5 de abril de 2014

A Nova Aquisição do Rancheiro







Quando a diligência que está levando Emma Martin para seu novo trabalho, em Denver, é atacada e roubada nos confins do Colorado ela é a única sobrevivente.

Ficará sozinha e apavorada no meio do nada ate ser resgatada por Lucas Butler, um fazendeiro da região que conhece apenas um caminho. O Seu caminho.
Quando Lucas Butler encontra Emma Martin naquela situação não tem outra escolha a não ser levá-la para a sua fazenda, mas logo a sua vida será virada de cabeça para baixo por uma mulher que não sabe como obedecer a suas ordens e nem ficar parada.
A batalha que se seguirá será um choque de vontades, um teste de temperamento e uma grande lição de amor.

Capítulo Um 

- Você está pensando em algum motivo que não seja um problema de rotina? 
Roda quebrada? Estrada ruim? Lucas procurava em sua mente outras razões que causasse um atraso tão grande, mas parou instantaneamente ao perceber que o xerife provavelmente já tinha descoberto algo por si mesmo. 
O outro homem olhava sem parar para cima e para baixo da rua empoeirada enquanto mantinha as mãos nos quadris balançando ao mesmo tempo a cabeça, naquele momento ele demonstrava uma carranca tão fechada que marcava ainda mais o seu semblante já escurecido. 
- Estou com um pressentimento muito ruim Lucas. - Você já verificou se ela deixou a cidade na hora certa? Perguntou Lucas. 
- Sim, o telegrama que recebi mais cedo me informou que ela saiu dentro do horário programado e já que foi desta forma, mesmo com uma roda presa ou algo parecido já deveria ter chegado aqui há muito tempo. Lucas estudou por um momento o homem a sua frente fazendo um exame aprofundado da rua e pode perceber que a irritação escorria por sua espinha enquanto avaliava o que aquele atraso na diligência lhe custaria. 
Deixando de lado a ideia de chegar a casa antes do anoitecer, voltou a sua mente para as pessoas inocentes que neste momento estariam numa situação ainda mais difícil do que a dele. Se ainda restasse alguém vivo.

Sob a Lei da Paixão



Um acordo pouco conveniente

Rachel Bailey pode ser apenas mais uma linda forasteira para os moradores de Reidsville, no Colorado, mas o xerife Wyatt Cooper sabe que ela é muito mais que isso. 

Por uma reviravolta do destino, Rachel é a herdeira de um bem muito valioso: a ferrovia que mantém aquela isolada cidadezinha mineira conectada ao resto do mundo. 
Ou melhor, ela será, se concordar com a surpreendente condição estipulada no testamento de seu benfeitor e casar-se com Wyatt.
Rachel não tem escolha: recusar o casamento poderá significar deixar o valioso patrimônio de Reidsville nas mãos de um tirano cruel, justamente o homem de quem ela está fugindo. 
Por outro lado, viver com Wyatt será um enorme desafio, pois, com um homem como aquele, será difícil fazer de conta que o casamento é apenas no papel...
E quando o assustador passado de Rachel vier à tona, as coisas podem se complicar ainda mais, e o perigo se tornar ainda maior...

Capítulo Um

Reidsville, Colorado Setembro de 1882.
Com as mãos apoiadas na balaustrada de madeira do segundo pavimento, Wyatt Cooper ficou a observá-la atravessar a rua, no horário costumeiro, em sua direção. 

Admirá-la era um prazer como poucos, e ele era capaz de apostar que mais de uma dezena de homens diminuía o passo na calçada de madeira entre o Bazar Morrison e a cocheira de Redmond para fazer o mesmo. 
Outros, como Abe Dishman e Ned Beaumont, certamente levantavam os olhos do jogo de damas com que se distraíam todas as tardes em frente à Panificadora Easter para contemplá-la. 
Ou Johnny Winslow, que devia estar varrendo o passeio diante do Restaurante Longabach’s, indiferente ao fato de que a Sra. Longabach talvez estivesse precisando dele para lavar panelas ou carregar água. 
Até o Sr. Longabach sempre encontrava um pretexto para sair à rua, mesmo que fosse só para dizer a Johnny que não se demorasse.
Jacob Reston administrava o banco e empregava dois caixas, que corriam abandonando seus cubículos para esgueirar-se até a porta do estabelecimento. 
Já Jacob tinha uma visão privilegiada do passeio público, uma vez que sua mesa ficava junto à janela e sua poltrona era giratória. 
Ed Kennedy provavelmente fizera uma pausa no trabalho de malhar as ferraduras em sua oficina de ferreiro para admirá-la e, aproveitando a oportunidade para exibir a boa compleição física que Deus e a labuta do dia a dia haviam lhe dado, por certo iria tomar um pouco de ar fresco à porta da ferraria.
Enquanto a via passar diante da Botica Caldwell e pelo gabinete do xerife, Wyatt tamborilou os dedos na cadência dos passos firmes e elegantes. 
E embora ela desaparecesse de seu campo de visão quando o percurso obrigou-a a passar sob o toldo do Bar Miner Key, ele continuou movendo os dedos ritmicamente até vê-la rea­parecer na calçada banhada de sol.
Um pouco antes de ela chegar ao destino, Wyatt perce­beu que já não se encontrava sozinho.
— Você não é nem um pouco ciumenta, não, Rose? — indagou ele.
— Não tenho motivos para ser. E ciúme é um desper­dício de emoções. — Rose também se apoiou no parapei­to, e uma lufada de vento agitou os babados da bainha de suas anáguas. Os pequenos remoinhos de poeira que se ergueram na rua eram um transtorno de mínimas propor­ções em comparação às poças de lama que costumavam aparecer depois de uma boa chuvarada. — Está pensando em cortejá-la?
— Não.
— Então por que a olha com admiração como todos os outros homens da cidade?
— E se ela estiver planejando roubar o banco?
— Ora, você sabe muito bem que ela não vai fazer nada disso. Assaltantes de banco vêm e vão, mal param na cidade. Ela está aqui já faz um ano.
— Quinze meses.
— Eu sabia...



30 de março de 2014

O Limite da Paixão

Clã Brunson






Casar-se com ele significa trair sua família.

Bessie, a abnegada irmã do obstinado clã Brunson, se sacri­ficou pela honra de sua família e está a mercê da corte do rei James. 
Deslocada naquele ambiente, ela ainda tem que lidar com sua desconfiança em relação a lorde Thomas Carwell. 
Sob o olhar implacável de seu carrasco, Bessie se deixa envolver por ele e pela opulência de um mundo muito diferente do dela. 
Quando o rei, furioso, exige a cabeça de seu irmão, Carwell é a única pessoa que pode atender à súplica de 
Bessie. Mas qual será o preço da proteção dele?

