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12 de janeiro de 2011

Familia O`Neil Link

2- SAMARA









Encantadora, traiçoeira...
Ela era um desafio para o intrépido corsário inglês.

Viagens, aventuras no mar... Por que apenas aos homens era reservado esse destino?
O espírito irrequieto de Samara O’Neill levou-a a quebrar essa regra.
Sem avaliar as implicações de seu ato, embarcou clandestinamente numa escuna rumo a Paris.
Logo amargou as conseqüências de seu gesto: o navio capturado em área de conflito tornou-a prisioneira do famoso corsário inglês, Reese Hampton.
O mesmo ímpeto rebelde e aventureiro movia os dois jovens.
Atraíram-se inevitavelmente. Porém, em tempo de guerra era sandice esperar por lealdade.
E enquanto Reese hesitava entre a paixão e o compromisso com a Coroa Britânica, Samara se precipitou em agir, atraindo-o para uma emboscada, traindo seu próprio amor.

Capítulo Um

Carolina do Sul, 1812

Enquanto dava pontos de bordado no pano de amostras, Samara 0'Neill pensava abor­recida, na monotonia desse trabalho. Tudo em sua vida era monótono. Nada acontecia para quebrar o desfile sem graça dos dias. Mas seria diferente se ela fosse homem.
Olhou para o tecido entediada. Em sua opinião, já passara da idade de aprender a bordar, mas a mãe insistira e ela não queria desagradá-la. E assim, um dia lindo daqueles, perma­necia dentro de casa... Bordando. Dando pontos rapidamente para terminar logo o motivo de que se ocupava, acabou espe­tando o dedo e uma gota de sangue manchou o pano.
— Inferno! — deixou escapar, colocando o dedo na boca.
Arrependeu-se de haver praguejado, pois a mãe lhe dis­sera que nenhum jovem decente se interessaria por uma moça de linguagem libertina. Consolou-se, pensando que nenhum rapaz de. suas relações a interessava e que todos podiam pensar dela o que bem entendessem. Eram uns per­feitos idiotas.
— O bordado que vá para o diabo — tornou a praguejar em tom de desafio, olhando para o pano sujo de sangue.
Relanceou o olhar furtivamente ao redor, ficando aliviada ao certificar-se de que ninguém testemunhara aquela nova transgressão às normas impostas pela mãe.
Tenacidade, porém, era uma de suas maiores qualidades. Jamais abandonava algo pela metade e terminaria o trabalho enfadonho de qualquer maneira. Qualidade ou defeito? Às vezes, a compulsão de terminar tudo o que começava levava-a a ler um livro aborrecido até o fim e a executar uma tarefa completamente desnecessária e que a enfastiava mortalmente.
Ouviu um ruído na porta e ergueu os olhos. Conn, o irmão mais próximo dela em idade, observava com um sor­riso divertido. Teve vontade de jogar o pano preso ao bas­tidor no rosto dele.
— Tenho a impressão de que foi domesticada, irmãzinha. É uma pena que esteja bordando, porque eu ia convidá-la para sair comigo em busca de Bren. Mas nem me passaria pela cabeça tirá-la de tão proveitosa ocupação.
Ela ergueu o queixo com orgulhosa dignidade.
— Sempre termino o que começo. Não sou como outros membros da família que não desejo mencionar agora.Conn ficou vermelho. A perseverança de Samara torna­ra-se famosa, enquanto o seu próprio desleixo vivia sendo comentado por todos. De todos os irmãos, apenas ele ainda não encontrara um objetivo na vida. Bren, o mais velho, dirigia os negócios da família no que se referia às linhas de navegação. Marion tornara-se médico, formado pela Escola de Medicina de Edinburgh, Escócia.




Família O`Neill Link
1- A Flor do Pântano
2- Samara
3- O Elo de Prata
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