9 de fevereiro de 2016

A Aposta






Resistente e suave, doce e atrevida, aqui está uma história de honestidade e humor para qualquer um que já viveu e amou. 

Scotty Gandy sempre foi um jogador que conta com seu charme preguiçoso do sul para encontrar saídas para situações difíceis.
Com a esperança de fazer fortuna, ele abre uma casa de jogos em proffitt, kansas.
Logo, ele se torna um alvo do movimento pela moderadação liderado pela dona da loja de chapéus, ao lado do seu estabelecimento, A encantadora, ainda que volátil Agatha Downing. O dono do saloon e a modista tímida e recatada são inimigos ferozes!
Até que a inocência de uma criança abra os olhos e os corações de um para o outro.

Capítulo Um

1880
Agatha Downing olhou através da janela de sua chapelaria e viu uma pintura a óleo, em tamanho natural, que retratava uma mulher nua atravessando a rua. Ela engasgou e cerrou os punhos ˗ Esse homem de novo! O que tinha acontecido com ele agora? Já não era suficiente que houvesse instalado sua venda de bebidas incentivando homens honestos a esbanjar o dinheiro suado em jogos de azar na porta ao lado? Agora, trazia quadros de mulheres nuas!
Horrorizada, apertou a mão contra o espartilho de barbatanas de baleias e observou o alegre bando de desocupados que caminhava em sua direção. Lançando exclamações entusiasmadas, os homens abriram caminho em meio a empurrões até o Salão Gaiola Dourada carregando a tela sobre os ombros. A rua era larga e lamacenta e eles levaram algum tempo para cruzá-la. Antes que chegassem ao meio do caminho, todos os homens que estavam na calçada juntaram-se a eles uivando, jogando seus chapéus para cima, proporcionando uma ousada homenagem a este nu digno de Rubens. Quanto mais perto chegavam, mais Agatha pressionava o seu espartilho.
A triste figura, com mais de um metro e oitenta, tinha os braços erguidos aos céus, como se quisesse elevar-se… de frente, voluptuosa e nua como um pássaro recém-nascido.
Agatha afastou a vista de tão desagradável espetáculo.
Por todos os deuses! Sem dúvida nenhuma, todos caminhavam em direção contrária ao paraíso! E, ao que parecia, queriam levar as crianças com eles!
Duas crianças viram os arruaceiros e correram para o meio da rua lamacenta para melhor apreciarem o espetáculo.
Agatha abriu a porta de par em par e saiu na calçada, mancando.
─ Perry! Clydell! ─ gritou para os meninos de dez anos ─ Voltem logo para casa! Escutaram?
Os dois se aproximaram e olharam a Srta. Downing que indicava com o dedo a extremidade da rua.
─ Rápido ─ disse ─ ou eu contarei as suas mães.
Perry White virou-se para o amigo Clydell Hottle com expressão infeliz no rosto manchado:
─ É a velha Srta. Downing.
─ Ah, não!
─ Minha mãe compra chapéus com ela.
─ Sim, a minha também ─ lamentou-se Clydell.
Os meninos dirigiram um último olhar curioso para o quadro da dama desnuda e, relutantes, foram embora arrastando os pés.
Mooney Straub, um dos bêbados do grupo, levantou a voz e gritou para eles:
─ Esperem até terem idade suficiente, meninos!
Risos ásperos acompanharam o comentário, e a indignação de Agatha subiu um grau.
Que gentalha. Não passava de dez horas da manhã e Mooney Straub quase não se aguentava em pé. Lá estava também Charlie Yaeger, que tinha esposa e seis filhos vivendo em uma cabana digna apenas para os porcos; e o jovem filho de Cornelia Loretto, Dan, que o vizinho contratou como crupier do jogo de loteria, fato que envergonhou muitíssimo à sua pobre mãe; e o garçom de aspecto feroz, de espessos cabelos brancos que cresciam apenas na metade esquerda de sua cabeça; e o pianista negro de olhos vivazes que pareciam não perder nenhum detalhe; e George Sowers, que há anos havia enriquecido nas minas de ouro do Colorado e que, perdera tudo com a bebida e o jogo. Lá também se encontrava o "cabeça" de todos eles, o responsável por espalhar essa praga perto de Agatha: o homem que todos chamavam de Scottyy.
Agatha instalou-se na escadaria de entrada da taberna e esperou que a brigada do exército de Satanás abrisse caminho por entre o barro primaveril. Quando chegaram à barra de amarrar os cavalos, Agatha abriu os braços:
─ Senhor Gandy, eu protesto!
LeMaster Scotty Gandy levantou uma das mãos para deter os seus seguidores.
─ Um momento companheiros. Parece que teremos companhia.
Voltou-se lentamente e levantou os olhos para a mulher que assomava sobre ele como um anjo vingador. 
Vestia um vestido cinza desbotado. A saia de pregas austríacas, amarrada atrás, havia sido muito apertada. A anquinha posterior apontava para cima, como a coluna vertebral de um gato assustado. Anexado à cintura sob um par de anáguas, que as mulheres usaram do final do século XIX para avolumarem as roupas na parte de trás, mas caindo retas na frente. As "anquinhas" 









