21 de dezembro de 2014

Pacto com o Diabo

Série Devil


Aubrey Montford chega ao Castelo de Cardow com referências falsificadas e um menino ao seu encargo. 

O único inquilino do castelo é o velho e irascível comandante Lorimer, um alcoólatra rabugento que nenhum serviçal aguenta.
Com a chegada da senhora Montford como governanta a situação muda, já que consegue ganhar o afeto do comandante e transformar o abandonado castelo em um imóvel rentável.
Entretanto, um dia o comandante aparece assassinado e todas as suspeitas recaem sobre Aubrey.
Depois do assassinato, o jovem e arrumado conde de Walrafen, sobrinho do comandante, retorna após longos anos de ausência ao lar de sua infância e que tanto odeia.
Inicia-se uma investigação para desmascarar o assassino e, ao mesmo tempo, o jovem conde descobre uma intensa atração pela estranha e reservada senhora Montford.


Série Devil
1- Encontro com o Diabo
2- Pacto com o Diabo
3- Dívida com o Diabo - em revisão

19 de dezembro de 2014

O Bom Duque Fica Impune

Série As Regras dos Canalhas



Ele era William Harrow, marquês de Chapin e herdeiro do ducado de Lamont, havia sido dopado, acordou e estava em uma cama estranha, entre lenções frios e úmidos por uma grande quantidade de sangue e suas roupas haviam desaparecido, a criada gritou e tudo desmoronou. 

Era véspera de mais um dos casamentos de seu pai, a desaparecida era a noiva Mara Lowe.
Ele lutara antes, derramara sangue e dentes ali na calçada de Newgate com ferocidade. 
Ele seguiu em frente. Após 12 anos, ele era Temple, o Duque Assassino. Lutador imbatível no cassino Anjo Caído, e sempre ganhou, dezenas de vezes.
Ela, agora era Margaret MacIntyre, viúva de um soldado obscuro, governanta da Casa para Meninos MacIntyre, orfanato onde viviam os bastardos indesejáveis dos nobres e um porco Lavender.
Ambos viviam na escuridão.
Ela, tenha cheiro de limão e suas mãos marcadas pelo trabalho não usam luvas, ele tenha cheiro de cravo e tomilho, e uma boa quantidade de cicatrizes
O irmão dela perdera todo o dinheiro do orfanato no jogo e ela foi a procura dele para fazer uma troca, a verdade do que acontecera naquela noite em troca da dívida. 
A absolvição, ele teria seu legado. Mas eles poderiam ter uma noite, e ele era o suficiente para fazê-la esquecer todo o resto.
No dia seguinte eles voltariam para suas vidas, ele, ao que perdeu há muito tempo, e uma linda esposa e lindos filhos. E ela para o que a muito tempo merecia.


Série As Regras dos Canalhas
1- Um Trapaceiro com outro Nome
2- Um Bom Conde merece uma Amante
3- O Bom Duque Fica Impune


13 de dezembro de 2014

Mestre da Meia-Noite

Série Espada Negra

Gwynn Austin não tem ideia do por que seu pai desapareceu em uma misteriosa viagem para a Escócia. 

Quando ela vai em uma missão desesperada para procurá-lo, encontra mais do que procurou em um Highlander robustamente bonito, perversamente excitante que exala perigo e mistério. E quando descobre seu próprio vínculo com a Escócia, ela vai ter que confiar em seu coração para ajudar a guiá-la... 
Impulsionado através do tempo pela poderosa Magia Druidesa, Logan Hamilton usa sua imortalidade e os poderes do deus dentro de si para ajudar a impedir o despertar de um antigo mal no mundo moderno. 
Ele nunca esperou encontrar ajuda na forma de uma bonita mulher muito tentadora e sedutora, e cuja paixão e força coincidem com a sua.
Juntos, Logan e Gwynn devem lutar por seu amor, antes de um demônio do passado destruí-los...

Série spin-off da série da Espada Negra...um grande salto no futuro

Capitulo Um

Gwynn Austin firmou os braços de sua cadeira no corredor, suas juntas ficaram brancas e sua respiração bloqueou em seus pulmões quando o avião finalmente aterrissou em Edimburgo.
Deus, ela odiava voar. Apenas fez pequenas viagens através dos EUA sem estar sedado ou bebendo fortemente.
Mas a mensagem de seu pai mudou tudo.
Gwynn soltou sua respiração quando o avião taxiou pista abaixo para o terminal. Ela estava faminta e nauseada ao mesmo tempo. Fez tudo o que pode para não vomitar no avião, então comer estava fora de cogitação.
Quando o avião parou no terminal, porém, ela estava faminta e não conseguia sair do avião rápido o suficiente. E você não imaginaria que existiria um homem duas filas na frente da sua que queria examinar sua bagagem de mão e segurar o resto do avião?
Gwynn quis empurrar o sujeito, batê-lo atrás na cabeça por ser tão rude. Sua boca caiu quando o sujeito, de repente, deu um grunhido e caiu no corredor. Ele ergueu a cabeça, olhando para todo mundo que o encarava fixamente.
Esta não era a primeira vez que Gwynn desejou algo e aconteceu, entretanto ela não olhou muito profundamente para descobrir por que. Era bem ruim que ela não pudesse se desejar na Escócia em vez de ter que voar para lá.
Desviando o olhar quando o sujeito levantou-se, Gwynn ignorou a picada na consciência que se instalou na base de sua espinha. Ela sempre teve uma fascinação pela Escócia e suas supostas lendas e mitos de magia, Druidesas, e guerreiros Highlanders.
Gwynn esticou seus ombros quando finalmente andou para fora do avião e seguiu a sinalização para buscar sua bagagem. A preocupação pela mensagem secreta do seu pai empurrou de lado sua náusea.
Fazia três semanas desde a mensagem de seu pai. Três longas semanas cheias de preocupação com pouco sono. Ele era conhecido por se envolver profundamente na sua pesquisa e esquecer-se de telefonar um dia ou outro, mas nunca por três semanas. É o que estimulou Gwynn a comprar uma passagem de avião e gastar onze horas no voo de Houston até Nova Iorque, então adiante para Edimburgo, com sua mente conjurando todos os tipos de acidentes que poderiam ter acontecido com seu pai.
Gwynn pegou sua pequena mala e ajustou a correia de sua bolsa em cima de seu ombro quando procurou pela placa de aluguel de carro. Assim que viu, ela fez o caminho mais curto para ele enquanto evitava outras pessoas e suas bagagens.
Não levou muito tempo para alugar um carro, mas quando Gwynn ficou ao lado de seu pequeno Fiat Punto vermelho teve que perguntar-se se ela poderia dirigir isto. Não só estaria dirigindo no lado errado da estrada, mas estaria sentando no lado errado do carro. Um carro manual.
— Eu sou uma idiota com minha mão esquerda, — ela murmurou quando lançou sua mala atrás e pôs-se atrás do volante.
Mas tinha que saber o que aconteceu com seu pai. Ele era tudo que ela tinha. Sua mãe morreu três anos antes, deixando apenas Gwynn e seu pai para lidar. Sua mãe mantinha a família unida.
Tinha sido um laço solto, mas ainda era um laço.









