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26 de julho de 2017

Emaranhados

Um homem de seu passado a assombrava… 

Com seus lindos olhos brilhando de ódio, Rebecca encarou Lorde David Tavistock. 
Ele havia voltado ferido, mas vibrante e sensualmente vivo da Guerra da Crimeia. Mas Julian Cardwell, seu marido doce e gentil e irmão adotivo de David, não. 
Ela acusou David, selvagem e imprudentemente, da decisão de Julian de entrar nos Guardas da Rainha, e da perda devastadora de seu marido jovem e perfeito, cuja memória mesmo agora ainda dilacerava seu coração e enchia seus sonhos. Ele prometeu-lhe um futuro… Com seus olhos azuis obscurecidos por segredos escuros, David tinha vindo para reivindicar a mulher que sempre amou. 
Durante toda a sua vida ele tinha protegido o encantador Julian, escondendo a verdade de Rebecca sobre as mulheres com quem Julian se relacionava, a criança que ele tinha gerado, e a maneira escandalosa pela qual ele morreu. 
Agora, David ofereceu a Rebeca uma vida de privilégio e riqueza como sua esposa. Ela queria um casamento de conveniência, mas ele pretendia despertar suas paixões mais profundas, para fazê-la esquecer de Julian Cardwell, e encontrar em sua cama todo o
êxtase do verdadeiro amor de um homem.

Capítulo Um

Inglaterra, fevereiro, 1854
Ela não iria para o cais. Já tinha dito isso a Julian. Muitas mulheres iam ficar com seus homens até ao amargo fim, é claro. Ela os observava agora, da janela do quarto do hotel, calma, ali de pé, as costas retas, de modo que qualquer um que a observasse teria pensado que não sentia nenhuma emoção, que a cena além da janela não tinha nada a ver com ela.
Os Guardas do Terceiro Batalhão dos Granadeiros estavam marchando rapidamente ao longo das ruas de Southampton, fazendo um espetáculo espetacular com seus uniformes de casaca vermelha e grandes capacetes de pele de urso preto.
Os curiosos e os patriotas alinhavam-se pelas ruas, aplaudindo-os, gritando encorajamentos, acenando lenços. E as mulheres estavam ali — esposas, namoradas e amantes — movendo-se ao longo das calçadas ao lado das tropas marchando, a maioria delas olhando com anseio para um homem em particular, olhares infelizes, pois logo estariam dizendo adeus a seus homens.
Talvez para sempre. Era fevereiro de 1854. Talvez muitos dos homens que marchavam tão rapidamente ao longo da rua nunca vissem o fim do ano. Eles deveriam navegar apenas até Malta, como medida de precaução, afirmou o governo. Era muito improvável que houvesse guerra.
O czar da Rússia seria tolo se não recuasse quando foi ameaçado com o poder da Inglaterra e da França. Mas o czar continuou a fazer sentir a sua presença no Mar Negro e no Mediterrâneo. Ele continuou a tentar tirar proveito do desmoronamento do Império Turco.
Os britânicos não estavam envolvidos em nenhuma grande guerra desde a Batalha de Waterloo, quase quarenta anos antes. Mas as rotas de comércio terrestre britânicas com a Índia e o Oriente estavam sendo ameaçadas, e os britânicos clamavam por uma briga.
No entanto, o governo afirmou que não haveria guerra. Eles estavam enviando tropas para Malta apenas como uma medida de precaução. Rebecca, Lady Cardwell, dizia a si mesma enquanto olhava para a rua, que esperava que Julian voltasse para o seu quarto para dizer adeus. Ela não iria para o cais. Talvez seu controle a abandonasse em público. Não era para ser contemplado. Quase nem sequer tinha vindo de Londres.









Trad.Paraíso da Leitura

17 de abril de 2017

Um Engano Mascarado


Uma noiva aturdida…

Margaret Wells é profundamente apaixonada pelo atraente Richard Adair, conde de Brampton, desde que o conheceu em um baile de máscara, há seis anos. 
A  paixão havia surgido entre eles, naquele baile, mas, ela fugira antes da hora em que todos tirariam as máscaras e revelariam suas identidades. 
Agora, Richard só precisa de uma esposa para lhe dar um herdeiro, e a calma e recatada 
Senhorita Wells parece tão adequada quanto qualquer outra mulher. Desejando viver algum tipo de paixão em seu matrimônio maçante, se pergunta o que aconteceria, se ela se tornasse aquela mascarada feiticeira, mais uma vez, e encontrasse seu marido, por acaso, em algum ambiente isolado e romântico.
Margaret, suspeita, que Richard nunca conseguirá esquecer a encantadora dama, sem identidade, por quem ele procurou, em vão, por semanas e meses, após o baile de máscaras. E suspeita, muito menos, que ele está se apaixonando, de verdade, por sua calma esposa.

Capítulo Um

Richard Adair, o sétimo conde de Brampton, não tinha certeza se ele estava se sentindo apenas desconfortável ou realmente entediado. Nenhum dos sentimentos em que ele, geralmente, se deixava aprisionar. Levantou a delicada xícara de chá, de porcelana, até os lábios, apenas para descobrir que estava vazia. 
Colocou-a de volta no pires e deixou, ambos, sobre a mesa lateral.
Ele olhou para sua companheira, que parecia estar bem absorvida em seu bordado. Seus olhos viajaram, com algum desgosto, para a touca de renda que ela usava em seu cabelo castanho, que foi puxado suavemente e enrolado em tranças pesadas na parte de trás. 
Que idade tinha ela, pelo amor de Deus? Brampton se perguntou irritado. Vinte e seis? Vinte e sete? Ela se comportava como se fosse uma tia, solteirona, em sua velhice.
Seus olhos percorreram o rosto plácido, os olhos fixos em seu trabalho, com surpreendentes cílios longos e escuros fazendo sombra em bochechas pálidas, o nariz reto e curto, uma boca que poderia ser descrita como doce, mas, certamente, não era convidativa. 
Chamavam seu tipo de rosto de formato de coração? Ele se admirava daquilo. Ou, isso era exagerar muito? Ele observou a ascensão e queda de seus seios pequenos, que eram evidenciados pela cintura alta de seu vestido, de dia, em musselina azul. Ele olhou para seus pequenos pés dispostos, lado a lado, envolvidos com sapatilhas azul escuro. Definitivamente, concluiu silenciosamente e sem rodeios, ela não podia ser vista como um prêmio.
Margaret Wells fez uma pausa em seu trabalho e ergueu os olhos para ele. 
Ele foi sacudido de volta à realidade, de repente, consciente de seu silêncio mal-educado.
– Tem notícias de seu irmão, milorde? – Ela perguntou, sua voz baixa e melódica, mas totalmente desprovida do tipo de inflexão que poderia capturar seu interesse.
– Minha mãe recebeu uma carta, dele, há apenas uma semana. – Ele respondeu. – Ele, ainda, está na Espanha, suportando a chuva, a lama e as constantes marchas de um lugar para outro, mas, até agora escapou sem lesões.
– Fico feliz em ouvir isso, milorde. – Comentou ela. E isso esgotava esse tópico, ele decidiu, de forma sombria. Ele respirou fundo e finalmente chegou ao ponto final de sua visita.
– Senhorita Wells, – começou ele, cruzando uma perna elegantemente sobre a outra – você deve saber, creio, que falei com seu pai e recebi a permissão para lhe cortejar. Você me daria uma grande honra se consentisse em se tornar minha esposa.
Ele manteve os olhos fixos sobre a pequena figura sentada no sofá, em frente a ele. Seus olhos ficaram no bordado, mas suas mãos haviam parado.
– Sim, milorde, eu conhecia o motivo da sua visita. – Respondeu Margaret, com a voz calma. – Você se engana milorde, a honra é toda minha, e ficarei feliz em aceitar sua proposta.


