provoca um verdadeiro tumulto entre os ilustres presentes.
Pegos em flagrante, aos beijos, pelo pai de Victoria, Sinclair é forçado a reparar a honra da moça pelo casamento.
No início, a jovem liberal se recusa a entregar seu futuro a alguém que não ama e que a trata com indiferença.
Aos poucos, contudo, Victoria começa a perceber que um homem notável e enigmático se esconde sob a aparência de irresponsabilidade.
E finalmente, após uma inesquecível noite de paixão, ela promete a si mesma desmascarar o verdadeiro Sinclair Grafton e satisfazer um coração que anseia por mais do que liberdade.

Capítulo Um

— Mais rápido, Marley! Lady Victoria Fontaine abriu os braços como se fosse voar. Seu maior sonho era ser livre e independente, embora os pais não concordassem. Pequenas ousadias eram severamente castigadas.
Como na última semana, em que ficara proibida de sair do quarto.
De volta ao mundo naquela noite, Victoria perdera a conta das voltas que dera ao redor da pista de danças da mansão de lorde e de lady Franton.
Tornara-se o centro das atrações depois que seu par e amigo a erguera nos braços e começara a rodopiar.
Os olhares atônitos dos convidados a deleitavam e compensavam, após três dias de sombrio confinamento.
— Mais é impossível — o visconde explicou, ofegante. — Estou ficando tonto.
— Então gire em sentido contrário!
Apesar do empenho em satisfazer mais esse, entre os muitos caprichos de Victoria, o esforço ultrapassou os li­mites de Marley e ele se desequilibrou ao tentar devolver Victoria ao chão.
A multidão de espectadores se apressou a ampará-la. Marley, no entanto, precisou recorrer à sua agi­lidade e rolar para o lado, ou seria pisoteado pelo séquito de admiradores.
O riso de Victoria borbulhava pelo ambiente.
Seus olhos brilhavam de excitação e ela piscava a todo instante para afastar a impressão de que continuava girando pela pista como num carrossel.
— Componha-se, Vícky — aconselhou o amigo Lionel Parrish, estendendo as mãos para ajudar Victoria a se le­vantar.
— O duque de Hawling quase teve uma síncope quando você escorregou alguns minutos atrás e suas pernas apareceram sob o vestido.
—Estou me sentindo como se estivesse sendo tragada por um redemoinho—Victoria confidenciou. — Leve-me até uma cadeira, por favor.
Com Victoria em segurança, alguns se lembraram de acudir o pobre visconde.
Havia um assento vago junto a Victoria, e para lá o levaram. — Dessa vez você abusou. — Marley cruzou os braços sobre o abdômen.
— Fraco, é isso que você está! — Victoria caçoou. — Precisa tomar umas gemadas para se fortalecer. E por falar em estimulantes, quem pode me servir uma taça de ponche? —Victoria se abanou. — Estou morrendo de calor e de sede!
Meia dúzia de pretendentes se levantou e se dirigiu para a mesa onde estavam os refrescos e bebidas.
Outra meia dú­zia se apressou a ocupar os lugares que vagaram.
Enquanto isso, os músicos tocavam os primeiros acordes de uma melo­dia folclórica.
Lucy Havers aproveitou uma pequena distra­ção da mãe, que a proibira de se aproximar de sua melhor amiga para evitar falatórios.
— Céus! Você poderia ter quebrado um braço ou uma perna! 


Série With This Ring
1-Libertino apaixonado
2. Encontro a meia-noite
3. Aposta Escandalosa
Série Concluída

Aposta Escandalosa

Série Whit This Ring

Um acordo vantajoso... 