Série Espada Negra
1– O Beijo do Demônio
2– O Pergaminho Oculto
3– Highlander Perverso
4– Highlander Selvagem
5– O Amuleto Secreto
6– O Highlander Escuro
Série continua...Salto no futuro
1- Mestre da Meia-Noite(Série Guerreiros Sombrios)


11 de dezembro de 2014

O Jogo Matrimonial

Série Dama De Mayfair 








Chega à agência matrimonial das irmãs Duncan certo Douglas Farell, médico de profissão. 

Farrell procura uma esposa que cumpra com os requisitos mínimos, quer dizer, que seja rica e de elevada posição social. 
E embora para Chastity Duncan o instinto indique que o melhor é não colaborar com um homem de intenções tão mercenárias, a necessidade, pelo contrário, recorda que ela não pode prescindir dos honorários que Farrell está disposto a pagar pelo serviço. Entretanto, a verdade sobre o pragmático Doutor poderia fazê-la mudar de opinião.
Farell não só é um tipo pragmático, trata-se de um filantropo que só procura exercer sua verdadeira paixão, assistir aos mais pobres.

Capítulo Um

O cavalheiro que estava no alto da escadaria da National Gallery escrutinava atentamente os supostos amantes da arte, que subiam para as grandes portas do Museu, situada as suas costas. Sustentava de forma visível um exemplar do jornal A Dama de Mayfair e procurava alguém que levasse um artigo similar.
Uma grande revoada de pombas se ergueu em Trafalgar Square, por onde uma pessoa avançava apressadamente jogando milho às aves enquanto se aproximava. Cruzou a rua até se situar justamente abaixo do Museu e se deteve no degrau inferior, espremendo na mão o saco de papel que continha o milho, ao mesmo tempo em que dirigia o olhar para cima. Na mão livre segurava um jornal enrolado. O homem realizou um movimento vacilante com seu próprio jornal e a pessoa jogou, em um cesto de papéis, o saco amassado e subiu rapidamente as escadas até ele.
Praticamente, a única coisa que o cavalheiro podia distinguir é que a pessoa era mulher e miúda. Estava vestida em uma folgada capa de alpaca alemã, como o que costumavam vestir as mulheres para viajar de automóvel, usava um chapéu de feltro de aba longa e ocultava o rosto atrás de um véu de renda.
— Bonjour, monsieur — saudou. — Acredito que temos um encontro, n’est-ce pas? — Agitou seu exemplar do jornal A Dama de Mayfair — Você é o doutor Douglas Farrell, não é?
— Eu mesmo, senhora — respondeu ele com uma leve reverência. — E você é...?
— Sou a Mademoiselle Mayfair, certamente. — Respondeu ela, cujo véu tremulava a cada expiração.
Que tem o sotaque francês mais falso que eu já ouvi, pensou o doutor Farrell divertido, mas decidiu não comentar nada.
— A Senhorita Mayfair em pessoa? — Perguntou curioso.
— A representante da publicação, monsieur. — Replicou ela com um sotaque de recriminação em seu tom.
— Ah! — Moveu afirmativamente a cabeça. — E Os Intermediários?
— É a mesma coisa, senhor — respondeu a mulher com uma determinada inclinação da cabeça. — E a meu ver, senhor, o que deseja é a ajuda de Os Intermediários.
Este deplorável sotaque francês sempre a deixava com vontade de rir, refletiu a honorável Chastity Duncan. Quando ela ou uma de suas irmãs o utilizavam, todas estavam de acordo em que soavam como donzelas francesas de uma comédia de Feydeau. Mas era um artifício muito útil para disfarçar a voz.
— Pensei que a reunião teria lugar em um escritório. — Manifestou o doutor, lançando um olhar ao espaço público que os rodeava. Um frio vento de dezembro soprava na praça arrepiando as penas das pombas.
— Nossos escritórios não estão abertos ao público, monsieur — se limitou a dizer Chastity. — Sugiro que entremos, há muitos lugares no Museu onde poderemos conversar.
Encaminhou-se para as portas do Museu e seu acompanhante se apressou a abrir-las, as abas de sua capa de alpaca alemã, infladas pelo vento roçaram o doutor quando a mulher adentrou o cavernoso átrio.
— Vamos à sala de Rubens, monsieur — sugeriu, indicando as escadas com o jornal. — Há ali um sofá circular onde poderemos falar sem chamar a atenção. 









Série Dama De Mayfair
1- A Lista De Solteiros
2- A Noiva Escolhida
3- O Jogo Matrimonial

A Noiva Escolhida

Série Dama De Mayfair 




Você como recompensa!

Quando entrou no escritório de Gideon Malvern, tudo que Prudence esperava era que ele aceitasse sua proposta: defender o polêmico jornal que ela e as irmãs publicam anonimamente na cidade de Londres, e que está sendo injustamente processado.
Em troca ela se propõe a encontrar a mulher perfeita para se casar com ele e ajudá-lo a criar a filha.
Prudence sabe que o famoso advogado é capaz de defender o jornal sem deixar vir a público a identidade das três.
Para um homem que não recusa desafios, Prudence Duncan é uma tentação irresistível. 
Além de contar com ele para defender um caso complicado, ela desperta em Gideon o desejo de descobrir a intrigante mulher que se esconde por trás daquela fachada de austeridade e, quem sabe, convencê-la a ser a candidata número um em sua lista de pretendentes a esposa...