Veja vídeo do lançamento.


3 de março de 2017

Além do Nascer do Sol


Eu te amarei por toda a minha vida e até mesmo além disso.” 

Mesmo aos quinze anos, Jeanne, a filha privilegiada de um imigrante francês monarquista, sabia de quem gostava: do inglês Robert Blake, filho bastardo de um Marquês. 
No entanto, o seu nascimento questionável o tornava proibido. 
Forçados a se separar, ainda eram jovens o suficiente para acreditar no amanhã. 
Mas com o passar do tempo, esse breve e efêmero flerte em Haddington Hall, se desvaneceu na memória. 
Onze anos mais tarde, em Portugal, durante as Guerras Peninsulares, eles se reencontram, como dois espiões trabalhando em lados opostos. Ele agora é um capitão do exército britânico. 
Ela é a viúva Marquesa das Minas, às vezes usando o nome de Joana da Fonte. No entanto, para apenas um deles se mantém o lampejo do reconhecimento...

Capítulo Um

Inglaterra, 1799
O entretenimento estava em andamento em Haddington Hall, em Sussex, moradia do Marquês de Quesnay, que não poderia exatamente ser chamado de festa, já que não havia dança, e os sons de música e alegria flutuavam das janelas abertas da sala de estar principal. Era um entretenimento, e os convidados não eram muitos, havendo apenas dois hóspedes na casa, naquele momento em particular, para engrossar as fileiras da pequena nobreza local.
Não era uma festa, mas o rapaz sentado fora da vista da casa, no banco em torno da grande fonte de mármore abaixo do terraço, desejou estar lá dentro participando de tudo. 
Ele queria que a realidade pudesse ser suspensa e que ele pudesse estar lá dançando com ela, a jovem filha dos hóspedes de seu pai, de cabelos e olhos escuros. Ou, pelo menos, olhando para ela e talvez lhe falando, quem sabe lhe buscando um copo de limonada. 
Ele desejou… oh, ele desejava a lua, como sempre fazia. Um sonhador, isto foi do que sua mãe o chamava frequentemente.
Mas havia duas razões intransponíveis para sua exclusão ao entretenimento: ele tinha apenas dezessete anos de idade, e era filho ilegítimo do Marquês. Esse último fato teve um significado especial para ele, apenas durante o último ano e meio, desde a morte repentina de sua mãe. Através de sua infância e em grande parte dela, parecia uma forma normal de vida ter um pai, que ele e sua mãe visitavam com frequência, mas não vivia com eles, e um pai que tinha uma esposa, na casa grande, onde não havia outras crianças.
Foi apenas no ano e meio desde a morte de sua mãe, que a realidade de sua situação se tornou totalmente evidente para ele. 
Ele era um rapaz de quinze anos de idade, sem casa, e com um pai que tinha financiado a casa de sua mãe, mas nunca tinha sido uma parte permanente da mesma. Seu pai o levou a viver na casa grande. Mas, ele entendeu sua situação desde que se mudou para lá. Não era um membro da família e a mulher de seu pai, a Marquesa, o odiava e ignorava sua presença, sempre que era forçada a estar com ele. Mas ele não era um dos servos também, é claro.
Foi só no último ano e meio que seu pai começara a falar sobre o seu futuro, e que o menino tinha percebido que a sua ilegitimidade o tornava um negócio complicado. O Marquês lhe iria comprar um posto no exército, quando ele fizesse dezoito anos, ele havia decidido, mas teria que ser com um regimento de linha e não com a cavalaria, certamente não com os guardas. Isso nunca faria, pois as fileiras dos guardas eram preenchidas com os filhos da nobreza e aristocracia superior. Os filhos legítimos.
Ele era o único filho de seu pai, mas ilegítimo.



2 de julho de 2016

A Fuga

Série O Clube dos Sobreviventes
Depois de sobreviver às guerras napoleônicas, Sir Benedict Harper está lutando para seguir em frente, seu corpo e seu espírito necessitado de um toque de cura. 

Nunca Ben poderia imaginar que a esperança chegaria na forma de uma bela mulher que viveu a sua própria cota de sofrimento. 
Após a morte lenta de seu marido, Samantha McKay está à mercê de seus opressores sogros até que traça uma fuga para Wales, para reivindicar uma casa que herdara. 
Sendo um cavalheiro, Ben insiste em acompanha-la na viagem fatídica. Ben quer Samantha tanto quanto ela o quer, mas ele é cauteloso. O que pode uma alma ferida oferecer a qualquer mulher?  Samantha está pronta para ir onde o destino a levar, deixar para trás a sociedade educada, e até mesmo o decoro, em seu desejo por este belo e honrado soldado. Mas ela ousaria oferecer seu coração ferido, bem como o seu corpo? 
As respostas a ambas as perguntas podem ser encontradas em um lugar improvável: nos braços um do outro.