Noiva de Verão

Série Irmãos Ainsworth
-Por que você treme assim? Eu sou tão desagradável para você, Genevieve?

Ela olhou para baixo,
respirando deliberadamente, ainda infinitamente consciente da força e destreza de suas mãos, o calor de seu corpo, de modo muito próximo a ela.
-Nada poderia estar mais longe da verdade..., ela começou, então parou por medo do que esta declaração pudesse revelar.
-Minhas mãos estão simplesmente tocando você e está com medo de mim. Ele franziu a testa, olhando para seu corpo, sua pele. -Perdoe-me, Genevieve. Eu terei mais cuidado. A culpa a atingiu, mas ela não fez nenhum esforço para tranqüiliza- lo. 
Pois foi a ternura de seu toque que lhe pôs em um dilema. Mesmo agora, enquanto ele acariciava suavemente o tecido frio sobre a palma da mão, ela tinha que fechar os olhos para esconder a emoção que a percorria com o contraste entre esse pano frio e o calor de sua própria carne...!

Capítulo um

Parando sua montaria na última crista da subida da estrada, Marcel Ainsworth olhou para cima. Seu olhar estava, inconscientemente, ansiando enquanto avistava a ponta da torre mais alta em Brackenmoore. Marcel teve essa primeira visão da casa com tanto medo e saudade.
Dois anos.
Parecia muito tempo para estar longe de casa e de seus três irmãos, ainda que ele não tivesse nenhum plano imediato de retornar. Ou pelo menos, não até que Benedict o tivesse mandado chamar. Embora ele não soubesse a razão para a convocação de seu irmão mais velho, Marcel não poderia ignorá-lo. Não a Benedict.
Deixar a propriedade da família, Brackenmoore, não tinha sido fácil. Quando Marcel fez isso, sentiu que não havia mais nada que pudesse fazer. O que Genevieve dissera a ele no último dia em Brackenmoore o havia forçado a agir.
Seu peito doía. Mesmo agora, pensando na saudade e desespero que tinha conhecido. A tentação de agir de acordo com as palavras dela, ceder ao desejo que sentiu era muito mais forte do que ele poderia ter imaginado.
Ele não podia ceder a ela. Quando tinha pouco mais de quinze anos o incidente ocorrido o fez perceber que nunca poderia sucumbir à tentação que Genevieve oferecia. Tinha sido pouco depois de Benedict demitir Thomas, um jovem que havia trabalhado como assistente de mordomo de Benedict. Thomas era amigo de Marcel, mas ele estava roubando Benedict. 
Quando Marcel perguntou-lhe por que ele fazia uma coisa dessas, o mais velho tinha olhado para ele com um desprezo que o abalou. Thomas tinha dito a Marcel que tinha feito isso a fim de comprar coisas para uma mulher jovem em particular.
Ele amava esta donzela, faria qualquer coisa para conquistá-la. E agora, ao saber de sua demissão, ela o afastou.
Apesar de sua própria dor pela forma que seu amigo o estava tratando, Marcel disse que o amor de Thomas deveria ter sido suficiente, que ele agora nunca saberia se ela teria o amado por ele mesmo. Amargamente, Thomas se virou, dizendo a Marcel que ele não estava em posição de fazer tal declaração porque ele era um Ainsworth.
Como Ainsworth, Marcel sempre teria qualquer mulher que desejasse, e ele não precisaria fazer nada para conseguir isso. Marcel tinha um nome, mas nunca saberia se ela o queria por si. O que Thomas disse sobre as mulheres era verdade. 
Desde os quinze anos, Marcel observou que elas estavam mais que ansiosas por sua atenção, professando que ele era espirituoso e bonito quando ele se sentia estranho e tímido.
Marcel tinha visto seu amigo ir em silêncio, mas as palavras cortaram profundamente. Elas só reforçaram o que ele sentia na maior parte de sua vida, que ele, Marcel, não realizou nada, não ganhou nada. 
Benedict foi quem, na verdade, ganhou sua posição em Brackenmoore por, abnegadamente, cuidar das terras e povo como seu pai tinha feito.
Marcel teria ficado orgulhoso e realizado ao servir a esse propósito, ainda que só pudesse haver um herdeiro. Ele queria manter essa posição de responsabilidade. Mas ele conseguiria isso através de seus próprios esforços, não ao se casar com uma mulher que teria dele o seu nome.
Certamente os sentimentos que Genevieve tinha por ele tinham mudado. 
Dois anos era tempo mais do que suficiente para ela ver como eles eram inadequados um para o outro, que seu desejo de ser uma Ainsworth não era razão suficiente para que eles ficassem juntos.