Emma Grenville está cansada dos nobres arrogantes que acham que as mulheres existem unicamente para obedecer e satisfazer os homens.
E seu esnobe senhorio, o duque de Wycliffe, é o pior de todos eles!
O petulante simplesmente quer triplicar o aluguel da escola para moças que Emma administra, para saldar as dívidas da propriedade do tio.
Pois bem, Greydon Brakenridge precisa aprender algo muito importante sobre as mulheres, e Emma é a pessoa ideal para ensinar-lhe uma boa lição!
Irresistivelmente atraente, o duque nunca conheceu uma mulher a quem não conseguisse ludibriar e seduzir.
E agora que entrou num acordo com Emma, ele a tem comendo na palma de sua mão, e espera em breve conseguir levá-la para a sua cama...
Só que aquele solteiro convicto subestimou a inteligência da encantadora srta. Grenville, pois ela é quem poderá levá-lo a um lugar nunca antes imaginado... o altar!

Capítulo Um

Visitantes não apareciam em Hampshire durante o ve­rão, a grande temporada de festas em Londres.
Não de propósito, pelo menos.
Assim, aquelas três enormes carru­agens atoladas no barro que cobria a estrada principal de­viam estar perdidas. Muito perdidas.
Suspendendo a barra da saia para evitar o barro, Emma Grenville correu até a margem da estrada.
O primeiro dos veículos exibia gravado na porta o emblema de um dragão vermelho e uma espada. Nobreza, Emma concluiu, com a curiosidade aumentando.
O cocheiro do segundo veículo, este um pouco menor do que o anterior, tirou o chapéu e a cumprimentou. Pelo amor de Deus!
Ela estava parecendo uma dessas moças que vão pela primeira vez a uma feira e ficam olhan­do espantadas para tudo o que vêem.
Uma das lições bási­cas que ela vinha ensinando às suas alunas era que nunca encarassem as pessoas.
Precisava praticar os seus próprios ensinamentos.
Suspirando, decidiu regressar à escola. O barulho de madeira rachando a fez voltar-se nova­mente.
A segunda carruagem perdera a roda e tombara para o lado.
A roda girou desgovernada e veio rolando em sua direção.
— Deus meu — ela balbuciou, pulando de lado.
Os cavalos escorregavam no chão enlameado.
A porta da pequena carruagem se abriu, e um homem esticou a cabeça para fora. — Maldição, Wycliffe!


Série With This Ring
1. Libertino Apaixonado
2. Encontro a meia-noite
3. Aposta Escandalosa
Série Concluída

7 de fevereiro de 2011

Libertino Apaixonado

Série Whit This Ring


Lições de amor!

Uma governanta nunca deve ficar sozinha com um homem.
Sua reputação não pode ter nenhuma mácula.
Ela nunca deve demonstrar suas emoções pessoais.
Por mais que seu patrão a provoque.
Uma governanta nunca questiona as ordens de seu patrão.
Mesmo quando ele a tenta a sacrificar a respeitabilidade em nome do desejo.
Nunca, em tempo algum, ela pode se apaixonar por alguém de posição social superior à sua.
Muito menos se ele for um libertino...mesmo que os beijos dele sejam devastadores...
Não fosse pelo infeliz incidente em seu último emprego, Alexandra Gallant não seria obrigada a aceitar a oferta de Lucien Balfour, o mais notório libertino de Londres.
Embora o atraente conde a tenha contratado para dar aulas à sua prima, a voz sedutora e os beijos ardentes sugerem que ele tem algo bem menos respeitável em mente... Algo que nunca acontecerá!
Pois embora Lucien queira ensinar a Alexandra os mistérios do prazer, ela está determinada a dar a ele algumas lições sobre o amor...