Capítulo Um

Era quase meia-noite, mas ninguém fazia qualquer movimento para retirar-se para cama.
— Você vai achar tudo muito tranquilo por aqui depois que partirmos, George — Ralph Stockwood, conde de Berwick, comentou.
— Vai ficar silencioso, com certeza. — O Duque de Stanbrook olhou em volta do círculo de seis pessoas que se reuniam na sala de estar em Penderris Hall, sua casa de campo na Cornualha, e seus olhos se detiveram com carinho em cada um deles, por sua vez, antes de passar ao próximo. — Sim, e tranquilo também, Ralph. Mas eu vou sentir uma falta terrível de vocês.
— Você estará co-contando suas bênçãos, George, — disse Flavian Arnott, Visconde Ponsonby, — assim que perceber que não terá que ouvir Vince raspar em seu v-violino por mais um ano inteiro.
— Ou os gatos uivando em êxtase junto com a música que ele cria — Vincent Hunt, visconde Darleigh, acrescentou. — Você pode muito bem mencionar isso também, Flave. Não há necessidade de considerar a minha sensibilidade.
— Você toca com muito mais competência do que no ano passado, Vincent — Imogen Hayes, Lady Barclay, assegurou. — No próximo ano eu não duvido que você vai ter melhorado ainda mais. Você é uma maravilha e uma inspiração para todos nós.
— Posso até dançar uma das suas músicas em um destes dias, desde que não seja muito enérgica, Vince — Sir Benedict
Harper olhou com tristeza para as duas bengalas apoiadas contra o braço da cadeira.
— Por acaso você não abriga a esperança de que todos nós decidamos ficar mais um ano ou dois, em vez de partir amanhã, George? — Hugo Emes, Lorde Trentham, perguntou, parecendo quase melancólico. — Eu nunca soube de três semanas que passassem tão rapidamente. Chegamos aqui, piscamos, e agora já é hora de seguir nossos caminhos separados novamente.
— George é demasiado e-educado para dizer um simples não, Hugo — Flavian disse a ele. — Entretanto, a vida nos chama, infelizmente.
Eles estavam se sentindo um pouco piegas, todos os sete, os membros do auto-denominado Clube dos Sobreviventes. Em uma época, todos tinham passado vários anos em Penderris, se recuperando de ferimentos sofridos durante as guerras napoleônicas. 
Embora cada um tivesse que lutar uma batalha solitária para a recuperação, eles também tinham ajudado e apoiado um ao outro e se tornado tão íntimos como quaisquer irmãos — e irmã. Quando tinha chegado a hora deles partirem para criar novas vidas para si ou para recuperar as velhas, tinham ido com uma mistura de ânsia e apreensão.
A vida era para ser vivida, todos concordavam, mas o casulo em que haviam sido envolvidos por tanto tempo manteve-os a salvo e até mesmo feliz. Eles tinham decidido que voltariam para a Cornualha por algumas semanas a cada ano para manter viva sua amizade, partilhar suas experiências de vida além dos limites familiares de Penderris, e para ajudar com qualquer dificuldade que pudesse surgir para um ou mais deles.
Esta tinha sido a terceira reunião deste tipo. Mas agora tudo acabara por mais um ano, ou acabaria no dia seguinte.









Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo
3- A Fuga
O Grupo não continuará a traduzir a série 
porque foi comprada pela Editora Arqueiro.


8 de março de 2016

O Acordo

Série O Clube dos Sobreviventes
Desesperado para escapar da casamenteira de sua mãe, Vincent Hunt, Visconde Darleigh, foge para uma aldeia remota do país. 

Mas mesmo lá, outra armadilha o espera. Então, quando a intervenção de Miss Sophia Fry para o salvar a lança numa situação desesperada, sendo obrigada, sem a menor cerimônia, a partir da casa de seus tios, Vincent é compelido a agir. 
Ele pode ter ficado cego em batalha, mas ele pode ver uma solução para ambos os problemas: o casamento.
Primeiro, a calma e despretensiosa Sophia rejeita a proposta de Vincent. Mas quando um homem tão gloriosamente bonito a convence de que ele precisa de uma mulher de sua própria escolha, tanto quanto ela precisa de proteção contra a miséria, ela concorda. 
Sua alternativa é horrível demais para contemplar. Mas como pode nascer um fogo consumidor a partir de um arranjo tão frio? 
Quando a amizade e camaradagem levam a uma doce sedução e prazer erótico, eles ousam acreditar que um negócio nascido do desespero pode levar os dois para um amor destinado a acontecer?

Capítulo Um

Quando se tornou claro para Vincent Hunt, Visconde Darleigh, que se ficasse em casa pelo resto da primavera, ele teria, sem qualquer sombra de dúvida, que se comprometer, até mesmo casar antes do verão, tinha corretamente resolvido: fugir. 
Ele fugiu de casa, o que era uma maneira ridícula, reduzindo um pouco a forma de colocá-lo, quando era o dono da casa e tinha quase vinte e quatro anos de idade. Mas o simples fato era que fugira.
Levou consigo seu criado, Martin Fisk; sua carruagem e cavalos de viagem; roupas suficientes e outros pertences necessários para durar um mês ou dois, ou seis. 
Ele realmente não sabia quanto tempo iria ficar longe. Pegou seu violino também, depois da hesitação de um momento. Seus amigos gostavam de provocá-lo sobre isso e demonstravam horror cada vez que ele o colocava sob o queixo, mas ele pensava que tocava razoavelmente bem. 
Mais importante, gostava de tocar. Acalmava sua alma, embora nunca tivesse confidenciado isso aos seus amigos. Flavian, sem dúvida, faria um comentário comparando seus acordes ao arrastar das botas a todos que estivessem ao alcance de sua voz.
O principal problema com a casa era que ele estava aflito com tantos parentes do sexo feminino e sem o suficiente do sexo masculino, e nenhum homem no comando. Sua avó e sua mãe viviam com ele, e suas três irmãs, embora casadas, com suas próprias casas e famílias, vinham para ficar, com demasiada frequência, e muitas vezes por períodos longos. 
Quase um mês se passara sem pelo menos uma delas estar na residência por alguns dias, uma semana ou mais. Seus cunhados, quando vinham com suas esposas, o que não era sempre, com muito tato, mantinham-se distantes dos assuntos de Vincent e permitiam às suas mulheres governar sua vida mesmo que, digno de nota, nenhum deles permitisse que suas esposas governassem as deles.
Tudo teria sido compreensível, mesmo em circunstâncias normais, Vincent supôs de má vontade. 
Ele era, afinal, o único neto, o único filho, o único irmão, e o mais novo, e, como tal, era justo que o protegessem, mimassem, se preocupassem e planejassem. Herdara seu título e fortuna há apenas quatro anos, com a idade de dezenove, a partir de um tio que havia sido saudável e tinha apenas 46 anos quando morreu tendo um filho tão resistente e apto como ele. Ambos morreram violentamente. A vida era um negócio frágil, bem como a herança, parentes de Vincent do sexo feminino gostavam de observar. 
Convinha, portanto, que enchesse o berçário com um herdeiro e um número de sobressalentes assim que fosse humanamente possível.









Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo


14 de janeiro de 2016

O Pretendente

Série O Clube dos Sobreviventes




















Capítulo Um

Philippa Dean estava sentada de lado no assento almofadado da janela em seu quarto, seu local favorito na casa da cidade que o pai havia alugado em Londres durante os meses de primavera para que ela pudesse se apresentar na sociedade. 
Seus pés estavam levantados diante dela; a mão direita, em que segurava uma de suas cartas abertas, caída sobre o joelho. A outra carta permanecia esquecida no colo. Ela estava olhando pela janela para o jardim abaixo, embora não estivesse vendo realmente nem as flores ou a grama e as árvores.
Estava vendo um futuro cheio até à borda de felicidade.
E isso, agora, aquele momento, era o início desse futuro. Era o dia mais feliz de sua vida.
Levantou a mão e olhou de novo para a carta, embora já a soubesse de cor depois de pelo menos uma dúzia de leituras.
Julian estava vindo para Londres.
Ele estaria ali em uma semana, talvez um pouco mais. Certamente não mais do que duas.
E quando papai o visse novamente, iria verificar as mudanças que dois anos haviam feito, e não teria mais nenhuma objeção a ele como pretendente para sua mão. 
Julian teria permissão para cortejá-la abertamente, e após um intervalo decente iria pedir sua mão e depois casar com ela, e viveriam felizes para sempre.
Por um momento sentiu uma pontada de ansiedade, pois o objetivo pretendido ainda não tinha sido alcançado, é claro, e, como sua avó gostava de dizer, ainda muita água correria debaixo da ponte. Mas ela se recusava a permitir que um velho ditado bobo a deixasse desalentada. Tinha esperado dois longos anos por este momento, ou melhor, pelo momento que estava agora ao seu alcance.
Nada, certamente, poderia ou iria dar errado.
Julian tinha mudado. Também era inegavelmente elegível. E agora ela tinha dezoito anos, em vez de dezesseis. Estava em idade de casar. Na verdade, tinha vindo para Londres por essa mesma razão. Era a estação, e a tinham trazido para encontrar um marido elegível.
Papai a amava, assim como mamãe. Queriam que fizesse um bom casamento, é claro.










Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo

13 de janeiro de 2016

A Proposta

Série O Clube dos Sobreviventes


Eles formavam um grupo de sobreviventes das guerras napoleônicas, cinco deles ex-oficiais militares que tinham ficado incapacitados por vários ferimentos, sendo enviados à Inglaterra para se recuperarem. 

Todos eles haviam chamado à atenção do Duque de Stanbrook, que lhes enviara à Penderris Hall para tratamento, repouso e convalescença. 
O próprio duque passara da idade de lutar nas guerras, mas seu único filho não. 
Ele lutara e morrera na Península durante os primeiros anos da campanha. O sétimo membro do clube era a viúva de um oficial de vigilância que fora capturado pelo inimigo na Península e morrera sob tortura, a qual ela havia presenciado, pelo menos parcialmente.

Capítulo Um

Gwendoline Grayson, Lady Muir, encolheu os ombros e puxou a capa mais confortavelmente sobre ela. Era um revigorante, tempestuoso dia de março, fazia mais frio pelo fato de ela estar de pé no porto de pesca abaixo da aldeia onde se hospedava.
A maré estava baixa, e alguns barcos de pesca estavam meio tombados na areia molhada, esperando a água voltar e flutuá-los na posição correta novamente.
Ela deveria voltar para casa. Ficara fora por mais de uma hora, e parte dela ansiava pelo calor do fogo e do conforto de uma xícara de chá. Infelizmente, porém, a casa de Vera Parkinson não era dela, apenas a casa onde estava hospedada por um mês. E ela e Vera tinham acabado brigando, ou pelo menos, Vera havia brigado com ela e a transtornara. 
Ela não estava pronta para voltar ainda. Preferia suportar os elementos.
Não podia andar para a esquerda. Um promontório que se projetava impedia seu caminho.
À direita, no entanto, a praia de seixos sob os altos penhascos alongava-se na distância. Haveria ainda várias horas antes de a maré subir alto o suficiente para cobri-las.
Gwen geralmente evitava andar pela água, mesmo tendo vivido perto do mar, na casa da viúva de Newbury Abbey em Dorsetshire. 
Achava as praias muito vastas, os penhascos por demais ameaçadores, o mar muito elementar. Preferia um mundo menor, mais ordenado, sobre o qual ela poderia exercer algum tipo de controle -um jardim de flores cuidadosamente cultivado, por exemplo.
Mas hoje ela precisava ficar longe de Vera por mais algum tempo, e da aldeia e caminhos estreitos onde poderia encontrar algum vizinho de Vera e se sentir obrigada a ter uma conversa animada. Precisava ficar sozinha e a praia de seixos estava deserta, tão longe na distância que ela podia ver até antes da curva. Ela se deixou levar.
Percebeu, depois de uma curta distância, no entanto, porque ninguém mais estava andando por ali. Pois, embora a maioria dos seixos fossem antigos, corroídos suavemente e arredondados por milhares de marés, um número significativo deles era mais recente, e estes eram maiores, mais ásperos, mais irregulares. 
Andar a pé através deles não era fácil e não teria sido mesmo que ela tivesse as duas pernas saudáveis. Assim como era, a perna direita nunca se tinha curado corretamente depois de ser quebrada oito anos atrás, quando foi jogada do cavalo. Ela passou habitualmente a mancar, mesmo em terreno plano.
Não voltaria, embora. Teimosamente, marchou em frente, com cuidado onde colocava os pés. Não estava com nenhuma pressa para chegar a algum lugar, afinal de contas.
Este foi realmente o dia mais horrível de uma quinzena horrível. 
Ela tinha vindo para uma visita de um mês, totalmente por impulso, quando Vera escrevera para informá-la da triste morte, há alguns meses, do marido, que estava doente há vários anos. 









Série O Clube dos Sobreviventes
1- A Proposta
1,5- O Pretendente
2- O Acordo


15 de novembro de 2013

Uma Aventura Secreta

Família Huxtable Quintet






Nascida plebeia, Hannah Reid tem sido Duquesa de Dunbarton desde seus dezenove anos, quando casou com o velho Duque, a quem, segundo os rumores, era constantemente infiel. 

Agora seu marido morreu e mais bela que nunca aos trinta anos, Hannah conseguiu a liberdade que tanto desejava.
Para o choque de sua convencional amiga, anunciou sua intenção de ter um amante – e não um amante qualquer senão o mais perigoso e atraente de toda a alta Sociedade londrina: Constantine Huxtable. 
A ilegitimidade de Constantine negou o título de Conde a ele, então agora não nega nada a si próprio. 
Dizem que leva uma vida fácil e de prazer carnal em sua casa de campo e que sempre escolhe como amantes às viúvas mais recentes. 
Hannah se enquadra perfeitamente dentro de suas expectativas. 
Mas uma vez que estes dois apaixonados e escandalosos personagens se cruzam descobrem que não é tão fácil se libertarem das chamas do desejo, sem saírem chamuscados.

