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5 de agosto de 2017

No Castelo de Pendragon

Série Família Sherbrook
Quando seu primo Jeremy Stanton-Greville, a quem Meggie adora em silêncio desde os treze anos, lhe quebra o coração, ela embarca em um matrimônio apressado com Thomas Malcombe, o conde de Lancaster, um homem desiludido pelas más experiências com as mulheres no passado. 

Thomas leva a sua mulher a Pendragon, um velho castelo na costa sul oriental da Irlanda. 
É um lugar lúgubre, repleto de gente excêntrica, mas Meggie, que se esforça por conquistar o seu marido, a contra gosto dele, até que descobre que ela está ali por razões que poderiam conduzir a um desastre. 

Capítulo Um

Corridas de gatos. Circuito McCaulty, próximo de Eastbourne, Inglaterra. Uma tarde de sábado ensolarado, abril de 1823 – Senhor Raleigh tire o Pequeno Tom do caminho do Senhor Cork! Por todos os diabos, ele está atrapalhando–o! Alguém tirou do caminho o Pequeno Tom justo a tempo, dois segundos mais tarde e o Senhor Cork o haveria feito em picadinho. 
Pequeno Tom era a grande esperança do senhor Raleigh, mas ainda não estava pronto para a competição dessa categoria. Pequeno Tom, negro como um parente do diabo e de diminutas patas brancas, não tinha mais que um ano, ainda não era um adulto nem estava bem treinado. 
Sem dúvida, quando os corredores já haviam saído disparados e haviam passado a velocidade de um raio, o senhor Raleigh voltou a colocar Pequeno Tom na pista, lhe deu uma palmada nos traseiros e lhe falou algo no ouvido. 
Esse murmúrio, sem dúvida, era a promessa de uma ração com pedaços de fígado de frango.
Ao imaginar o saboroso que seria esse manjar até chegar a seu estômago, Pequeno Tom saiu propulsado para diante. Meggie Sherbrooke estudou os corredores, e com as mãos a modo de corneta voltou a gritar: 
– Por todos os diabos, Senhor Cork, corra! 
Não deixe que lhe alcance Mascarado II! Pode fazê–lo, corra! O reverendo Tysen Sherbrooke costumava passar por alto os momentos ocasionais em que sua filha recorria à blasfêmia predileta dos Sherbrooke, posto que era bastante apropriada para a corrida. Ele também gritou:
– Corra, Senhor Cork, corra! Cleópatra, pode fazê–lo, vamos, bonita, vamos! 
O Senhor Cork, que fazia seis meses havia entrado na idade adulta, era um corpulento felino tigrado, de riscas alaranjadas no lombo e na cabeça, e com o ventre e as patas brancos como a neve, era tão forte como Clancy, o macho campeão do senhor Harbor. 
Senhor Cork corria atraído unicamente pelo aroma de uma truta; de uns três quilos de peso e sempre morta, graças a Deus. O peixe estava temperado com umas gotas de limão acabado de espremer e pendia da mão de Max Sherbrooke, situado na linha de meta. 
O garoto a fazia oscilar a modo de metrônomo e assim mantinha a atenção do Senhor Cork no peixe. Certamente, quando não se encontrava no período de treinamento, o bichano passava muitas manhãs parado junto à mesa da sala de jantar e deixava pairar acima uma coberta de riscas alaranjadas, agitando–a com um balanço preguiçoso. 
Com ele anunciava que estava pronto para que lhe servissem um delicioso lanche de bacon crocante, ou quem sabe uma tigela de leite, ou ambas as coisas, no caso de que seu benfeitor se sentisse generoso.









Série Família Sherbrook
1- A Noiva Trocada
2- A Noiva Endiabrada
3- A Herdeira
4- Louco Jack
5- O Cortejo
6- A Noiva Escocesa
7- No Castelo de Pendragon
8- The Sherbrooke Twins - a revisar


16 de abril de 2017

O Cortejo

Série Família Sherbrook
Helen é uma mulher alta ― mais baixa do que Heatherington apenas cinco centímetros ― uma atarefada e resoluta proprietária de sua própria pousada.


Ela adora seu pai, Lorde Prith, e quer encontrar a “lâmpada mágica do Rei Edward” mais do que tudo. É a sua única paixão ― até que ela conhece Heatherington.
Spenser Heatherington, Lorde Beecham, é um mulherengo de renome, um solteirão resoluto, e realmente gosta de sua vida. Quando ela o joga no chão e se senta sobre ele, este finalmente admite que vá sucumbir a ela, mas ela o informa, para seu desgosto, que não quer um amante, quer um parceiro. Mas as coisas funcionam um pouco diferente do que qualquer um dos dois esperava. Na verdade, Heatherington, se sentindo frustrado, toma medidas drásticas para mudar as ideias da moça. Será que eles encontrarão a lâmpada de Helen? Há mais neste tesouro que qualquer um deles sabe? Procurar e descobrir...

Capitulo Um

Londres 1811, 14 de maio, Pouco antes da meia-noite
Lorde Beecham parou abruptamente. Ele virou-se tão rapidamente que quase tropeçou em um grande vaso de palmeira. Ele não podia acreditar. Ele tinha que estar errado. 
Ela não poderia ter dito isso, poderia? Ele olhou para a mulher que acabara de ouvir falar. Ele abriu duas grandes folhas de palmeira e olhou para a biblioteca do Sanderling, uma longa, estreita, sala forrada de prateleiras ao lado do salão. Enquanto a biblioteca estava cheia de tomos escuros, teias de aranha nos cantos sombrios, e apenas um pequeno ramo de velas iluminando as sombras, o salão estava cheio de velas acesas, plantas, e pelo menos duas centenas de convidados, todos rindo, dançando, e bebendo muito do potente ponche de champanhe. 
 A mulher que ele tinha ouvido antes falou novamente. Ele deu um passo mais perto da biblioteca mal iluminada. Sua voz era rica, tentadora, cheia de risos. —Realmente, Alexandra, —ela disse, —não é apenas o simples pensamento da disciplina; só de ouvir a palavra, dizê-la lentamente para si mesma e deixá-la acariciar sua língua quando você a diz, não é o mesmo que conjurar todos os tipos de deliciosas cenas de dominação? Você não pode ver apenas a si mesma? Você está completamente à mercê de outro, essa pessoa está em total controle, e não há nada que você possa fazer. Sabe de uma coisa que vai acontecer e você está temendo isso, o seu coração está batendo, você está com medo, muito medo, mas é um delicioso tipo de medo o que sente. Você sabe, no fundo, que está antecipando o que está por vir. Você mal pode esperar que ele venha, e não há nada que você possa fazer a não ser imaginar o que ele fará com você. 
Ah, sim, sua pele está ondulando com a emoção. Houve um silêncio mortal. 
Espere, foi uma respiração pesada que ouviu? Lorde Beecham, cuja imaginação muito ativa tinha evocado uma visão de si mesmo em pé sobre uma mulher bonita, sorrindo para ela enquanto amarrava suas mãos sobre a cabeça e depois suas pernas, em propagação para sua cama, sabendo que em apenas alguns minutos, ele iria retirar sua roupa, uma linda peça de cada vez, lentamente, muito lentamente, e... 
 —Oh, Deus, Helen. Eu tenho que me abanar. Creio que o meu peito está palpitando. Você é muito boa em criar figuras com as palavras. O que você descreveu soa terrível e maravilhoso. É algo que me faz ficar com água na boca. Também soa como uma grande produção que requer muito planejamento. 
 —Ah, sim, mas isso é parte do ritual. É muito importante que o mesmo seja planejado perfeitamente. Você faz parte do ritual, a parte mais importante, você é a única no controle. Ele requer que você seja constantemente inventiva, que não continue utilizando as mesmas disciplinas com o passar do tempo. Lembre-se, a antecipação de algo desconhecido é uma coisa muito poderosa. Para ser eficaz, a disciplina deve constantemente crescer e mudar. Na maioria dos casos, é eficaz ter outras pessoas por perto para testemunhar a disciplina. Isso faz com que o destinatário fique ainda mais assustado, seus sentidos mais elevados, seus pensamentos mais focados. É um processo incrível. Você terá que tentar. Ambos os lados da mesma. O mais profundo silêncio se seguiu. 
 Tentar? 