Capítulo Um

Fronteira da Escócia, novembro de 1528
Bessie Brunson inspirou profundamente e se preparou para subir um lance de escada pelo que parecia ser a centésima vez desde o nascer do sol.
Ainda não era meio-dia.
Os degraus que a encaravam agora levavam ao topo da barbacã, onde os irmãos faziam a vigilância. E isso era uma vantagem, pois desse modo não ficavam em seu encalço enquanto realizava os pre­parativos para a festa de casamento. Mas dois homens adultos preci­savam se alimentar, portanto Bessie ergueu a saia alguns centímetros com uma das mãos, equilibrou a sacola com os bolos de aveia na outra e começou a subir a escada.
Um trovão ribombou, fazendo-a erguer o olhar para o céu de novembro, assustada. Cinza, varrido pelo vento, mas...
Não era um trovão. Era um tropel de cavalos.
Bessie se apressou em subir o que restava dos degraus para al­cançar o caminho da ronda ao longo da parede da torre. Em seguida, se colocou entre os dois irmãos e dirigiu o olhar ao oeste do vale que lhes pertencia.
— Quem está chegando?
O Rob Negro fez um movimento negativo com a cabeça.
— Ninguém que eu deseje ver.
Bessie estreitou o olhar contra o vento, enquanto as bandeiras coloridas de verde e dourado se tornavam cada vez mais visíveis. As cores do lorde Thomas Carwell, o guardião da fronteira escocesa.
Eu o responsabilizarei, se algo acontecer, dissera-lhe Bessie, pou­co antes de Willie Storwick escapar. E o guardião da fronteira nunca provara sua inocência.
Não de maneira que a satisfizesse.
— Nós não o convidamos para o casamento — disse ela, dirigin­do-se ao irmão, John.
— Não ― respondeu ele. ― Mas Carwell foi cortês o suficiente para enviar um homem antes, anunciando sua chegada.
— Apenas porque sabia que seria alvejado se chegasse sem aviso prévio — disse Rob.
Bessie suspirou. Nenhum dos dois irmãos se lembrara de lhe dizer que a lista de convidados podia aumentar.
— Vocês o deixarão entrar?
À esquerda de Bessie, o Rob Negro, agora o líder do clã, tocou a balestra com o dedo.
— Preferia abatê-lo.
Johnnie, o mais alto, com o cabelo ruivo como o dela, negou com a cabeça.
— Fizemos o suficiente para suscitar a raiva do rei. Escutemos ao menos o que Carwell tem a dizer.
Rob exibiu uma carranca e Bessie prendeu a respiração, esperan­do que mais uma discussão começasse, por fim, porém, o irmão mais velho apenas assentiu.
— Mas não contemos nada para ele.
Os cavalos perdiam a velocidade à medida que se aproximavam do portão. Carwell removeu o elmo, em um gesto de paz, e afastou o cabelo castanho liso da testa enquanto erguia o olhar para os três Brunson.
— Estamos aqui para celebrar uma data festiva.
— Pode parar com a conversa fiada, Carwell — rosnou Rob. — Nin­guém o convidou a vir até aqui.
— Um mero descuido. Tenho certeza de que pretendia incluir o representante do rei em sua lista de convidados.
Ao lado de Bessie, Johnnie cerrou uma das mãos em punho. Vol­tara para casa como um homem do rei, mas permanecera ali como um Brunson. Algum dia, todos teriam de responder por isso.
— Nossa hospitalidade não se estende àqueles que nos traem — gritou Rob, olhando para baixo.
— Uma acusação que neguei.
— Mas que não provou ser falsa — respondeu John.
— E, ainda assim, montou e lutou ao meu lado.
— É verdade — retrucou Rob. — Mas isso não significa que con­fiamos em você.
Ninguém sabia de que lado o guardião da fronteira estava, a não ser o dele mesmo.
Carwell esticou o braço esquerdo, com a palma da mão para cima, e exibiu um sorriso implacável.
— Juro por minha mão cristã que vim em paz.


Clã Brunson
1- Fronteira do Desejo 
2- O limite da paixão
3- Taken by the Border Rebel



Os Pecados de uma Dama

Série Lordes Libertino



Riordan Barrett: o último libertino.

Com seus amigos devassos sucumbindo à vida pacata, todos apostavam que o charmoso Riordan Barrett seria o próximo da lista. 

Mas ele não havia nascido para se render à falsa ideia de um final feliz. 
Além disso, toda a sociedade sabia que não havia um traço sequer de salvação em seu corpo perigo­samente sexy. 
Até que, de repente, Riordan não só recebe o título de conde, como também se torna pai de duas crianças!
Sua única experiência de vida é na arte da irresponsabilidade. 
Riordan precisa de ajuda, e não seria nenhum sacrifício con­tratar uma governanta bela e jovem. Sua fama, porém, o, precede. 
A doce e inocente Maura Caulfield parece ser a única dama de Londres a ignorar sua reputação. Mas seu desconhe­cimento não perdurará muito, pois ele mostrará a ela como o pecado pode ser divertido...

Capítulo Um


— Eu aceitarei qualquer coisa que você tiver. — Maura Harding estava sentada ereta, com mãos enluvadas e cruzadas comportadamente no colo.