Capítulo Um 

Hannah Reid, Duquesa de Dunbarton, era livre por fim. Livre da carga de um matrimônio que durara dez anos e livre do interminável tédio que foi o ano de luto posterior à morte do Duque, seu marido.
Era uma liberdade que estava esperando há muito tempo.
Uma liberdade que merecia uma celebração.
Casara-se com o Duque cinco dias depois de conhecê-lo.
Sua Excelência, impaciente por celebrar as bodas, comprou uma licença especial em vez de esperar que corressem os proclamas. Hannah tinha dezenove anos e o Duque, setenta e tantos. Ninguém sabia exatamente, embora alguns assegurassem que se aproximava perigosamente dos oitenta.
Naquela época, a Duquesa possuía uma beleza encantadora, uma figura fina e esbelta, olhos azuis que rivalizavam com o céu estival, um rosto alegre sempre disposto a esboçar um sorriso, e uma cabeleira longa e ondulada, tão loira que quase parecia branca. Uma loira platina lustrosa.
O Duque, pelo contrário, tinha um porte e um rosto que mostravam os estragos do passar do tempo e da má vida que possivelmente levara. Além disso, sofria de gota. E de uma doença cardíaca que fazia que seu coração não pulsasse com um ritmo estável.
Hannah se casara com ele por seu dinheiro, é claro, já que esperava se converter em uma viúva muito rica em questão de um par de anos quando muito. Conseguira ser uma viúva rica, incrivelmente rica, de fato, embora tivesse que esperar mais do que pensara a princípio, para obter a liberdade e desfrutar de tal riqueza.
O velho Duque adorara até o chão que ela pisava, tal como rezava o dito popular. Dera-lhe tantas roupas que se alguma vez ocorresse vestir todas de repente, acabaria asfixiada sob seu peso. A fim de acomodar todas as sedas, cetins e peles, inclusos restos das roupas e acessórios – muito dos quais só usara uma ou duas vezes, antes de descartá-los por outros novos – viram-se obrigados a converter em um segundo roupeiro, o dormitório de hóspedes adjacente ao seu roupeiro de Dunbarton House, a residência ducal situada em Hanover Square, em Londres.
O Duque mandou construir não um, nem dois, nem três, mas até quatro cofres de segurança nas paredes do dormitório ducal, para guardar as joias que foi dando de presente a sua amada ao longo dos anos, embora ela gozasse da liberdade para abrir e fechá-los ao seu desejo e para escolher as peças que desejava usar em cada ocasião.
Foi um marido devoto e indulgente.
A Duquesa sempre se vestia de maneira impecável. E sempre ia coberta de joias ostentosas e grandes. Normalmente coalhadas de diamantes. Levava diamantes no cabelo, nas orelhas, no decote, nos pulsos e em mais de um dedo de cada mão.
O Duque mostrava seu troféu por aonde ia, sorrindo orgulhoso e olhando-a com adoração.
Em seus anos de juventude devia ser mais alto que ela, mas a idade o tinha curvado, necessitava de bengala para caminhar e passava a maior parte do tempo sentado.
Sua Duquesa se mantinha perto dele sempre que estavam juntos, mesmo que se tratasse de uma festa e abundassem os pares de dança.
Hannah o atendia com um característico meio sorriso em seus lindos lábios. Projetando a imagem da esposa devota nessas ocasiões. Ninguém podia dizer o contrário.
Quando era impossível o Duque sair, uma situação cada vez mais frequente conforme passavam os anos, outros Cavalheiros acompanhavam a sua Duquesa aos eventos nos quais a alta Sociedade se entretinha sempre que invadia a capital. Havia três Cavalheiros em particular que serviam de acompanhantes, Lorde Hardingraye, Sir Bradley Bentley e o Visconde de Zimmer. Os três eram bonitos, elegantes e simpáticos. Era evidente que os três desfrutavam da companhia da Duquesa e vice-versa.
E ninguém duvidava nunca do que incluía tal desfrute.
A única dúvida que abrigava a alta Sociedade e que se perguntavam com frequência, embora jamais se obtivesse uma confirmação cortante, era se o Duque estava a par ou não, do muito que desfrutava sua esposa. Inclusive havia quem se perguntasse se o Duque dera seu beneplácito à situação. Entretanto, por mais delicioso que fosse o escândalo – no caso de serem verdadeiros – quase todos sentiam simpatia pelo Duque, sobretudo porque dada sua idade, despertava a pena de seus pares, e preferiam duvidar antes de vê-lo como a um pobre ancião corno.
Essas mesmas pessoas gostavam de referir-se à Duquesa como a buscadora de ouro carregada de diamantes, frequentemente com o adendo, que vai de cama em cama.
Tais pessoas costumavam ser mulheres.
E de repente a deslumbrante vida social da Duquesa, seus escandalosos namoricos e o espantoso encarceramento que supunha ser seu matrimônio com um homem velho e doente chegaram ao fim numa manhã cedo, com a inesperada morte do Duque, que sofrera um ataque do coração. 

Entretanto, não foi tão cedo quanto esperava, quando aceitou casar-se com ele, claro. 
Por fim, tinha a fortuna que ansiava, embora pagasse com acréscimo por ela. 
Pagara com sua juventude.
 







Familia Huxtable Quintet
1- Primeiro Vem o Casamento
2- Então Venha me seduzir
3- Por Fim chega o Amor
4- Seduzindo Um Anjo
5- Uma Aventura Secreta
Série Concluída

14 de novembro de 2013

Seduzindo Um Anjo

Familia Huxtable Quintet
Banida, desamparada, e marcada como uma assassina, Cassandra Belmont, Lady Paget, chega a Londres, em plena regência, determinada a vencer a reputação que a havia precedido, a fim de encontrar um cavalheiro rico para poder retornar à vida extravagante que estava acostumada. 

Ela põe os olhos em Stephen Huxtable, Conde de Merton, um homem com possibilidades e com aparência angelical, ela não pode resistir. 
Intrigado com o charme de Cassandra, Stephen aceita em convertê-la sua amante. 
Mas, apesar de sua aparência e charme, Stephen não é nenhum anjo, e Cassandra vai logo perceber que tem que pagar um preço por tentar seduzir um.