Série Família Sherbrook
1- A Noiva Trocada
2- A Noiva Endiabrada
3- A Herdeira
4- Louco Jack
5- O Cortejo
6- A Noiva Escocesa
7- a revisar e demais
8- The Sherbrooke Twins
9- Lyon's Gate
10- Wizard's Daughter
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28 de outubro de 2016

Louco Jack

Série Família Sherbrook
Em Mad Jack vai encontrar duas das pessoas mais puras na Londres de 1811.

Mad Jack é, na realidade Winifrede Levering Bascombe, que, felizmente, tem seu nome mudado muito rapidamente na história. 
Ela chega a Londres disfarçada de valete com as tias, Mathilda e Maude, para implorar o auxílio de Lord Cliffe, Grayson St. Cyre.
Entre vários acontecimentos engraçados, St. Cyre descobre o engano de 
Jack, e também descobre sentimentos que ele nunca imaginou que possuía. No meio de toda a risada, no entanto, esconde-se um segredo mortal que está pronto para saltar e esmagar Jack e Gray.

Capítulo Um

St. Cyre Town House, Londres, 1811, 25 de março

Grayson Albemarle St. Cyre, Barão de Cliffe, lia a única página mais uma vez, em seguida, a amassou em sua mão e jogou na lareira. Enquanto observava o papel dobrar lentamente em torno das bordas e explodir em chamas brilhantes, ele pensou, algumas cartas, não possuem muitas palavras, mas a maioria são cruéis e malévolas.
Saiu da sala de estar e foi pelo longo corredor em direção à parte de trás de sua casa. Abriu a porta para a biblioteca, a sua sala, tudo sombrio e quente, cheia de livros e pouco mais. As pesadas e escuras cortinas de veludo dourado estavam firmemente fechadas para a noite, o fogo estava baixo e lento porque nenhum dos funcionários sabia que ele estaria vindo para aquela sala naquele momento.
Todos pensavam que tinha saído cinco minutos antes para visitar sua amante.
Pensou na carta maldita e amaldiçoou, mas não tão fluentemente quanto seu pai fazia quando estava tão bêbado que mal conseguia andar. Sentou-se em sua mesa, pegou um pedaço de papel da gaveta de cima, mergulhou a pena no tinteiro, e escreveu:
Se eu receber uma outra ameaça de você, vou tratá-lo como merece. Eu vou bater em você até que fique sem sentido e deixá-lo em uma vala para morrer.
Assinou suas iniciais GSC e lentamente dobrou o papel, deslizando-o em um envelope. Caminhou até a elegante mesa espanhola, que estava contra a parede no hall de entrada, e colocou o envelope na antiga bandeja de prata, que seu mordomo, Quincy, limpava todos os dias, à uma hora da tarde, sem falhar.
Ele se perguntou, quando andou na fria e clara noite de início da primavera, para o apartamento de sua doce Jenny o que aconteceria agora.
Provavelmente nada. Homens do tipo de Clyde Barrister eram covardes.
Não havia nada mais a dizer, maldita. Estava ofegante de raiva com ela, a pequena cadela ingrata. Ele não se conteve. Levantou a mão para bater nela, em seguida, se segurou. — Se eu bater em você, Carlton irá perceber e, talvez, não a queira.
Ela gemeu, sua cabeça para baixo, seu cabelo longo disperso, emaranhado e suado caindo dos lados de seu rosto.
— Finalmente calada, não é? Eu nunca pensei que iria vê-la muda como uma árvore. É refrescante por uma vez não ter que ouvir suas queixas e ver esses seus olhares. Silêncio e submissão são muito charmosos em mulheres, em você especialmente, embora só agora o esteja vendo pela primeira vez. Bem, talvez tenha acabado, eh? Sim, você finalmente desistiu. Não vai contra mim.
Ela não disse uma palavra. Quando ele pegou seu queixo com a mão e forçou sua cabeça para cima, havia lágrimas em seus olhos. Mas ainda assim ele franziu a testa. Olhou duro para ela, ainda respirando agitado por seu ritmo e gritos. Mas seu rosto já não estava tão corado como tinha estado um minuto antes, e sua voz não tremeu de raiva quando falou. —Você vai se casar com Sir Carlton Avery. Ele vai voltar amanhã de manhã. Vai sorrir timidamente para ele e dizer-lhe que é uma honra se tornar sua esposa. Dei-lhe a minha bênção. Os preceitos de casamento estão acordados. Tudo está feito.









Série Família Sherbrook
1- A Noiva Trocada
2- A Noiva Endiabrada
3- A Herdeira
4- Louco Jack
5- O Cortejo
6- A Noiva Escocesa
7- a revisar e demais
8- The Sherbrooke Twins
9- Lyon's Gate
10- Wizard's Daughter

30 de abril de 2012

A Noiva Endiabrada


O mistério de Sophie Ryder Sherbrooke é um conquistador galante e divertido, e que tem um segredo. 

Quando ele viaja para a Jamaica a fim de solucionar um intrigante mistério nos canaviais de sua família, um outro enigma se apresenta na forma de Sophie Stanton-Greville, uma jovem de dezenove anos que está determinada a seduzi-lo. 
E Ryder desconfia que não é por causa de seu charme irresistível. 
Sophia sempre teve absoluto controle sobre os rapazes, até conhecer Ryder. 
Seu vizinho, obviamente, é diferente dos outros. 
Ele, por sua vez, confiante e seguro como qualquer homem bom conhecedor das mulheres, trata de logo deixar claro para Sophie quem está no comando. 
Segundo os rumores, ela divide a cama com três amantes.
Será aquela jovem encantadora tão audaciosa como parece? 
Será que ela é uma mulher sedutora... ou uma garota inocente com um terrível segredo? 

Capítulo Um 

Montego Bay, Jamaica Junho de 1803. 
Dizia-se que ela colecionava amantes. 
Três constavam de sua lista atual: o pálido e franzino Oliver Susson, solteiro, advogado, rico, avançando rapidamente para a meia-idade; o fazendeiro Charles Grammond, com esposa e quatro filhos, dono de uma grande plantação de cana-de-açúcar, vizinho a Camille Hall, onde ela morava com o irmão e o tio; e lorde David Lochridge, o filho mais novo do duque de Gilford, banido da Inglaterra por participar de três duelos em três anos consecutivos, matando dois homens e ferindo o último, além de tentar dilapidar em mesas de pôquer a herança que a avó lhe deixara e da qual tomara posse ao completar a maioridade, sete anos antes. 
Ryder Sherbrooke ouviu atentamente cada detalhe a res¬peito de cada um daqueles homens em sua primeira tarde em Montego Bay. Era surpreendente, porém, que nada se expli¬casse sobre a notória mulher, cujos favores eram tão ostensi¬vamente disputados. Gold Doubloon poderia ser chamado de bar, de clube e de café. Construído em um único piso, ao lado da igreja de St. James, o local parecia ser o ponto de encontro preferido dos cavalheiros daquela ilha, ao que o movimento indicava. Ryder cogitava se o sucesso do empreendimento não se resumia a uma estratégia simples, mas eficaz do proprietário. Segundo ele, todas as lindas jovens que circulavam por entre as mesas com sorrisos e notável cordialidade, ou eram suas filhas, ou sobrinhas ou primas. 
Fosse isso verdade ou não, ninguém se atrevia a questionar. 
Em boas-vindas, Ryder fora convidado a provar uma cerveja artesanal, escura e espessa, que o fizera relaxar e se sen¬tir confortável, de volta mais uma vez à terra firme, de onde não acreditava que precisaria ter saído. Não fosse a insistência quase desesperada de Samuel Grayson, o administrador da fazenda de cana-de-açúcar que sua família possuía naquele fim de mundo, para que alguém viesse em seu socorro, Ryder não teria deixado a excitação de sua vida na Inglaterra e o convívio com seus entes queridos. 
Mas fora preciso tomar uma atitude altruísta e enfrentar sete semanas em alto-mar por águas turbulentas, até desembarcar no meio de um verão insuportável que fazia de cada respiração uma agonia. 
Não que ele preferisse ter permanecido em Northcliffe Hall, no lugar de Douglas. 
Por ser o irmão mais velho, fora Douglas a herdar o título de conde com todos seus atributos, mais a exigência de se casar com uma moça da escolha da família. 
Assim, enquanto Douglas se esforçava por se adaptar à nova vida de casado, Ryder empreendia uma viagem para verificar se havia algum fundamento nessas histórias sobrenaturais e malignas que estavam ocorrendo em Kimberly Hall, segundo o supersticioso administrador. 
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Família Sherbrook
4- Louco Jack

12 de outubro de 2011

Trilogia Noites

3- NOITES DE TORMENTA















Eugenia Paston tinha jurado que faria um pacto com o próprio demônio, se isso significasse salvar da ruína o estaleiro de seu pai.