Ela se esforçava para soar afável em vez de desesperada. Não estava desesperada. Maura forçou-se a acreditar na quase ficção. Se ela não acreditasse, ninguém mais acreditaria. O desespero a trans­formaria num alvo fácil. Pessoas podiam sentir desespero como cães farejavam medo.
De acordo com o pequeno relógio preso ao corpete de seu vesti­do, eram 10h30 da manhã. Ela viera direto da carruagem que trans­portava correspondência para a Agência de Encaminhamento da sra. Pendergast para Jovens Ladies de Boa Criação e precisava de um trabalho até o fim do dia. A sra. Pendergast espiou sobre a bor­da de seus óculos e hesitou.
— Eu não vejo referências aqui. — O peito volumoso da sra. Pendergast inflou em desaprovação quando ela fez o pronunciamento.
Maura respirou fundo, em silêncio repetindo o mantra que a sustentara durante a longa jornada de Exeter: em Londres haverá ajuda. Não desistiria agora simplesmente porque não tinha refe­rências. Afinal de contas, sempre soubera que esse seria um obs­táculo provável.
— É a minha primeira vez procurando uma posição, senhora.
— Primeira vez usando um nome falso, primeira vez viajando para fora de Devonshire, primeira vez sozinha... muitas primeiras vezes, sra. Pendergast, se você pudesse imaginar...
As sobrancelhas da sra. Pendergast se arquearam numa expres­são desconfiada. Ela pôs o papel escrito cuidadosamente por Maura sobre a mesa e deu-lhe um olhar intransigente.
— Eu não tenho tempo para jogos, srta. Caulfield.
O nome falso soava... bem... falso para Maura, que passara a vida inteira sendo a srta. Harding. A sra. Pendergast poderia saber? O nome soaria falso para ela? Ela desconfiava?
A sra. Pendergast levantou-se para indicar que a entrevista esta­va terminada.
— Estou muito ocupada. Tenho certeza de que você não deixou de notar a sala de espera repleta de jovens ladies com referências, todas ansiosas para trabalhar em residências familiares. Sugiro que você tente a sorte em algum outro lugar.
Isso era um desastre. Maura não podia ir embora de lá sem uma posição. Para onde mais iria? Não conhecia mais nenhuma agência de empregos. Sabia sobre esta somente porque sua preceptora a mencionara uma vez. Maura pensou rápido.
— Eu tenho algo melhor do que referências, senhora. Tenho ha­bilidades. — Maura gesticulou em direção ao papel descartado. — Sei bordar muito bem, sei cantar, dançar e falar francês. Sei até mesmo pintar aquarelas.
Maura pausou. Suas realizações não pareceram impressionar a sra. Pendergast.
Quando o argumento racional fracassava, havia sempre a súplica.
— Por favor, senhora, eu não tenho para onde ir. Deve haver algu­ma coisa que eu possa fazer. Posso ser dama de companhia para uma lady idosa, tutora particular para uma garotinha. Posso ser qualquer coisa. Deve existir uma família em Londres que precise de mim.
Não deveria ser tão difícil assim. Londres era uma cidade gran­de, com muito mais oportunidades do que aquelas oferecidas no interior de Devonshire, nos arredores de Exeter, onde todos conhe­ciam todos, uma situação que Maura vinha tentando arduamente evitar. Não queria ser conhecida, embora estivesse descobrindo que essa escolha vinha acompanhada de suas próprias consequências. Era agora oficialmente uma estranha num lugar estranho, e seu plano calculado com cuidado se achava em risco,
A súplica funcionou. A sra. Pendergast recostou-se a abriu uma gaveta da mesa.
— Eu devo ter alguma coisa. — Ela mexeu dentro da gaveta e retirou um envelope. — Não é exatamente uma situação de “família”. Nenhuma das garotas aí fora irá aceitar esta posição. Eu já enviei cinco educadoras nas últimas três semanas. Todas abandonaram o emprego.
Com aquelas palavras fatídicas, a sra. Pendergast empurrou o arquivo na direção de Maura.
— O cavalheiro é solteiro, com duas crianças cuja tutela herdou do irmão.
Maura estava ouvindo apenas parcialmente, tamanha era sua empolgação.
A senhora continuou:
— É uma situação difícil. O novo conde é um completo libertino. Passa as madrugadas fora de casa, entregando-se a só Deus sabe que tipo de prazeres, enquanto as crianças enlouquecem em casa. Então há o problema com o irmão do conde. — Ela meneou a cabe­ça em desaprovação e olhou de maneira significativa para Maura, por sobre os óculos, mais uma vez. — A maneira como ele morreu foi muito chocante e repentina. Como eu disse, é uma situação difí­cil, más se você quiser, a posição é sua.
Se ela quisesse? É claro que aceitaria. Não se achava em condi­ções de ser exigente nesse momento. Maura começava a ver como sua fuga havia sido precipitada, ainda que tivesse sido necessária.
— Está ótimo, obrigada. A senhora não vai se arrepender. — Ela teria estendido sua gratidão, mas a sra. Pendergast ergueu uma das mãos.
— Eu não irei me arrepender, mas talvez você se arrependa. Ou­viu uma palavra do que eu falei, srta. Caulfield?
— Sim, senhora.








Série Lordes Libertino
1- Os Desafios de Uma Dama
2- O Amor de Uma Dama
3- As Tentaçóes de Uma Dama
4- Os Pecados de uma Dama
Série Concluída

23 de março de 2014

A Esposa Perfeita




Regina Morrisey tinha uma personalidade vivaz e uma educação impecável... mas nenhuma ideia de como cuidar de uma casa ou administrar qualquer serviço doméstico.

Isso, no entanto, não impediu que seu pai, um diplomata inglês na Argélia, casasse a filha por procuração com o marquês de Daniston.
Como se não bastasse ter de trocar a exótica e ensolarada Argélia pela sombria e cinzenta Inglaterra, Regina se viu, da noite para o dia, em posição de subserviência a um marido muito mais interessado em assuntos superficiais do que em nutrir sentimentos importantes como amor e companheirismo...
Lorde Daniston concordou em se casar com Regina Morrisey apenas porque precisava de uma esposa, de uma esposa que não se intrometesse em seus negócios, que tomasse conta da casa com eficiência e aquecesse sua cama por tempo suficiente para lhe dar um herdeiro.
Entretanto, uma mulher de lindos cabelos da cor do fogo, atrevida e impertinente, disposta a discutir assuntos como política, entre outros, não era bem o que ele tinha em mente...
E muito menos uma que despertasse em seu coração um anseio novo e desconhecido, algo que seria muito difícil ignorar, por mais que ele quisesse...

Capítulo Um

Marcus Aurelius Octavius Whyte, terceiro marquês de Daniston e herdeiro de Sua Alteza, o duque de Attleby, acordou, fitou o ombro macio da amante e blasfemou.
Chegara o dia em que teria de conhecer sua esposa!
Pulou da cama e tocou a sineta para chamar o criado pessoal. Onde estava Andrews? O camarada não poderia esquecer a importância daquele dia.
— Marcus?
Relanceou um olhar para a cama e não pôde deixar de sorrir ao ver o rosto atraente. Querida Jocelyn! 
Ela fora um achado! Era com orgulho que se lembrava da madrugada em um parque bem ao longe de Mayfair, quando tivera de convencer o último amancebado da jovem a respeito de suas intenções sérias de tomá-la como amante. Ouvira rumores de que ninguém suplantava o capitão Stapleton quando desafiava um amigo. Na verdade, Marcus tinha de aceitar que a humilhação sofrida por Stapleton naquela noite se devia às inúmeras garrafas de vinho que o capitão consumira. Pouco importava. Marcus desejara Jocelyn e conseguira.
Tudo seria perfeito, não fosse pela esposa que lhe impingiam. A família, preocupada com sua insistência em permanecer solteiro e em consequência sem um filho para herdar o título, arranjara aquele casamento.
— Querida, sinto perturbá-la — Marcus murmurou e abaixou-se para beijar o ombro desnudo. A pele de Jocelyn tinha um perfume delicioso dos cremes que ela enfileirava no toucador situado perto da janela.
Encontrara essa pequena casa na cidade, bem perto de Berkeley Square, o que era muito conveniente, e deixara a decoração por conta de Jocelyn. Deplorava o quarto com tantas rendas e frivolidades, mas era o que combinava com ela. Jocelyn era o epítome da feminilidade, ansiosa por adorar e ser adorada, exatamente o que ele desejava em uma mulher.
— Mal amanheceu — ela se queixou. — Por que você vai embora tão cedo?
— Volte a dormir. Retornarei o mais depressa possível.
— Esta noite?
Marcus pegou o calção. Onde estava o maldito Andrews? Precisava de um colarinho limpo antes de voltar para a casa de seu pai em Berkeley Square.
— Talvez eu não possa vir hoje — ele afirmou com estudado pouco-caso, enquanto abotoava o calção.
— Meu amor, você sabe o quanto eu queria ir esta noite à festa de lady St. Giles.
— Querida, não insista. Será impossível.
— Eu planejava usar o meu vestido dourado novo, aquele que você estava ansioso para ver.
Marcus agradeceu estar de costas para ela. Agradava-o a elegância de Jocelyn usando um dos trajes da coleção que lhe custava tão caro, mas não se imaginava ansioso para ver nenhuma roupa nova.
— Terei de adiar o prazer para outra ocasião — ele contornou, calçando as botas.
— Mas por quê?
— Tenho um compromisso esta noite, minha querida.
Jocelyn sentou-se, segurando o lençol de encontro aos seios volumosos, mas de maneira a deixar visíveis as curvas voluptuosas. O sono não lhe suavizava o rosto e Marcus imaginou se ela não fingia a sonolência para arrastá-lo de novo para a cama. O jogo que funcionara em outros dias, não teve efeito.
— Ela vem hoje, não é? — Jocelyn gritou.
— Meu bem, eu a avisei que este dia se aproximava.
— Você voltará para mim?
Os imensos olhos azuis, encantadores e extravasando promessas, fizeram-no pensar em ficar ali mais uma hora ou duas, e ele acariciou as longas tranças negras.
— Meu amor, não se preocupe em demasia. Ela será apenas uma esposa.
— Uma esposa que não entenderá suas necessidades!