Capítulo Um

—O que vou fazer é procurar um homem.
Quem falava era Cassandra Belmont, lady Paget, uma viúva. Em pé, junto à janela da sala da casa que tinha alugado em Portman Street, Londres. 
A casa estava mobiliada, embora tanto os móveis como as cortinas e os tapetes haviam visto melhores dias. Possivelmente já os tivessem visto há dez anos. Era um lugar elegante, mas sem brilho, muito apropriado para as circunstâncias que rodeavam a vida de lady Paget.
—Para se casar? — disse assombrada Alice Haytor, sua dama de companhia.
Cassandra observou, com desânimo e com um sorriso zombeteiro nos lábios, uma mulher que passava pela rua levando um menino pela mão que não queria ser levado assim ou de modo semelhante.
Os movimentos da mulher denunciavam sua irritação e impaciência. Seria a mãe do menino ou a babá? Fosse quem fosse, dava no mesmo. A rebeldia da criatura e sua tristeza não eram de sua conta. Ela já tinha muitas preocupações.
—Claro que não, — respondeu. — Para isso teria que achar um idiota.
—Um idiota?
Cassandra sorriu, embora não fosse uma expressão alegre. Tampouco se voltou para olhar Alice. A mulher e o menino tinham desaparecido de sua vista. 
Um cavalheiro caminhava em direção oposta com o olhar cravado no chão e a expressão carrancuda. Supôs que chegaria tarde a algum encontro e que, na opinião do cavalheiro, sua vida dependia de chegar a tempo a tal compromisso. Talvez estivesse certa. Talvez não.
—Só um idiota se casaria comigo — replicou. — Não. A verdade é que não necessito de um homem para me casar, Alice.
—Ah, Cassie! —exclamou a dama de companhia, muito preocupada. —Com certeza não se refere a... — Deixou a frase no ar porque não era preciso que a completasse.
Cassandra só podia se referir a uma coisa.
—É claro que sim — afirmou, voltando-se para olhar a sua dama de companhia com expressão jocosa, zombeteira e penetrante.
Alice se aferrava com força aos braços da poltrona que ocupava e se inclinava para frente como se tivesse intenção de ficar em pé, embora não ficasse.
—Escandalizei você?
—Se tivermos vindo a Londres foi com o propósito de procurar emprego, Cassie. As duas. E Mary também. — recordou-lhe Alice.
—Entretanto, não é um plano muito concretizável, não lhe parece? —Replicou ela com uma gargalhada carente de bom humor. — Ninguém irá querer dar emprego a uma criada convertida em cozinheira que tem uma filha pequena... sem estar casada e sem ser viúva. E uma carta de recomendação assinada por mim fará um fraco favor a Mary, verdade? Além disso, perdoe-me que lhe diga isso, Alice, mas pouca gente quererá contratar uma preceptora que passa dos quarenta quando há tantas jovens dispostas a ocupar tal posto. Sinto muito ter que indicar essa crua realidade, mas a juventude é um valor em alta hoje em dia. Foi uma maravilhosa preceptora para mim e desde que se converteu em minha dama de companhia foi uma maravilhosa amiga. Mas a idade não está a seu favor, reconheça. Quanto a mim, enfim... A menos que faça algo para ocultar minha identidade, coisa que seria impossível, porque precisaria de cartas de recomendação, tenho um futuro muito negro no mercado de trabalho. E em qualquer outro. Ninguém vai querer contratar a assassina do machado sob nenhuma circunstância.
—Cassie! —Exclamou sua antiga preceptora, que levou as mãos às faces—. Não deve se descrever dessa maneira. Nem sequer de brincadeira.
Cassandra não era consciente de que estavam falando de brincadeira. De qualquer forma, soltou uma gargalhada.
—As pessoas estão acostumadas a exagerar, não é certo? —perguntou —Inclusive a inventar coisas. Assim é como me vê meio mundo, Alice. Precisamente porque lhes divertem acreditar em semelhante barbaridade. Suponho que muitos sairão correndo assim que eu colocar um pé na rua. Terei que buscar um homem destemido.
—Ah, Cassie! —Exclamou de novo Alice, com os olhos cheios de lágrimas — Tomara não tivesse que...









Familia Huxtable Quintet
1- Primeiro Vem o Casamento
2- Então Venha me seduzir
3- Por Fim chega o Amor
4- Seduzindo Um Anjo



11 de agosto de 2013

Por Fim Chega O Amor

Familia Huxtable Quintet



Margaret Huxtable tem trinta anos e por fim decidiu fazer o mais sensato e se casar. 

Chega a Londres durante a temporada cheia de esperanças. 
Mas com quem se encontra primeiro é com o viúvo Crispin Dew, que anos atrás traiu seu compromisso secreto e se casou com outra e, depois, descobre que o homem com quem esperava se casar está comprometido com outra mulher. 
 Então se atira correndo, literalmente para Duncan Pennethorne, Conde de Sheringford, que está tão desacreditado na Sociedade, que não se atrevia a se deixar ver em cinco anos, e que não estaria ali nesse momento se não fosse porque precisa desesperadamente encontrar uma noiva.

Capítulo Um

Quando Duncan Pennethorne, Conde de Sheringford, retornou a Londres depois de cinco anos de ausência, não foi direto a Claverbrook House em Grosvenor Square, mas se hospedou a contra gosto na Curzon Street com sua mãe, Lady Carling. 
Sir Graham, o segundo marido desta, não achou muita graça em vê-lo, mas como tinha muito carinho por sua mulher, não pôs de quatro na rua, o seu enteado.
Entretanto, Duncan teria que ir a Claverbrook House o quanto antes. 
Retiraram seus recursos, sem prévio aviso e sem explicação alguma, justamente quando ele estava se preparando para retornar por fim para casa... Entendendo o termo casa como Woodbine Park, em Warwickshire, a Mansão Senhorial e a propriedade em que tinha crescido e que proporcionava uns ganhos consideráveis desde a morte de seu pai, há quinze anos.
E não tinha previsto retornar só. Os acompanhariam os Harris, que estavam com ele a cinco anos exercendo diversas ocupações. O posto de jardineiro chefe ficara vago e Harris ia ocupá-lo. 
Mas o mais importante era que o acompanharia Toby, um menino de quatro anos. Em Woodbine Park o apresentariam como o neto órfão dos Harris.
Toby ficou louco de alegria quando disseram que viveria no lugar que Duncan contara tantas anedotas maravilhosas. Porque as lembranças infantis de Duncan eram quase todas felizes.
De repente, seus planos foram por água abaixo e se viu obrigado a deixar o menino com os Harris em Harrogate, para se dirigir a toda pressa a Londres com a esperança de evitar o desastre.
O único aviso que recebeu chegara de punho e letra do secretário de seu avô, embora a assinatura deste estivesse no final da folha, inconfundível apesar da idade ter tornado trêmulos os traços. 
Para cúmulo de tudo, o administrador de Woodbine Park tinha deixado de dar sinais de vida sem prévio aviso, coisa que não prognosticava nada de bom.
Todos sabiam aonde dirigir suas cartas se quisessem fazê-las chegar a ele, já que grande parte do sincretismo que tinha necessitado até o momento desaparecera com a morte de Laura. 
Duncan se havia sentido obrigado a informar a certas pessoas do trágico fato.
Não tinha sentido que seu avô retirasse os recursos justamente quando sua vida recuperava um mínimo de decência. 
E muito menos quando se tivesse em conta que era o único neto e descendente direto do Marquês de Claverbrook, e que era mesmo seu herdeiro. 
Mas com sentido ou sem ele, ficou sem recursos, com uma mão na frente e outra atrás, sem meios para manter as pessoas que dependiam dele... Para não falar de sua própria pessoa.
Claro que o destino dos Harris não o preocupava muito. Sempre havia postos vagos para os bons criados. Quanto a sua própria sorte, tampouco o preocupava. Ainda era jovem e forte.
Mas se preocupava com Toby. Como não ia fazer isso?
Daí partiu apressadamente para Londres, possivelmente o último lugar sobre a face da Terra onde gostaria de estar, muito menos no meio da temporada social. Entretanto, acreditou que era sua única saída. 
A carta que enviara a seu avô não recebera resposta, e já tinha esbanjado um tempo muito valioso. 
De modo que se viu obrigado a ir à cidade pessoalmente para exigir uma explicação.
Bem, a palavra exata seria pedir. Porque ninguém exigia nada ao Marquês de Claverbrook, um homem que jamais fora famoso por sua afabilidade.
Sua mãe não podia tranqüilizá-lo de maneira nenhuma. Nem sequer fora informada de que retiraram os recursos, até que ele o disse.
— Mas me pergunto por que não retirou os recursos há cinco anos já que tinha essa intenção — Disse sua mãe quando foi vê-la no seu closet na manhã seguinte depois de sua chegada...
 