Série Irmãos Ainsworth
1- Um Amor Esquecido
2- A Dama da Floresta
3- Noiva de Verão
4- Noiva do Outono
Série Concluída


O Casamento do Século





Primeiro veio o casamento... Depois, a paixão!

Justin Thornborough, nono duque de Thornborough, precisava se casar urgentemente com uma herdeira rica, para livrar a família da falência. 
E a primeira pessoa em quem ele pensou foi Sarah Vangelder, uma milionária americana, que conhecera alguns meses antes, em uma festa. 
Depois que todos os arranjos foram feitos e os termos do casamento colocados no papel, eles se casaram na cerimônia mais esperada do século. Mas o que era para ser apenas um "arranjo" tomou um caminho inesperado quando Sarah descobriu-se apaixonada pelo marido...

Capítulo Um

Sarah Vangelder, passeando por entre os imensos jardins, constatou que acertara quando havia decidido realizar uma visita aos campos ingleses, depois de duas semanas de vida social intensa em Londres. Sim, respirando o ar puro e tranquilo, nos domínios daquele vasto palácio em estilo vitoriano, certificou-se de ter sido uma ótima opção de descanso.
A natureza parecia ter colaborado e abençoando o lugar. Nuvens brancas pontilhavam o céu azul. A grama e as árvores reluziam ao sabor de uma leve e agradável brisa e os famosos canteiros de Swindon estavam floridos, apesar de ainda não terem alcançado seu apogeu de beleza e exuberância, embora a primavera não tivesse começado.
Todos os convidados, ali presentes, pertenciam à mais alta linhagem da sociedade britânica e europeia. Os homens eram quase todos de famílias aristocráticas que contavam mais de quatrocentos anos, bonitos e garbosos em seus fraques e cartolas. 
As mulheres usavam vestidos lindos e extravagantes, modelos da última moda de Paris. Pelo menos, era o que ia pensando Sarah Catherine Vangelder, da rica família dos Vangelder, multimilionários de Nova York. A mulher a seu lado olhou-a, preocupada:
— Não me parece empolgada, Sunny.
Sarah olhou para a madrinha, com um sorriso nos lábios.
— Olhe só quem está falando! Como pode fazer um comentário desses a famosa Kathie Schmidt, de San Francisco, que escandalizou todo o high-society ao andar a cavalo pelo Hyde Park?
— Ora, ora! — ponderou a outra, sem nenhum sotaque americano. — É que agora não sou mais a Kathie Schmidt. Sou Katherine Schmidt Worthington, condessa de Westron, dama de companhia de sua rebelde e sem modos afilhada e sobrinha.
— Pensei que nós, garotas norte-americanas, fôssemos admiradas por nossa determinação e coragem — Sunny retrucou, ainda rindo. — E por nossa fortuna... É claro!
— Mesmo nas camadas sociais mais altas, as boas maneiras são bem-vindas, querida. Se quiser se tornar uma duquesa, deve se comportar melhor.
— E se não quiser?— indagou, depois de alguns instantes.
— Sua mãe passou os últimos vinte anos dando-lhe a melhor educação que o dinheiro pode comprar — lady Westron respondeu. — Será uma pena se tiver perdido tanto tempo...
— Sim, tia Katie. Se me comportar direitinho, posso ver o famoso jardim de inverno mais tarde?
— Não até que a apresente a todos que merecem ser conhecidos. Negócios antes do prazer, minha querida.
Lady Westron continuou a andar por entre os convidados, parando de vez em quando para apresentar à afilhada as pessoas mais influentes presentes àquela reunião.
Sabendo que estava sendo observada com muito rigor, Sunny sorria polida e conversava com toda a educação que achava possuir. Tentou não parecer deslumbrada com tudo o que via, até que foi apresentada a Paul Curzon.
Alto, loiro e simpático, Curzon era o tipo de homem que fazia qualquer mulher suspirar. Após os cumprimentos de praxe, ele disse:
— Foi um imenso prazer conhecê-la, srta. Vangelder.
— Chegou há pouco tempo à Inglaterra? — A pergunta foi acompanhada por um sorriso cativante.
