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12 de agosto de 2017

Uma Rosa na Tempestade

Quando a rivalidade se torna paixão...

Com a guerra em chamas na Escócia, o destino do legado dos Comyn-MacDougall depende de uma mulher.
Recentemente órfã, a jovem Margaret Comyn deve garantir a segurança de seu clã através de um casamento arranjado. Mas quando uma invasão inimiga a põe à mercê do notório Lobo de Lochaber fazendo com que toda a sua lealdade - e sua vontade secreta - seja desafiada.
E um reino está entre eles...Guerreiro lendário Alexander 'the Wolf' MacDonald cavalga com Robert Bruce para conquistar o trono da Escócia. Mas quando ele toma a prisioneira ardente Lady Margaret, ela rapidamente se torna muito mais do que uma valiosa refém, pois, a paixão entre eles ameaça trair suas famílias, seu país ... e seus corações.

Capítulo Um

Loch Fyne, as Highlands, 14 de fevereiro de 1306
— Há muito silêncio.
Margaret não ouviu a voz de Will. Ia a cavalo pelo bosque de Argyll, junto a seu irmão, à cabeça de uma coluna de cavaleiros, soldados e serventes. Olhava para frente.
O castelo surgia tão repentinamente de entre os escarpados e as colinas nevadas que, quando a gente saía do bosque, tal e como eles acabavam de fazer, podia confundi-lo com um penhasco negro. No entanto, era uma antiga fortaleza situada sobre um lago gelado. Na parte mais baixa do recinto, as muralhas eram grosas e sólidas,e na parte norte havia várias torres que se erguiam para o céu. A floresta ao redor do castelo e do lago estava cheia de neve, tal como as montanhas à noroeste.
Margaret respirou profundamente. Estava emocionada, e se sentia muito orgulhosa.
E pensou: Castle Fyne é meu.
Mary MacDougall, sua mãe, tinha nascido naquela fortaleza, e mais tarde a recebeu como dote por seu casamento. Castle Fyne era uma aquisição magnífica: estava nos limites mais ocidentais de Argyll, no caminho de saída do Solway Firth, rodeado por terras do clã Donald e do clã Ruari. Durante séculos, os homens tinham lutado por ele, mas nunca tinham sido capazes de tomá-lo da família MacDougall.
No entanto, não conseguia se livrar da ansiedade que sentia nas últimas semanas. Desde a morte de seu pai, ela estava sob a tutela de seu tio poderoso, John Comyn, conde de Buchan e recentemente ele tinha arranjado seu casamento com um cavaleiro Inglês famoso, Sir Guy de Valence.
― Este lugar está sob a mão de Deus. ― Disse Will, interrompendo seus pensamentos. ― Odeio. É demasiado silencioso. Nenhum pássaro.
Percebeu que seu irmão tinha razão, ela também se perguntou o porquê do silêncio, não se ouvia nem o barulho feito pelos esquilos nos arbustos ou veados ou raposas, não se ouvia nada. Não havia nenhum som, exceto o tilintar dos freios dos cavalos e um relincho.
Sua tensão aumentou.
― Por que está tudo tão quieto?
― Alguma coisa deve ter assustado os animais. ― Disse Will.
Eles se olharam. Seu irmão tinha dezoito anos, um a mais que ela, e era loiro como o pai, muito parecido com ele. No entanto, todo mundo dizia que ela era a cara de sua mãe, Mary: pequena, com cabelos loiros avermelhados e rosto oval.
― Devemos ir. ― Will disse bruscamente, levantando as rédeas. ― Apenas no caso de existir mais do que lobos nestas colinas.
Margaret olhou para a fortaleza. Faltava pouco tempo para que eles estivessem seguros dentro das muralhas. No entanto, antes de pressionar a égua para avançar, recordou o castelo na primavera, quando aos pés das paredes surgia um cobertor de flores azuis e roxas. Lembrou de ter saltado entre essas flores nas margens de um riacho, onde os cervos pastavam. Sorriu ao se lembrar da voz suave de sua mãe, que a chamava para que voltasse, e seu belo pai, entrando no quarto da torre seguido por seus quatro filhos e todo mundo animado falando ao mesmo tempo...








Série Escócia Medieval 
1- O Guerreiro e a Rosa
2- Uma Rosa na Tempestade
Trad.Paraíso da Leitura



7 de julho de 2017

O Guerreiro e a Rosa

Série Escócia Medieval 
Lady Juliana MacDougall reza para que seus entes queridos sobrevivam a guerra contra Robert Bruce ... Mas a batalha vem até ela quando suas terras são atacadas por um bando de Highlanders, liderados por um homem vestindo as cores do pior inimigo do seu clã.
Tomada como refém por Alasdair Og, Juliana rapidamente descobre que ele é um amante tão excepcional como é um guerreiro.
O mais cruel é como ela pode amar Alasdair quando ele é seu inimigo de sangue?
Capítulo Um

Castelo Coeffin, Lismore, Escócia-Fevereiro de 1287
Não havia nenhum som na sala, exceto o dos dois meninos que galopavam sobre pôneis imaginários, agitando bastões de madeira um contra o outro como se fossem espadas. Juliana MacDougall adorava seus pequenos sobrinhos, mas não conseguia sorrir. Ela tremeu, mas não pela escuridão de um inverno frio, mas sim porque não podia desfazer o nó de medo que tinha em seu interior.
Olhou através da grande sala de pedra para sua irmã Mary, que estava sentada junto à mesa amamentando o seu filho mais novo, era um espetáculo tão formoso que Juliana se comoveu ao vê-la. Mary Comyn era nove anos mais velha que ela, entretanto, mais que uma irmã, era sua melhor amiga. Juliana sempre se encantava em ter sua irmã em casa com ela e adorava seus filhos, já que não tinha nenhum próprio.
Entretanto, desejava que a atual visita da Mary fosse estritamente familiar. Mas não era.
Ela estava em Coeffin Castle porque o país estava em guerra. A Escócia estava em guerra porque não tinha um rei.
Deus, haveria alguma vez um período de paz? As têmporas de Juliana doíam, como odiava a guerra e como odiava aguardar notícias daqueles que amava!
Mary ergueu os olhos. Era uma mulher muito bonita, com olhos azuis como o céu e cabelo loiro acobreado. Sua graça era natural e atraía aos homens e às mulheres como abelhas ao mel. Ela sorriu, a expressão cálida, mas a preocupação enchia seus olhos. Enquanto o fazia trocou de lado o menino de um ano de idade e ajustou seu surcote1.
—Vou ter que desmamar Thomas em breve.
— Sim, você vai.
Mary estava esperando seu quarto filho para o início do verão. Estava encantada, assim como Juliana. Esperava que fosse uma sobrinha.
O pequeno sorriso de Mary desapareceu.
— Não posso acreditar que Buittle caiu — disse laconicamente.
O Buittle Castle tinha pertencido a John Balliol, uma grande propriedade, que foi adquirida pelos laços do casamento. A notícia de sua queda tinha acabado de alcançá-los.
De repente, os rapazes gritavam e golpeavam violentamente os bastões um do outro. Com a dor de cabeça de Juliana aumentando, ela levantou-se e caminhou em direção de seus sobrinhos.
— Roger! Donald! Basta!
Rindo selvagemente, os dois meninos, de quatro e cinco anos de idade, detiveram-se, burlando-se dela. Roger era ruivo e sardento, Donald loiro. Então, Donald levantou seu bastão de madeira para ela.
— Ao Comyn!











Série Escócia Medieval 
1- O Guerreiro e a Rosa
2- Uma Rosa na Tempestade
Trad.Paraíso da Leitura
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