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30 de julho de 2016

Amar para Sempre



 
Alex Faulkner, duque de Stafford, conhece Mireille Germain na luxuosa mansão de Sackville, em Hampshire, durante uma caçada.

William Sackville, o anfitrião de meia-idade, deixa entrever a seus amigos e conhecidos que ela é sua amante quando, na realidade, sua relação não é mais que uma farsa.
Mira vive há dois anos na mansão, mas sua presença é puramente ornamental. 

Sackville é um homem poderoso com um segredo a ocultar, por isso, quando encontra Mira, não duvida em lhe oferecer amparo em troca de sua conivência na mentira. Ela aceita, pois tem algo a ocultar.
Mira e Alex sentem-se inevitavelmente atraídos desde o primeiro momento, e apesar da reticência de Mira em revelar seus segredos, Alex está destinado a descobrir tudo... Mas a jovem e gentil francesa está decidida a manter ocultas suas origens, assim como a verdadeira natureza da relação que a une a Sackville.

Capítulo Um

Chamava-se Mireille Germain, mas ninguém o sabia em Sackville Manor. Na realidade, ninguém na Inglaterra sabia. Imaginava ser um grande problema que alguém conhecesse sua verdadeira identidade, algo que resolveu deixando aquele nome em seu país natal, a França. Aqui era Mira, um nome que gostava muito mais.
Apoiando os cotovelos no batente da janela da torre, inclinou-se para frente e desfrutou da brisa e da esplêndida vista que a altura do lugar lhe oferecia. Divertia-lhe observar a chegada dos convidados de lorde Sackville; damas e cavalheiros de alta linhagem que passavam o tempo pavoneando-se, um costume do qual Mira zombava abertamente, até que lorde Sackville a tomou sob sua tutela. Agora tinha melhores maneiras, mas apesar da rigorosa educação recebida, alguns de seus velhos costumes e crenças estavam muito arraigados para que pudesse mudá-los. Tinha crescido em um mundo muito diferente desse, em que a falsa cortesia da classe privilegiada era considerada algo desprezível.
Uma nova carruagem se aproximou da mansão e percorreu o comprido caminho arborizado do portão. O veículo trazia as cores azul marinho e negro, muito vistosas. Segundo os rumores que circulavam em Sackville sobre os convidados que assistiriam à caçada, o azul e o negro eram as cores dos Falkner. Quando a carruagem com elegantes cavalos parou bem diante do pórtico, Mira inclinou a cabeça um pouco mais, concentrando seus olhos cor de café na figura de Alexander Falkner, duque de Stafford, que neste momento descia do veículo.
Aparentava menos idade do que tinha imaginado e era muito elegante, tinha a pele morena e o cabelo escuro cortado na altura da nuca. Endireitou o casaco com porte arrogante e se encaminhou para a frente da carruagem. Em um homem menor, aquela caminhada teria sido considerada uma ostentação, pensou Mira sorrindo levemente, enquanto fixava o olhar nele. Esse homem estava rodeado de vitalidade e fortaleza que o tornava muito atrativo. Nestes dias, estava muito na moda que os homens adotassem a romântica palidez que caracterizava Byron.
A maioria dos cavalheiros pareciam indolentes e melancólicos, como se estivessem cheios de um desejo desesperado, mas este homem em particular parecia carecer de tais pretensões.
Mira apoiou o queixo nas mãos, enquanto o observava estender uma mão morena em volta de um dos cavalos e acariciar seu pescoço, com um gesto distraído. Sorriu por algo que havia dito o cocheiro e seus dentes brilharam em contraste com a pele escura.
Seria realmente este homem o lorde Falkner que tanto sofreu com a morte de seu primo? Não parecia ter sofrido uma grande perda recentemente. Sackville disse que Falkner lamentava profundamente o assassinato do primo, mas Mira decidiu que aquele devia ser outro dos típicos exageros de Sackville. 

Em sua curta vida viu muito frequentemente a morte e as sombras, mas não havia rastros de aflição no rosto de lorde Falkner.
Apareceram dois lacaios de Sackville com perucas empoadas com talco e uma imponente pomposidade; inclinaram-se ante Falkner e abriram as portas.
Depois que ele entrou na casa, chegaram mais carruagens com diversos convidados ricamente adornados, mas Mira os observou sem muito interesse, pois ainda tinha a mente no moreno recém-chegado.
William Sackville recebeu Alec na biblioteca, com uma bebida na mão e um sorriso no rosto. Esta expressão de prazer e bom humor era algo que oferecia muitas vezes, e por que não fazê-lo? Salvo uma esposa e herdeiros que perpetuassem sua linhagem, tinha tudo o que um homem podia desejar, uma propriedade bem administrada, muitos amigos, estabilidade financeira e o respeito de todos os que o conheciam.
Seus principais interesses, a política e as caçadas, eram bem conhecidos por seus amigos e mudavam conforme as estações do ano: toda primavera ia a Londres para representar Hampshire nas sessões do Parlamento, e a cada outono se retirava para caçar em sua propriedade.