Capítulo Um

Londres, 1906
— Aqui estão, srta. Prue. — A sra. Beedle pegou uma pilha de envelopes de uma prateleira alta na cozinha. — São poucas as cartas, hoje. Oh, esta tem um ar sério. — Ela separou um envelope comprido, de papel encorpado, e observou o nome do remetente, timbrado no alto, com indisfarçável curio­sidade.
Prudence bebericou o chá e não fez a menor tentativa de apres­sar a anfitriã. A sra. Beedle tinha um ritmo próprio de fazer as coisas... exatamente como o irmão dela, Jenkins... um homem que combinava os deveres de mordomo com os de amigo, assistente e, às vezes, cúmplice das três irmãs Duncan, na casa delas, na Manchester Square.
— Alguma notícia da srta. Con? — perguntou a mulher, de­positando finalmente os envelopes na mesa e pegando a chaleira.
— Oh, recebemos um telegrama ontem. Eles estão no Egito no momento. — Prudente estendeu a xícara para tornar a ser ser­vida. — Mas visitaram Roma e Paris antes. Parece uma viagem esplêndida.
Ela soou saudosa, mas, de fato, as seis semanas de lua-de-mel da irmã mais velha haviam passado bem devagar para Prudence e a irmã caçula, Chastity. Manter a casa funcionando normalmen­te, equilibrar as parcas finanças que obtinham com o trabalho secreto, e ao mesmo tempo assegurar que o pai continuasse alheio à verdadeira situação da família, exigia um esforço ainda maior para apenas duas das irmãs. Mais de uma vez, ao longo das se­manas anteriores, Prudence e Chastity tinham se visto obrigadas a lutar contra a tentação de forçar o pai a enxergar a realidade; uma realidade que ele próprio causara com investimentos impru­dentes logo depois da morte da mãe delas. Em respeito à memória da mãe, porém, tinham-se mantido em silêncio. Lady Duncan teria protegido a paz de espírito do marido a qualquer custo e, portanto, as filhas tinham de fazer o mesmo.
Quando somavam aquela luta diária à difícil missão de publicar o jornal Mayfair Lady quinzenalmente, sem a experiência editorial de Constance... sem mencionar a administração da Cupido, sua agência matrimonial... não era de admirar que ela e Chastity es­tivessem exaustas.
A sineta da loja de doces na parte da frente da casa tocou, anunciando a entrada de fregueses, e a sra. Beedle adiantou-se depressa para atender junto ao balcão, alisando o impecável aven­tal branco. Prudence bebeu o chá e serviu-se de uma segunda fatia de pão de gengibre. Havia uma atmosfera acolhedora e tranqüila na cozinha atrás da loja, e ela suspirou, grata pelo breve momento de descanso das várias preocupações. Distraidamente, olhou os envelopes enviados para o Mayfair Lady. O jornal usava como endereço de correspondência a loja da sra. Beedle, em Kensington, uma vez que as editoras tinham de manter anonimato 








Série Dama De Mayfair
1- A Lista De Solteiros
2- A Noiva Escolhida 
3- O Jogo Matrimonia

Um Prazer Inesperado


Megan Mulcahey tinha que averiguar se Theo Moreland, marquês do Raine, tinha matado a seu irmão. 

A jornalista estava acostumada a conseguir o que queria, embora possivelmente Theo fora um desafio maior ao que jamais se enfrentou. 
Além de extremamente poderoso, o marquês era incrivelmente bonito e inteligente. Mas Megan ia descobrir o que havia detrás da misteriosa morte de seu irmão... 
E o que tinha sido do tesouro que ambos tinham estado procurando na selva sul-americana, embora antes teria que cruzar o Atlântico e infiltrar-se em sua casa de algum modo... 
A nova instrutora de seus irmãos não era o que Theo esperava. 
O valente explorador só tinha visto uma vez uma beleza como aquela, em um sonho febril de que teria desejado não despertar. 
Mas... que fazia aquela deliciosa visão bisbilhotando pela casa como uma vulgar benjamima? 

Capítulo Um 

Nova Iorque, 1879 
Um grito transpassou a escuridão. Megan Mulcahey despertou sobressaltada e se incorporou na cama com o coração acelerado. Demorou um momento em compreender o que a tinha despertado. Logo ouviu de novo a voz de sua irmã. 
—Não. Não! Megan se levantou de um salto e saiu da habitação. Sua casa, um edifício encostado com três habitações na planta de acima, não era muito grande. Só demorou um momento em chegar à porta do Deirdre e abrir a de par em par. Deirdre estava sentada na cama. 
Seus olhos, muito abertos e fixos, tinham uma expressão horrorizada. Tendia os braços para algo que só ela podia ver, e as lágrimas se acumularam em seus olhos antes de começar a rodar por suas bochechas. 
—Deirdre! —Megan cruzou o quarto, sentou-se na cama de sua irmã e tomou firmemente dos ombros
—. O que ocorre? Acordada! Deirdre! Sacudiu à moça e de repente o semblante de sua irmã trocou; aquele espantoso estupor pareceu desvanecer-se, substituído por uma consciência que logo que começava a despontar. 
—Megan! —Deirdre deixou escapar um soluço e se jogou em braços de sua irmã
—. OH, Megan! foi horrível. Horrível! 
—Por todos os Santos! —exclamou seu pai da porta—. Se pode saber o que passa aqui? 
—Deirdre teve um pesadelo, isso é tudo —respondeu Megan com calma ao tempo que acariciava o cabelo de sua irmã—. Não é certo, Deirdre? Só era um pesadelo.
 —Não —Deirdre tragou saliva e se apartou um pouco dela. enxugou-se as bochechas e olhou primeiro a sua irmã e logo a seu pai. Seguia tendo os olhos muito abertos e turvados—. Megan, papai, vi ao Dennis! —sonhaste com o Dennis? —perguntou Megan. 
—Não era um sonho —respondeu a moça—. Dennis estava aqui. Faloume. Megan sentiu um calafrio. —Mas, Dee, não pudeste ver o Dennis. Leva dez anos morto. —Era ele —insistiu sua irmã—. O vi tão claro como a luz do dia.

Lírio do Lodo












Conseguirá Lady Galatea não deixar-se enredar pelo charme do ladrão de estradas Sir Just Trevena?




