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18 de abril de 2015

Rendição



Laura Prescott, uma aristocrata bostoniana conhece o verdadeiro significado do que é se entregar quando se apaixona terna e apaixonadamente por um estranho: Jason Moram, seu marido.









Capítulo Um


Novembro de 1880, Boston.
Quão último esperava Jason Moram quando abriu a porta de sua biblioteca era a visão de sua esposa sendo beijada por outro homem. Talvez a esposa de alguém mais recorresse a encontros clandestinos, mas não a dele. Não havia segredos em Laura... Ou ao menos isso tinha pensado ele. Seus olhos negros se entrecerraram enquanto a sensação desconhecida dos ciúmes lhe congelava a boca do estômago.
O casal se separou de um salto logo que se abriu a porta. A leve música de Strauss se escutava flutuando da festa, dissipando qualquer ilusão de privacidade que os dois pudessem ter tido. Laura levou as mãos às bochechas pela surpresa, mas que não ocultou o fato de que tinha estado chorando.
Jason rompeu o silêncio com uma voz zombadora.
-Não é uma anfitriã atenta, querida. Alguns dos convidados estiveram perguntando por ti.
Laura alisou o cabelo castanho e se recompôs com uma velocidade milagrosa, assumindo sua habitual máscara inexpressiva.
-Não pareça tão ansioso, Perry, - disse ao outro homem, que tinha avermelhado a um tom escarlate. -Jason entende um beijo entre amigos, - seus olhos verdes piscaram em direção a seu marido. -Não é assim, Jason?
-Oh, entendo tudo a respeito dos... Amigos, - respondeu Jason, apoiando o ombro contra a porta. Nunca o tinha visto tão perigoso como nesse momento, seus olhos negros tão duros e brilhantes como diamantes. -Talvez seu amigo possa ser o suficientemente amável para nos permitir um pouco de privacidade, Laura.
Isso foi todo o impulso que Perry Whitton necessitou para escapar. Murmurando alguma desculpa, deslizou-se pela porta, puxando a gola alta e engomada de sua camisa, para facilitar o fluxo de sangue a seu rosto.
-Whitton, - meditou Jason, fechando a porta atrás da figura em retirada. -Não é a opção mais óbvia para um enlace romântico, não?
Perry Whitton era um solteiro tímido, de meia idade, amigo de algumas das mulheres mais influentes na sociedade de Boston. Tinha inumeráveis amizades femininas, mas nunca mostrou um interesse romântico por nenhuma delas. A aparência de Whitton era agradável, mas não ameaçadora, suas maneiras interessantes, mas não coquetes. Qualquer marido se sentiria completamente seguro em deixar a sua esposa em companhia de Whitton.
-Sabe que não se trata disso, - disse Laura em voz baixa.
Perry tinha sido um conhecido dos Prescott durante anos, o beijo tinha sido um gesto de simpatia, não de paixão. Quando Laura lhe deu a boas-vindas à festa, Perry tinha visto a tensão em seu rosto e a infelicidade sob suas cortesias sociais.
-Está tão bonita como sempre, - disse-lhe Perry amavelmente, - mas me atreveria a dizer que há algo que lhe preocupa.
Assim era em efeito. Laura não tinha intenção de lhe confiar seus problemas com Jason, mas para seu horror, deu-se conta que estava a ponto de chorar. Teria preferido morrer antes de fazer uma cena emotiva. Entendendo seu dilema, Perry a tinha levado a um lugar privado. E antes que pudesse dizer uma palavra, ele a tinha beijado.
-Jason, certamente não pode pensar que há sentimentos românticos entre Perry e eu, - disse em um tom cauteloso.
Estremeceu de inquietação quando seu marido se aproximou dela e lhe agarrou os braços.
-Você me pertence, - disse com voz rouca.- Cada centímetro teu - seus olhos percorreram o traje de noite de cetim que usava. – Seu rosto, seu corpo, cada pensamento. O fato de que eu não queira participar de seus favores não quer dizer que te permitirei que os conceda a qualquer outro homem. É minha e só minha.





2 de junho de 2013

Rendição



Uma herdeira bela e corajosa…

Expulsa do seu lar ancestral por causa da traição de seu primo, a fascinante beldade escocesa Kayleigh Kerr encontra um novo destino em Nova Orleans como a famosa e orgulhosa batedora de carteiras a quem todo homem deseja, mas nenhum pode tocar.
Mantendo vivo o sonho de reclamar o que pertence a ela por nascimento, vê-se obrigada a fugir novamente…
Desta vez para os braços de St. Bride Ferringer, um belo desconhecido que não vai permitir que escape.
Um enigmático patife.… St. Bride era um homem que sabia o que queria. 
Viajou para Nova Orleans em busca de vingança, mas logo descobriu que queria mais: desejava Kayleigh de corpo e alma. 
Enfeitiçado pela formosa menina de rua que sonha com castelos escoceses, St. Bride jurou domá-la e fazê-la sua. 
Mas no furor da batalha que se estende entre ambos, St. Bride se vê rendido pelos encantos da mulher a quem chama de minha pequena feiticeira.