Familia Huxtable Quintet
1- Primeiro Vem o Casamento
2- Então Venha me seduzir
3- Por Fim chega o Amor



22 de julho de 2013

Ligeiramente Perigoso

Série Bedwyn



A chegada de Wulfric Bedwyn, duque de Bewcastle, à festa campestre por excelência da temporada revolucionou a alta sociedade londrina. 

É um dos homens mais ricos, poderosos e influentes do reino; também o mais altivo e distante. Mas nesta deslumbrante tarde de verão, enquanto todos os olhares femininos convergem no bonito e arrogante duque, ele só parece ter olhos para a única mulher que de maneira nenhuma quereria chamar sua atenção.
Christine Derrick é imune a seu título e sua posição. Desconcerta-o e o exaspera com sua vitalidade e suas francas maneiras. 
É absolutamente inadequada para ele. Mas a seu lado, pela primeira vez em sua vida, Wulfric sente que esse muro de frieza e reserva que levantou entre ele e o mundo se começa a rachar.
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Série Bedwyn
1- Noite de Amor
2- Momentos Inesquecíveis
3- Ligeiramente Casados
4- Ligeiramente Perverso
5- Ligeiramente Escandaloso
6- Ligeiramente Sedutor
7- Ligeiramente Imoral
8- Ligeiramente Perigoso
Série Concluída

14 de julho de 2013

Amante De Ninguém

Série Amantes




Viola Thornhill nunca imaginou como a previsão da cigana seria correta

"Cuidado com um forasteiro alto, bonito e de cabelos escuros...". 
Viola achou que tivesse encontrado a paz em Pinewood Manor, a casa que lhe foi legada pelo falecido conde de Bamber, porque este confiava nela e acreditava que merecia outra chance. 
Mas o Senhor Ferdinand Dudley Trellick viajou a Trellick com o objetivo de tomar posse da mesma casa, que ganhou em um jogo de cartas do jovem Bamber. 
Nem Ferdinand nem Viola estão dispostos a desistir do que eles consideram deles, e embarcar em uma convivência que muitas surpresas lhes trarão. 
Comentário revisora Dani: A mocinha é teimosa, ele é fofo. O romance entre os personagens principais é praticamente impossível, passei grande parte do livro curiosa para saber como a autora iria resolver a situação deles. 

Capítulo Um 

O pitoresco povoado de Trellick, protegido no vale de um rio em Somersetshire, costumava ser um remanso de paz. Entretanto, nesse dia em concreto não era. 

No meio da tarde, todos seus habitantes, além de todos os vizinhos da comarca que se estendia vários quilômetros à volta, pareciam estar no prado do povoado, desfrutando da diversão.
O pau de maio que se elevava no centro do lugar, com as coloridas fitas balançando na brisa, proclamava a natureza da festa. 
Celebravam as festividades de Primeiro de Maio Mais avançada à tarde, os jovens dançariam ao redor do pau com os pares que tivessem escolhido, tal como costumavam a fazer ano após ano com grande vigor e entusiasmo.
Enquanto isso no prado se celebrava as corridas e outras competições, daí que estivesse tão movimentado. Dispostos em torno do prado, os comerciantes ofereciam seus produtos: deliciosos manjares, vistosas bagatelas ou estimulantes jogos de habilidade, força ou sorte.
O tempo colaborava, já que havia sol e nenhuma única nuvem no céu azul. As mulheres e as meninas tinham abandonado os xales e os casacos que usavam pela manhã. 
Alguns homens e a maioria dos meninos usavam somente a camisa porque muitos tinham participado das extenuantes competições.
Haviam tirado mesas e cadeiras do salão paroquial para poder servir o chá e os bolos sem perder nenhum detalhe das celebrações. E, do outro lado do prado do povoado, a estalagem Cabeça do Javali também havia disposto mesas e bancos para comodidade daqueles que preferissem a cerveja ao chá.
Alguns forasteiros que passavam pelo povoado a caminho de algum destino desconhecido se detiveram um momento para observar o festejo e inclusive, em alguns casos, participar antes de retomar o caminho.
Um de ditos forasteiros cavalgava devagar até o prado do povoado pelo caminho principal enquanto Viola Thornhill servia o chá às senhoritas Merrywether. 
Se o homem não tivesse ido a cavalo, Viola não o teria visto por cima das cabeças dos convivas. 
O caso foi que elevou a vista, olhou-o um instante e decidiu observá-lo com mais atenção.
Era evidente que se tratava de um cavalheiro. Mais concretamente de um cavalheiro vestido muito na moda. A jaqueta de montar azul escuro parecia ter sido moldada a sua figura. 
A camisa que usava debaixo era de um branco imaculado. A calça de couro preto se amoldava as longas pernas como uma segunda pele. 
As botas de montar reluziam, e com certeza era obra do melhor dos sapateiros. Mas não foi tanto a roupa como o homem que a usava o que atraiu a atenção de Viola e provocou sua fascinação. 
Era um homem jovem, magro, moreno e bonito. Enquanto o olhava, ele jogou para trás a cartola. E o viu sorrir.
—Senhorita Thornhill — disse a senhorita Prudence Merrywether —, não deveria estar servindo o chá. Deveríamos ser nós quem o servisse a você. Certamente leva todo o dia correndo de um lado para outro.
Viola a tranquilizou com um sorriso amável.
—Mas estou desfrutando. 

 

Série Amantes
1– Mais que uma Amante  
2– Amante de Ninguém
3– The Secret Mistress – na lista


25 de maio de 2013

Então Venha Me Seduzir

Familia Huxtable Quintet
 


Às quatro da madrugada, na noite de seus vinte e cinco anos, Jasper Finley, o Barão Montford, se encontra à vontade com um grande grupo de Cavalheiros em sua biblioteca.

Privado de seu bom senso pela festança de aniversário, orgulho e bebida, Montford aceita uma aposta, que não demorará a lamentar, seduzir com êxito à virtuosa Katherine Huxtable nos próximos quinze dias.
Os Huxtable haviam enriquecido recentemente e com muita notoriedade, e Katherine compreendia que fora afortunada em todos os aspectos salvo em um.
Apesar de sua grande beleza e sua recém-descoberta vida ociosa, Katherine acredita que não foi feita para a paixão ou o romance.
Evitou todos os pretendentes da Sociedade, e a Lorde Montford mais que todos os outros, devido a sua fama de perigoso cafajeste.
Com tão má reputação, o Barão Montford tem uma árdua montanha para escalar.
Perderá a aposta ou talvez mesmo seu coração?