17 de março de 2014

Casamento em Jogo




Aposta arriscada...

Cairo Brown é proprietária de um elegante salão de bilhar e está a caminho de realizar seu grande sonho de ir morar em Nova York.
Mas sua sorte muda no dia em que um forasteiro entra em seu salão e a desafia a vencê-lo...
Solomon Wolfe precisa de uma esposa para ajudá-lo a criar a sobrinha órfã, uma menina de seis anos, rabugenta e sem modos.
Quando ele aposta com Cairo uma aliança velha e um rancho caindo aos pedaços contra tudo o que ela possui, inicia-se entre os dois uma série de confrontos, permeados de tensão e sensualidade, contra um pano de fundo de intriga, ciúme, ódio e vingança mortal...

Capítulo Um

Fort Benton, Montana, maio de 1881
— Mostre umas tacadas certeiras para nós, Cairo — Dud Harply disse em meio à multidão de homens que a cercava.
— Com prazer, rapazes — ela murmurou quando os homens se afastaram, abrindo caminho.
Sua velha amiga, sua sorte, a imensa mesa de bilhar de mogno esperava por ela no centro da sala de jogos bem decorada, o Palácio de Cairo. Ela relanceou para Harvey Murtle e sorriu langorosamente.
— Está com o dinheiro a postos, Harvey?
— Quem sabe eu não ganhe esta noite? — replicou ele, lascivo.
Cairo tocou no ombro rechonchudo com a ponta do leque.
— Pode ser.
Ela tiraria tudo o que ele tinha nos bolsos e entregaria à esposa. Da próxima vez que Pris Murtle aparecesse na porta dos fundos da casa de Cairo, uma esposa surrada precisando de cuidados, Cairo lhe entregaria todo o dinheiro de Harvey e a mandaria rio abaixo.
Cairo afastou a barra do elegante vestido azul das botas sujas de um homem e o fitou com uma carranca.
— O barbeiro fica do outro lado da rua. Lá poderá tomar um banho e se barbear, volte depois disso — ela murmurou de modo agradável.
Ergueu a cabeça majestosa, permitindo que as luzes dos candelabros iluminassem seus cabelos claros, e virou-se com um sorriso para os homens que tinham ido até lá para vê-la; Cairo Brown, a Rainha do Bilhar, atiradora traiçoeira, uma dama de muita classe.
Cairo tocou de leve a franja que cobria a fronte com a mão enluvada e vislumbrou seu império lucrativo criado com lances certeiros, charme, persistência e resolução. Ela lutou naquele mundo machista do bilhar e refinou sua reputação em torneios e disputas particulares.
Eles já a deixavam em paz, exceto pelo ocasional jogo para testá-la. Os homens não podiam fazer apostas entre eles naquele estabelecimento; eles pagavam para entrar, comiam no restaurante, bebiam no bar, e jogavam em suas mesas. Eles pagavam para vê-la enfrentar os desafiantes.
O gelo sobre o rio Missouri acabara de derreter, permitindo o transporte de vestimentas feitas de búfalo e ouro, e os homens precisavam relaxar com o tipo de entretenimento que ela fornecia. E era deles... por um preço.
O Palácio de Cairo estava lotado, homens bebiam no bar, saudando-a ao levantar os copos, outros jogavam cartas nas mesas, e outros ainda esperavam para que ela começasse a noite com suas conhecidas tacadas. O bar de cerejeira entalhada reluzia com as garrafas de bebida iluminadas pelos candelabros. 
O ar estava permeado pela fumaça dos charutos caros, pelo melhor uísque e cerveja, e pelo cheiro dos homens, de banho tomado e rostos refrescados com água de colônia.
Cairo deslizava em meio à multidão, retribuindo os cumprimentos com um sorriso leve bem treinado. Aqueles homens estavam ali para vê-la, e ela estava à altura do dinheiro deles, com suas sedas finas e anquinhas, um sorriso educado, um vislumbre de requinte na fronteira. Todas as noites, com exceção dos domingos.
Quigly movia-se a seu lado, imenso, negro e imaculado em seu terno de mordomo. Ele perscrutava os homens, à procura de algum indício de problema.
Murtle era conhecido por provocar discórdia fora do Palácio de Cairo. Ela permitia a sua entrada porque lhe arrancava o dinheiro com regularidade, e o usava para ajudar as crianças e mulheres que a procuravam em busca de auxílio. 
Enquanto os barcos a vapor aguardavam nos diques, o perigo espreitava as ruas e as tavernas da cidade aceitavam a balbúrdia, Cairo exigia elegância, boas maneiras e bolsos recheados.
Ela alisou a antiga mesa de bilhar, que dominava a elegantemente decorada sala de jogos. A madeira porosa italiana era ligeiramente áspera, o tecido belga que a recobria era macio e leve. Eram amigos de longa data, ela e a imensa mesa lustrada que era a sua fortuna. 
A estrutura de mogno escuro era macia debaixo de sua luva reluzente azul; sua habilidade a tiraria daquela cidade de fronteira às margens do Missouri e a levaria até a sociedade nova-iorquina e aos melhores torneios. 

15 de março de 2014

Seduzida à Luz das Estrelas






Em Londres Jase Markham é o mais impetuoso e notório libertino, tendo desde sempre amado a noiva de seu irmão. 

Quando seu irmão descarta Blossom, Jase está determinado a finalmente fazê-la sua, isso se ela estiver disposta a ignorar a sua reputação escandalosa! 