Mas, associar-se com o rico capitão inglês Alec Carrick parecia ser um acordo muito mais perigoso.
Quando adentraram as tempestuosas águas do mar, o aristocrata britânico provocou nela desejos que nunca antes tinha conhecido, prazeres que nem sequer imaginava. E, com suas carícias e cuidados, ele ia obter as mais valiosas posses da Eugenia: sua independência e seu frágil e apaixonado coração.

Revisão Inicial Ana Júlia
O livro é bom, nos mostra a triste realidade das mulheres no século XIX, e quanto o machismo era grande, o como o mocinho desse livro é machista, que horror...
Quis matá-lo durante todo o livro, e dei graças a Deus por não ter nascido nessa época.
A mocinha é uma guerreira, luta pelo que quer. Boa leitura

Capítulo Um

A bordo do Bailarina Noturna
Perto da baía de Chesapeake
Outubro, 1819
Carrick estava parado na cobertura, perto do leme do Bailarina.
Sua atenção estava dividida entre as velas em cruz que não deixavam de golpear o mastro e sua pequena filha, que estava sentada com as pernas cruzadas no meio de um círculo de fibras de cânhamo enroladas, onde praticava seus nós.
De onde Carrick estava, via que a pequena parecia estar aperfeiçoando os nós.
Jamais começava uma nova tarefa, ou neste caso, nunca passava ao nó seguinte até que o anterior tivesse saído exatamente como desejava.
Carrick recordava que a pequena passou mais de dois dias praticando seu nó de volta redonda, até que Ticknor, o segundo mestre do Bailarina, um jovem de vinte e três anos que tinha navegado de York Shire e se ruborizava como uma adolescente ante a coisa mais insignificante, finalmente lhe disse:
- Chega senhorita Hallie. Já está ótimo. Já o fez. Não queremos que lhe encham as mãos de calos como as de um pedreiro, não? O mostraremos ao seu papai e vai ver que está perfeito.
E Alec elogiou o nó.
Deus não permitisse que a menina tivesse mãos de pedreiro!

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Trilogia Noites
1– Noites de Fogo
2– Noites de Sombras
3– Noites de Tormenta

13 de setembro de 2011

Trilogia Noites

1- NOITES DE FOGO




Amarrada em um casamento sem amor, Arielle Leslie só havia conhecido uma vida de vergonha e desgraça.

Assim depois da morte de seu monstruoso marido, ela se sentia incapaz de se libertar das cadeias da humilhação.
Só o amor de Burke Drummond poderia salvá-la… Se ela permitisse. 
Mas enquanto ela desperta para a paixão, a paciência de Burke está acabando.
E Arielle corre o risco de viver em um futuro incerto, mais terrível que seu passado...
A única coisa que manteve a esperança de Burke Drummond viva durante três anos de guerra, foi voltar para casa e poder se casar com Arriele, seu amor de muitos anos. Nunca pensou que em sua ausência seu meio irmão tomou uma decisão que afetaria a vida de todos eles.
Ao voltar da guerra, a adolescente que deixou havia se transformado em mulher.
Mais apaixonado que nunca, Burque se propõe a reconquistá-la, sem conseguir compreender porque Arielle parece fugir dele.
Está decidido a descobrir o passado de Arielle e ajudar a curar aquelas feridas, sem saber que o passado é justamente o que Arielle não suporta enfrentar.
Mas enquanto a paciência de Burke esgota… O perigo se acerca, o filho bastardo do marido de Arielle, está disposto a qualquer coisa para cumprir a promessa que fez a seu pai...

Comentário de leitura final Ana Paula G: Seriamente, estou ficando bem preocupada com os meus gostos ultimamente...kkkk..Brincadeira, livro ótimo, envolvente...
Só uma ressalva: as muito românticas talvez se choquem com alguns trechos.
Não é um livro fácil de ler, no sentido que o sofrimento da heroína à nível emocional é pesado demais!!! Entretanto, o herói é um doce, ajudando-a a superar todas os traumas!

Capítulo Um

Rendel Hall, Sussex, Inglaterra, 1813
Arielle tinha medo. Não sabia a causa de seu temor.
De todos os modos, ali estava esse sentimento.
Olhou o filho ilegítimo de seu marido: Etienne DuPons, filho de uma costureira francesa agora falecida.
Tinha uma leve semelhança com o pai de Paisley quando era jovem; inclusive o nariz era um tanto curvo, reproduzindo o mesmo estilo; e o lábio inferior era mais grosso que o superior.
Tinha o queixo igualmente proeminente, os olhos azuis cinzento, igualmente pálidos, e também muito penetrantes.
Compreendeu que o temia, e lenta, muito lentamente, pois não queria atrair a atenção de seu marido, depositou o garfo sobre o prato.
Etienne já estava ali há quase duas semanas.
Não que parecesse a admirar francamente, ou lhe mostrasse uma cortesia excessiva.
Mas de todos os modos, ela o evitava.
Sabia que às vezes Paisley a observava, e depois olhava ao seu filho, e em seus olhos se manifestava uma expressão calculista. Mas, o que planejava?
-Arielle, o faisão não te agrada?
Ele via tudo, o que era estranho, porque sua visão estava diminuindo.
-É delicioso. Acontece que esta noite não tenho muito apetite, Paisley.
-De todos os modos, comerá seu jantar. Desagradaria-me que não o fizesse.
Ela retomou seu garfo e comeu o faisão.
Paisley não a castigou desde a segunda noite da chegada de seu filho ilegítimo a Rendel Hall.
Tampouco a obrigou a permanecer nua durante horas e horas no quarto, pendurada nessa corda unida ao gancho do teto, ou com as mãos nos joelhos frente a ele, ou as mãos de Arielle sobre o corpo masculino, com sua boca acariciadora...
Ela estremeceu, e sentiu desejo de vomitar o faisão.
Ouviu o que Paisley dizia a Etienne:
-Não, não se diria que tem dezoito anos, verdade? Mas é assim. Já está a quase dois anos casada.
Por que Etienne se importava com a idade de Arielle? Dirigiu-lhe um olhar.
Ele também a olhava fixamente.
Arielle sentiu que o coração pulsava com força, e que as mãos ficavam pegajosas.
-Mais vinho, Etienne?
-Non, madame

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 Trilogia Noites
1– Noites de Fogo
2– Noites de Sombras
3– Noites de Tormenta

27 de agosto de 2011

Trilogia Noites

2- NOITES DE SOMBRAS

O brutal assassinato de seu benfeitor tinha deixado Lily Tremaine na mais absoluta miséria e com a responsabilidade de garantir a segurança de seus três filhos.

Desesperada, procurou ajuda na casa do sobrinho de seu prometido Knight Winthrop, Visconde de Castlerosse... homem ardiloso, solteiro e incrivelmente atraente.
Logo Lily se sentiu atraída por ele e envolta em uma complicada e perigosa relação, enquanto seu irresistível desejo se transformava em um apaixonado amor...

Nota revisora Michelle Estorillio: O livro é bom, envolvente. Lá pela metade do livro fiquei irritada com o mocinho que banca o babaca com a mocinha, mas ela no melhor estilo não bate que eu gamo e uma boa pegada vale mais que mil palavras lisonjeiras, se apaixona pelo mocinho.
Depois que o mocinho descobre a besteira que estava fazendo a coisa melhora e fica só a boa pegação com a mocinha.
A mocinha por sua vez é determinada e valente. Faz de tudo para defender aqueles que ama.