Capítulo Um

1806
O calor proveniente das velas dos imensos candelabros era insuportável, e a agitação dos dançarinos, combinada com a forte fragrância das flores, proporcionava uma sensação de asfixia.
Duas pessoas abandonaram o burburinho do salão e encaminharam-se lentamente em direção aos amplos corredores da mansão pertencente a lorde Marshall, amigo íntimo do príncipe de Gales.
— Para onde está me levando, D’Arcy? — perguntou a dama ao deixarem para trás os acordes da música, que foram substituídos pelo tique-taque ritmado do salto dos sapatos no assoalho polido.
— Para um lugar sossegado — retrucou o cavalheiro. — Há gente demais lá dentro, e o barulho é ensurdecedor. Quero falar com você a sós.
A dama riu e, apesar de a risada ser cristalina, não parecia alegre.
— Não me venha de novo com essas conversinhas ao pé do ouvido. Eu não agüento mais!
O cavalheiro não respondeu, limitando-se a abrir uma das portas do corredor que dava acesso a uma sala de estar vazia, apenas iluminada por dois castiçais de prata pousados simetricamente sobre o tampo de uma escrivaninha.
A dama olhou ao redor.
— Que linda sala! Nunca estive aqui antes.
— É o santuário de Marshall, onde ninguém entra. A não ser os amigos mais chegados.
— E você se considera um deles?
— Ele é muito maçante, mas eu o conheço de longa data.
A sala era fresca. As cortinas repuxadas para os lados permitiam a entrada da brisa noturna, mas não era o suficiente. A dama começou a se abanar com um precioso leque pintado à mão.
— Como você está encantadora, Galatea! Nunca a vi tão bela como nesta noite!
A dama não fez caso do elogio e apenas esboçou um sorriso.
Mas não havia dúvida de que Galatea era uma mulher maravilhosa. O cabelo negro, penteado de acordo com a última moda de Paris, emoldurava um rosto perfeito e simétrico. Mas o que mais chamava a atenção naquele rosto eram os olhos; dois olhos enormes, verde-escuros, mas que tinham um brilho dourado, parecendo dois raios de sol, de acordo com a opinião geral de seus inúmeros admiradores.
— E então, D’Arcy?
A pergunta casual teve o poder de enfurecer seu parceiro.
— Maldição! — ele exclamou. — Você sabe muito bem o que estou querendo dizer!
— E você sabe muito bem a resposta! Por que fica sempre repetindo a mesma ladainha inútil?
— É assim que você me trata? — revidou ele, soltando chispas de ódio pelos olhos.
Vestido na última moda, ele também era um homem bonito e atraente. Poucas pessoas do salão de baile, ao ver o casal dançando, deixariam de pensar que o conde de Sheringham e lady Roysdon formavam um par perfeito, não somente quanto à aparência, mas também quanto à reputação. Só que lady Roysdon não mostrava em seu belo rosto nenhum sinal que denunciasse a vida desregrada que andava levando, enquanto que os anos de deboche vividos pelo conde já lhe tinham deixado marcas indeléveis. As bolsas sob os olhos eram prova de dissipação, e a palidez esverdeada do rosto devia-se a uma longa seqüência de noites maldormidas e ao excesso de álcool.
A raiva impeliu o conde de Sheringham a andar inquieto pela sala, com os polegares enfiados na lapela da bem talhada casaca de cetim.
— Não podemos continuar assim! — explodiu ele.
— E por que não?
— Porque eu a quero, porque você vive me recusando, porque não suporto mais viver longe de seus braços!
— Essa é uma decisão que deveria ser minha — disse ela, começando a entendiar-se com aquela conversa. 
Ao perceber sua reação, o conde sentou-se junto dela no sofá, dando vazão a uma série de lamúrias. — Não agüento mais, Galatea! Hoje à noite, quando a vi ao lado do príncipe, rindo de mim, cheguei ao auge do desespero!

2 de dezembro de 2014

Tentação Perigosa

Série Maclerie




Amaldiçoado por tragédias do passado, Athdar MacCallum, laird das Terras Altas, se dedica a liderar seu povo. 

Ele jurou nunca mais se casar. Até ser totalmente subjugado pela beleza inocente dos olhos de Isobel Ruriksdottir... a vulnerabilidade de Athdar a atrai. Isobel percebe um ponto fraco por trás da fachada destemida do chefe do clã. 
Mas a reputação dele se transforma em um obstáculo. Ceder à tentação os colocará em perigo. Ainda assim, é impossível ignorar o desejo de arriscar tudo em nome da paixão.

Capítulo Um

Lairig Dubh, Escócia — 1375 d.C.
— Olhe! Veja! Ali está ele.
O sussurro animado chamou a atenção de Isobel. Sua amiga Cora raramente tomava conhecimento do sexo oposto, de modo que aquilo era algo inusitado, especial. Ela se virou para ver quem a amiga estava olhando.
Athdar MacCallum, irmão da esposa do laird, Jocelyn, atravessou o pátio, em direção ao torreão.
Pelo andar decidido, sem olhar para a direita, nem para a esquerda, tinha negócios a tratar com o laird e não queria ser retardado em sua tarefa. Ainda assim, sua beleza chamava atenção.
— Ele está de partida — disse ela. Diante da expressão inquiridora da amiga, assentiu com a cabeça. — Meu pai mencionou isso esta manhã.
— Será que ele vai ficar pelo menos para jantar? — perguntou Cora, olhando-a de perto, enquanto aguardava a resposta.
Isobel queria demonstrar seu excitamento tanto quanto Cora, no entanto se conteve. Se mostrasse seu interesse em Athdar, logo o pai ficaria sabendo e os problemas começariam. A simples menção do nome do laird era suficiente para deixar seu pai extremamente aborrecido. E aborrecido não era como que ela, ou qualquer um, gostaria de vê-lo.
O meio nórdico, meio escocês filho do conde de Orkney não tolerava pessoas estúpidas e, em algum momento, no passado, antes mesmo de ela nascer, Athdar fizera algo muito estúpido, que o pai dela jamais esquecera. Não importava que Athdar fosse jovem e com tendência a atos impetuosos. Não importava que tivesse sofrido por seu erro de julgamento. E não importava que o resultado tivesse trazido Jocelyn MacCallum para Lairig Dubh, como esposa do senhor do castelo. Tudo o que importava para o seu pai era que houvera uma falha no caráter de Athdar e, possivelmente, ainda havia. Isobel se afastou do caminho e encarou Cora.
— Não sei. Não fico prestando atenção quando ele chega ou parte.
Conquanto, se pudesse, o faria.
Durante os dois últimos anos, vira suas várias primas namorando e se casando. Havia atingido uma idade considerada núbil e o único homem que lhe chamara a atenção fora Athdar. Oh, não tinha nada a ver com aquele corpo forte, musculoso, os penetrantes olhos castanhos ou a forma como o cabelo comprido, da mesma cor, emoldurava-lhe os ângulos másculos do rosto. Enxugando o suor da testa com as costas da mão, Isobel percebeu que andara notando demais os atributos físicos de laird MacCallum!
Havia também o fato de que ele a intrigava. Sempre respeitoso, lhe dirigia a palavra como se ela tivesse uma mente e não se afastava como a maioria dos outros rapazes. Alguém capaz de fazer frente ao seu pai não seria ruim. Athdar era um homem justo e competente, de acordo com o conde; e compassivo, segundo sua irmã.
Isobel podia sentir a tristeza generalizada que existia dentro dele, e isso mexia com algo bem no fundo de sua alma. Desejava poder consolá-lo. Em vez de assustá-la, isso a atraía. Ela estremeceu ao fitá-lo novamente.
Cora percebeu sua reação, porque piscou os olhos e a encarou. Em seguida, sorriu e assentiu com a cabeça.
— Acho que você não é tão indiferente a laird MacCallum como deseja que eu acredite.
— Ele é parente por parte de meu pai — retrucou, esperando que Cora desse o assunto por encerrado. Enxugando as mãos úmidas de suor no vestido, jogou o cabelo sobre os ombros e pegou a mão da amiga. — Venha, temos tarefas para fazer antes do jantar, Athdar ficando ou não.
Aquilo pareceu ter surtido efeito. A amiga sabiamente deixou o assunto morrer, enquanto laird MacCallum caminhava já na metade do pátio, à frente delas, que também se dirigiam à torre. 
Sua mãe estava ajudando lady Jocelyn, no solar, o que lhe dava uma boa desculpa para segui-lo até o interior da torre. Com o coração acelerado, tentou manter a antecipação de trocar algumas palavras com ele, sob controle. E teria conseguido se alguém, atrás delas, não o tivesse chamado pelo nome. 
Athdar parou e se virou para ver quem o chamou. Ao fazer isso, seus intensos olhos castanhos recaíram sobre ela.
Qualquer tentativa de continuar a se comportar como se a atenção de Athdar fosse habitual em sua vida se esvaiu, quando ele lhe piscou e sorriu. Parando onde estava, tentou lembrar-se de respirar. 
Cora não reparou, por isso prosseguiu um ou dois passos, antes de perceber que a deixara para trás. Isobel forçou o ar a entrar e sair dos pulmões e o fitou, retribuindo o sorriso. 
Estava tentando pensar em algo expressivo para lhe dizer, quando Ranald surgiu e se colocou entre os dois.
— Estou praticando no campo de treinamento, Dar. Vá até lá, quando terminar a conversa com o laird.