Se não fosse pela rigorosa educação que tinha recebido, Sunny teria pulado no pescoço dele, como se fosse uma mulher vulgar. Em vez disso, murmurou:
— Cheguei de Londres ontem à noite. Antes disso, estávamos viajando pelo continente.
— Se quiser visitar o Parlamento, srta. Vangelder, do qual sou um dos membros, ficarei deliciado em poder servir de cicerone. Não possuo um cargo muito alto, mas ele é suficiente para poder levá-la para tomar um chá no terraço de suas dependências. Achará muito interessante.
— Talvez daqui há alguns dias a srta. Vangelder consiga ficar livre dos vários compromissos que assumiu — lady Westron interrompeu a conversa.
Depois de se desculpar com Curzon, a tia pegou Sunny pelo braço e levou-a para longe.
— O sr. Curzon é o homem mais bonito que já vi em toda minha vida! — Sunny murmurou.
— Sim, mas é o filho caçula de três irmãos... E por esse motivo não herdará o título da família. — lady Westron deu-lhe um olhar de advertência. — Não é o tipo que sua mãe aprovaria para você.
— Entretanto como membro do Parlamento britânico, deve ter algum prestígio — Sunny ponderou. — Meu avô aprovaria com toda certeza.
— O almirante Vangelder não iria querer um homem sem um título de nobreza para sua neta favorita! — lady Westron retrucou, com firmeza. — Venha, quero que conheça lorde Traymore. Um título irlandês, infelizmente, mas um conde é um conde. Além de ser muito charmoso, com ele você terá mais oportunidades.
Obediente, Sunny seguiu a madrinha até o próximo grupo de convidados, apesar de ter prometido a si mesma que escaparia dali, na primeira oportunidade que tivesse, pois queria visitar o jardim antes que fossem embora.
Ela se sentia feliz por ter se livrado da mãe. Augusta Vangelder era uma mãe muito devotada e solícita, contudo possuía ideias inflexíveis sobre como as coisas deveriam ser. Estava de cama numa suíte do hotel Claridge e, por isso, Sunny estava acompanhada da tia e madrinha, que era muito mais liberal e podia ser considerada uma verdadeira amiga.
Lady Westron conhecia todos os presentes e fazia alguns comentários, às vezes bastante engraçados, sobre eles, antes de apresentar a Sunny, fazendo com que a sobrinha tivesse de segurar o riso.
— Onde está o duque de Thornborough? Gostaria de conhecer nosso anfitrião tão prestativo — Sunny indagou.
Lady Westron olhou ao redor e depois apontou com ura gesto de cabeça.
— Aquele ali... Alto...

Coleção Barbara Cartland


 Ritz de Paris
A vida mundana da Cidade Luz, no final do século passado, fervilhava com a concentração, em seus cafés, restaurantes, teatros e mansões, de pessoas ricas e famosas.
Nobres e plebeus, artistas e escritores, damas da sociedade e atrevidas cocottes mesclavam-se num desfile bizarro, que cortava todos os dias, com pompa espetacular, os grandes bulevares, atraindo olhares admirados e invejosos de homens e mulheres. E foi nessa apaixonante Paris, em um suntuoso quarto do requintadíssimo Hotel Ritz, que Vilma encontrou o homem que fez bater mais rápido seu pequeno coração de moça jovem e inocente...

 A Vingança do Conde
Tudo era uma farsa! 
Mas não havia como ficar imune ao charme da bela Raina
Charles Lyndon, depois de ver seu pedido de casamento recusado por uma aclamada beldade de Londres, oferece mil libras a Raina, irmã de um ex-colega seu que está à beira da falência, para ela representar o papel de sua noiva.
O plano é torná-la um grande acontecimento nas festas londrinas, a fim de provocar ciúme na ex-amada. Muito bem vestida, com modos finos e educados, Raina conquista a alta sociedade e é, de fato, aclamada a mais bela da temporada. 
Só que para Charles agora não basta que Raina seja apenas uma noiva de mentira. Quer por todos os meios conquistar seu coração!

