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19 de março de 2011

Série Canalhas

1- O ENCANTO DE UM PATIFE


Para Esme Brentmor não importa que a vingança não seja coisa de mulheres.

Está determinada a vingar o assassinato de seu amado pai, um enigmático aristocrata inglês que passou os últimos anos de sua vida em um exílio auto-imposto.
A honra a obriga a não permitir que nada nem ninguém se interponha em seu caminho.
E isso inclui o bonito desonesto que, desde que apareceu em sua vida organizada, colocou tudo de pernas para o ar e cujos encantos não compensam seu caráter preguiçoso e irresponsável.

Tendo perdido toda sua herança nas mesas de jogo, Varian St. George, Lorde Edenmont, trata de viver o dia a dia graças a seu engenho e encantadoras maneiras.
Sendo um homem cujo lema na vida é a lei do «mínimo esforço» - preferivelmente sob os suaves lençóis das camas de mulheres bem dispostas - não quer ver-se envolvido em uma amalucada busca com uma ruiva de mau gênio armada até os dentes.
E dessa maneira, obrigados a viajar juntos por terras exóticas, o peculiar casal descobrirá muito em breve que tocar pode produzir perigosas faíscas…

Capítulo Um

Otranto (Itália), finais de setembro de 1818
Varian St. George se apoiou no muro do terraço e olhou por volta do mar.
A brisa marinha o acariciava prazerosamente, movendo apenas os brilhantes cachos negros que caíam sobre sua fronte.
Como um mar inflamado de azul sob o abrasador sol de outono, o Adriático avançava lentamente para a linha de escarpados da borda oposta.
Em sua imaginação via montanhas de gelo que o mar se esforçava em engolir em suas profundidades.
Por mais que aquelas chamas azuis arranhassem as montanhas, elas continuavam ali, imperturbáveis, tão impenetráveis como o Vasto Império Turco que pareciam defender.
Lorde Byron havia dito que ali podia encontrar a mulher mais formosa do mundo.
Pode ser que assim fosse. Mas parecia um caminho muito longo, mesmo para ir procurar à própria Afrodite.
É obvio, Varian não precisava ir tão longe em busca de beleza.
As mulheres perseguiam um lorde Edenmont de vinte e oito anos onde estivesse, e estava seguro de ter no oeste da Europa mulheres suficientes para satisfazer até ao homem mais voluptuoso.
Aquela noite, por exemplo, tinha uma entrevista com a esposa de olhos escuros de um banqueiro, e isso era o futuro mais longínquo que Varian necessitava ou estava disposto a preocupar-se.
O resultado daquele encontro estava fora de questão.
Poderia fingir que acreditava nos virtuosos protestos que a senhora expôs durante a primeira hora, ou talvez menos, dependendo de quanto tempo ele gostasse de interpretar aquela comédia.
Mas no final acabariam fazendo exatamente o que desde o começo os dois estavam dispostos a fazer.
Entretanto naquele momento os pensamentos de lorde Edenmont não estavam postos na senhora do banqueiro, mas na família que o tinha agasalhado e alimentado durante aquele verão.
Uma semana antes tinham espalhado as cinzas de Lady Brentmor sobre o Adriático. Havia falecido segurando entre as mãos a mão de seu filho, no mesmo dia que toda a casa se dedicava a procurar freneticamente uma valiosa peça de xadrez perdida.
Embora Variem já soubesse que tinha uma enfermidade incurável, sua morte o havia emocionado e afligido.
Apesar de sua crescente debilidade, aquela mulher nunca pareceu estar doente.
Agora suspeitava que tivesse vivido aqueles poucos meses finais lançando mão de suas últimas forças só por causa de Percival.
Mesmo assim, não tinha ocultado a verdade de seu filho. De fato tinha sido o mesmo Percival quem tinha explicado a Varian as regras do jogo de Lady Brentmor do pouco que conhecia.

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Série Canalhas
1- O Encanto de um patife
2- Cativos da noite
3- Abandonada em seus braços
4- A Noiva Do Conde Louco
5- Tudo por um beijo
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