Série Maclerie - Traduzida
1- Domando o Highlander
2- Tudo por um Desejo
3- Guerra de Paixões

Série Maclerie - Editora
1- Paixão indomável
2- O Segredo do Conde
3- Possuída por Desejo
5- Amor Proibido
6- Amor Renegado
7- Tentação Perigosa 

26 de novembro de 2014

25 de novembro de 2014

O Highlander

Nova tradução e formatação





O homem, como todos os demais, fora trucidado de forma selvagem.

A mulher, cujas roupas lhe haviam sido arrancadas do corpo, fora violentada pelos inimigos antes que a morte misericordiosa a levasse.
— Venha, meu filho. Amanhã voltaremos para sepultar seus mortos disse frei Anselmo, em tom compassivo.
O menino não deu mostras de tê-lo ouvido. Permaneceu imóvel, de joelhos, o rosto sem expressão.
— Precisa esquecer o que viu hoje o frade insistiu, penalizado.
— Nunca!
— Pela primeira vez o garoto quebrou o mutismo que até então mantivera. Depois, apertando os punhos até os nós dos dedos ficarem brancos, acrescentou, feroz: — Nunca vou esquecer!
A dureza e a determinação daquela criança abalaram o velho frade. Só vira antes tal ferocidade em guerreiros empedernidos por muitas batalhas.
— Quando eu crescer ... o menino continuou falando, através dos dentes cerrados, juro, pela alma do meu pai e da minha mãe, que vingarei meu povo! Os ingleses que fizeram isso, um dia, vão prestar contas à Dillon Campbell!

Capítulo Um

— Moira! Estou vendo os selvagens! De pé no balcão do seu quarto, Leonora, única filha de lorde Alec Waltham, observava os campos verdejantes.
Tão longe quanto à vista alcançava, as terras pertenciam a seu pai. A maior parte fora presente do rei Edward, em agradecimento aos serviços prestados por lorde Waltham à coroa inglesa. Alec Waltham era um dos mais fiéis amigos do rei, e a generosidade deste para com os que lhe prestavam lealdade era lendária, assim como seu temperamento volátil.
Era bem conhecido nos círculos da nobreza o fato de o rei Edward ser autocrático, de gênio explosivo, capaz de tornar-se violento diante de críticas, até mesmo dos amigos fiéis.
Deus nos ajude! Onde? A idosa aia saiu para o balcão e, protegendo do sol os olhos cansados, examinou as redondezas.
— Ali, naquela colina. Está vendo o reflexo do sol nas espadas?
— Sim. A velha criada persignou-se. Nunca pensei que viveria para ver esses pagãos dormindo sob o mesmo teto que gente cristã e civilizada. Nem comendo à mesa do seu pai. Ah, as coisas terríveis que tenho ouvido sobre eles.
— Ouvido? Quer dizer que nunca viu um escocês?
A mulher, que havia sido ama de criação da mãe de Leonora, antes desta, estremeceu.
— Não. Mas tenho ouvido muitas histórias a respeito desses selvagens. São gigantescos, minha criança, andam com as coxas descobertas mesmo na mais gélida temperatura, e vestem pouca coisa além de trapos. Vendo a expressão chocada de Leonora, continuou: — Sim, aqueles que já os viram dizem que são selvagens, violentos, com um jeito rude de falar, e faces barbudas, horríveis de se contemplar.
Os olhos de Leonora se arregalaram.
— Ah, Moira, e o que eu vou fazer? Papai me mandou ficar ao lado dele para recepcionar essas ... criaturas. Ela levou a mão delicada ao pescoço.
— Se ele fosse prudente, teria ordenado que você não saísse do quarto até esses pagãos escoceses fossem embora. Quem sabe de que maldades eles são capazes? A aia baixou a voz. Há pessoas que afirmam que eles comem criancinhas inglesas e bebem o seu sangue.
— Quieta, Moira. Não posso acreditar em tamanho absurdo! Papai nunca os convidaria para nossa casa, se fossem tão monstruosos assim.
— Não se esqueça, não foi escolha de seu pai. O rei ordenou esse encontro.
— Sim, e você acha que nosso rei iria colocar seu mais leal amigo em situação tão perigosa?
A criada não respondeu. Sabiamente guardou para si seu verdadeiro pensamento. Havia espiões por toda a parte e infeliz daquele que caísse no desagrado do trono.
A atenção de Leonora, contudo, já se voltara para os três cavaleiros que se aproximavam do fosso que rodeava o castelo. A um grito de comando, a ponte levadiça foi baixada, e o pesado portão, erguido. Os três escoceses avançaram para dentro do pátio e imediatamente a ponte levadiça e o portão voltaram a posição inicial, impedindo qualquer retirada.
— Esses escoceses, comentou Leonora, preparando-se para deixar o aposento, são ou muito tolos ou muito corajosos. Afinal, são apenas três homens contra mais de cem dos melhores guerreiros do rei dentro das muralhas.
—Dizem que basta um escocês para derrotar um exército inteiro de soldados ingleses.


24 de novembro de 2014

Uma Verdadeira Inglesa


Gilbert Baring-Gould, Conde de Kerr, comprometido desde criança, com a Honorável Emma Loudan, não é exatamente o que alguém chamaria um bom partido.

Toda a alta sociedade conhece-lhe por ser um completo libertino, o marido menos indicado para uma dama. Quando escandaliza a todos anunciando que não se casará com Emma até que ela esteja esperando um filho seu (ou disse que já o estava?), os rumores aumentam.
Era evidente que Emma deveria devolver imediatamente o anel de compromisso a esse diabo. Mas a curiosidade e um forte desejo de ensinar boas maneiras a seu descarado prometido, exigem que lhe vença em seu próprio jogo.
E o faz.