 Estrela Cadente
O amor chegou de repente...
Lorde Linwood planeja o casamento de sua filha Flávia com o conde de Haugton por conveniências políticas. Ela, porém, não ama o conde, e seu maior sonho é se casar por amor. Flávia tenta de todas as maneiras evitar o casamento, mesmo que isso contrarie o desejo do pai. Mas ao conhecer o noivo descobre-se apaixonada por ele.
Seria mesmo um amor de verdade, ou apenas um encanto passageiro, como o de uma estrela cadente?


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6 de fevereiro de 2016

Onde a Paixão nos leve



A bela jovem Rosalie Belleau foi levada a um aristocrático mundo de luxo e complexas intrigas quando o mais notório e atrativo libertino de Londres, lorde Randall Berkeley, a sequestra acreditando que ela estava disponível para qualquer homem que a desejasse. 

Mas antes que Randall compreendesse seu engano, ficou marcado por seu desejo… E perdido seu coração para essa moça tão diferente de qualquer outra que tenha conhecido antes. 
Rosalie e lorde Randall, não sabiam nada um do outro… Até que as chamas da paixão iluminaram seu caminho através de um labirinto de perigo… Para chegar às deslumbrantes alturas do êxtase…

Capítulo Um

Para um coração jovem sedento de paixão e aventuras, aquela não era vida. Não havia nada que alterasse a rotina dos longos e entediantes dias de trabalho de Rosalie Belleau, não recebia as carícias de um amante, não desfrutava de nenhuma noite de risadas e danças, muito menos o sabor do vinho ou o efeito embriagador da liberdade ocasional. 

Não tinha outro recurso para escapar da monotonia senão por seus sonhos. Mais lamentável ainda, era sua imaginação empobrecida que com muita dificuldade não saberia com o que sonhar se não fosse por Elaine Winthrop, que lhe falava de uma existência que Rosalie só poderia invejar. 
Elaine, só um ano mais jovem que Rosalie, mas muito mais experiente, trazia-lhe fofocas e descrições esplêndidas dos bailes aos quais assistia os personagens deslumbrantes que lhe apresentavam e os numerosos prazeres que reservava Londres.
Embora a temporada estivesse a ponto de acabar e o verão já se apresentava com explendor, o ritmo febril de Londres apenas tinha diminuído e Rosalie ardia com a febre da juventude frustrada. 
Não era capaz de mudar sua situação e lhe faltava paciência para aguentar seu destino estoicamente. Devagar, tranquilizou-se com o morno e úmido ar primaveril e se afundou em suas fantasias. 
Um dia, sonhava Rosalie, despertaria pela manhã e os dias já não seriam cinza como até então, mas sim de uma cor intensa. Um dia, o sangue correria por suas veias com a doçura do champanhe. Um dia fugiria de sua prisão invisível e encontraria alguém a quem amar, um homem que a adoraria e respeitaria, que lhe permitiria ser amiga, mulher, companheira e amante. 
Um homem com o qual compartilharia seus sonhos, um homem que despertaria nela as emoções mais intensas e a acompanharia pelo mundo lhe ensinando suas maravilhas, absorvendo cada imagem e som. Um dia, tudo mudaria.
Quando esse dia chegou, não teve nada haver com o que ela tinha esperado.
Rosalie quase nunca encontrava tempo para conversar a sós com sua mãe Amille, mas quando surgia uma oportunidade, ambas a apreciavam e desfrutavam com prazer. A sua relação era bem especial, já que podiam falar não só como mãe e filha, mas também como amigas. Amille era a pessoa mais importante no mundo de Rosalie, e entendia as necessidades, perguntas, anseios e medos de sua única filha embora fossem muito diferentes dos seus próprios. 
De aspeto eram muito parecidas, duas mulheres miúdas e morenas, mas muito diferentes por dentro. Amille via a vida com um enfoque pragmático, enquanto que Rosalie era uma idealista, e quando fez vinte anos compreendeu de forma intuitiva que as causas de suas diferenças estavam além da idade e da experiência.
Amille era estável como uma rocha e amava a ordem. Embora instruída, necessitava de imaginação, enquanto que as emoções e os pensamentos de sua filha sempre pareciam levantar voo ou despencar no precipício.
 Por muito que Rosalie se esforçasse em controlar suas ânsias pouco ortodoxas, sabia que estava condenada pela vida a procurar emoções fortes e dar rédea solta a seus sentimentos.