Capítulo Um

Perto de Bruxelas, Bélgica
Setembro, 1814
Tristan Monroe Winthrop cantarolava uma melodia enquanto apressava o passo.
Estava feliz com sua astúcia e seu êxito.
Sorriu ao cantarolar, e não se surpreendia de poder fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Estava convencido de que podia tudo.
Pensou em Lily, que o esperava com os meninos, e quase começou a correr.
Tinha estado ausente durante três dias, e sentia muita saudade.
É obvio que sentir saudades dos meninos não era o mesmo que sentir saudades de Lily. A bela Lily, que logo seria sua esposa.
Tinha lançado seus filhos como anzol e, agora o admitia sem vergonha, tinha dado resultado.
Seus filhos, e o fato de que ela não tivesse outra possibilidade de escolha.
Não chegava aos vinte anos, estava sozinha em uma cidade estrangeira, tinha que pagar o funeral de seu pai, e tinha que encarregar-se das dívidas que tinha deixado.
O pai da moça, o barão Markham, um jogador contumaz e incrivelmente desafortunado, tinha sido seu amigo.
Tristan o tinha salvado não, mas muitas vezes de credores que teriam tomado sua formosa filha como pagamento de suas dívidas. Sem seu consentimento, é obvio.
Um dia, caiu, com uma forte dor no peito.
Lily estava ao seu lado; olhava-o sem entender ao princípio.
Logo as lágrimas começaram a correr por suas bochechas.
Viveu dois dias mais. Depois morreu deixando-a sem nada exceto suas roupas.
Mas Tristan tinha estado ali para ajudá-la.
Gostava dela, além disso, ela amava os seus filhos e eles à Lily.
Convidou-a para viver com ele e as crianças e, é obvio, ela se negou, até que ele mudou de melodia e lhe pediu que se transformasse na governanta de seus filhos.
Fazia só dois meses que ela tinha aceitado casar-se com ele.

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Trilogia Noites
1– Noites de Fogo
2– Noites de Sombras
3– Noites de Tormenta

5 de outubro de 2010

A Duquesa

Trilogia Legacy



Paixão e intriga!

Por ser sempre serena e controlada, a filha ilegítima do conde de Chase é chamada de Duquesa.
Após ficar órfã, ela recebe a inesperada notícia de que foi legitimada e transformou-se em uma herdeira.
Porém, ao discordar das cláusulas do testamento de seu pai, ela descobre que a única maneira de consertar a situação é casando-se com seu teimoso primo... 
Dono de um temperamento explosivo, Marcus, o novo conde de Chase, fica revoltado ao saber das providências tomadas pelo tio e vai para Paris.
Ele não imagina, contudo, que logo se verá preso a um casamento indesejado com a distante Duquesa.
De volta à propriedade da família, os dois se deparam com a visita de parentes americanos em busca de um tesouro escondido.
Enquanto isso, misteriosos atentados que põem em risco a vida de Duquesa aproximam o casal, trazendo à tona os reais sentimentos que têm um pelo outro...

Prólgo

Em junho de 1804, no segundo dia de sua visita a Chase Park, aos nove anos de idade, ela ouviu uma criada dizer a Tweenie que ela era uma bastarda.
— Uma bastarda!? Absurdo! A menina é uma bastarda, Annie? Todo mundo diz que é uma prima da Holanda ou da Itália...
— Prima da Holanda ou da Itália o diabo! A mãe dela mora perto de Dover, e o senhor a visita freqüentemente. Ouvi a sra. Emory contar à cozinheira. Sim, ela é filha bastarda do lorde. Veja aqueles olhos azuis!
— É muita ousadia do lorde trazer sua bastarda para cá, no nariz de milady!
— Sim, mas a nobreza é assim. O lorde deve ter uma coleção de bastardos espalhados por aí. Que diferença faz mais um? Mas ela está aqui e, por isso, deve ser especial. E é toda sorriso e doçura, como se este fosse o seu lugar! Milady ignora a menina, mas ela vai passar pelo menos duas semanas aqui.
— E mais do que o suficiente. Imagine, trazer uma bastarda a Chase!
— Mas a menina é bonita!
— E o lorde é tão belo quanto o avô dele. Minha avó me contou que ele era um cavalheiro de grande nobreza e beleza... Faz sentido que a menina seja linda. Aposto que a mãe também não é feia. Ouvi a sra. Emory dizer que eles estão juntos há doze anos... como se fossem casados.
As duas criadas se afastaram, ainda conversando. Ela permaneceu escondida em um dos muitos nichos do corredor do segundo andar, imaginando o que seria uma bastarda. Não era nada bom, isso ela sabia.
O conde de Chase era seu pai? Ela balançou a cabeça veementemente.
Não, ele era seu tio James, irmão mais velho de seu pai, e ia visitá-la a cada dois meses para se certificar de que ela e a mãe estavam bem.
Seu pai fora morto em fevereiro de 1797, quando tropas francesas tinham invadido a Inglaterra.
Ela sempre ouvia a mãe dizer como havia quase dois mil franceses, não soldados de verdade, mas criminosos, todos libertados de prisões e perdoados em troca do ataque a Avon e da destruição de Bristol, seguida de Liverpool.
Sua mãe dizia também que aqueles criminosos franceses tinham desembarcado em Pencaern, e lá haviam sido enfrentados e rendidos pelo exército de Pembrokeshire.
E seu pai liderara aqueles bravos ingleses, que derrotaram os franceses que ousaram pisar em solo britânico. Não, seu verdadeiro pai era o capitão Geoffrey Cochrane, e ele morrera como herói, defendendo a Inglaterra.
Os olhos de sua mãe sempre se tornavam mais suaves quando ela dizia:
— Seu tio James é um nobre, minha querida, um homem muito poderoso, com muitas responsabilidades, mas ele vai cuidar de nós para sempre. Ele tem a própria família, por isso não pode nos ver sempre. As coisas são assim e sempre serão. Mas, não esqueça, ele nos ama e nunca vai nos abandonar.
E quando ela completara nove anos, sua mãe a mandara para passar duas semanas com tio James em sua magnífica mansão chamada Chase Park, perto de Darlington, no norte de Yorkshire.
Ela havia implorado à mãe para acompanhá-la, mas ela simplesmente balançara a cabeça e dissera:
— Não, minha querida, a esposa de seu tio James não gosta de mim. Fique longe dela. Você tem primos lá e vai se aproximar deles, mas mantenha distância da esposa de seu tio. Lembre-se, amor, nunca fale sobre você. E aborrecido, não acha? Muito melhor guardar segredos e ser misteriosa.
Ela havia evitado a condessa de Chase com pouca dificuldade, porque a dama, na única vez em que a vira, a olhara com grande desprezo e depois saíra da sala. Nem ela nem seus primos se uniam ao conde e à condessa na sala de jantar todas as noites; por isso era fácil manter-se longe dela.
Tio James era diferente ali em sua mansão, com tantos criados em uniformes elegantes de botões dourados reluzentes.
Era como se houvesse empregados em todos os lugares, em cada corredor, sempre olhando, mas nunca falando.
Exceto por Annie e sua colega.
Tio James era atencioso em Rosebud Cottage, quando ia visitá-la e conversar com sua mãe, mas agia diferente ali.
Ela franziu a testa, tentando entender por que ele não a abraçara. Seu tio a chamara na biblioteca, um aposento quase tão grande quanto a casa onde ela morava, com paredes cobertas por livros e escadas que corriam por trilhos presos ao teto.
Tudo ali parecia pesado e escuro, até o luxuoso tapete sob seus pés. Quando ela entrou, não havia nada além de sombras, pois era final de tarde e as cortinas estavam fechadas. Mas ela viu o tio e sorriu.
— Olá, tio James. Obrigada por ter me convidado para ficar aqui.
— Olá, minha querida criança. Entre, e vou lhe dizer como deve agir enquanto estiver aqui.


Trilogia Legacy
1. A Duquesa

2. O Legado de Nightingale
3. Jessie e James

12 de setembro de 2010

Série Noivas

1- A NOIVA TROCADA







A irmã errada... ou a irmã certa?

Douglas Sherbrooke, o conde de Northcliffe, decidiu que chegou a hora de se casar e ter um herdeiro.
E quem melhor do que a deslumbrante Melissa Chambers para ser sua esposa e mãe de seu filho?
Entretanto, quando surge um imprevisto que o obriga a viajar, ele pede a seu primo, que o ajude a se casar com ela por meio de uma procuração...
E qual não é sua surpresa, ao retornar, e encontrar à sua espera, em lugar de Melissa, a irmã dela, Alexandra!
Desde os quinze anos de idade, Alexandra é apaixonada pelo charmoso conde, e sem querer, de repente ela se vê casada com o objeto de seus mais românticos sonhos juvenis!
Embora o casamento tenha sido um engano, uma vez que a intenção de Douglas era casar-se com sua irmã. Alexandra, porém, não perderá a oportunidade de conquistar o coração do teimoso Douglas, e provar ao marido que ele se casou com a irmã... certa!

