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7 de agosto de 2017

O Leão Negro

Série Saga Montgomery
Misteriosamente belo, imensamente rico, o audaz conquistador inglês, era conhecido como Leão Negro por sua ferocidade de leão. 

Ninguém podia competir com ele, até que enfrentou a Lyonene, uma beleza de olhos verdes cujo espírito fogoso igualava ao dele.
Lyonene suportou inumeráveis perigos para estar ao seu lado, até que um dia as mentiras maliciosas a conduziram para um grave perigo. Somente Leão Negro tinha a coragem para destruir a conspiração implacável que os tinha separado e que tinha ameaçado os laços de amor que tinham jurado não romper jamais. As chamas da paixão... Com um poderoso movimento, o homem rasgou o lençol que a cobria e, sem querer, emitiu um gemido ao vê-la, mais encantadora do que poderia imaginar. Lyonene viu sua expressão, e a fúria se converteu em medo, já que viu o rosto do Leão Negro, um rosto que tinha obrigado a homens robustos a se ajoelhar e se render. Não tinha acreditado que pudesse ter um olhar tão assustador, um olhar que agora se dirigia para ela. Instintivamente, tratou de se cobrir quando ele rasgou o lençol.

Capítulo Um


Lyonene ouviu os passos fortes de Lucy na escada de pedra e se aconchegou sob o grosso cobertor. Os ventos de janeiro assobiavam no exterior da velha torre e rajadas de vento gelado penetravam pelas venezianas de madeira, mas sua cama estava quente e tinha a intenção de ficar nela o máximo possível.
—Lady Lyonene. — Lucy abriu o cortinado da cama.
Lucy, agora, era uma mulher velha e estava muito gorda. Tinha cuidado de Lyonene desde que nasceu e gostava dela como a uma mãe.
— Sua mãe quer que vista a túnica dourada, a capa e o manto verde.
Lyonene, que tinha virado para a luz com certa má vontade, olhava agora Lucy com interesse.
— O manto e a capa verde?
— Chegou um convidado, um convidado muito importante, e têm que vestir os seus melhores trajes para realizar a apresentação.
Lyonene afastou a roupa de cama e colocou um pé no chão de carvalho. As venezianas estavam muito bem fechadas devido ao frio invernal e a única luz provinha da pequena lareira e da vela de sebo situada no alto candelabro junto à cama. O suave brilho destacava todas as curvas de seu jovem e esbelto corpo. Lucy ajudou sua senhora a colocar a anágua de linho e a justa túnica de lã que ressaltava seu esbelto corpo de mulher. A capa, aberta nos lados, não cobria nada.
— Conhece o convidado? Trata-se de um amigo de meu pai?
—Não, senhora. — Lucy rodeou o cinto de couro ao redor da estreita cintura de Lyonene. — É um conde, um homem jovem que seu pai ainda não tinha conhecido.
Lyonene se deteve e olhou fixamente sua criada.
— É bonito? É um conde jovem e bonito, tem o cabelo claro e monta um garanhão branco? — Brincou Lyonene.
— Isso você verá no seu devido tempo. Agora, pegue o pente para que possa desembaraçar o seu cabelo.
Lyonene obedeceu enquanto insistia:
— Me conte algo mais sobre ele. De que cor tem os olhos? E seu cabelo?
— Negro muito negro. Tão negro como os olhos do diabo.
As duas mulheres levantaram a vista quando Gressy e Meg entraram no pequeno quarto carregando lençóis de linho limpos. Falou Gressy, a mais velha das duas:
—O conde chegou. Não é qualquer conde do rei, trata-se do grande Leão Negro em pessoa.
— É verdade que é negro. — Acrescentou Meg.
— Tem os olhos e os cabelos negros como satã. Inclusive seu cavalo é completamente negro. — Remarcou Gressy.
Lyonene olhou para elas com uma expressão de horror. Tinha ouvido todo tipo de histórias sobre o Leão Negro desde que era uma menina, histórias de força e coragem. Mas cada uma delas sempre estava pintada de um toque de maldade; acaso sua força provinha de algum poder maligno.
— Estão seguras de que se trata do Leão Negro e não de outro? — perguntou em voz baixa.
— Nenhum outro homem poderia ter um olhar como o seu. Juro que me deu um arrepio só de ficar perto dele. — Gressy olhou para sua senhora intensamente.
Lucy deu um passo adiante e exclamou:
— Basta de dizerem tolices!




Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira

13 de setembro de 2015

A Herdeira

Série Montgomery
Jamie Montgomery, cavaleiro elisabetano empobrecido, fica eufórico ao ser escolhido para escoltar Axia, a herdeira dos Lancaster, até o castelo de seu futuro marido.

Se ela se apaixonar por ele — como a devotada irmã mais velha de Jamie anseia -, suas dificuldades financeiras estarão resolvidas.
Mas Axia, que passou a vida vigiada de perto pelos servos do pai, não é a flor tímida e mimada que Jamie imagina. Ela é travessa e teimosa, e aproveita todos os momentos preciosos de liberdade antes de casar com o homem escolhido por seu indiferente e excêntrico pai. Depois de comunicar a Jamie que nem pense em lhe declarar o seu amor — como parece ser o hábito de todos os homens pobres e bonitos —, Axia transforma-lhe a vida num inferno quando foge para ir à feira, monta num cavalo rebelde e por pouco não quebra o pescoço, e faz o impossível para atrasar a viagem.
Embora não ouse admitir, a idéia de se casar com um estranho a assusta muito.
Certo dia, Jamie percebe estar saboreando as palavras mais ousadas de Axia como se fossem o néctar mais raro... e que está perdidamente apaixonado por essa linda moça, tão audaciosa e enlouquecedora. A partir daí, terá que preparar um plano arrojado para obter a liberdade de Axia... e conquistar o seu arrojado e destemido coração!

Capítulo Um

Inglaterra 1572
- Herdeira de Maidenhall! - Joby mal conseguia se conter enquanto olhava para Jamie e Berengaria, respectivamente o irmão e a irmã mais velha, sentados juntinhos um do outro na mesa superior. Sua beleza já não a deslumbrava mais como quando era criança. O pai costumava erguê-la nos braços acima da cabeça, bem no alto, prometendo-lhe que, quando crescesse, seria tão bonita quanto a irmã, Berengaria.
Mas ele mentira. Mentira a esse respeito ou, como acabou acontecendo, sobre tantas outras coisas. Mentira ao afirmar que nunca lhes faltaria comida e um lugar quente e confortável para morar. Mentira ao jurar que a mãe logo pararia de falar com o povo dos espíritos.
Mas, principalmente, mentira quando garantira que viveria para sempre.
Joby sacudiu a cabeça e o cabelo castanho cacheado, e olhou para o irmão com olhos brilhantes. O cabelo fora cortado depois que derrotara alguns garotos enquanto brincavam de espadachim; em retaliação, eles haviam lambuzado a sua cabeça com mel quente e pez de pinheiro. Agora o cabelo crescia em cachos brilhantes, e ela achava que era um dos seus traços mais bonitos.
”A herdeira de Maidenhall”, ela repetiu. Jamie, pense em toda aquela maravilhosa fortuna. Você acha que ela toma banho numa banheira de ouro? Será que usa esmeraldas quando vai se deitar?
“ Nada ela usa, senão a cama”, resmungou Rhys, um dos dois escudeiros de Jamie. Aquele pai dela a mantém tão trancafiada como o seu ouro.
Rhys emitiu um pequeno grunhido quando Thomas, o segundo escudeiro, deu-lhe um chute por baixo da mesa.
Joby sabia muito bem que o pontapé era para silenciar Rhys, pois todos pensavam que, com doze anos, ela não sabia nadica de nada e não queriam que mudasse. Joby não ia contar o que sabia ou deixava de saber; na sua opinião as restrições atuais eram suficientes à sua liberdade. Se qualquer um dos adultos presentes descobrisse exatamente o quanto sabia realmente, começariam a querer descobrir onde havia aprendido o que devia ignorar.
Os olhos de Jamie brilhavam.
— Esmeraldas talvez não. Mas, quem sabe, uma camisola de seda.
— Seda — repetiu Joby sonhadoramente com a cabeça apoiada na mão. — Italiana ou francesa?