Capítulo Um

Lucien Balfour, o sexto conde da Abadia Kilcairn, apoiou-se em um dos pilares de mármore da entra­da da Mansão Balfour e observou as nuvens carregadas que se aglomeravam no céu.
— Pelas barbas do profeta... — ele murmurou, baforando seu charuto. — Algo ruim está vindo para cá.
Embora a iminência de uma tenebrosa tempestade cobrisse o céu de Londres, não era aquela tormenta em particular que o preocupava.
Um pesadelo muito maior se aproximava vertiginosamente: ele logo receberia a fi­lha de Satã e a progenitora dela em sua casa.
Atrás de si, Lucien escutou a porta da frente se abrir.
Ele continuou a observar o céu até que um trovão reverberou acima dos telhados de Mayfair.
— O que é, Wimbole?
— Pediu-me para avisá-lo quando o relógio anuncias­se três horas, milorde — o mordomo respondeu em tom monótono.
Lucien deu outra baforada no charuto e soltou a fu­maça bem devagar para que as ondulações cinzentas fossem levadas pela brisa.
— Feche as janelas de meu gabinete assim que a chu­va começar e sirva um copo de uísque ao sr. Mullins. Imagino que em breve ele precisará de uma bebida forte.
— Sim, milorde. — A porta se fechou.
A chuva começou a molhar os degraus de granito diante de Lucien, assim que uma carruagem adentrou Grosvenor Street e virou, dirigindo-se à mansão.
Depois de dar uma última e longa tragada em seu charuto, ele o apagou no pilar e jogou o resto de fumo no gramado.
Os demônios eram pontuais.
A porta da frente se abriu mais uma vez, e Wimbole, seguido de uma dúzia de criados, surgiu ao lado de Lucien no instante em que a monstruosa carruagem ne­gra parou diante da mansão.
Um segundo veículo, menos ostensivo que o primeiro, estacionou logo atrás.
Quando o mordomo e sua tropa se colocaram em mo­vimento, o sr. Mullins ocupou o lugar de Wimbole ao lado de Lucien.
— Milorde, devo lembrá-lo outra vez de seu dever para com sua família.
Lucien encarou o advogado.
— Duas pessoas assinaram um pedaço de papel antes de morrer e cabe a mim pagar o ônus. Não precisa me lembrar de que fui pego em uma armadilha da qual não posso me desvencilhar.
— Mesmo assim, milorde... — O cordato advogado engasgou assim que o primeiro ocupante da carruagem surgiu à luz do dia. — Meu Deus... — ele murmurou, chocado.
— Deus não tem nada a ver com isso — Lucien resmungou.

Série With This Ring
1. Libertino Apaixonado
2. Encontro a meia-noite
3. Aposta Escandalosa
Série Concluída

13 de agosto de 2010

Série Família Griffin

1- MARIDO POR ENCOMENDA



A espera de um marido sedutor....

Eleanor Griffin sabe que um dia terá de se casar, mas até que esse dia chegue, ela quer flertar e namorar, como qualquer outra jovem de sua idade.
Entretanto, temeroso de que a irmã se envolva em um escândalo, o duque de Melbourne pede a seu melhor amigo, Valentine, que fique de olho na espevitada Eleanor....
Não poderia existir, em toda Londres, um acompanhante menos qualificado do que Valentine Corbett, um homem tão libertino e devasso quanto bonito e atraente.
Um conquistador incorrigível...e por quem Eleanor é apaixonada desde desde menina! Mas quem diria que Valentine seria capaz de se comportar de maneira tão honrosa e respeitável, como um perfeito cavalheiro, apesar do brilho de desejo que ilumina seus olhos sedutores? E Eleonor precisa tomar cuidado, pois ela prometeu se casar imediatamente com o homem escolhido por seus irmãos, ao menor sinal de escândalo...