Série Berkley-Faulkner
1- Onde a Paixão nos leve
2 - Amar para Sempre

6 de fevereiro de 2016

Onde a Paixão nos leve



A bela jovem Rosalie Belleau foi levada a um aristocrático mundo de luxo e complexas intrigas quando o mais notório e atrativo libertino de Londres, lorde Randall Berkeley, a sequestra acreditando que ela estava disponível para qualquer homem que a desejasse. 

Mas antes que Randall compreendesse seu engano, ficou marcado por seu desejo… E perdido seu coração para essa moça tão diferente de qualquer outra que tenha conhecido antes. 
Rosalie e lorde Randall, não sabiam nada um do outro… Até que as chamas da paixão iluminaram seu caminho através de um labirinto de perigo… Para chegar às deslumbrantes alturas do êxtase…

Capítulo Um

Para um coração jovem sedento de paixão e aventuras, aquela não era vida. Não havia nada que alterasse a rotina dos longos e entediantes dias de trabalho de Rosalie Belleau, não recebia as carícias de um amante, não desfrutava de nenhuma noite de risadas e danças, muito menos o sabor do vinho ou o efeito embriagador da liberdade ocasional. 

Não tinha outro recurso para escapar da monotonia senão por seus sonhos. Mais lamentável ainda, era sua imaginação empobrecida que com muita dificuldade não saberia com o que sonhar se não fosse por Elaine Winthrop, que lhe falava de uma existência que Rosalie só poderia invejar. 
Elaine, só um ano mais jovem que Rosalie, mas muito mais experiente, trazia-lhe fofocas e descrições esplêndidas dos bailes aos quais assistia os personagens deslumbrantes que lhe apresentavam e os numerosos prazeres que reservava Londres.
Embora a temporada estivesse a ponto de acabar e o verão já se apresentava com explendor, o ritmo febril de Londres apenas tinha diminuído e Rosalie ardia com a febre da juventude frustrada. 
Não era capaz de mudar sua situação e lhe faltava paciência para aguentar seu destino estoicamente. Devagar, tranquilizou-se com o morno e úmido ar primaveril e se afundou em suas fantasias. 
Um dia, sonhava Rosalie, despertaria pela manhã e os dias já não seriam cinza como até então, mas sim de uma cor intensa. Um dia, o sangue correria por suas veias com a doçura do champanhe. Um dia fugiria de sua prisão invisível e encontraria alguém a quem amar, um homem que a adoraria e respeitaria, que lhe permitiria ser amiga, mulher, companheira e amante. 
Um homem com o qual compartilharia seus sonhos, um homem que despertaria nela as emoções mais intensas e a acompanharia pelo mundo lhe ensinando suas maravilhas, absorvendo cada imagem e som. Um dia, tudo mudaria.
Quando esse dia chegou, não teve nada haver com o que ela tinha esperado.
Rosalie quase nunca encontrava tempo para conversar a sós com sua mãe Amille, mas quando surgia uma oportunidade, ambas a apreciavam e desfrutavam com prazer. A sua relação era bem especial, já que podiam falar não só como mãe e filha, mas também como amigas. Amille era a pessoa mais importante no mundo de Rosalie, e entendia as necessidades, perguntas, anseios e medos de sua única filha embora fossem muito diferentes dos seus próprios. 
De aspeto eram muito parecidas, duas mulheres miúdas e morenas, mas muito diferentes por dentro. Amille via a vida com um enfoque pragmático, enquanto que Rosalie era uma idealista, e quando fez vinte anos compreendeu de forma intuitiva que as causas de suas diferenças estavam além da idade e da experiência.
Amille era estável como uma rocha e amava a ordem. Embora instruída, necessitava de imaginação, enquanto que as emoções e os pensamentos de sua filha sempre pareciam levantar voo ou despencar no precipício.
 Por muito que Rosalie se esforçasse em controlar suas ânsias pouco ortodoxas, sabia que estava condenada pela vida a procurar emoções fortes e dar rédea solta a seus sentimentos.










Série Berkley-Faulkner
1- Onde a Paixão nos leve
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