Capítulo Um

Junho de 1874, Moors North, Yorkshire
— Droga, ele ganhou outra vez!
Jase Markham bateu suas cartas sobre a mesa improvisada e sorriu em triunfo.
— E isso já são umas cem libras de você, Trevere.
O Duque franziu a testa e levantou sua caneca de cerveja enquanto lançava seu olhar para fora na janela coberta de sujeira.
— Ainda é cedo, vamos jogar outra mão.
— Nós estivemos nisto a noite toda, — Maxime Carrington resmungou. — Por que você está evitando a sua cama, e sua encantadora ocupante?
Trevere franziu a testa e fez sinal para o estrado.
— Alguém vai repartir?
As cartas foram recolhidas, embaralhadas, e Merrick Carrington, o Marquês de Winterborne, começou a distribuir as cartas enquanto compartilhava um sorriso com seu irmão gêmeo, que estava sentado à sua frente.
— Tem certeza que Sua Graça não vai se importar? — Brincou com o respeitável Trevere, que franziu a testa mais uma vez. — Você esteve fora toda a noite. Não há dúvida que Sua Graça vai querer uma explicação para esse comportamento. As esposas são desse jeito, ou assim me disseram.
— O que sabe sobre esposas, Winterborne?
— Que elas geralmente tornam-se bastante irritadiças quando seus maridos passam a noite fora, consumindo cerveja e jogando intensamente.
— Nem me lembre, — Trevere disse com um olhar desamparado para o registro de ganhos. — Estou quase quinhentas libras mais leve do que quando cheguei.
— Eu te disse quando decidiu fugir de sua casa que nada de bom viria disso.
— Cai fora, — o Duque disparou para Winterborne, difundindo o riso pela mesa.
Evan Westlake, o chefe do notório clã Westlake, estava escondido em um estábulo em vez de enfrentar sua esposa depois de uma briga. Jase achou esse fato bastante ridículo. O imponente Duque não se intimidava por ninguém, mas uma mulher de cabelos escuros, pequena, com grandes olhos castanhos o mandou correr. Era estranho como o homem que já foi conhecido como o perverso e devasso Westlake tinha mudado tanto.
— Cinco anos, — Maxime murmurou quando olhou para as suas cartas e compartilhou um olhar com seu irmão, Merrick, — e nunca tiveram uma briga antes de agora? Notável.
— Prefiro não falar sobre esposas no momento, — o Duque resmungou. — Quero mais cerveja, e reconquistar um pouco do meu dinheiro.
Maxime bufou e inclinou-se para Jase.
— O que você acha deste negócio de esposas e santo matrimônio, Raeburn?
Engolindo um longo gole de cerveja quente, Jase ponderou sua resposta. Não se opunha ao casamento em si. Seus pais desfrutavam de uma união longa e gloriosa. Estavam tão apaixonados hoje como estiveram no dia do casamento.

 Não se pode estar rodeado por tal alegria e não desejar, pelo menos uma medida da mesma felicidade. Mas o casamento para ele estava fora de questão. Então, ficou debatendo isso.
— Ha! 



- Relacionado aos livros:
Pecador
Viciado

8 de março de 2014

Até a Eternidade





Roseleen White, e sua espada antiga. 

Colecionadora nata de armas raras, seu maior interesse é colecionar espadas.
Seu maior desejo é conseguir a Blooddrinker's Curse, uma estranha e antiga espada, entretanto o dono se nega a vender-lhe ao afirmar que existe uma antiga maldição que impede que a espada seja propriedade de uma mulher.
Apesar disso e por mediação de seu irmão, Roseleen consegue adquirir a espada escandinava de 1000 anos e está empenhada em descobrir tudo sobre a espada que chegou a suas mãos, mas não está preparada para o que acontece quando ela agarra a empunhadura em suas mãos.
De repente um guerreiro poderoso e bonito aparece!
A espada está enfeitiçada e se quem a possui é uma mulher adquire também o poder de controlar nada menos que a um deus escandinavo: Thorn. Condenado a uma existência maldita, Thorn Blooddrinker tem que servir à mulher que possua a espada.
Sobressaltada, Roseleen não pode aceitar o que vê, mas logo ela se vê envolvida em uma aventura selvagem com Thorn, não só através da terra, também através do tempo.
Roseleen aprende que o único modo de libertar Thorn é expulsá-lo de sua vida, um ato que toma todo seu amor e coragem.
Mas os deuses estão do lado de Roseleen: ela finalmente encontra seu amor outra vez no futuro.

Capítulo Um

A voltava louca deixar de lado essa caixa que estava sobre o pequeno aparador, junto à mesa, e não abrí-la. Roseleen White havia jurado que tinha mais força de vontade mas, ao que parecia, não era assim no que se referia a sua única paixão.
Não obstante, tratou de ignorar essa debilidade, e também o fato de que não podia evitar de dar uma olhada a cada poucos minutos.
O tempo passava. Tinha que terminar de corrigir os exames dos alunos nesta noite. Geralmente, levava os exercícios para casa, mas esta noite não ia para lá. Da universidade, iria diretamente à casa de sua amiga Gail passar o fim de semana.
E tampouco iria na segunda, pois fazia muito tempo que devia uma visita ao dentista. Portanto, teria que deixar os exames sobre a mesa, para que na segunda-feira seu substituto os tivesse à mão.
Os três dias seguintes estavam bem programados, como ela gostava que fosse sua vida.
Não contava com o aviso de entrega que encontrou ontem na caixa de correio, onde dizia que enfim havia chegado da Inglaterra a caixa que tanto esperava, nem tampouco com a emergência da noite anterior, quando teve que levar Carol, sua vizinha, ao hospital, o que a havia impedido de dar nota nas provas de seus alunos.
Nesta manhã, de caminho à universidade, passou pela agência de correios para pegar sua caixa e até colocou uma tesoura na bolsa para poder abrí-la sem demora.
E uma vez mais, não previu a longa fila que havia nos correios, depois do qual só lhe deu tempo para chegar cedo a sua primeira aula. E desde então, não havia tido nem um só momento livre para satisfazer sua curiosidade.
As sextas-feiras eram sempre os dias de maior trabalho, pois tinha três aulas seguidas e, depois de cada uma, a esperavam as perguntas inevitáveis dos alunos que não tinham pressa para chegar à aula seguinte. Também nesse dia tinha que se reunir com dois alunos para comunicar-lhes que não foram aprovados nesse semestre.
Logo, no exato momento em que pensou que teria tempo suficiente para jantar rapidamente e abrir a caixa antes de dedicar-se aos exames, o reitor a mandou chamar.
Ainda estava furiosa por essa reunião. Antes que se inteira-se por outros meios, o reitor Johnson queria dizer-lhe com delicadeza mas sem vacilações que ia oferecer uma tutela a Barry Horton. Barry era o maior desastre de sua vida, e constituía a prova palpável de que em qualquer idade uma mulher podia ser ingênua e crédula. E agora se convertia em seu parceiro!
Embora o reitor fosse muito diplomático, a essência da convocação consistiu em dizer-lhe que esperava que não armasse escândalo a respeito, que não renovasse suas antigas criticas contra Barry.
Como se estivesse disposta a reviver toda essa humilhação para voltar a sofrê-la...!
Estava zangada pela imerecida boa sorte de Barry, e lhe resultava impossível concentrar-se nos papéis que tinha a frente por causa da caixa que estava ali, tentando-a para que a abrisse.
Converteu-se em uma prova de força. Não a abriria até que houvesse corrigido o último exame e... e ao diabo com isso.

Uma Proposta Escandalosa



Lady Margaret Landor conheceu Sebastian Townshend quando, sendo criança, ele a surpreendeu espiando o baile de compromisso de sua irmã mais velha. 