Capítulo Um

Valentine Corbett, o marquês de Deverill, tomou um gole de uísque.
— Vamos ter encrenca, Lydia — ele murmurou.
— Não por parte de meu marido, suponho. — Lady Franch levantou a cabeça, interrompendo o que fazia naquele momento.
— Não, seu marido continua ocupado com Geneviève DuMer.
— Safado. — Lady Franch abaixou a cabeça novamente. Depois, olhou, curiosa, para o marquês.
— A que está se referindo, Valentine?
— John Priestley está colocando um bracelete de pérolas no pulso de Eleanor Griffin. — o marquês afastou mais a cortina, por onde podia ver o que acontecia no salão. — Os dois estão parados na frente de todos, incluindo os três irmãos de lady Griffin. Duvido muito que o duque de Melbourne aprove que a irmã aceite presentes de um cavalheiro em público, principalmente de um idiota que não pode nem ser considerado um pretendente à mão de Eleanor.
— Está mais interessado no que acontece no salão do que em mim? — lady Franch reclamou. — Não mais o satisfaço, Valentine?
O marquês suspirou. Mesmo excitado, nunca perdia o controle das emoções.Nem mesmo fechava os olhos quando uma mulher o estimulava sexualmente, por mais que tal atitude lhe desse prazer.
Lydia se recompôs e aceitou o copo de uísque que o amante estendia.
Valentine voltou a atenção ao que acontecia no salão.
— Acredito que seu marido possa estar procurando a esposa.
— Oh, sim, mas, já que ele não enxerga bem, não precisamos nos preocupar. Oh, querido, estarei na festa dos Beckwith na quinta-feira. — Lady Franch ajeitou o vestido. — E eles têm um jardim tropical adorável.
— E com muito pouca iluminação, pelo que ouvi dizer. — Dando um passo para o lado, Valentine permitiu que lady Franch retornasse ao salão primeiro.
Encostou-se na parede por um momento, ainda observando o que atraíra sua atenção havia pouco.
Eleanor Griffin era uma tola. Não apenas continuava com o bracelete em seu pulso, como parecia encorajar o rapaz, rindo com o que ele dizia.
Valentine deu uma olhada para o lado, localizando o irmão mais velho de Eleanor. Sebastian, o duque de Melbourne, continuava a conversar com lorde Tomlin, mas Deverill o conhecia o suficiente para saber que não estava satisfeito.
Talvez a noite ainda oferecesse alguns momentos interessantes.
— Ele é um louco!




2- COMO FISGAR UM MARIDO

Infalível sedução!

Para Zachary Griffin, nada pode ser mais interessante do que ensinar às lindas irmãs Witfeld algumas técnicas especiais para conquistar o coração de um homem e levá-lo ao altar...
Além disso, instigar a encantadora Caroline à tentação será incrivelmente delicioso!
Caroline é mais inteligente e a menos fútil das irmãs, mas Zachary ainda não se deu conta de que os insistentes olhares dela nada têm a ver com atração e sim com a oportunidade de ser admitida num ateliê de arte. Se ela conseguir retratar na tela aquele rosto másculo, aquela expressão aristocrática e aqueles ombros fortes, talvez seu sonho se torne realidade. Caroline, porém, logo começa a ter outro tipo de sonho...Um comportamento não muito apropriado para uma dama dedicada à sua arte...a menos que ela se dedique a amar!

Capítulo Um

— Por Deus, depressa com isso — murmurou para si lorde Zachary Griffin um segundo antes de, sem tirar os olhos do par que rodopiava pelo recinto, servir-se de uma taça de clarete da bandeja que o criado lhe oferecia.
Embora outros trinta casais dançassem no salão de baile de Tamberlake, era como se Zachary não os visse.
Assim como também mal reparava no grupinho de jovens que, coladas à parede, vinham se aproximando dele aos pouquinhos.
Em circunstâncias normais, dançar com mocinhas encantadoras seria a ordem do dia num evento como aquele. Nessa noite, porém, a prioridade era outra.
Dançar ficaria para mais tarde.
Do outro lado do salão, seus irmãos mais velhos, Sebastian, o duque de Melbourne, e Charlemagne, também haviam declinado da valsa.
Ambos conversavam com lorde Harvey, certamente finalizando as negociações que visavam à aquisição da participação do visconde na empresa de navegação marítima da família. Mas, por mais que desejasse que tudo corresse bem, só de imaginar o emaranhado de cifras e percentagens típicas de uma transação como aquela, Zachary já sentia dor de cabeça.
A valsa afinal chegou ao fim.
A maioria dos dançarinos retornou para junto de seus acompanhantes ou se encaminhou para a mesa de petiscos, e o par em que ele havia grudado os olhos só foi se separar diante das taças de creme de chocolate.
Após uma última espiadela nos irmãos, Zachary se aproximou da mesa e, colocando a mão sobre o ombro agasalhado pelo vistoso uniforme vermelho do cavalheiro, observou:
— É uma satisfação saber que o senhor ainda se encontra em Londres, major.
Virando-se para ele, John Tracey o cumprimentou:
— Zachary. — Então lhe estendeu a mão.
— O senhor me parece muito bem. — Zachary apertou a mão dele com força.
— E por que motivo não haveria de estar? Isto é, tirando o fato de sua irmã ter decidido que não queria casar-se comigo.
— Ninguém contava com aquele imprevisto. — Zachary sentiu o sorriso murchar.
Praga de Eleanor. Ele já tinha complicações de sobra naquela noite. — À exceção de Melbourne, talvez. Parece que ele sempre sabe de tudo.
— Nesse caso, seu irmão bem que podia ter me avisado de que lady Eleanor pretendia casar-se com o marquês de Deverill antes de me perguntar se eu gostaria de me unir à família.