Capítulo Um

Quando uma citação de Shakespeare Insulta aos aborrecidos e horroriza os prudentes
15 de Março de 1817
Lady Cecília Petworth a sua irmã, a Condessa de Bredelbane:
Minha querida irmã, pego a pluma embora quase seja a alvorada, porque sei que te entristecerá muito quando lhe chegarem às notícias da festa desta noite em Sandleford House. Kerr montou um verdadeiro espetáculo, e, embora isso não seja nenhuma novidade (como já comentamos anteriormente, seu afilhado dá uma nova definição à palavra vadiagem), ontem à noite sua libertinagem alcançou novas alturas.
Para horror de todos, acompanhou-lhe uma atriz francesa à reunião de lady Sandleford. Brincando como sempre, Lorde Dressel se aproximou do casal e perguntou a Kerr se já tinha marcado uma data para suas bodas. Kerr simplesmente rodeou com o braço a sua ave do paraíso (para ser mais exatos não era melhor que uma delas) e arrastando as palavras com a mais insuportável vulgaridade disse algo como: não antes que leve meu filho no ventre e meu anel no dedo.
Naturalmente lady Sandleford se sentiu muito insultada por um comportamento tão impróprio sob seu teto, e estou segura de que o assunto corre como um rastro de pólvora... É de agradecer que a mãe de Kerr não possa vê-lo.
Amanhã voltarei a te escrever, mas querida, acredito que chegou o momento de plantar-se e fazer com que seu ignorante adotado se case com essa pobre moça… como se chama?
É muito tarde para um velho cérebro como o meu. Pela manhã voltarei a te escrever. Que cabeça a minha!

(Tradução GTR)

16 de novembro de 2014

Indiscrições

Série Irmãs O’Rourke/Série Irmãos Hunter


Daphne tinha sacrificado tudo para permanecer desconhecida em seu paraíso tropical. Mas se Lorde Lockwood reconhecer a mulher que fugiu da Inglaterra com um crime em sua consciência, nada poderia mantê-la a salvo...

Mesmo o pensamento de uma punição futura não poderia atenuar o presente desejo. 

Os lábios de Lockwood haviam despertado a mulher apaixonada que tinha sido uma vez. 
Que mal, Daphne raciocinou, poderia vir de um beijo roubado? Ainda assim, ela não podia permitir que seus sentimentos dominassem seu sentido — o que seria muito perigoso. 
Tinha negado-se a isso por cinco anos. 
Certamente ela poderia se negar a Lockwood por algumas semanas?

Capítulo Um

Londres, 1 de Setembro de 1820
Reginald Hunter, sexto conde de Lockwood, fitou o subsecretário do Ministério das Relações Exteriores com dúvida.
— Não sei Lorde Eastman. Estou com o Ministério do Interior. Como posso ajudá-lo?
— Os limites entre o Ministério do Interior e o Ministério das Relações Exteriores têm divergido recentemente, especialmente nas Antilhas. St. Claire é uma colônia britânica, que se colocaria sob a responsabilidade do Ministério do Interior, mas já que estamos lidando com outras nacionalidades e disciplinas, o Ministério das Relações Exteriores assumiu o comando.
Hunt se acomodou na poltrona funda e confortável em frente a lorde Eastman e aceitou um pequeno cálice de conhaque do criado. 
O que poderia o homem estar prestes a dizer que exigia que eles se reunissem no clube deles em vez de nos escritórios do governo? Ou Eastman o queria bêbado, ou estava preocupado com a segurança no escritório. Segurou o cálice em sua mão direita e aqueceu o líquido vermelho escuro.
— Será que Castlereagh informou você que eu apresentei minha renúncia ao Ministério do Interior?
A última coisa que desejava na véspera de sua aposentadoria do serviço público era voltar a se envolver nos problemas dos outros. Tinha pagado suas dívidas, em uma medida extra, além disso. O que mais se poderia pedir além de sua alma?
— Sim, seu pedido de demissão, — Eastman assentiu. — E é por isso que esperávamos persuadi-lo a se juntar a nós.
— Obrigado pela confiança, mas por que eu iria trocar um trabalho perigoso por outro? Estou cansado de arriscar a minha vida a cada curva de uma esquina. E agora que nós finalmente lidamos com...
— O traficante de escravos brancos. Sim, ouvi sobre isso. Há apenas uma semana ou mais, não foi?
— Essa foi a última ponta solta. Posso parar com a consciência limpa agora, tomar meu assento na Câmara dos Lordes e sossegar.
Eastman bebeu seu próprio conhaque.
— Você mal atingiu seu ápice, Lockwood, — disse, usando o título de Hunt. — Esta missão é uma pequena ameixa. Macia como uma torta e algo que você poderia fazer dormindo. Pense nisso como tirar férias.
Pela sua experiência, nada que o Governo solicitava dele era tão simples.
— Então, alguma outra pessoa pode ir de férias.
— Tem que ser feito em segredo. E muito sensível, pois é uma parte de uma investigação que já está em curso. Você é conhecido por sua discrição.
Discreto? Agora era assim que eles estavam chamando os assassinos? Discrição recuperaria a alma que havia perdido fazendo o trabalho sujo, mas necessário que outros homens se recusaram?
Ah, mas ele estava intrigado a despeito de si mesmo. E agora tinha certeza que no Ministério das Relações Exteriores havia um traidor. Por que mais eles precisariam de um homem com seus — talentos?
— O seu vazamento é aqui ou em St. Claire?
Eastman franziu a testa e baixou a voz.
— Nós não sabemos. Precisamos de uma pessoa de fora para isso, e seu nome surgiu já que você tem plantações em St. Claire. Seria natural que você quisesse visitar e verificar seus investimentos, certo?
Hunt suspirou.
— Conte-me sobre esta “pequena ameixa” que você quer que eu veja.
— Piratas.









Série Irmãs O’Rourke/Série Irmãos Hunter
1- Indiscrições
2- Beijos de Fel
3- Despindo Lilly

Prelúdio de Sangue

Saga dos Plantagenetas


A ascensão de Henrique II ao trono inglês marcou o alvorecer da era Plantageneta. 

Prelúdio de Sangue reconstitui a trajetória do monarca: sua coroação, o assassinato do arcebispo de Canterbury Thomas Becket e o conflituoso casamento com Eleanor de Aquitânia que, ferida e humilhada por Henrique, planta no coração dos filhos a semente da vingança...