Capítulo Um

New Romney, Inglaterra Maio de 1803
— Eu a vi ontem à noite! A Noiva Virgem!
— Oh, não! É verdade, Sinjun? Jura que viu o fantasma?
Dois suspiros foram seguidos de gritos de medo e excitação. As vozes diminuíram, mas ele ainda ouvia os risinhos e as exclamações entusiasmadas conforme as moças se afastavam da porta do escritório.
Douglas Sherbrooke, o conde de Northcliffe, fechou a porta com firmeza e caminhou até a escrivaninha.
O maldito fantasma! Até quando os Sherbrooke estariam condenados a suportar as narrativas fantasiosas daquela menina?
Relanceou para a pilha de papéis na mesa, suspirou e sentou-se, olhando para o vazio de cenho franzido.
Vinha repetindo o gesto com freqüência nos últimos tempos, pois era bombardeado todos os dias com lembretes insistentes a respeito do mesmo assunto entediante: precisava se casar e providenciar um herdeiro.
Estava ficando velho e cada minuto representava um peso sobre sua virilidade. Segundo diziam primos, tios e os criados mais antigos, ele completaria trinta anos no dia de São Miguel.
Mas não podiam considerá-lo um ancião!
Fitou o relógio de pêndulo sobre a lareira.
Onde estaria Ryder? Como era possível que seu maldito irmão não se lembrasse das reuniões na primeira terça-feira de cada trimestre, às três horas?
A entrada abrupta de Ryder, somente cinco minutos além do horário, com os cabelos revoltos pelo vento e trazendo o cheiro de cavalos e do mar para dentro do cômodo, apaziguou os ânimos do conde.
Afinal de contas, o pobre tinha vinte e seis anos. Deveriam permanecer como aliados.
— Lindo dia, Douglas! Estava cavalgando com Dorothy nos despenhadeiros... Vou dizer, que espetáculo.
Ryder sentou-se diante do irmão mais velho, cruzou as pernas e escancarou um sorriso satisfeito.
— Conseguiu ficar sobre o cavalo?
Os olhos do rapaz se iluminaram e seu sorriso se alargou.
— Bem, se você insiste em manter estas reuniões trimestrais, Douglas, preciso me ocupar e fazê-las render.
— Com Dorothy Blalock? — Douglas ironizou.
— A viúva Blalock é suave e perfumada, e sabe agradar um homem. Sem falar que também é cuidadosa.
— Devo admitir que ela é uma boa amazona.
— E não são apenas os cavalos que ela monta bem, se é que me entende — Ryder completou, cínico.
Somente devido ao seu autocontrole Douglas conseguiu refrear um sorriso. Afinal, era o conde de Northcliffe, o chefe dos Sherbrooke.
— Vamos começar logo — Douglas pediu, mas Ryder não se deixou enganar, tendo percebido a curva nos lábios do irmão mais velho.
Douglas recusou o conhaque que lhe foi oferecido e passou a ler a papelada diante de si.
— Ao fim deste trimestre, então, você conta com quatro filhos e quatro filhas. O pobre Daniel morreu no inverno e a queda de Amy não parece ter deixado seqüelas. É isso?
— Terei outro filho em agosto. A mãe parece saudável e forte.
Douglas suspirou.
— Muito bem. Qual o nome dela? — Depois que Ryder o forneceu, perguntou: — Está certo agora?

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 2- A NOIVA ENDIABRADA

O mistério de Sophie Ryder Sherbrooke é um conquistador galante e divertido, e que tem um segredo. 

Quando ele viaja para a Jamaica a fim de solucionar um intrigante mistério nos canaviais de sua família, um outro enigma se apresenta na forma de Sophie Stanton-Greville, uma jovem de dezenove anos que está determinada a seduzi-lo. 
E Ryder desconfia que não é por causa de seu charme irresistível. Sophia sempre teve absoluto controle sobre os rapazes, até conhecer Ryder. 
Seu vizinho, obviamente, é diferente dos outros. 
Ele, por sua vez, confiante e seguro como qualquer homem bom conhecedor das mulheres, trata de logo deixar claro para Sophie quem está no comando. 
Segundo os rumores, ela divide a cama com três amantes. 
Será aquela jovem encantadora tão audaciosa como parece? 
Será que ela é uma mulher sedutora... ou uma garota inocente com um terrível segredo? 

Capítulo Um 

Montego Bay, Jamaica Junho de 1803. 
Dizia-se que ela colecionava amantes. 
Três constavam de sua lista atual: o pálido e franzino Oliver Susson, solteiro, advogado, rico, avançando rapidamente para a meia-idade; o fazendeiro Charles Grammond, com esposa e quatro filhos, dono de uma grande plantação de cana-de-açúcar, vizinho a Camille Hall, onde ela morava com o irmão e o tio; e lorde David Lochridge, o filho mais novo do duque de Gilford, banido da Inglaterra por participar de três duelos em três anos consecutivos, matando dois homens e ferindo o último, além de tentar dilapidar em mesas de pôquer a herança que a avó lhe deixara e da qual tomara posse ao completar a maioridade, sete anos antes. 
Ryder Sherbrooke ouviu atentamente cada detalhe a respeito de cada um daqueles homens em sua primeira tarde em Montego Bay. 
Era surpreendente, porém, que nada se explicasse sobre a notória mulher, cujos favores eram tão ostensivamente disputados. 
Gold Doubloon poderia ser chamado de bar, de clube e de café. 
Construído em um único piso, ao lado da igreja de St. James, o local parecia ser o ponto de encontro preferido dos cavalheiros daquela ilha, ao que o movimento indicava. 
Ryder cogitava se o sucesso do empreendimento não se resumia a uma estratégia simples, mas eficaz do proprietário. 
Segundo ele, todas as lindas jovens que circulavam por entre as mesas com sorrisos e notável cordialidade, ou eram suas filhas, ou sobrinhas ou primas. 
Fosse isso verdade ou não, ninguém se atrevia a questionar. 
Em boas-vindas, Ryder fora convidado a provar uma cerveja artesanal, escura e espessa, que o fizera relaxar e se sentir confortável, de volta mais uma vez à terra firme, de onde não acreditava que precisaria ter saído. 
Não fosse a insistência quase desesperada de Samuel Grayson, o administrador da fazenda de cana-de-açúcar que sua família possuía naquele fim de mundo, para que alguém viesse em seu socorro, Ryder não teria deixado a excitação de sua vida na Inglaterra e o convívio com seus entes queridos. 
Mas fora preciso tomar uma atitude altruísta e enfrentar sete semanas em alto-mar por águas turbulentas, até desembarcar no meio de um verão insuportável que fazia de cada respiração uma agonia. 
Não que ele preferisse ter permanecido em Northcliffe Hall, no lugar de Douglas. 
Por ser o irmão mais velho, fora Douglas a herdar o título de conde com todos seus atributos, mais a exigência de se casar com uma moça da escolha da família. 
Assim, enquanto Douglas se esforçava por se adaptar à nova vida de casado, Ryder empreendia uma viagem para verificar se havia algum fundamento nessas histórias sobrenaturais e malignas que estavam ocorrendo em Kimberly Hall, segundo o supersticioso administrador. 
Ele não era capaz de resistir a um mistério. De qualquer gênero. 
Estava intrigado, aliás, com essa tal mulher de que todos pareciam gostar de falar. 
Sua curiosidade se aguçou ainda mais com o silêncio que se fez à entrada de um novo freguês. 
— Vejam!
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3- A HERDEIRA


Sinjun tem dezenove anos, é abençoada com os olhos azuis dos Sherbrooke, uma personalidade cativante e um senso de humor maravilhoso. 

E está terrivelmente entediada com a temporada de bailes em Londres... até que avista Colin Kinross, o conde escocês de Ashburham, do outro lado do salão. 