3- A PRINCESA INDINA

4- O ESCANDALO DA PRINCESA



Inglaterra, 1813.

Pecados de um duque...
Sebastian Griffin, o Duque de Melbourne, criou os irmãos mais novos, educou-os muito bem e cuidou para que os três fizessem um bom casamento.
Considerado o homem mais poderoso da Inglaterra, Sebastian tem uma reputação impecável, de homem íntegro, que nunca se envolveu em escândalos. Até agora.
Josefina Katarina Embry é uma jovem belíssima, que afirma ser a princesa de um país longínquo. Enquanto ela deslumbra a alta sociedade com sua graça e encantos, Sebastian desconfia de que ela está tramando alguma coisa e decide desmascará-la... Sem imaginar que iria se sentir irresistivelmente atraído pela sensualidade de Josefina e por seus beijos apaixonados.
Ele sabe que um caso amoroso entre ambos provocará um escândalo, mas o homem mais poderoso da Inglaterra arriscará sua reputação por uma suposta princesa, ou permitirá que o mais pecaminoso desejo governe seu coração?

Capítulo Um

Junho de 1813.
A julgar pelo semblante dos soldados da Guarda Montada, alguém planejava algum banho de sangue... Após praguejar baixinho, Sebastian Griffin, duque de Melbourne, incitou o cavalo e, deixando o pelotão para trás, foi chegar a seu destino meio quilômetro à frente dos militares. O tempo urgia, e tempo era algo que ele não tinha para desperdiçar.
Alheio aos irmãos e ao cunhado que vinham no seu encalço, Sebastian saltou para o chão assim que o cavalo estacou para ir bradar diante da alvoroçada multidão:
— Quem está no comando aqui?
— Eu. — O sujeito atarracado em vestes surradas, como a maioria dos lavradores e demais trabalhadores reunidos ali, abriu espaço por entre os companheiros para puxar Sebastian de lado. — O que deseja, rapaz?
Rapaz. Ninguém falava assim com ele havia dezessete anos, ocasião em que herdara o ducado.
— Quero saber por que acham que pôr abaixo os portões de Carlton House irá trazer comida ou simpatia à causa de vocês. — Sebastian virou-se para seu secretário. — Compre tudo o que houver de alimentos no mercado da Piccadilly e mande entregar na Abadia de Westminster.
— Pois não, Vossa Graça. — Com isso, Rivers fez o cavalo dar meia-volta. — Vá com ele, Jennings. Também quero cobertores e roupas para quem estiver precisando.
— Sim, Vossa Graça.
— Então acha que bastam um pedaço de pão e uma camisa para nos mandar embora daqui?
— o líder da revolta interpelou Sebastian. — Ora, isso não...
— Vocês são em quantos, uns trezentos? — Sem esperar pela resposta, passou os olhos pelos rostos sujos e famintos da aglomeração às costas do grandalhão. — Vá para Westminster; vou encontrá-lo lá, e então discutiremos formas de manter sua gente em condições decentes até o replantio das lavouras e a melhora do sistema de irrigação.
— Mas nós...
— Insistir na ameaça à residência do príncipe regente só irá fazer com que ele se veja obrigado a chamar soldados para defendê-lo. De mais a mais, há crianças por aqui; não é justo colocá-las em perigo.
— Ainda não sei qual é o seu nome, sr... Vossa Graça. Nem se devo confiar num aristocrata.
— Sou o duque de Melbourne; se já ouviu falar de mim, você sabe que não volto atrás no que digo.



