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6 de fevereiro de 2016

Onde a Paixão nos leve



A bela jovem Rosalie Belleau foi levada a um aristocrático mundo de luxo e complexas intrigas quando o mais notório e atrativo libertino de Londres, lorde Randall Berkeley, a sequestra acreditando que ela estava disponível para qualquer homem que a desejasse. 

Mas antes que Randall compreendesse seu engano, ficou marcado por seu desejo… E perdido seu coração para essa moça tão diferente de qualquer outra que tenha conhecido antes. 
Rosalie e lorde Randall, não sabiam nada um do outro… Até que as chamas da paixão iluminaram seu caminho através de um labirinto de perigo… Para chegar às deslumbrantes alturas do êxtase…

Capítulo Um

Para um coração jovem sedento de paixão e aventuras, aquela não era vida. Não havia nada que alterasse a rotina dos longos e entediantes dias de trabalho de Rosalie Belleau, não recebia as carícias de um amante, não desfrutava de nenhuma noite de risadas e danças, muito menos o sabor do vinho ou o efeito embriagador da liberdade ocasional. 

Não tinha outro recurso para escapar da monotonia senão por seus sonhos. Mais lamentável ainda, era sua imaginação empobrecida que com muita dificuldade não saberia com o que sonhar se não fosse por Elaine Winthrop, que lhe falava de uma existência que Rosalie só poderia invejar. 
Elaine, só um ano mais jovem que Rosalie, mas muito mais experiente, trazia-lhe fofocas e descrições esplêndidas dos bailes aos quais assistia os personagens deslumbrantes que lhe apresentavam e os numerosos prazeres que reservava Londres.
Embora a temporada estivesse a ponto de acabar e o verão já se apresentava com explendor, o ritmo febril de Londres apenas tinha diminuído e Rosalie ardia com a febre da juventude frustrada. 
Não era capaz de mudar sua situação e lhe faltava paciência para aguentar seu destino estoicamente. Devagar, tranquilizou-se com o morno e úmido ar primaveril e se afundou em suas fantasias. 
Um dia, sonhava Rosalie, despertaria pela manhã e os dias já não seriam cinza como até então, mas sim de uma cor intensa. Um dia, o sangue correria por suas veias com a doçura do champanhe. Um dia fugiria de sua prisão invisível e encontraria alguém a quem amar, um homem que a adoraria e respeitaria, que lhe permitiria ser amiga, mulher, companheira e amante. 
Um homem com o qual compartilharia seus sonhos, um homem que despertaria nela as emoções mais intensas e a acompanharia pelo mundo lhe ensinando suas maravilhas, absorvendo cada imagem e som. Um dia, tudo mudaria.
Quando esse dia chegou, não teve nada haver com o que ela tinha esperado.
Rosalie quase nunca encontrava tempo para conversar a sós com sua mãe Amille, mas quando surgia uma oportunidade, ambas a apreciavam e desfrutavam com prazer. A sua relação era bem especial, já que podiam falar não só como mãe e filha, mas também como amigas. Amille era a pessoa mais importante no mundo de Rosalie, e entendia as necessidades, perguntas, anseios e medos de sua única filha embora fossem muito diferentes dos seus próprios. 
De aspeto eram muito parecidas, duas mulheres miúdas e morenas, mas muito diferentes por dentro. Amille via a vida com um enfoque pragmático, enquanto que Rosalie era uma idealista, e quando fez vinte anos compreendeu de forma intuitiva que as causas de suas diferenças estavam além da idade e da experiência.
Amille era estável como uma rocha e amava a ordem. Embora instruída, necessitava de imaginação, enquanto que as emoções e os pensamentos de sua filha sempre pareciam levantar voo ou despencar no precipício.
 Por muito que Rosalie se esforçasse em controlar suas ânsias pouco ortodoxas, sabia que estava condenada pela vida a procurar emoções fortes e dar rédea solta a seus sentimentos.










Série Berkley-Faulkner
1- Onde a Paixão nos leve
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