Ao ouvi-lo comentar com um amigo que precisa encontrar com urgência uma moça rica para se casar a fim de salvar suas finanças, Sinjun prontamente se apresenta como resposta às preces do rapaz... 
Sinjun, então, faz a última coisa que imaginara que um dia tivesse coragem de fazer: contrariando todas as expectativas de sua família, ela vai para a Escócia, para começar uma nova vida num castelo antigo e misterioso, que contém mais revelações e surpresas do que ela esperava encontrar 

Capítulo Um 


Londres, 1807 

Sinjun o viu pela primeira vez no meio do mês de maio em uma reunião oferecida pelo duque e duquesa de Portmaine. 
Ele devia estar a alguns metros dela. Não conseguiu desviar o olhar. 
Dobrou o pescoço para continuar com uma boa visão quando ele parou diante de um grupo de damas, inclinando-se com respeito diante de uma delas. 
Era alto, Sinjun deduziu, já que a jovem dama chegava apenas ao ombro do rapaz. 
Continuou com o olhar fixo nele, sem saber por que e sem se importar tampouco com esse comportamento estranho até que sentiu uma mão pousar em seu braço. 
Mas não queria perder o rapaz de vista. Caminhou à frente. 
Ouviu a voz de uma mulher atrás de si, mas não se voltou. 
Ele sorria para a jovem, e Sinjun foi tomada por uma estranha sensação. Aproximou-se mais, circulando a pista de dança. 
Ele agora estava muito próximo e era definitivamente alto como Douglas, o irmão dela, e igualmente forte, os cabelos mais escuros que os do irmão, e os olhos... Oh, bom Deus, um homem não devia ter olhos daquela cor! 
Eram de um azul-escuro, mais escuro que o colar de safira que Douglas havia dado a Alex em seu aniversário. 
Se apenas estivesse próxima o suficiente para poder tocá-lo, colocar os dedos naqueles fios negros de cabelos... Soube naquele momento que seria feliz olhando para ele pelo resto de sua vida. 
Decerto era um pensamento maluco, mas mesmo assim verdadeiro. 
Esse homem tinha atributos masculinos. Sim, tinha um corpo atlético, forte e rijo, e era talvez mais jovem que Ryder, que acabara de completar vinte e nove anos.
Uma voz insistente lhe alertou que abrisse os olhos e parasse com toda essa bobagem. 
Afinal, era apenas um homem e, sendo assim tão bonito, possuiria também o mesmo problema de caráter que sempre acompanhava a boa aparência. 
Isso, ou pior. Não teria inteligência alguma. Talvez até tivesse algum dente podre. 
Mas não, não era verdade, porque ele jogou a cabeça para trás e riu, e aquela risada dava sinais de grande inteligência. 
Ah, quem sabe ele fosse um bêbado ou um jogador, ou um patife ou coisa do tipo. 
Ela não se importava. Continuou com os olhos fixos nele.
Sensações estranhíssimas invadiam seu corpo, sensações que não entendia bem. 
Finalmente a conversa entre ele e a jovem dama findou, e ele se curvou e se afastou em direção a um grupo de cavalheiros. 
O grupo seguiu para a sala de jogos, para grande desapontamento de Sinjun. 
Alguém bateu em seu braço de novo. Era Alex, sua cunhada. 
— Você está bem? Está aí parada como uma estátua. Eu a chamei, mas nem pareceu me ouvir.
 — Oh, sim, estou muito bem. — Ouviu uma risada masculina e soube que era a dele, pura e ressonante. Encheu-se de excitação, e algo que não soube definir bem, mas que era poderoso.
— Sinjun, que diabos está acontecendo com você? Está doente ou algo assim? 
Naquele momento Sinjun decidiu manter a boca fechada, o que não era de seu costume. Além do mais, o irmão se reunira a ela e à esposa. 
O conde Douglas Sherbrooke observou a irmã. Sinjun parecia estranha. 
Distraída, o que era uma novidade. 
Ela era como um lago de águas límpidas, seus pensamentos e sentimentos sempre visíveis no rosto expressivo, mas agora ele não conseguia ter a menor idéia do que lhe passava pela mente. Isso o aborrecia. 
Era como se não conhecesse mais a própria irmã. Tentou então a neutralidade. 
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6- A NOIVA ESCOCESA




Artimanhas do Destino!

Viúvo e com três filhos aos trinta e um anos de idade, Tysen Sherbrooke acaba de ser nomeado o novo barão Barthwick, do Castelo de Kildrummy, na Escócia.
Tysen Sherbrooke, viúvo e pai de três filhos, acabou de ficar sabendo que se tornou o novo Barão Barthwick, do Castelo de Kildrummy, na Escócia.

Devoto, ponderado e de espírito honrado, o mundo limitado e sóbrio de Tysen vira de pernas para o ar quando ele se vê envolvido numa série de problemas, tendo de enfrentar pessoas que de bom grado lhe cortariam a garganta.
É quando entra inesperadamente em sua vida a bela Mary Rose, uma jovem marginalizada por ser filha ilegítima, uma mulher nobre e corajosa, que precisa de proteção.
E logo Tysen se vê contemplando a possibilidade de fazer bem mais do que apenas protegê-la...

Capítulo Um

Northcliffe Hall 15 de agosto de 1815
Tysen Sherbrooke olhou o gramado pelas grandes janelas da sala de Northcliffe com a testa franzida.
— Eu sabia que estava na linha de sucessão do título, Douglas, mas havia tantos herdeiros antes de mim que nunca imaginei que pudesse acontecer de fato.
Na verdade, não penso em Kildrummy há uma década. O último neto, Ian, morreu mesmo?
— Sim, seis meses antes do avô.
Parece que caiu de um penhasco no Mar do Norte.
O advogado acha que a morte de Ian acabou provocando a morte do velho Tyronne.
Bem, ele já tinha oitenta e sete anos, e provavelmente não precisava mais do que um empurrãozinho... Isso significa que você, Tysen, agora é o barão Barthwick.
É um título antigo, que remonta ao século XV, quando os homens importantes eram todos barões. Os condes vieram mais tarde, e foram considerados arrivistas por muito tempo.
— Eu me lembro bem do Castelo de Kildrummy — disse Tysen. — Fica no litoral, ao sul de Stonehaven, com vista para o Mar do Norte.
É um lugar bonito.
Não é como os antigos castelos medievais escoceses, muito altos e sem janelas: é uma construção mais recente, do final do sécuo XVII, creio.
Parece que o castelo original foi destruído em uma dessas intermináveis lutas entre clãs.
O novo tem telhados de duas águas, muitas chaminés e quatro torres.
O andar térreo tem um imenso pátio interno.
— Ele parou um instante, vendo tudo aquilo do ponto de vista do menino que era quando conhecera o lugar. Seus olhos brilhavam quando falou:
— A região é ainda selvagem, como se Deus tivesse olhado para baixo e decidido que ali não iria haver construções nem grandes estradas.
Há mais despenhadeiros do que se pode contar e apenas um caminho, estreito e sinuoso, que conduz ao castelo. Há também uma colina íngreme e rochosa, terminando em precipício à beira de uma praia, e muitas flores silvestres.
Douglas pensou que aquele havia sido um discurso bastante poético para um homem sério e, às vezes, até seco como seu irmão.
E ficou feliz por perceber que Tysen não só se lembrava muito bem de Barthwick, como também parecia gostar bastante de lá.
— Lembro-me de que você foi para lá com papai, quando tinha... Quanto? Dez anos?
— Isso mesmo. Foi um dos melhores momentos da minha vida.
Douglas não ficou surpreso com a resposta. Não era comum que um deles houvesse tido o pai só para si.
Sempre que pudera contar com a atenção do conde, sentira-se abençoado por Deus. Ainda sentia saudades do pai, um homem que amara os filhos e conseguira tolerar sua difícil esposa com um sorriso e um encolher de ombros.
Suspirou. Quantas mudanças!
— Já que você agora é o titular de um baronato medieval, suponho que terei de deixá-lo sentar-se à cabeceira da mesa.
Tysen não chegou a rir. Não tinha rido muito desde que decidira se tornar um homem de Deus, aos dezessete anos.
Douglas se lembrou do irmão deles, Ryder, dizendo a Tysen que, entre todos os homens que viviam naquela terra inculta, os sacerdotes eram os que deveriam ter o maior senso de humor, já que, obviamente, Deus o tinha.
Bastava olhar para todos os absurdos que os rodeavam.
Será que Tysen nunca havia observado o ritual de acasalamento dos pavões? Bastava olhar para o príncipe regente, aquele palhaço que, de tão gordo tinha de ser içado para entrar e sair da banheira.
Mas seu irmão Tysen era um homem sério; seus sermões eram magnânimos e profundos, sempre deixando implícito que Deus era um feitor severo e que não perdoava com facilidade os erros dos homens.
Tysen tinha agora trinta e um anos de idade, e todos os traços dos Sherbrooke: era alto, bem proporcionado, com os cabelos castanhos tendendo para o loiro e olhos da cor do céu no verão.
Ele, Douglas, era diferente, com sua cabeleira negra e olhos escuros.
Porém Tysen não tinha o mesmo amor pela vida que os irmãos tinham; nem a mesma alegria inata, ilimitada; ou a crença de que o mundo era um lugar agradável.
— Acho que devo viajar para a Escócia e ver como estão as coisas por lá — ele disse num suspiro.
— Sempre tenho tantas coisas para fazer aqui, entretanto nosso tio-avô Tyronne merece um herdeiro que, pelo menos, veja se a propriedade está sendo bem administrada. Não que eu tenha muita experiência nessa área, mas posso aprender.
— Sabe que eu vou ajudá-lo, Tysen. Quer que eu o acompanhe até Barthwick?
Ele meneou a cabeça, recusando a oferta.
— Não, Douglas, eu agradeço muito, porém é minha a responsabilidade. Conheço um cura que pode assumir minhas funções por algum tempo. Você se lembra de Samuel Pritchert, não?Claro que sim, pensou Douglas. Não havia como esquecer aquele homem tão austero e arrogante.