Comentário revisora Caro: Livro romântico, uma jovem idealista que sonha em voltar para casa,um mocinho decidido a ficar com ela e descobrir seus segredos.Muito bom e com bastante suspense, tem trechos onde roí as unhas ansiosa para ver o que ia acontecer. 

Capítulo Um

Maio de 1746.
Ofegante, Kayleigh despertou de seu pesadelo.
Cobriu seu rosto molhado com as mãos. Mas as inesgotáveis lágrimas só limparam parte da sujeira de suas faces. Ainda estava com o coração pulsando a toda velocidade e os ombros rígidos. 
E sentia como se estivesse se afogando por causa do ar pesado e úmido que a rodeava.
Ficou um longo tempo na escuridão pensando em Morna. Seu fantasma parecia que a perseguia, e desejava com todas as suas forças que sua irmã estivesse ali com ela nas largas noites de Louisiana e na difícil e solitária vida que levava agora.
Entretanto, sabia que não era possível. 
E seu único consolo era soltar um pequeno suspiro de decepção e fazer o que tinha feito mil vezes antes: deixar a sua imaginação voar até uma vida passada mais feliz, a que teve na Escócia, e que ainda sentia falta. 
Mas até esse pequeno alívio parecia estar fora de alcance essa noite. 
Por muito que tentou, não pôde sentir o toque do cetim francês se deslizando por sua pele.
Nem o reconfortante calor do fogo de madeira de abedul em uma tarde gelada. 
Inclusive a imagem do castelo de Mhor sob os translúcidos flocos da primeira neve do inverno apareciam dispersas em sua mente.
Estava esquecendo os detalhes que davam sentido a sua vida anterior.
Disse a si mesma que um ano longe do lar confundia as lembranças de qualquer um. 
Não entanto, se desesperava ao pensar que possivelmente nunca mais voltasse a lembrar, fechou os olhos com força e se obrigou a pensar em todas as cores e pormenores do passado para não esquecer nem um sequer.
—Kestrel, teve aquele pesadelo outra vez?
A frase chegou do outro extremo do escuro local. A voz não a chamou “Kayleigh”, seu nome escocês, a não ser “Kestrel”, o nome inglês de um pequeno falcão do Velho Mundo que sempre mantinha elevada a cabeça contra o vento.
—Não. — negou ela brandamente, tentando recordar os selos gravados no faqueiro de Mhor.
—Não, pequena, não me engana. —A voz a reconfortou na escuridão da primeira hora da manhã enquanto um comprido e ossudo dedo cravava nas suas costelas—. Nega tudo o que queira, mas desse maldito dia não se esquecerá.
—Já não me lembro de Mhor. Desapareceu. —sentou-se, abatida, pensando que as palavras eram mais verdadeiras do que imaginava.
—Vamos, Onde está o espírito que me desafiou a mata-la naquele dia na colina de Mhor? Enfrentou a mim de tal forma que não pude acabar com a sua vida e nos vimos obrigados a fugir até aqui.
—Possivelmente tenha desaparecido, Bardolph. O calor de Louisiana o levou. —Agitou o musgo sobre o qual dormia—. Nem consigo respirar. Por que não há um pouco de brisa fresca?
—Não posso fazer nada a respeito disso, mas trouxe uma coisa que te agradará.
Enquanto Bardolph o Escuro acendia a luz ao lado da janela, viu que olhava para ela com olhos escuros e afundados. Ela se levantou da cama feita de musgo verde cinzento e sacudiu seu andrajoso vestido. Imediatamente, um gatinho de pelagem escura se agarrou sonolento a sua saia, e logo se jogou em cima das baratas em busca de seu café da manhã.
—Qual é a sua surpresa, Bardie? Madrugou muito cedo para me trazer isso Ou ficou fora a noite toda?
Arqueou uma sobrancelha e o olhou. 
Certamente, Bardolph era uma criatura noturna. Com seu corpo magro e o comprido cabelo cinza, a escuridão era mais amável com ele do que podia ser sol. 
Não era agradável de olhar e nem era provável que alguém o quisesse, e, entretanto, ela o queria. 
Tinha salvado a vida dela e durante o último ano tentado que sua existência fosse suportável.
—Olhe!





 

21 de novembro de 2009

Rendição


lain Mackinnone seu irmãos, Morgan e Connor, formam parte de um seleto esquadrão de guerreiros que reúnem a coragem de seus antepassados escoceses e o sigilo e a astucia dos índios que vivem nos bosques das colônias americanas. 