Coleções Barbara Cartland


 O Magnífico Marquês
Delisa quis fugir de um casamento arranjado, mas caiu nos braços de um homem sem escrúpulos!
Depois de sofrer ameaças do pai, que deseja casá-la com um rico conde francês, Delisa percebe que sua única saída é fugir de casa. Quando vê uma bela carruagem à porta da mansão, percebe que esta é sua chance de livrar-se do incômodo casamento. Mas o que Delisa não sabia era que estava pondo em risco, além de sua vida, sua reputação.
A carruagem pertencia a ninguém menos do que ao marquês de Harlington, um dom-juan inveterado, com fama de terrível conquistador, que não respeitava nem as mulheres casadas...




A Maldição do Diamante
A luta de um homem para provar que era digno de um amor sincero.
Movida por uma forte tentação, lady Paola Forde abriu por um instante o embrulho que continha a jóia. Ficou encantada! A pedra parecia conter o sol em seu interior. Paola compreendeu, então, por que o marquês Di Lucca e ela estavam ameaçados de morte. A ambição desmedida marcara a disputa pela posse do raro diamante, culminando na maldição ao seu possuidor.
Contagiada pelos fluidos maléficos da jóia, a inocente Paola aceitara ficar ao lado do marquês, tido por todos como imoral e mulherengo!


Os Caminhos da Paixão
O amor e o destino têm caminhos tortuosos, porém que levam à felicidade suprema!
Lady Zelda, disposta a descobrir por que o pai está na miséria, começa uma investigação por conta própria. E a maior suspeita de ter roubado seu pai é a contesse de Courché. Consegue, então, um emprego como sua secretária particular, e passa a fazer sua pesquisa. Mas surge um problema inesperado: o belo marquês de Buckwood. Qual seria o envolvimento dele com a contesse? Perguntava-se Zelda, já irremediavelmente apaixonada por esse homem.


Três dias para o Amor
A cobiça e o poder impedindo o futuro do amor.
Olhos nos olhos, Lyla e o conde de Hallington nem se preocupavam com os amigos que os observavam com curiosidade. Haviam acabado de se conhecer, mas já sabiam que o tempo deles era muito pequeno. Se não conseguisse deter a fúria de seu primo e inimigo mortal, Basil Ling, o conde não mais estaria ali no dia seguinte. Por mais que quisesse, as juras de amor e os beijos enamorados fariam parte de uma romântica história de amor, sem futuro...

Um Desafio para o Duque
“Não quero ser uma debutante bem-comportada e aborrecida”, gritou lady Lenita, para o duque de Rockcliffe. “E quanto ao meu casamento, caro tutor, não aceitarei um noivo arranjado, só me casarei por amor!”. O duque bem que quis colocar sua estouvada e atraente pupila sobre os joelhos e dar-lhe umas palmadas, mas viu seus grandes olhos cheios de pavor e decidiu: não a forçaria a nada, até que essa emoção que o invadia cada vez que se fitavam fosse esclarecida. Não seria o carrasco da mais adorável mulher que conhecera na vida...

Um Minuto para Amar
Ao concordar em participar de um plano de contra espionagem, Lisa não imaginava conhecer o homem de sua vida! Ao viajar de férias com o tio para um pequeno país dos Bálcãs, Lisa se envolve num jogo perigoso para enganar os russos: concorda em fingir ser a noiva do príncipe Nikos, sem nem sequer conhecê-lo. Porém, quando o vê pela primeira vez, sente-se realmente apaixonada por esse homem bonito, gentil e atraente.
Só que Lisa sabe que seu noivado com o príncipe de Cavala é apenas uma farsa. Afinal, ele já está comprometido com outra mulher...


Uma Impostora Adorável
Disposta a lutar pelo amor, Sílvia não hesitou em tomar o lugar de sua prima no altar. 
Quando o padre abençoou o casal que havia pouco se tornara marido e mulher, Sílvia baixou os olhos, trêmula. Os presentes na cerimônia perceberam o gesto sutil, e compreenderam a tensão da noiva. Afinal, ela estava se casando com o marquês de Craigmere, o partido mais disputado na sociedade londrina. Para Sílvia, porém, seu tremor era causado por outro motivo: não poderia ocultar do marquês por muito tempo que seu nome e sua identidade eram falsos...