Série Família Griffin
1-Marido por Encomenda
2- Como fisgar um Marido
3- A Princesa Indina
4- O Ecandalo da Princesa
Série Concluída

12 de maio de 2010

A Aposta

Série Lessons In Love









Inglaterra, lição de amor

No passado, o notório visconde Dare seduzira Georgiana Halley e roubara sua inocência...
Somente para ganhar uma aposta! Mas agora ele iria pagar caro.
O plano era simples: ela usaria cada artimanha sedutora que conhecia, com o intuito de conquistar o coração de Dare, para depois parti-lo!
Porém, aqueles olhos azuis mais uma vez tentavam Georgiana a ceder ao desejo... e quando ele a surpreendeu com um pedido de casamento, ela hesitou: estaria Dare enganando-a de novo, ou dessa vez poderia ser amor verdadeiro?

Capítulo Um

Lady Georgiana Halley observou lorde Dare entrar no salão de baile e perguntou-se por que as solas das botas lustrosas do visconde não esfumaçavam, já que o homem caminhava pelas trilhas do inferno.
O restante dele certamente ardia em chamas enquanto, moreno e diabolicamente sedutor, dirigia-se às salas de jogos. Ele nem sequer notou quando Elinor Blythem lhe deu as costas.
— Eu odeio aquele homem — Georgiana murmurou.
— Como disse? — lorde Luxley perguntou, empreendendo os passos da quadrilha.
— Nada, milorde. Estou pensando em voz alta.
— Pois então partilhe seus pensamentos comigo, lady Georgiana. — Luxley tocou a mão dela, virou-se e desapareceu atrás da srta. Partrey antes de voltar novamente a encará-la. — Nada me agrada mais que o som de sua voz.
Exceto, talvez, o ouro que tilinta em minha bolsa. Georgiana suspirou. Ela se tornava cada vez mais intolerante.
— Está apenas sendo gentil, milorde.
— Essa é uma impossibilidade no que lhe diz respeito, milady.Quando deram outra volta no salão, ela notou que Dare saía de seu campo de visão.
Provavelmente o devasso ia fumar um charuto com seus amigos igualmente libertinos.
A presença do visconde havia estragado a noite agradável.
Como fora sua tia quem organizara a soirée, não podia imaginar quem o convidara.
Seu parceiro de dança se juntou a ela outra vez.
Georgiana presenteou o garboso barão com um sorriso determinado.
Tinha de eliminar o diabólico Dare de seus pensamentos.
— Está muito disposto esta noite, lorde Luxley.
— A senhorita me inspira — o barão disse.
A dança terminou. Enquanto o barão pegava um lenço no bolso, Georgiana avistou Lucinda Barrett e Evelyn Ruddick juntas à mesa de refrescos.
— Obrigada, milorde — Georgiana agradeceu e fez uma cortesia antes que ele a convidasse para um passeio pelo salão. — Milorde me exauriu. Poderia me dar licença?
— Eu... E claro, milady.




Série Lessons In Love
1- A Aposta
2- Adorável Pecador
3- O Segredo de Carroway

16 de fevereiro de 2010

A Aposta

Série Lessons In Love


Inglaterra, lição de amor

No passado, o notório visconde Dare seduzira Georgiana Halley e roubara sua inocência...
Somente para ganhar uma aposta! Mas agora ele iria pagar caro.
O plano era simples: ela usaria cada artimanha sedutora que conhecia, com o intuito de conquistar o coração de Dare, para depois parti-lo!
Porém, aqueles olhos azuis mais uma vez tentavam Georgiana a ceder ao desejo... e quando ele a surpreendeu com um pedido de casamento, ela hesitou: estaria Dare enganando-a de novo, ou dessa vez poderia ser amor verdadeiro?