Chantageados pelo comandante Lord William Wentworth, os três irmãos se vêem forçados a servir a coroa inglesa implicando-se na guerra contra os franceses e seus aliados índios se não quiserem serem acusados de traição.
Durante uma perigosa missão, lain encontra uma mulher que está a ponto de cair nas mãos dos índios Abcnaki e que os enfrenta com ferocidade.
Impressionado pela beleza e a coragem da jovem, lain interven para salvá-la ignorando todos os perigos, descumprindo ordens e inclusive arriscando as vidas de seus homens e de seus irmãos..
Pronto surge o amor entre lain e a desconhecida,mas o jovem guerreiro ignora que a mulher a quem havia resgatado havia sido vendida como criada por seu tio e que pertence a um dos clãs mais odiados por sua família. 
Lady Anne Burnes Campbell não vê outra saída que esconder sua identidade para não ser vendida de novo com a escrava. 
Mas a medida que o tempo passa e cresce o amor entre eles, Anne se vê forçada a decidir se continuar escondendo de lain sua verdadeira identidade ou contar a verdade e arriscar-se a perdê-lo para sempre.

Capítulo Um


28 de julho de 1755 Albany,
Río Hudson, Colônia de Nova York

Lorde William Wentworth deu uma rápida olhada pela janela e em seguida soube que tinha chegado ao extremo mais escuro da civilização.
Abaixo, nas ruas pútridas, um homem sujo que devia ter alergia à água se abraçava a uma prostituta imunda e a investia por trás como um animal, entregando-se a um gesto mecânico.
A silhueta de um cão se revelou a escassa distância.
Dois indígenas com o corpo pintado caminhavam pela rua, ignorando a presença do laborioso casal.
O normal teria sido que William sentisse repulsão ao ver essa cena.
Entretanto, pareceu-lhe muito graciosa. Levava quatro meses nas colônias e os habitantes dali não tinham deixado de divertir-se, embora tampouco tinham cessado de derramar sangue nessa bela e vasta terra.
O tenente Cooke, o jovem oficial que lhe tinham atribuído, vinha correndo para ele e se apressava a desculpar a indiscutível derrota de Braddock.
—Meu senhor, o general não está acostumado a lutar em bosques tão densos com um rival tão devastador. Ele pensava que os franceses e seus aliados lutariam com honra; não esperava que saíssem das moitas e disparassem de improviso.
—Acaso não contava com o conselho dos exploradores índios e dos provincianos?
—William falava sem separar a vista da tosca atividade das ruas. O homem tinha ejaculado e estava subindo as calças.
—Sim, meu senhor. —O tenente Cooke se viu em um inquieto silêncio.
Tinham chegado à verdade; à verdade mais incômoda.
—Por que Braddock foi derrotado?
A prostituta tentava alisar as combinações andrajosas, voltou-se para o homem e estendeu uma mão fedida para receber sua recompensa.
—Por favor, meu senhor. O general leva semanas na tumba. Não me parece adequado...
—Eu não te pedi que devesse elogiar a figura de Braddock, a não ser analisar sua derrota. Se quer subir de posto e liderar homens e levá-los a batalha, tem que conhecer de primeira mão os enganos que cometeram outros. Expliquei-me bem, tenente?
—Sim, meu senhor.
—Então, me diga. Por que Braddock caiu?
—Não fez caso do conselho dos provincianos e ofendeu aos guerreiros índios, e muitos o abandonaram.-O homem da rua, depois de ter aliviado a pesada carga da virilha, não queria pagar. Deu uma bofetada à prostituta que a fez rodar pelo chão.
—Em resumo, o general ousou ignorar suas próprias limitações. —Era um engano que William não ia cometer —Braddock era um néscio arrogante cujos delírios de grandeza lhe custaram a vida; e também a de seus homens.
—S-sim, meu senhor. 


29 de setembro de 2009

Trilogia Buscadores de Rosas

3- RENDIÇÃO




Capítulo Um

Culholland Square, Mayfair,
14 de julho de 1806
—Diabos, senhor Fox, se seus olhos se apartassem de vez em quando de meu decote, talvez lhe resultaria mais fácil adivinhar o que é o que estou imitando durante o jogo —disse Charlotte maliciosamente.
O jovem ruivo, herdeiro da imensa fortuna de um comerciante e, desde na quarta-feira anterior, possuidor de um título de baronet de suspeita aquisição, ruborizou-se até a raiz do cabelo.
Charlotte foi inmisericorde. O arrivista sardento não tinha parado de lhe olhar o peito com insistência desde que tinha chegado em companhia de outros jovens, convidados pelo Charlotte a sua casa da cidade para jogar e tomar um refrigério; sua primeira «recepção» desde que tinha entrado em posse de seu moderno domicílio de Mayfair.
Um traslado escandaloso, posto que pretendia viver como uma solteira: sozinha.
Como lady Welton fazia de carabina para a ocasião, tudo era perfeitamente respeitável... embora a baronesa tivesse dormido ao sol umas horas antes.
Ao menos, corrigiu Charlotte a sua consciência com um movimento de cabeça, «supunha-se» que tinha que ser respeitável.
Mas nada do que fazia parecia resultar alguma vez tudo quão respeitável sua linhagem, seus nobres relacione (depois de tudo, era a cunhada do Ramsy Munro, marquês do Cottrell, além disso do renomado coronel Christian MacNeill) e suas deliciosos maneiras sugeririam.
E tal coisa, que Charlotte apreciava sobremaneira, era uma parte considerável de seu atrativo.





Trilogia Buscadores de Rosas
1-Sedução
2-Prazer
3-Rendição
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