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Série Noivas
1- A Noiva Trocada - Família Sherbrook
2- A Noiva Endiabrada - Família Sherbrook
3- A Herdeira  - Família Sherbrook
4- Mad Jack
5- The Courtship
6- A Noiva Escocesa - Família Sherbrook
7- Pendragon
8- The Sherbrooke Twins
9- Lyon's Gate
10- Wizard's Daughter

23 de agosto de 2010

O Legado De Nighthingale

Trilogia Legacy






Sem Medo de amar.

Caroline Derwent-Jones está a um dia de completar dezenove anos.
E está desesperada para escapar do controle de seu primo e guardião, o odioso, obsessivo e assustador Roland Falkes, que tem planos nada agradáveis para ela.
Caroline consegue fugir para a casa de sua tia, apenas para descobrir que a pobre mulher morreu em circunstâncias misteriosas.
Começa, então, uma série de atentados à vida de Caroline, que procura a ajuda de Frederick North Nightingale, o fascinante cavalheiro que ela conheceu numa estalagem, a caminho da casa da tia. À medida que o perigo e o mistério aumenta, Caroline se vê cada vez mais atraída por North, que insiste em afirmar que é um homem solitário, talhado para uma vida reclusa.
A idéia de levar uma mulher para sua casa é inconcebível para North, até então. 

Porque, para sua surpresa, ele descobre que o que mais deseja é que Caroline Derwent-Jones entre em sua vida, para nunca mais sair.

Capítulo Um

Promontório St. Agnes — 
Cornualha Agosto, 1814
Frederick North Nightingale olhou para a mulher caída a seus pés. Estava curvada, com os joelhos dobrados quase lhe tocando o peito, os braços sobre a cabeça, como se tivesse tentado se proteger ao cair do alto do rochedo.
O vestido de musselina azul-claro, antes elegante, estava sujo e rasgado debaixo dos braços. Uma das sandálias pendia do pé direito, presa pelas tiras de couro, rebentadas e torcidas.
North ajoelhou-se ao lado do corpo da mulher e afastou-lhe da cabeça, delicadamente, os braços endurecidos.
Avaliou que ela devia estar morta havia pelo menos dezoito horas, pois os músculos começavam a relaxar novamente, o rigor da morte diminuíra.
Ele pressionou de leve os dedos sobre o pescoço da mulher, onde a gola do vestido tinha sido arrancada. Por que tentava encontrar a pulsação, não saberia dizer. Talvez estivesse esperan
do por um milagre, mas, claro, não havia batimento nenhum, apenas um corpo frio e morte. Nos olhos azuis, voltados para North, não tinha o menor sinal de calma aceitação, estavam saltados de terror, com a certeza da morte iminente.
Embora tivesse visto muitos homens morrendo numa batalha ou depois do combate, por causa de uma infecção, a morte dessa mulher tocou North de modo diferente.
Ela não era um soldado manejando uma espada ou um mosquete.
Era uma criatura frágil e desamparada diante de uma queda tão violenta.
North fechou os olhos da mulher, depois pressionou o queixo para fechar a boca, muito aberta, num último grito.
Não conseguiu fechá-la, e o terror continuou presente para ser visto, uma vez que não podia ser ouvido.
Permaneceria ali até que o corpo se tornasse nada além de ossos brancos, descarnados.
North ergueu-se devagar e afastou-se, mas não muito para não despencar da estreita borda, indo cair diretamente no mar da Irlanda, cerca de doze metros abaixo.
O cheiro da água salgada era forte e o barulho das ondas batendo nas eternas rochas negras e escarpadas era alto, mas, para ele, essa agitação rítmica era curiosamente calmante.
Tinha sido assim desde que ele era garoto, acostumado a fugir de casa em busca de paz.A mulher morta não era estranha para ele.
Não a reconhecera de imediato, mas depois de um instante soube que se tratava de Eleanor Penrose, viúva do juiz de paz, Josiah Penrose, dona de Scrilady Hall, que ficava a uns cinco quilômetros dali, ao norte, perto da angra Trevaunance.
Ele a conhecia desde que ela chegara à região, vinda de algum lugar de Dorset e se casara com o juiz de paz.
North era na época um garoto de dez anos.
Lembrava-se bem de Eleanor, jovem alegre, com grandes seios é um sorriso maior ainda, os cabelos castanho-claros caídos ao redor do rosto em cachos que balançavam quando ela brincava com o marido, conseguindo arrancar-lhe um sorriso, apesar de ele estar sempre com os lábios comprimidos.
Agora Eleanor Penrose estava morta, encolhida como um bebê na estreita borda do penhasco. Tinha sido um trágico acidente, pelo menos era o que devia parecer.
Mas ele sabia intimamente que isso não seria possível.
Eleanor conhecia toda a região tão bem quanto ele.
Ela não sairia andando sozinha pelos rochedos íngremes, tão longe de casa, para escorregar e cair do alto de um dos penhascos.
Não fazia sentido. Então, o que teria, realmente, acontecido?



3- JESSIE E JAMES


Jessie conhece James desde que tinha catorze anos e começou a correr como jóquei, representando o haras de seu pai.

Apesar das constantes provocações de James, Jessie o adora.
Na verdade, ela nutre por ele uma paixão secreta, mas não consegue demonstrar o que sente, ou não sabe como fazê-lo, e o resultado é uma impressão exatamente oposta, agravada pelo fato de ambos serem adversários nas pistas de turfe.

Nada preparou Jessie e James para a reviravolta do destino que mudaria suas vidas para sempre.
Um tombo de uma árvore, em circunstâncias suspeitas, compromete a reputação de Jessie, obrigando James a lhe propor casamento, o que, por sua vez, desencadeia uma série de estranhos pesadelos em Jessie, pesadelos perturbadores, que sugerem algo terrível relacionado à sua infância, um mistério assustador que precisa ser desvendado para que eles possam, finalmente, encontrar a felicidade nos braços um do outro...

Capítulo Um

Baltimore, Maryland Março de 1822

óquei Clube do condado de Slaughter. Sábado, última corrida. A derrota era certa.
Perder era sempre difícil. Principalmente para Jessie Warfield. James sabia que Rialto, o representante do Haras Warfield, o estava alcançando, com seus cascos golpeando firme e velozmente a pista de terra.
Virou a cabeça sobre o ombro esquerdo, movido por um reflexo. 

Rialto estava correndo mais rápido do que um sedutor da cama de sua amante, ao ouvir os passos do marido se aproximando pelo corredor.
James curvou o corpo para a frente e alongou-o até encostar o rosto à orelha de Tinpin. Tinha por hábito falar com seus cavalos antes das corridas e também durante as competições, para lhes transmitir ânimo e confiança.
Tinpin era um bravo competidor, sem deixar de ser dócil.
Lutava pela vitória tanto quanto seu dono. 