Série Saga Montgomery
1- A  revisar
2- A Donzela
3- A Herdeira




8 de setembro de 2013

A Donzela

Série Saga Montgomery

Ele tinha que conquistar o coração do seu povo, mas antes deveria conquistar o coração de sua rainha...

Ele era sábio, forte e valente. Seu destino era ser rei. Ela era jovem, formosa, uma princesa guerreira. 
Seu destino era amá-lo. Mas quando se conheceram, eram somente um homem e uma mulher, consumidos por uma paixão tão súbita e tão profunda, que o mundo desapareceu com o primeiro beijo. 
Depois, quando o beijo ainda ardia em seus lábios, Jura descobriu que aquele cavalheiro não era outro senão o odiado príncipe Rowan, quem regressava da Inglaterra para usurpar o trono.
Furiosa, Jura decidiu ser a inimiga desse príncipe, cujo formoso rosto a atormentava de día e de noite. Mas nada deteria Rowan, decidido a ganhar a guerra... e nada o deteria em seu afã de conquistar a valente e bela Jura, para convertê-la em sua esposa, sua rainha, seu amor...

Capítulo Um

Inglaterra, 1299
William de Bohun se achava escondido entre as sombras dos muros de pedra do castelo e contemplava a seu sobrinho, que se encontrava sentado junto à janela. Rowan, de cabelos loiros que brilhavam ao sol, franzia o cenho de seu formoso rosto ao concentrar-se no estudo do manuscrito que tinha ante si. William preferia não pensar quanto tinha chegado a significar para ele esse jovem, com o passar do tempo. Rowan era o filho que tivesse desejado ter.
Ao olhar ao jovem arrumado, alto, de ombros largos e quadris estreitos, voltou a perguntar-se como um homem feio e sinistro como Thal pôde ter engendrado a alguém como Rowan. Thal se fazia chamar rei da Lanconia, mas se vestia com peles de animais, seus sujos cabelos lhe chegavam até os ombros e comia e falava como um bárbaro. Ao William produzia aversão e só tolerava sua presença em sua casa porque o tinha pedido o rei Edward. William lhe tinha devotado sua casa hospitaleiramente e tinha ordenado a seu mordomo que organizasse entretenimentos para aquele homem vulgar e tosco, mas, pessoalmente, manteve-se afastado desse jovem detestável.
Agora, ao William assaltavam lembranças angustiantes quando olhava ao Rowan. Quando William esteve ocupado, longe do castelo, sua querida e formosa irmã Anne se apaixonou por esse homem detestável. Quando William se deu conta do ocorrido, Anne já estava tão enfeitiçada por ele que ameaçava matando-se se o perdia. O estúpido rei bárbaro nem sequer parecia dar-se conta de que Anne punha em perigo sua alma imortal pelo solo feito de mencionar o suicídio.
Nada de quanto William houvesse dito, teria desanimado a Anne. William lhe dizia que Thal era uma pessoa repulsiva e Anne o olhava como se fora tolo.
— Não é repulsivo para uma mulher — havia dito ela, rendo de tal modo que William experimentava náuseas ao pensar que as mãos desse homem untuoso e sombrio pudessem tocar a Anne, tão loira e esbelta.
Finalmente, o rei Edward tinha tomado uma decisão por ele. Havia dito que os lanconianos eram poucos mas ferozes e que se seu rei desejava uma esposa inglesa devia tê-la.
De modo que o rei Thal se casou com a Anne, a formosa irmã do William. Este se embriagou durante dez dias, com a esperança de que, quando recuperasse a sobriedade, descobrisse que tudo tinha sido produto de sua imaginação. Mas quando despertou de seu estupor alcoólico viu o Thal, um pouco mais alto que sua irmã, inclinado sobre ela, envolvendo sua loira beleza com seu tenebroso corpo.

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Série Saga Montgomery
1- a revisar
2- A Donzela
3- A Herdeira


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