Capítulo Um

Lady Georgiana Halley observou lorde Dare entrar no salão de baile e perguntou-se por que as solas das botas lustrosas do visconde não esfumaçavam, já que o homem caminhava pelas trilhas do inferno.
O restante dele certamente ardia em chamas enquanto, moreno e diabolicamente sedutor, dirigia-se às salas de jogos. Ele nem sequer notou quando Elinor Blythem lhe deu as costas.
— Eu odeio aquele homem — Georgiana murmurou.
— Como disse? — lorde Luxley perguntou, empreendendo os passos da quadrilha.
— Nada, milorde. Estou pensando em voz alta.
— Pois então partilhe seus pensamentos comigo, lady Georgiana. — Luxley tocou a mão dela, virou-se e desapareceu atrás da srta. Partrey antes de voltar novamente a encará-la. — Nada me agrada mais que o som de sua voz.
Exceto, talvez, o ouro que tilinta em minha bolsa. Georgiana suspirou. Ela se tornava cada vez mais intolerante.
— Está apenas sendo gentil, milorde.
— Essa é uma impossibilidade no que lhe diz respeito, milady.Quando deram outra volta no salão, ela notou que Dare saía de seu campo de visão.
Provavelmente o devasso ia fumar um charuto com seus amigos igualmente libertinos.
A presença do visconde havia estragado a noite agradável.
Como fora sua tia quem organizara a soirée, não podia imaginar quem o convidara.
Seu parceiro de dança se juntou a ela outra vez.
Georgiana presenteou o garboso barão com um sorriso determinado.
Tinha de eliminar o diabólico Dare de seus pensamentos.
— Está muito disposto esta noite, lorde Luxley.
— A senhorita me inspira — o barão disse.
A dança terminou. Enquanto o barão pegava um lenço no bolso, Georgiana avistou Lucinda Barrett e Evelyn Ruddick juntas à mesa de refrescos.
— Obrigada, milorde — Georgiana agradeceu e fez uma cortesia antes que ele a convidasse para um passeio pelo salão. — Milorde me exauriu. Poderia me dar licença?
— Eu... E claro, milady.





2- ADORÁVEL PECADOR





Sedutor ou seduzido?...

O marquês de St. Aubyn é conhecido por "Saint",
mas está bem longe de ser um "santo".
Evelyn Ruddick sabe que deve evitá-lo a qualquer custo, mas ela quer muito ajudar as crianças do orfanato do qual Saint é o presidente do conselho.
Está determinada a ensinar o arrogante e atraente marquês a arte de se tornar um cavalheiro exemplar, mas isso não será nada fácil, até porque a simples proximidade daquele homem a faz desejar inverter os papéis para que ele lhe ensine a arte da sedução...
A ideia de colaborar para o projeto de Evelyn é absurda para Saint, porém aquela jovem linda e teimosa se recusa a desistir!
Sendo assim, o que mais resta a um libertino que se preze além de seduzir a formosa dama?
O problema é que Saint logo descobre que é ele quem está sendo seduzido pela pureza e inocência da encantadora Evelyn.
A tentação de viver uma ardente paixão nos braços dela será capaz de realizar o impossível e corrigir aquele adorável pecador?...