Capítulo Um

Duquesa e Rainha
De uma janela do castelo de L Ombrière, o duque de Aquitânia olhava o que se passava embaixo no roseiral sombreado. Era uma cena que o deixava encantado. Suas duas filhas - ambas jovens encantadoras, embora a mais velha das duas, Eleonore, sobrepujasse, em beleza, a irmã Petronelle - estavam cercadas por membros da corte, rapazes e moças, decorativos e elegantes, ouvindo naquele momento o menestrel que cantava sua canção de amor.
Os olhos do duque pousaram em Eleonore, pois ela estava ao centro do grupo. Uma certa qualidade fazia com que ela se destacasse dos demais. 
Não era só a beleza, nem tampouco a sua posição social. Era, afinal de contas, a herdeira de Aquitânia até que o duque gerasse um filho homem e, como ele era viúvo, teria que agir depressa se quisesse fazer aquilo porque, embora tivesse apenas 38 anos, já perdera duas esposas, e o único resultado daqueles dois casamentos eram suas duas filhas, Eleonore e Petronelle. Eleonore era alta e bonita; havia algo nela de imponência; tinha o aspecto de uma pessoa nascida para governar. Havia também sensualidade. 
O duque suspirou, pensando no pai, cuja vida tinha sido dominada pela devoção ao sexo oposto, e imaginando se sua atraente filha não iria sair ao avô sob aquele aspecto.
Ela estava com quatorze anos de idade, e Petronelle era três anos mais moça. No entanto, havia nas duas, mesmo na pequena Petronelle, um ar de amadurecimento. Quanto a Eleonore, estava pronta para o casamento. E se qualquer coisa acontecesse a ele antes de que o evento tivesse lugar, quem iria protegê-la? O duque a imaginou em um roseiral só seu, cercada por seus menestréis e pelas damas de sua corte; e um pretendente entrando no castelo a cavalo. 
Para atraí-lo, haveria não apenas as imensas terras e fortuna de Eleonore, mas também a fascinante Eleonore. E se ela se recusasse a se casar? Ele conhecia os hábitos da época. A bela donzela seria raptada, mantida prisioneira, deflorada se não cedesse de boa vontade, e colocada numa posição tal que a família ficaria ansiosa por casá-la com o seu estuprador.
Era difícil imaginar um destino daqueles para Eleonore. No entanto, até ela poderia ser obrigada a submeter-se.
O duque agradeceu a Deus o fato de as coisas não terem chegado àquele ponto. Ali estava ele, um homem de 38 anos, com duas filhas atraentes. Precisava casar-se e gerar um filho homem. No entanto, e se se casasse e não houvesse filho algum? Como era frequente não surgirem herdeiros! 
Por que lhe haviam sido dadas apenas filhas? Como era costume entre os homens de sua época, ele se perguntava se Deus não o estaria punindo pelos seus pecados ou, talvez, pelos pecados de seus antepassados.
Seu pai fora um dos mais famosos pecadores de sua época. As mulheres tinham sido a sua derrocada. Abandonara a mulher e instalara a amante com grande pompa, chegando até a mandar gravar uma imagem dela em seu escudo. Guilherme, o nono duque de Aquitânia, não dera importância para as convenções e, embora o maior motivo de sua vida tivesse sido correr atrás das mulheres, isso era uma qualidade - ou defeito, dependendo do ângulo de observação
- bastante comum, e ele ficou mais conhecido pelo amor à poesia e às canções. O estado ideal do duque fora ficar deitado com a amante do momento e ouvir o dedilhar da harpa e as canções, que com frequência eram de sua autoria, cantadas pelos seus menestréis. 
Ele era chamado de o Pai dos Trovadores, e Eleonore herdara o seu talento nessa parte; ela escrevia um poema, musicava-o, tocava-o e atraía para si os melhores intérpretes do ducado. 
O que mais ela herdara do avô? Percebendo a expressão naqueles grandes olhos lânguidos ao pousarem em vários cavalheiros bem-apessoados, o duque refletia.










Saga dos Plantagenetas
1- Prelúdio de sangue
2- O crepúsculo da águia
3- O coração do leão
4- O príncipe das trevas
5- A batalha das rainhas
6- A rainha de Provence
7- Eduardo I
8- As loucuras do rei
9- O juramento do rei
10-Passagem para Pontefract
11-A estrela de Lancaster
12- Epitáfio para três mulheres
13- A Rosa Vermelha de Anjou
14-Sol em Esplendor
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O Crepúsculo da Águia

Saga dos Plantagenetas





Reatadas suas relações com a Igreja, após o episódio que envolveu o assassinato do arcebispo Thomas Becket, Henrique Plantageneta vive o período mais próspero de seu reinado, mas o ressentimento dos filhos e a revolta de Eleanor de Aquitânia após a descoberta de um grave segredo de seu passado o oprimem e produzem sobre o cenário político um efeito maléfico.
O Crepúsculo da Águia é a trajetória final do rei Henrique II, uma velha águia ameaçada pelos filhotes e golpeada, enfim, por aquele em quem depositara suas últimas esperanças.

Capítulo Um

Era o primeiro diado ano de 1171, e no castelo de Argentan celebrava-se o término do ano velho e davam-se as boas-vindas ao ano novo. O rei estava animado, antegozando
com satisfação sua volta à Inglaterra e seu reencontro com a amante, Rosamund Clifford. Já que sua mulher, a rainha Eleanor, ficara sabendo da existência dela, não havia mais necessidade de manter oculta a ligação. Não que ele, rei da Inglaterra, duque da Normandia e do resto tivesse medo da mulher, embora ela fosse capaz de provocar um escândalo tremendo. 
Sua preocupação era de que Eleanor fizesse alguma vingança contra Rosamund antes que ele pudesse agir para impedi-la. Eleanor deveria saber que ele era o senhor, mas esta era uma conclusão que ela vinha evitando nos 19 anos do casamento dos dois.
Ainda assim, o rei achava que a união deles não tinha sido de todo insatisfatória. Eleanor lhe dera quatro filhos e três filhas uma boa marca - e não era só isso: as ricas terras da Aquitânia, que ela havia levado para o casamento, haviam aumentado seus domínios e tornado o rei da Inglaterra o homem mais poderoso da Europa.
O rei tinha muito por que congratular-se consigo mesmo. Levara de volta para a Inglaterra aquela justiça que o país perdera sob o reinado do fraco Estêvão; conseguira manter suas possessões ultramarinas; arranjara com habilidade o casamento dos filhos - de todos, à exceção de Joana, que estava com seis anos de idade, e de João, que tinha cinco - de modo a tirar das uniões o máximo de vantagem, e de fato era temido e respeitado em todo o seu reino - e em outros.
Embora naquele dia de Ano-Novo estivesse se sentindo benevolente, todos sabiam que o seu mau génio poderia ser despertado a qualquer momento. Então, a pele rosada tornar-se-ia rubra e os olhos ficariam ameaçadores, as narinas se alargariam até que ele ficasse parecendo o leão ao qual tanto o comparavam. O rei jamais conseguira controlar aquele mau génio, e tampouco via qualquer motivo para que devesse fazê-lo. Quando se zangava, queria que todos soubessem. Seus ataques de raiva eram terríveis. Ele perdia todo o controle de seus atos e descarregava a fúria sobre quaisquer objetos inanimados que estivessem ao seu alcance, muitas vezes causando danos a ele próprio. Dizem que rolava no chão e mordia os juncos em ocasiões assim.
- Qualquer dia, quando der um de seus acessos, vai causar danos irreparáveis a si próprio - comentara Eleanor.
Ele se lembrava do brilho no olhar dela, e na ocasião exclamara: - Imagino, senhora, que se eu o fizesse, isso não iria desagradá-la. 
Ela não negara. Sempre fora desafiadora, nunca mostrando medo dele, sempre lembrando-lhe que, embora ele pudesse ser o rei da Inglaterra, ela era a duquesa de Aquitânia.
O rei tinha dúvidas de que ela fosse sentir se ele morresse. Na verdade, o fato deveria até deixá-la satisfeita. Eles tinham um filho para segui-lo no trono. 
O jovem Henrique, já coroado rei, bonito, com todo o encanto imaginável, já vinculando homens a ele pela simples atração de sua personalidade. Era insensato coroar um filho rei enquanto o pai ainda estivesse vivo. Becket se mostrara contra.
- Ah, senhor arcebispo - murmurara Henrique -, terá sido porque não foi o senhor que realizou a cerimônia?