Capítulo Um

Jasper Finley, também conhecido por Barão Montford, tinha vinte e cinco anos.
Esse dia era seu aniversário, de fato. Ou para ser exato, corrigiu-se em silêncio, enquanto afrouxava o nó da gravata com uma mão e agitava uma taça meio vazia com a outra.
Por cima do braço da poltrona que estava recostado, no dia anterior fora seu aniversário, pois já era quatro e vinte da madrugada do dia seguinte, contando com os quatro minutos de atraso que levava o relógio da biblioteca de sua Mansão londrina, desde que tinha o uso da razão.
Olhou-o com o cenho franzido, muito sério. A verdade era que deveria ordenar que o acertasse um dia desses.
Por que obrigar um relógio a passar toda sua existência, com um atraso de quatro minutos com relação ao resto do mundo? Não tinha sentido. 
Claro que então surgiria um problema, se de repente o relógio marcasse corretamente as horas, não saberia ao que se prender e chegaria quatro minutos antes ou depois? 
As suas refeições e a qualquer outra entrevista. Isso angustiaria a criadagem e causaria muito mal estar na cozinha. 
Provavelmente fosse melhor deixar o relógio tal como estava. Depois de ter solucionado tão importante assunto a sua inteira satisfação, concentrou-se em sua própria pessoa. 
Deveria ter se deitado há uma hora... Ou duas. Ou melhor três. 
Deveria ter retornado a casa quando deixou o baile de Lady Hounslow... Salvo que dessa maneira teria estado no dia de seu aniversário em casa só antes da meia noite, algo realmente patético. 
Deveria ter retornado depois de abandonar o White's por volta de uma hora depois, é certo. 
E isso era justo o que fizera, recordou nesse momento, dado que se encontrava na biblioteca de sua própria casa. 
Entretanto, não pode se deitar ao chegar, porque um grupo de Cavalheiros se apegara a ele de forma inexplicável ao sair do White's e o acompanhara a casa, para celebrar um aniversário que já passava à história. 
Aturdido pelos efeitos que o álcool produzia em seu cérebro, que parecia estar mergulhado em uma densa névoa, perguntou se os teria convidado. Se não fosse assim, seriam todos uns atrevidos. 
De modo que devia tê-los convidado, concluiu. — Que digo eu, convidei algum de vocês? — Perguntou muito devagar para vocalizar as palavras. Porque todos estavam igualmente bêbados. 
Achavam-se espalhados sem ordem alguma em várias poltronas, todos salvo Charlie Field, que se encontrava em pé de costas para a lareira, com um ombro apoiado no suporte, enquanto fazia girar o conteúdo de sua taça com uma habilidade admirável, já que não derramava nenhuma só gota. 
— Se nos convidou a...? — Charlie franziu o cenho com expressão ofendida — Caramba Monty, se virtualmente nos arrastou! 








Familia Huxtable Quinted
1- Primeiro Vem o Casamento
2- Então Venha me seduzir

4 de março de 2013

Primeiro Vem O Casamento

Família Huxtable Quintet




Elliott Wallace, Visconde Lyngate, acaba de adquirir involuntariamente a tutela de Stephen Huxtable, o novo jovem Conde de Merton. 

Se ele se casasse com a irmã mais velha de Stephen, conseguiria uma esposa elegível, conforme precisava. 
Além disso, com o casamento ela seria capaz de lançar suas irmãs mais novas na sociedade, futuramente. 
Seria um arranjo confortável. 
No entanto, Vanessa, a irmã do meio, pensa ao contrário. 
Margaret ama outro homem e tem um acordo secreto com ele. 
Sendo assim, Vanessa se oferece em sacrifício. 

Capítulo Um 

 Todos em um raio de oito quilometros da vila de Throckbridge em Shropshire estavam aguardando ansiosamente pela semana que antecede quatorze de fevereiro. 
Alguém — a identidade exata da pessoa era indefinida, embora pelo menos meia dúzia a tivesse reivindicado para si — sugeriu que uma festa fosse realizada na hospedaria da vila este ano, para a celebração do Dia de São Valentim, uma vez que parecia ter passado uma eternidade desde o Natal. E o verão — ocasião da festa anual e do baile em Rundle Park — estava longe de se chegar. 
A sugestão foi feita pela Sra. Waddle, a mulher do boticário, ou pelo Sr. Moffett, mordomo do Sir Humphrey, ou pela Srta Aylesford, a solteirona irmã do vigário, ou por uma das várias outras pessoas que falaram que tinham dito isso — ninguém conseguia explicar o porquê de tal entretenimento nunca ter sido pensado antes. 
Mas já que tinha sido pensado neste ano, ninguém tinha dúvidas de que a celebração do dia dos namorados se tornaria um evento anual no vilarejo. 
Todos concordaram que a ideia era boa, até mesmo — ou talvez, especialmente, — as crianças que não tinham idade suficiente para participar este ano, apesar dos efusivos protestos dizendo que tinham sido os adultos que tinham feito as regras. 
A mais jovem participante era Melinda Rotherhyde, com 15 anos de idade que tinha permissão para ir à festa só porque era a mais nova da prole Rotherhyde e não havia nenhuma possibilidade de deixá-la sozinha em casa. 
Fora autorizada a participar, segundo algumas efusivas vozes que protestaram, porque os Rotherhydes sempre foram indulgentes com todos os seus descendentes. 
O mais jovem do sexo masculino era Stephen Huxtable. Tinha apenas 17 anos, embora não houvesse dúvidas sobre seu comparecimento à festa. 
Apesar de sua juventude, era um dos favoritos das mulheres de todas as idades. 
Melinda, em particular, tinha suspirado por ele desde o momento em que, há três anos, tinha sido forçada a renunciá-lo como amigo frequente, porque a mãe dela tinha considerado que não era mais adequado estarem brincando juntos, considerando suas diferenças de sexo e idade. 
No dia da celebração, choveu intermitantemente durante todo o dia, mas nada pior que isso, apesar da sombria previsão de seis metros de neve que o idoso Sr. Fuller tinha profetizado com muita firmeza, acenando a cabeça depois da igreja, no domingo passado. 
Os espaços da hospedaria foram limpos e varridos, as arandelas da parede equipadas com velas novas, lareiras foram acesas nas grandes salas e o piano testado para ver se ainda estava afinado — embora ninguém tivesse pensado no que aconteceria caso não estivesse, já que o afinador vivia a trinta quilometros de distância. 
O Sr. Rigg trouxe seu violino, o afinou, e tocou por um tempo para acostumar seus dedos a sensação da sala e sua acústica.
As mulheres trouxeram comida em quantidade suficiente para encher cinco mil pessoas que estariam tão cheias que ficariam prostradas por uma semana — ou mais, como declarou Sr. Rigg enquanto provava uma torta doce e algumas fatias de queijo antes de receber, de sua enteada, alguns tapinhas de advertência na mão. 
Por toda a vila, mulheres e meninas, durante todo o dia, mudaram de ideia meia dúzia de vezes sobre os vestidos que usariam antes de inevitavelmente resolver optar pela primeira coisa que tinham escolhido antes. 
Quase todas as mulheres solteiras com idade inferior a 30 anos e um número a mais de pessoas com mais idade sonhavam com o dia de São Valentim e com as possibilidades de romance que esse dia podia trazer este ano, se apenas...Bem, se apenas alguns Adonis aparecessem não sei de onde e se ajoelhassem sob seus pés. 
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 Família Huxtable Quintet
1- Primeiro vem o casamento
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