Capítulo Um

Um ano depois.
― Eu realmente gostaria que você não criasse caso por tão pouco. — Evelyn Ruddick deu um passo para trás, afastando-se do irmão. — Lucinda Barrett e eu somos amigas desde que debutamos juntas.
Victor venceu a distância que os separava. Seu tom de voz demonstrava aborrecimento.
— Desfrutem dessa amizade em qualquer outra festa. O pai dela não tem direito nem a um voto no Parlamento, e hoje à noite eu preciso que você converse com lady Gladstone.
— Não gosto dela — Evie murmurou, resmungando quando Victor a segurou pelo braço, evitando que ela se afastasse outra vez.
— Ela bebe uísque como um homem.
— E o marido dela é um proprietário influente em West Sussex. Ser um pouco mais tolerante é um preço pequeno em troca de um assento na Casa dos Comuns.
— Fala isso porque não será em você que ela vai soltar o bafo de bebida. Victor, eu vim aqui esta noite para dançar e conversar com minhas...
Ele franziu a testa e a interrompeu.
— Você veio aqui hoje porque eu a acompanhei. E só fiz isso porque queria que me ajudasse na minha campanha.
Ambos sabiam que ela perderia a discussão antes mesmo de iniciá-la. Evie era capaz de jurar que Victor permitia que debatesse com ele apenas para colocá-la em seu devido lugar mais vezes.
— Oh, droga! Eu preferia que você ainda estivesse na índia.
— Eu também. Agora, vá, antes que uma das Plimpton chegue até ela primeiro.
Armando-se de um sorriso educado e amigável, Evelyn abriu caminho por entre os convidados em busca da mais recente fonte de possíveis votos para o irmão. O apego de lady Gladstone ao uísque não era o único problema.
Trinta anos mais nova que o marido, a viscondessa tinha hábitos piores do que a bebida.
E Evelyn escutara rumores de que um deles estava ali naquela noite.




3- O SEGREDO DE CARROWAY

Londres, 1816

Lições de Amor

Com suas duas melhores amigas casadas e felizes, Lucinda Barrett percebe que não pode mais adiar suas aulas de amor. 


O homem que ela espera ensinar precisa ser alguém que não mexa com seu coração, e esse alguém, definitivamente, não é Robert Carroway!
O atraente e reservado herói de guerra é complicado demais, sempre evitando os círculos sociais de Londres e suas frivolidades. Ainda assim, é uma agradável surpresa quando ele se oferece para ajudar Lucinda na missão de corrigir e preparar para o casamento um outro nobre, mais adequado. 
O problema é Lucinda conseguir resistir ao incrível feitiço dos olhos azuis de Robert e à sua sensualidade, que a deixa sem fôlego. Lucinda quer um marido, não um amante apaixonado e irresistível, capaz de abalar o seu mundo com um único beijo! 

Capítulo Um

— Não, você não trapaceou, Evie, e espero que pare de dizer que sim. — Lucinda Barret, exasperada com a amiga, ajeitou-se melhor no largo peitoril da janela.
— Eu sei, minha intenção era ensinar um cafajeste, e acabei me casando com ele. — Preocupada, Evelyn levantou-se, foi em passos longos ao refúgio de Lucinda e voltou.
— Há menos de dois meses eu era a reles e insípida Evelyn Ruddick, e agora sou a marquesa de St. Aubyn. Nem posso acreditar...
— Você não era reles e insípida, Evie. — Georgiana entrava apressada na sala íntima, acenando para o mordomo fechar a porta. — E não se desculpe, porque eu, além de estar atrasada para o chá, também me casei com o objeto de minhas aulas.
— Não precisa se desculpar por nenhum dos dois casos, Georgie. — Lucinda sorriu, divertida.
Georgiana sorriu de volta, acenou para Evelyn sentar-se no sofá e se acomodou a seu lado.
— Pode ser, mas há pouco mais de um ano eu teria fuzilado quem sugerisse que eu iria me casar com Tristan Carroway. E agora eis-me aqui, lady Dare, a dois meses de pôr mais um Carroway no mundo.
— Quem sabe será menina? — Evelyn ria.
— Isso que não compensa as outras desvantagens. — Georgiana moveu-se, pouco à vontade. — Nunca vou entender a valentia da mãe de Tristan: fez mais quatro varões depois de já ter feito um! Se não fossem as tias dele, eu seria absoluta minoria.
E mesmo assim elas me abandonaram... Foram para as águas termais de Bath.
— Por falar nos irmãos Carroway... — Lucinda começou, enigmática, pois enfim se decidira a contar seus planos às amigas. — Vocês sabiam que o tenente Bradshaw Carroway vai voltar para Londres?
— Eu sabia. O navio chega a Brighton no fim de se¬mana. Ele espera ser indicado para um novo posto nas Índias Ocidentais. Logo onde!

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