Saga dos Plantagenetas
1- Prelúdio de sangue
2- O crepúsculo da águia
3- O coração do leão
4- O príncipe das trevas
5- A batalha das rainhas
6- A rainha de Provence
7- Eduardo I
8- As loucuras do rei
9- O juramento do rei
10-Passagem para Pontefract
11-A estrela de Lancaster
12- Epitáfio para três mulheres
13- A Rosa Vermelha de Anjou
14-Sol em Esplendor
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O Coração do Leão

Saga dos Plantagenetas






Após a morte de Henrique II, Ricardo assume a Coroa jurando recuperar Jerusalém para o mundo cristão.

Suas campanhas na Sicília, a conquista de Chipre e as vitórias na Terra Santa lhe conferiram fama, mas permitiram que o traiçoeiro príncipe João usurpasse o trono durante sua ausência.
O Coração do Leão revela a natureza deste destemido e romântico monarca, cercado pelo astuto rei Filipe da França, a amargurada rainha Berengária, a amorosa irmã Joana, o rival sultão Saladino e a idosa Eleanor de Aquitânia. O caráter aventureiro de Ricardo levou ao enfraquecimento da instituição monárquica na Inglaterra, abrindo caminho para a crise que seria desencadeada no reinado seguinte.

Capítulo Um

Um Rei É Coroado
A Rainha, depois de dispensar todas as suas amas, ficou sentada sozinha na câmara do rei no palácio de Winchester. O rei morrera, e com a sua morte chegara a libertação do cativeiro no qual ele a mantivera durante muitos anos. Ela estava com 67 anos - uma idade na qual a maioria das pessoas teria se contentado em afastar-se da vida, talvez entrar para um convento onde, se tivesse levado a vida que ela levara, poderia achar conveniente passar os anos que lhe restavam fazendo penitência. Eleanor de Aquitânia, viúva do recémfalecido Henrique Plantageneta, não.
Ela estudou os murais. Tinha sido ideia do rei falecido mandar pintar as paredes de seus palácios com alegorias que representassem sua vida, e aquela era a sala das aguietas. Eleanor se lembrou de uma ocasião em que ele e ela tinham estado juntos naquela sala.
Devia ter sido durante um dos períodos em que houvera uma diminuição do antagonismo que um tinha pelo outro, pois essas ocasiões tinham existido. Uma delas fora na época da morte do filho mais velho, quando a tristeza os reunira - apenas por um curto período. Ela nunca perdoara Henrique por suas infidelidades; ele nunca a perdoara por ter voltado os filhos contra ele. E ali estavam os filhos representados pelas aguietas à espera de matarem o pai de bicadas. Que amargura ele sentira quando as mostrara!
- Seu justo castigo - disse Eleanor, em voz alta. - Seu velho devasso! Espera que eu tenha medo de você, agora que está morto? Falando nisso, quando foi que tive medo de você... ou de qualquer outra pessoa?
Era morbidez de Eleanor ir àquela sala, até mesmo pensar nele; no entanto, como evitar? Ele fora o homem mais importante de sua vida, e tinham sido muitos.
Fora um grande rei, isso ela reconhecia. Se tivesse podido dominar a devassidão, se tivesse compreendido como tratar os filhos, talvez tivesse mantido a devoção da família.Mas ele estava morto e ela precisava esquecê-lo.
Ela nunca fora uma pessoa de olhar para trás, e havia trabalho a fazer. Eleanor gostara de todos os filhos, mas Ricardo sempre fora o favorito. Havia entre eles um elo muito forte, que ela não sentia com nenhum dos outros - nem mesmo com a jovem Joana, a mais nova das filhas. E Ricardo era, agora, o rei da Inglaterra, embora o pai tivesse feito o possível para evitar que ele herdasse a coroa.
Henrique queria dá-la a João. Teria ele percebido, em seus últimos momentos de vida, como tinha sido um tolo ao idolatrar João? Como homens espertos podiam ser estúpidos, às vezes, quando embriagados pelas emoções! No fundo do coração, ele devia ter sabido que João era um traidor, e no entanto recusara-se teimosamente a aceitar a verdade.
João o traíra como Ricardo nunca fizera, porque pelo menos Ricardo tinha sido sincero em sua condenação do pai, enquanto que João o bajulara, elogiando-o enquanto o tempo todo tramava contra ele.
Henrique sabia, é claro, apesar de enganar a si próprio. O que dissera ele a Eleanor quando os dois tinham estado naquela sala?
- As quatro aguietas são meus filhos, que irão me perseguir até eu morrer. O mais novo, meu favorito, será o que mais irá me ferir. Está esperando pelo momento de me arrancar os olhos com o bico.
- Oh, Henrique - disse ela, baixinho -, que tipo de tolo era você?









Saga dos Plantagenetas
1- Prelúdio de sangue
2- O crepúsculo da águia
3- O coração do leão
4- O príncipe das trevas
5- A batalha das rainhas
6- A rainha de Provence
7- Eduardo I
8- As loucuras do rei
9- O juramento do rei
10-Passagem para Pontefract
11-A estrela de Lancaster
12- Epitáfio para três mulheres
13- A Rosa Vermelha de Anjou
14-Sol em Esplendor
Saga Concluída - Baixar em Séries
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