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28 de julho de 2017

O Honrado Marksley

Richard Marksley, em casa vindo da guerra Peninsular, está acostumado a corrigir os erros e excessos de seu parente aristocrático. 

Mas desta vez o seu dissoluto primo Reginald, o Visconde Langsford, foi muito longe. 
Se passando por Richard, Reggie comprometeu a reputação de uma jovem dama e deixou para Richard acertar a situação. 
Richard preferiria muito mais ir atrás de poetas para a sua publicação, O Tantalus. 
Mas seu senso de responsabilidade e honra familiar torna impossível para ele virar as costas para a situação, e ele está determinado a encontrar uma solução rápida que será casar com a garota. 
Hallie Ashton tem pouca escolha. Seu tio está convencido de que ela teve um comportamento imoral com Richard, não com Reggie. Com a família pressionando por um casamento, a sociedade ameaçando roubar o seu futuro e selar o seu destino.  Se ela pessoalmente pudesse explicar a situação para Marksley, ela poderia ter nele um útil aliado. Mas isso requereria revelar o segredo guardado em seu coração. 

Capítulo Um

Nem o Conde de Penham nem seu filho Reginald, o Visconde Langsford, nunca mostraram o menor interesse na fonte de riqueza da família, embora fossem obrigados a mantê-la para a próxima geração. Richard Marksley dirigia seu cavalo para um descanso enquanto inspecionava com orgulho as extensas pastagens atrás de Penham Hall. 
Orgulho era tudo que ele queria pelo seu trabalho duro, pois Penham não era, e nunca seria seu. O privilégio de possessão pertencia unicamente a seu tio e a seu reprovável primo. Mas Richard tem sido por muitos anos o responsável por manter e cuidar de Penham, o estado da propriedade mostrava o seu cuidado. 
— Deve estar satisfeito, senhor, — Disse Appleby. O administrador puxou seu próprio cavalo ficando ao lado de Apollo o cavalo de Richard. — O antigo lugar parece muito melhor do que o senhor tinha esperado. — Realmente, — disse Richard. — Particularmente nesta manhã de setembro,com essa luz forte sobre a grama coberta de orvalho, Penham parece pacífica e próspera. É difícil de acreditar que Reginald preferiu ir a um lugar longe neste verão.
 — Eu duvido que o Visconde faria isso intencionalmente, senhor. Richard sorriu-lhe. — Você é extremamente gentil, Appleby. Por isso e por seu bom senso, eu serei sempre grato. 
— Eu agradeço, senhor. — Nós faremos bem o suficiente este ano. — Richard observou ao olhar para trás para a mansão, — mas o futuro precisa ser construído. Penham precisa crescer se ela quiser sobreviver. Não pode apenas ser preservada. — Ante a perspectiva de Reginald vir a ser um conde, Richard sentiu um súbito frio. Ele havia saído cedo e cavalgado arduamente. Agora direcionou Apollo para casa. 
— Este passeio foi muito útil, Appleby. Nós nos encontraremos novamente no Ludlow’s, na próxima quinta? — Quando o administrador assentiu, Richard instou Apollo a um leve trote de volta para Archers, o pequeno, mas confortável solar que ele herdara dez anos atrás, antes de seus vinte anos. 
Novamente agradeceu o fato de que a propriedade dividia somente um dos lados com Penham. Pela estrada a distancia era de mais ou menos quatro quilômetros. Através dos campos e cercas era quase um quilômetro. Era bom estar afastado da família, particularmente num momento como esse, quando sua paciência estava em baixa. 
Mal notou as magníficas faias delineadas contra as paredes do Archers. Ele caminhou diretamente do estábulo para a biblioteca, determinado a escrever algumas instruções adicionais a Appleby. O administrador, ele pensou, era um homem competente e genial cujo único defeito era ter uma memória que perdoava tudo. Ele continuamente subestimava as extravagâncias do Visconde Langsford. Não fazia muito tempo que Richard cometera o mesmo erro.









Trad.Paraíso da Leitura
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