Uma Nobre Cigana
O amor aconteceu quando Bela menos esperava...
Fugindo de um casamento arranjado, Bela se refugia num acampamento cigano, onde se vê transformada num autêntico membro do grupo. Para garantir sua segurança, eles emprestam-lhe roupas típicas e tingem seu cabelo de preto. O que Bela jamais imaginara era encontrar ali o grande amor de sua vida...
Porém, havia duas grandes barreiras para concretizar esse amor: além de ser uma fugitiva, com certeza o marquês de Chorlton jamais se interessaria por ela.Afinal, ele a julgava uma simples cigana!


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29 de janeiro de 2016

Homem de preto

Série Collins Creek



Eles passaram a noite juntos... Em uma prisão no Texas.

Eles se conheceram em circunstâncias estranhas, mas, antes do amanhecer, o xerife Brace Caulfield sabia que Sarah Murphy cabia-lhe em todos os sentidos. 
Esta mulher incrível estava tão determinada a salvar seu sobrinho que estava colocando sua vida em perigo... E a única maneira de protege-  la seria casar com ela.
Suas estrelas deviam ter guiado Sarah Murphy para seguir seu cunhado para Benning, Texas.
 Foi lá que ela conheceu o xerife Brace Caulfield, um homem impressionante e atraente, decidido a protegê-la...

Capítulo Um

Benning, Texas 10 de abril de 1901
Brace Caulfield sacou seu revólver e apontou para o alvo que estava sob uma árvore, em uma clareira ao norte do povoado. Iluminada pelos raios da lua que se infiltrava entre as nuvens, completamente imóvel, a figura vestia uma camisa clara e umas calças escuras que se moldavam a sua esbelta silhueta como uma luva.
Os longos cabelos escuros delatavam seu sexo. Isto e também a estreita cintura e cadeiras arredondadas.
—Posso ver sua estrela. Adiante, xerife, dispare —disse ela—. Quer que avance uns passos e lhe facilite o trabalho?
Brace baixou a arma e murmurou enquanto voltava a embainhá- La.
—Venha até aqui, senhora —disse com dureza.
A mulher obedeceu lentamente. Talvez, pensou Brace, para demonstrar que tinha o controle sobre seus movimentos. Caminhando cuidadosamente pela colina e olhando onde pisava, aproximou- se e se deteve a uns metros.
— Quem é você? —perguntou ele. Sua voz era forte e seu tom, estridente. Jamais havia apontado uma mulher, e se sentia furioso contra aquela desconhecida que o havia obrigado a fazê-lo.
—Não precisa saber —respondeu ela—. Não permanecerei aqui mais tempo do que leve a recuperar meu cavalo e montar.
—Que estava fazendo na cidade, saindo pela porta de trás do hotel?
A havia visto sair e pensara que era um homem. Mas agora podia ver as proeminentes curvas femininas sob a camisa clara. Uma mulher totalmente formada, não a menina por quem a havia tomado uns momentos antes.
—Nada ilegal —disse ela—. Só estava procurando a alguém.
—Quase todo mundo usa a porta principal — replicou ele.
—O homem que estava procurando não quer ser visto. E eu sabia que se abandonasse o hotel o faria pela porta dos fundos.
Brace apoiou a mão na cintura, sobre a pistola que descansava pesadamente contra sua perna, e olhou a mulher com olhos desconfiados.
—Estava procurando um homem —disse, em um tom ainda mais áspero e estridente.
Era uma afirmação, não uma pergunta, e a mulher se limitou a dar de ombros. Não parecia disposta a dar mais informação.
—A quem? —a pressionou ele, suavizando um pouco a voz, ao que, paradoxalmente, o fazia parecer mais ameaçador.
—Não creio que necessite saber —disse ela—. Se vai disparar, adiante. Se não, não tem nenhum motivo para impedir que eu monte em meu cavalo e saia da cidade.
—Deixou seu cavalo atrás quando saiu do hotel —sinalizou ele, tocando com um dedo a aba do chapéu. Com o mesmo dedo apontou à direita, onde as luzes dos locais se alinhavam à saída principal—. Está atado diante do armazém.
A mulher mordeu o lábio e olhou a direção apontada.
—Quem lhe disse?
—Meu ajudante. Pensei que voltaria pela égua, e deixei Jamie vigiando, esperando vê- La aparecer.
Ela se virou bruscamente e começou a andar.
—Então não convém deixa- lo esperar, não é verdade?
Ele pôs- se a andar atrás dela, perguntando- se como não havia reconhecido no instante que a figura dela havia seguido pela cidade que não era um homem. Agora que podia vê- La por trás, via que era impossível não perceber as diferenças.
A mulher caminhou pela calçada, junto aos comércios fechados e as portas oscilantes do saloon, de onde saía o barulho alto de música e vozes. O armazém estava às escuras, pois o dono havia horas se fora, e em frente estava atada a égua, encilhada e pronta para montar.
—Encontrou o homem? —perguntou Brace enquanto ela liberava a sua égua.
A mulher se voltou para ele com as rédeas nas mãos.
—Não. Se houvesse encontrado, haveria ouvido um disparo, xerife. O teria matado —com um rápido movimento estava sentada na sela.
Brace deu um longo passo até ela e agarrou as rédeas.
—Um momento, senhora. Não pode fazer uma declaração como esta e desaparecer.
—Não pode prender- me xerife —disse ela, mas não se moveu. Talvez temesse por em perigo a boca da égua se tentasse arrebatar-lhe as rédeas—. Não burlei nenhuma lei.
—A intenção é razão suficiente para que a interrogue.
Ela sacudiu a cabeça. A luz da lua se refletiu em seus escuros cabelos e sua pele reluziu como o marfim.
— Está tão necessitado assim de uma mulher? 
 