Alto, bonito e sedutor, Sebastian era um dos solteiros mais cobiçados de Kent, e ela jamais conseguiria esquecê-lo. 
Não poderia imaginar que um dia acabaria vivendo na magnífica propriedade de sua família, com o pai de Sebastian, o oitavo conde de Edgewood, convertido em seu tutor. 
Quando o conde sofre uma série de suspeitos acidentes, Margaret decide recorrer a Sebastian, que se exilou em consequência do trágico final de um duelo, e descobre que assumiu uma nova identidade. 
Conhecido como o Corvo, um mercenário temido e famoso por aceitar qualquer missão, Sebastian jurou não voltar jamais à Inglaterra. 
Não é até que Margaret aceita sua exorbitante exigência econômica que resolve voltar para casa fazendo-se passar, a contra gosto, por seu esposo a fim de entrar de novo na sociedade. 
Mas quando fica sabendo que Margaret não pode cumprir com seu com¬promisso econômico, lhe faz uma proposta escandalosa... 

 Capítulo Um 

Como em muitos povoados e cidades austríacas, Felburg reunia uma boa mostra de arquitetura barroca em suas igre­jas, na praça do povoado, nas fontes e nos encantadores edifícios. 
Se Viena resultava deslumbrante, Felburg oferecia calma e tranquilidade, por isso Sebastian Townshend decidiu passar a noite ali durante sua viajem pelos Alpes.
O negócio que acabava de fechar foi certamente frustrante e o obrigou a viajar da França para Itália, outra vez a França, logo a Hungria e finalmente a Viena. Sua missão consistia em recuperar alguns valiosos livros rouba­dos com os quais havia fugido uma esposa. 
O homem que contratou seus serviços não desejava recuperar a sua mulher, tão somente os livros, que se encontravam já nas mãos de Sebastian. 
A mulher, no entanto, não quis colaborar e então, não teve outra opção, a não ser roubá-los.
Foi uma tarefa desagradável, ainda que nem tanto como alguns dos trabalhos que realizou desde que saiu de casa.
Durante uma boa temporada não tinha distinguido entre o desagradável e o agradável: nada lhe importava. Repudiado por seu pai, cortados todos os laços com sua família e amargurado por um rancor que se negava a reconhecer, Sebastian era um homem com o qual era melhor não se meter. 
Para apreciar a própria vida tinha que ter algum motivo para viver. Ele não apreciava particularmente a sua.
Antes era distinto; tinha riquezas, títulos, bons amigos e uma família. Sua vida parecia abençoada. Era um homem alto e musculoso, com uma saúde esplêndida e um aspecto excepcional. Tinha tudo. 
Mas isso foi antes de matar seu melhor amigo em um duelo e de que seu pai houvesse lhe ordenado que não voltasse a colocar os pés em Inglaterra.
Não tinha regressado e havia prometido não fazê-lo jamais. Inglaterra, que um dia foi sua pátria, guardava tão somente lembranças dolorosas. Levava à borda onze dos trinta e três anos de sua vida, e não parecia que a coisa fosse terminar logo.
Se tivesse que escolher, poderia dizer que Europa era sua pátria, mas não preferia nenhum lugar antes que outro. Esteve em todos os países do continente e alguns fora, falava várias línguas e algumas menos conhecidas, três delas aprendidas por necessidade, seis no total. 
Dava-se ao luxo de possuir uma bonita residência onde instalar se. Saiu de casa sem dinheiro, mas aceitou ao longo do tempo trabalhos lucrativos e, ao não gastar o dinheiro, terminou por adquirir uma notável fortuna. 
Mas a idéia de «casa» lhe recordava muito sua verdadeira casa, de modo que evitava estabele­cer um novo lar. Por isso não passava muito tempo em nenhum lugar, se hospedava em pousadas e hotéis e, com freqüência quando tinha algum trabalho, dormia em um catre no chão.
Comprou uma propriedade ao norte da França, mesmo assim porque neste momento lhe pareceu conveniente: os restos arruinados de uma antiga fortaleza dificilmente poderiam ser conside­rados um lar. 
O único que seguia intacto eram os calabouços que, entretanto, consistiam apenas em uma série de celas sem portas que não havia se preocupado em restaurar. 
Comprou as ruínas mais que quem desejasse contratá-lo pudesse lhe encontrar rapidamente, e porque se adequava a seu desejo de possuir essas ruínas, tão parecidas a sua própria vida.

Feliz Dia da Mulher!!!




5 de março de 2014

Um Bom Conde merece uma Amante

Série As Regras dos Canalhas




Lady Philippa Marbury é... Estranha.

É brilhante e miope, a quarta filha do Marquês de Needham e Dolby e se interessa mais por livros do quebailes e temporadas, laboratórios de Ciência ao invés do amor.
Noiva de Lorde Castleton, Pippa quer explorar as partes escandalosas de Londres que nunca viu, antes do casamento. 
E ela sabe exatamente a quem perguntar, ao alto e charmoso, de raciocínio rápido e um rosto deAngel caído, o diabolicamente bonito, mais famoso e cobiçado homem de Londres, conhecido apenas comoCross.
Como qualquer boa cientista, Pippa fez sua pesquisa sobre a reputação de Cross e descobriu que ele éperfeito para o seu esquema. 
Ela quer a emoção e a experiência da ruína, sem as repercussões da ruína.
E quem melhor para fornecê-la que este homem lendário e sua vasta experiência?
Por mais estranha e inesperada que seja a proposta de Pippa, Cross a acha mais que tentadora... 
E vai ter que usar todo o seu controle para resistir em seguir seus instintos e dar a esta Senhorita exatamente o que ela quer.



Para as garotas que usam óculos
Série As Regras dos Canalhas
1- Um Trapaceiro com outro Nome
2- Um Bom Conde merece uma Amante
3- Em revisão


1 de março de 2014

Paraiso Selvagem

Série Ladys Escravas e Lords Tiranos







Piscando os olhos cor de esmeralda, Corinne induzia os homens a cumprir qualquer desejo seu. 

Ela era a queridinha escandalosa da idade dourada de Boston.
Jurado de vingança.
Ela navegou até o Havaí para arruinar o homem que acabou com sua vida... 
Que a despojara e a deixara humilhada por seus próprios desejos despertados.
Arrebatado pela paixão.
Corinne odiava Jared Burkett tão profundamente quanto ela queria sua viril paixão sensual. 
E Jared doía para possuir Corinne, embora ela fosse forçá-lo a machucá-la novamente. 
Seu amor é tão violento, tão imprudente, que vai destruí-los ou induzi-los completamente ao abandono selvagem das noites tropicais no paraíso.
 

Série Ladys Escravas e Lords Tiranos Parte II
1- Anjo de Prata
2- Paraiso Selvagem
Uma doce inimizade—Em breve
Amor Proibido - idem
Terna Foi a Tormenta - idem
Até a Eternidade - idem
Quando o Amor espera - idem


Prazeres Proibido






Para a recatada e tímida Daphne Wade, seu prazer proibido mais doce é observar as escondidas seu patrão, Anthony Courtland, duque de Tremore, enquanto ele trabalha na escavação arqueológica de suas propriedades na Inglaterra.

Anthony contratou Daphne para que restaurasse os preciosos tesouros que ele ia desenterrando.
No entanto era duro para uma mulher se concentrar no trabalho quando tinha em sua frente um homem como Anthony, cuja beleza era esmagadora.
Ele nem sequer tinha reparado nela como mulher, mas quem poderia culpá-la de ter se apaixonado perdidamente?
Escondida atrás de uns óculos enormes, Daphne era a restauradora melhor preparada para realizar este trabalho e Anthony sabia disso.
Quando uma nova e encantadora Daphne sai de sua concha, as regras do jogo mudam. Anthony conseguirá convencê-la de que é a mulher de seus sonhos?