Sua determinação só foi esquecida uma vez, quando preferiu reagir a um jóquei que lhe batera com um chicote, impedindo-o de continuar em sua garupa, a disputar o prêmio.
Tinpin estava ofegante. Da raça quarto de milha, aquela era a segunda corrida de que participava na categoria.
Rialto levava vantagem sobre ele, tanto em capacidade quanto em experiência.
James, contudo, continuava a pressioná-lo pelos flancos, com os pés e os tornozelos, e a dizer que acreditava que ele seria capaz de vencer Rialto, um nome tolo, de uma ponte de Veneza.
Ainda lhe prometeu uma ração extra de aveia e uma taça de champanhe diluída no cocho de água.
E o cavalo acelerou, e foi diminuindo a distância, mas perdeu assim mesmo, embora apenas por uma cabeça.
James afagou o pescoço de Tinpin e confortou-o, certo de que seu cavalo teria conquistado o primeiro lugar se tivesse sido outro jóquei a montá-lo.
Tinpin estava coberto de suor, resfolegando com insistência.
A multidão assobiava e ovacionava.
Algumas vaias se misturavam aos aplausos. 

As pessoas diziam que James era um mágico com seus cavalos. Não naquele dia.
Não conseguira levar Tinpin nem mesmo em segundo lugar à linha de chegada. No último instante, um puro-sangue castanho, como Rialto, o vencera.
O animal era jovem, com quatro anos, de nome Pearl Diver, também pertencente ao Haras Warfield.
James conduziu Tinpin para as cocheiras, pensativo. 

Ao apear, brandiu o chicote contra sua bota e baixou a cabeça. 
Em sã consciência, não podia culpar seu cavalo. 
A derrota se devera ao excesso de peso do cavaleiro.
— Que fiasco, James! Você me fez perder dez dólares.
Um sorriso se sobrepôs à onda de depressão diante de Gifford Poppleton, que caminhava em sua direção. 

Um bom rapaz. James aprovara o casamento da irmã, Ursula, com Giff, um ano antes.
— Não ficará mais pobre por isso, cunhado!
— Não, mas não é essa a questão! — Giff e James prosseguiram lado a lado. — Você é grande demais para ser um jóquei. Seja cordato, meu caro. Vinte e cinco quilos fazem uma grande diferença!
James parou e cruzou os braços.
— Brilhante dedução! Pena que eu não tivesse desconfiado até agora.
Giff não se importou com o sarcasmo do cunhado e abraçou-o pelo ombro.
— Eu não queria ter usado de franqueza com você. Ursula insistiu tanto que eu acabei cedendo.
— A fedelha pesa ainda menos — James resmungou.
— Fedelha? Oh, já sei quem é. Jessie Warfield, claro. Você sempre se refere a ela desse jeito, embora a menina tenha crescido e se transformado em mulher.Redcoat poderia tê-la derrotado, se você não gostasse tanto de correr. É um excelente jóquei. Você o treinou muito bem. Quanto ele pesa? Cinqüenta quilos?










Trilogia Legacy,
1- A Duquesa
2- O Legado de Nightingale
3- Jessie e James

31 de maio de 2010

O Lord de Raven's Peak








Escandinávia e Normandia, 916

Uma paixão a toda prova...
Ao comprar um jovem no mercado de escravos de Kiev,
Merrik Haraldsson conseguiu resgatar também o irmão mais velho do menino, um garoto maltrapilho, imundo e desnutrido.
Por isso, qual não foi sua surpresa, tempos depois, ao descobrir que, na verdade, não se tratava de um irmão, mas de uma irmã...
Por baixo da imundície e dos farrapos, escondia-se uma jovem linda e inteligente, determinada a usar sua habilidade de contar histórias para ganhar ouro e prata suficientes para comprar a sua liberdade e a do irmão. Merrick, no entanto, se recusou a deixar a encantadora Laren partir...
E quando, finalmente, os segredos dela vieram à tona, ele lutou para protegê-la, e salvar a paixão avassaladora que tomara conta do seu coração...

Capítulo Um

Mercado de Escravos de Khagan-Rus Kiev, ano de 916.
O cercado de escravos recendia a corpos sem banho, naquela manhã fria. A brisa do rio Dnieper soprava gentilmente, e o sol acabara de nascer por trás de Kiev, os dedos dourados a se projetarem pela infindável extensão de colinas nuas e montanhas desoladas ao leste.
O fedor das peles sujas do inverno e dos corpos sem higiene não ofendia as narinas tanto quanto a abjeta miséria humana ofendia a sensibilidade. Contudo, uma condição tão familiar em lugares como aquele dificilmente seria notada.
Merrik Haraldsson soltou o pesado broche de prata do casaco de peles.
Tirou o casaco e pendurou-o no braço ao rumar para o mercado.
Aportara seu escaler, O Corvo de Prata, no longo píer de madeira que ficava numa enseada protegida do Dnieper, logo abaixo de Kiev.
A subida era íngreme, e ele apertou o passo, pois queria chegar o mais cedo possível ao mercado para encontrar um escravo que sua mãe aprovasse antes que só restassem os mais fracos e doentes.
Virou-se para Oleg, a quem conhecia desde que ambos eram garotos, ansiosos para superar os irmãos mais velhos e conseguir seus próprios escaleres para comerciar e ficarem ainda mais ricos que seus pais e irmãos:
—Partiremos depois que eu comprar uma escrava. Fique atento, Oleg, pois não quero um burro de carga para a casa de minha mãe, ou uma criada de olhos puxados que venha a pôr em risco a fidelidade de meu pai. Ele não tem nenhuma concubina há trinta anos. Não quero que comece agora.
—Sua mãe racharia a cabeça dele caso seu pai algum dia olhasse afetuosamente para outra mulher, e você sabe muito bem disso.
Merrik sorriu.
—Minha mãe é uma mulher de paixões fortes. Está bem, então pense na esposa de meu irmão. Sarla é uma coisinha tímida e poderia facilmente ser governada por uma mulher mais esperta, escrava ou não.
Teremos de levar em consideração muitos fatores antes de escolher a mulher certa. Minha mãe precisa de uma escrava que lhe seja fiel e que trabalhe só para ela.
Quer ensiná-la a fiar, já que seus dedos estão endurecidos e doem agora.
Roran me disse que haveria uma excelente seleção esta manhã, com muitos escravos trazidos na noite passada de Bizâncio.
—E da cidade dourada de Miklagard. Como eu gostaria de viajar para lá, Merrik. Dizem que é a maior cidade do mundo.
— É difícil acreditar que mais de meio milhão de pessoas vive lá. No próximo verão, teremos de construir um escaler mais forte para suportar as corredeiras abaixo de Kiev que são perigosas. Há sete delas e cada uma mais mortal que a outra, e a pior é a de Aifur. E existem muitas tribos hostis vivendo ao longo do Dnieper, esperando que os homens cheguem às margens com seus barcos para levá-los à força para o interior. Teremos de nos juntar à frota de outros mercantes em busca de segurança. Não quero morrer só para ver Miklagard e o mar Negro.
Oleg sorriu para Merrik.
—Tem conversado com os outros mercadores, Merrik, não é? Já está se preparando para isso em sua cabeça?
—Sim, realmente estou pensando nisso; Oleg, ficamos ricos comerciando em Birka e Hedeby; somos conhecidos lá e conquistamos a confiança do pessoal. Os escravos irlandeses trouxeram mais prata do que se poderia imaginar. E, este ano, enriquecemos mais ainda comerciando nossas peles em Staraya Ladoga. Lembra-se daquele homem que comprou cada pente de galhada de rena que tínhamos? Ele me disse que havia desposado mais mulheres do que queria, e todas pediam pentes a ele. Não, iremos para Miklagard no próximo ano. Contente-se com isso.
— E você que não está contente, Merrik.
— Tem razão. Serei paciente. Voltaremos para casa com mais prata do que nossos pais e irmãos já tiveram. Somos ricos, meu amigo, e ninguém pode negar agora.





Série Viking
1. Season of the Sun (1991)
2. Paixão Selvagem
3. O Lord de Raven's Peak
4. A Senhora de Falcon Ridge
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