Capítulo Um

Hampshire, 1830
Ninguém que olhava Daphne Wade imaginaria que ela pudesse ter algum prazer proibido, secreto. Seu aspecto era normal, os óculos não ajudavam muito, tinha o cabelo castanho claro e o usava preso na cabeça. Todos os seus vestidos eram de diferentes tons de bege, marrom ou cinza. Sua altura era normal e sua figura ficava escondida debaixo dos grandes e cômodos aventais que utilizava para trabalhar. Tinha uma voz suave e agradável de escutar, sem sons estridentes que chamassem a atenção.
Ninguém que a julgasse só pela sua aparência poderia imaginar que a senhorita Daphne Wade tinha o escandaloso costume de observar o torso nu de seu patrão sempre que tinha a oportunidade, embora a maioria das mulheres estivesse de acordo que Anthony Courtland, duque de Tremore, tinha um torso que valia a pena observar. 
Daphne apoiou os cotovelos no peitoral da janela e levantou a luneta de bronze. Utilizar esse aparelho com lentes era difícil, assim que o deixou na prateleira. Voltou a colocar os óculos e a distância, olhou toda a escavação, procurando Anthony entre os trabalhadores. Sempre que pensava nele pensava usando seu nome. 
Quando falava com ele, o chamava de «senhor», como todo mundo, mas em sua cabeça e em seu coração, ele sempre era Anthony.
Ele estava falando com o senhor Bennington, o arquiteto da escavação e com sir Edward Fitzhugh, o vizinho mais próximo do duque e antiquário amador como ele. 
Os três homens estavam no meio de uns campos da escavação, rodeados de muros, colunas quebradas e restos do que havia sido uma vila romana. 
Nesse momento, discutiam sobre o mosaico que estava debaixo dos seus pés e que havia sido descobertos pelos trabalhadores nessa mesma manhã.
Quando Daphne localizou a forte figura de Anthony, sentiu uma familiar chateação em seu coração, uma mescla viciante de prazer e incômodo. 
Era uma combinação que quando estava em sua presença a calava e lhe fazia querer se misturar com seu ambiente, passar despercebida; em troca quando o contemplava como agora, desejava se transformar no centro de toda sua atenção. 
O amor pensava, deveria ser algo agradável, cálido, doce, não algo que prejudicasse o coração com sua intensidade.
Daphne sentia essa intensidade agora, enquanto o observava. Quando estava em Tremore Hall, ele passava sempre dois ou três horas ao dia
trabalhando junto com o senhor Bennington e o resto dos homens na escavação. Algumas vezes ela não estava nas ruínas e às tardes de agosto eram excepcionalmente quentes, e Anthony sempre tirava a camisa. O dia era muito caloroso.
Para Daphne, ele quase formava parte da escavação romana que o rodeava. Era como uma escultura. 
Com sua pouco freqüente altura de mais de um metro e oitenta e seus grandes ombros e desenvolvidos músculos, apesar de seu cabelo escuro e sua pele bronzeada parecia um deus romano esculpido em mármore.
Ela o observava enquanto os três homens continuavam discutindo sobre o mosaico e teve a estranha sensação que experimentava cada vez que o via e que fazia lhe custar a respirar e que seu coração se acelerava como se estivesse estado correndo.
 

23 de fevereiro de 2014

Amor Proibido

Clã MacLerie 


Seu guerreiro proibido... 

Ciara Robertson sempre amou Tavis MacLerie. 
Com o coração partido, foi obrigada a presenciar o matrimônio dele com outra mulher. 
Agora que, finalmente, alcançou a idade certa para se casar, ela se joga aos pés de Tavis. 
Ele sabe que a inocente Ciara acredita estar apaixonada, mas considera que ela merece um companheiro melhor. 
Sua dolorosa experiência lhe provou que ele tem mais valor como guerreiro do que como marido. 
Com os sonhos estilhaçados, Ciara não tem opção senão aceitar o casamento com outro pretendente. Designado para conduzi-la até seu noivo, o coração de Tavis dói mais a cada passo do caminho... 
Será ele capaz de entregar a mulher que o ama? 

 Capítulo Um 

Lairig Dubh, Escócia... Primavera, 1370 d.C.
Ciara Robertson estava sentada longe da mesa, quase rio can­to da sala que o padrasto escolhera para a reunião. Era um apo­sento grande e confortável, mas não oferecia muito aconchego. As janelas estavam abertas, permitindo que a brisa fresca da primavera entrasse. Comida e bebida foram oferecidas, porém de forma econômica. Aquilo não se tratava de hospitalidade, e sim de negócios.
Ela não fitava os olhos de ninguém, e a maioria dos homens presentes provavelmente pensava que ela era uma serva espe­rando ordens. Mas Ciara não era serva... Era a filha mais velha do pacificador MacLerie, Duncan, e estava sendo treinada por ele, mesmo agora.
Como ele instruíra, ela ouvia cada palavra dita, observava as expressões daqueles que falavam, e até o jeito como eles se sen­tavam ou gesticulavam, para entender quem continha o verdadeiro poder naquelas discussões. “Nem sempre é o mais velho, o mais rico ou o mais barulhento”, ele lhe dissera muitas vezes.

O ver­dadeiro poder geralmente dispensa atenção. O verdadeiro poder delega aos subordinados e estabelece o limite para eles. O verda­deiro poder fala baixo e exerce seu controle com cuidado.
Agora, ouvindo e observando, ela acreditava que o irmão MacLaren mais novo era aquele que estava tomando as decisões nessa série de negociações para um acordo de trocas com os MacLerie. Embora outro homem, mais velho e mais calmo, dis­cursasse sobre a posição de MacLaren, estava claro para ela que ele não estava no comando.
A reunião continuou por algumas horas, cada lado esclare­cendo e expondo, e, diversas vezes, Ciara teve de reprimir um sorriso enquanto observava o padrasto trabalhar... Pressionan­do aqui, elogiando ali, alimentando egos, instigando um ou ou­tro para conseguir os melhores termos para os MacLerie. 
No momento que eles concordaram em concluir o acordo pela ma­nhã e parar para a refeição noturna, Duncan, o pacificador, tinha guiado os MacLaren para os caminhos que queria que eles se­guissem e fecharia o acordo no dia seguinte. 
Ela levantou-se, fez uma cortesia para todos que partiam e esperou pelo padrasto, a fim de discutir o dia de trabalho.
Ciara entendia como ele trabalhava, pois ele não tomava no­tas durante as conversas, mas se lembrava de cada palavra e cláusula concordada por ambas as partes. 
Ele anotaria os pen­samentos e planos antes de falar com qualquer pessoa, portanto ela agiu como criada então, servindo cerveja em canecas e dando-as aos MacLerie que permaneciam na sala agora. 
O tio, o laird e o ajudante do laird esperaram o pai dela reunir os pensamentos e falar sobre como levar aquelas negociações a uma conclusão bem-sucedida.
Alguns minutos se passaram, e era bom estender as pernas e andar um pouco depois de ficar sentada, quieta, por tanto tempo. Ficar sentada e quieta não era o comportamento habitual dela. O olhar do laird a seguiu, mas, quando Ciara o encontrou, ele sorriu e desviou os olhos. 
O padrasto dela, o único pai que ela conhecera, levantou a cabeça e pigarreou, sinalizando que esta­va pronto agora para discutir o progresso do dia, ou a falta des­te, com eles. Ele surpreendeu-a com as primeiras palavras:
— Ciara, dê-me as suas impressões das conversas de hoje. — Ele sorriu para ela de maneira tranquilizadora e assentiu com um gesto de cabeça para que ela começasse.
As palavras ficaram presas na garganta de Ciara quando ela tentou falar alguma coisa útil, alguma coisa pertinente, agora que tinha sido questionada. 
Falar em particular, dar a opinião dela e fazer observações nunca havia sido um problema, de for­ma alguma. Ela apreciava um debate inteligente com o homem que a criara como se ela fosse filha dele, após se casar com a mãe dela, e Ciara nunca temera as próprias palavras. 
Agora, todavia, com o laird e o ajudante observando e esperando, as palmas das mãos começaram a suar e a mente ficou em branco.
— Você acha que o laird irá concordar com o meu pedido de estender os termos deste acordo? — perguntou ele, claramente guiando-a na resposta. Ciara tirou as outras pessoas presentes dos pensamentos e respondeu como se estivesse falando somen­te com Duncan.
— Eu acho que o laird está disposto a estendê-lo, mas suspei­to de que o irmão dele, não. E será o irmão dele quem tomará a decisão. — E se ela estivesse enganada? E se as observações dela estivessem completamente erradas?
Duncan a olhou com intensidade antes de voltar os olhos para o laird. Connor MacLerie podia ser intimidador quando assim desejava, e, no momento, a expressão dele tornou-se séria e carrancuda. Ela cometera um erro? Ciara passou uma das mãos na testa, onde pequenas gotas de transpiração começavam a se reunir ali também.
— Eu não lhe disse, Connor? — O pai de Ciara perguntou para o laird. Teria ela estragado tudo na primeira vez que tivera permissão para opinar? Como poderia contar para a mãe, que a apoiara em sua educação e a encorajara ao longo deste caminho nem um pou­co ortodoxo para uma jovem mulher? Se ela fracassasse agora...



Série Maclerie 
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
4- Surrender to the Highlander (não pulicado no Brasil)
5- Amor Proibido
 

Corações em Guerra





O capitão Pierre Dammartin é um homem honrado.

Ainda que sua prisioneira, Josephine Mallington, seja tentadora, ela é a filha de seu inimigo.
Ele teria que odiá-la, no entanto, a inocência de Josie enche de esperança seu debilitado coração.
Pela arrogância com que a trata, ela percebe que Pierre a despreza ao mesmo tempo em que a deseja. 
Josie sabe que deveria temê-lo, mas está decidida a ignorar a guerra entre seus mundos e se render somente à atração poderosa e proibida que comanda seus corações…
Decidida a provar que pode ser útil dentro e fora do campo de batalha.

Capítulo Um

Portugal — 31 de outubro de 1810
No topo do vilarejo deserto de Telemos, nas montanhas ao norte de Punhete, Josephine Mallington estava tentando desesperadamente estancar o sangue do soldado ferido, quando os franceses começaram seu ataque. Ela ficou onde estava, ajoelhada perto do soldado, no piso empoeirado de pedra do velho mosteiro, no qual seu pai e os homens dele haviam se refugiado. 
A chuva de balas, através dos buracos onde janelas haviam estado uma vez, continuou, enquanto as tropas de soldados franceses começavam a se aproximar, o som de seus pas de charge alto até mesmo sobre o barulho dos tiros.
— En avant! En avant! Vive la République! — Ela ouviu os gritos.
Tudo o que havia ao redor era o cheiro forte de pólvora e sangue fresco derramado. Pedras que tinham abrigado monges e padres por trezentos anos agora testemunhavam a matança. A maioria dos homens de seu pai estavam mortos… Sarah e Mary também. Os homens que restavam começaram a fugir.
A mão do soldado na sua estremeceu, então se tornou frouxa. Josie olhou para baixo e viu que a vida o abandonara, e, apesar de todo o caos ao redor, o horror daquilo a chocou tanto que, por um momento, ela não conseguia desviar o olhar do rosto do homem sem vida.
— Josie, pelo amor de Deus, venha aqui, garota!
A voz do seu pai a tirou do estado de entorpecimento, e ela ouviu o som abafado dos machados dos franceses, enquanto eles batiam contra a madeira pesada da porta da frente do mosteiro. Josie soltou a mão do soldado morto e, removendo o xale de seus ombros, usou-o para cobrir o rosto dele.
— Papai? — Ela olhou para as ruínas ensanguentadas.
Corpos sem vida, e outros morrendo, estavam deitados ao longo do saguão. Homens que Josie conhecera em vida... homens de seu pai, homens do Quinto Batalhão do 60º Regimento da Infantaria Britânica. Josie vira morte antes, mais mortes do que qualquer mulher jovem deveria ver, mas nunca mortes como aquelas.
Sobre as mãos e os joelhos, ela engatinhou para onde seu pai e um pequeno grupo de homens estavam agachados. Poeira e sangue sujavam seus rostos, enquanto manchas escuras eram reveladas contra suas jaquetas verde-escuras e calças azuis.
Josie sentiu os braços de seu pai a rodeando, puxando-a para junto dos homens.
— Você está ferida?
— Eu estou bem — disse ela, embora “bem” dificilmente fosse a palavra certa para definir como estava se sentindo.
Ele assentiu e tirou o braço de seu redor. Josie ouviu seu pai falar novamente, mas, dessa vez, não com ela.
— A porta não irá contê-los por muito mais tempo. Nós devemos fugir pelo piso superior. Sigam-me.
Josie agiu de acordo com a instrução, respondendo à força e à autoridade na voz de seu pai como qualquer dos homens dele, pausando apenas para coletar o rifle, cartuchos e um pequeno container com pólvoras de um soldado morto e esforçando-se para evitar olhar para o ferimento aberto no peito dele. Pegando a arma e munição para si mesma, ela correu com os homens, seguindo seu pai para fora do saguão, passando pela porta que os machados franceses tinham quase derrubado e subindo uma larga escadaria de pedra.
Eles subiram dois lances de escada e entraram numa sala na frente do prédio. 
Miraculosamente, a chave ainda estava na fechadura da porta. No momento em que seu pai virou a chave, Josie ouviu a pancada ressonante da porta da frente sendo aberta, então soube que os franceses haviam entrado. Eles ouviram o som dos franceses correndo no grande pátio abaixo e, em seguida, passos de botas começaram a subir a escada que os levaria à sala que abrigava os soldados remanescentes.
Havia pouca coisa para diferenciar o tenente-coronel Mallington de seus soldados, exceto sua atitude de comando e a autoridade inata que ele emanava.
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...