Série Collins Creek
1- Uma Oportunidade para Amar
2- Um Texano Sedutor
3- Irresistível sedução
4- Faltou dizer eu te amo
5- Homem de preto
6- Redenção
Série Concluída

Meu escandaloso Visconde

Série O Clube Inferno


Conheça os valentes homens do Clube Inferno, que estão enfrentando seu maior desafio.
O casamento!

Sebastian, Visconde de Beauchamp, vive guiado por um código de honra, e agora essa mesma honra lhe diz que deve se casar com a senhorita Carissa Portland.
Não se arrepende de ter roubado um beijo dessa adorável intrometida..., e um adequado castigo por meter aquele delicioso nariz onde não devia. 
Mas agora, flagrado em uma situação comprometedora, sabe que deve torná-la sua esposa. Ele já havia enfrentado o perigo antes... Mas nada comparado a isso!
Carissa não é fofoqueira..., apenas uma..., ‘dama da informação’. E tudo o que ela estava tentando fazer era avisar o libertino Beauchamp sobre um marido furioso. Mas nem sequer ela pode alardear isso para a sociedade, e enquanto sua cabeça lhe diz que Beau é um notório sem-vergonha, o coração – e o corpo – está cativado por aquele perigoso encanto. 
Mas, à medida que Carissa vai se aproximando da espionagem, o segredo que descobre sobre o Clube Inferno pode, inclusive, acabar sendo mais perigoso do que se apaixonar pelo próprio marido.

Capítulo Um

Algumas pessoas neste mundo (tolos) ficavam satisfeitas cuidando da própria vida.
Mas a senhorita Carissa Portland não era uma delas.
Sentada entre as primas, as formidáveis Filhas Denbury, com a preceptora, a senhora Trent, roncando levemente no outro extremo, varreu a audiência com os delicados binóculos de ópera, à qual estavam presentes mais ou menos mil pessoas no sábado à noite, no Teatro Covent Garden.
Sem dúvida, os pequenos dramas, comédias, farsas e joguinhos da audiência eram bem mais interessantes do que qualquer coisa que acontecesse no palco. Além do mais, conhecer todos os demais segredos da alta sociedade parecia a forma mais segura de proteger os próprios.
Examinando os três níveis de palcos dourados, esquadrinhou pausadamente a plateia, enquanto as lentes dos binóculos das outras damas piscavam o olho de volta. Como dominava a linguagem dos sinais, também, procurou aqueles tímidos sinais nos quais uma dama discreta poderia enviar uma mensagem para um amante.
Hmmm..., bem ali. Lady S. – sentada ao lado do marido, havia acabado de abrir o leque com uma batida e fazer um arco para o Coronel W. – que havia acabado de chegar com os companheiros de regimento. O mequetrefe uniformizado sorriu com malícia ao receber o convite. Carissa semicerrou os olhos. O homem tinha olhos verdes, típico. Melhor ter cuidado com ele. Aleatoriamente, escolheu outros diferentes rumores daqui e dali: a Condessa Jeweled, por exemplo, corria à boca pequena que ela estavade namorico com o lacaio; e aquele senhor, político, que havia tido gêmeos com a amante que jurou de pés juntos que não tinha.
Dos extremos opostos da sala, dois ramos de uma mesma família – Feuding – fulminavam uns aos outros com o olhar, enquanto na parte de baixo, um notório caça-dotes jogava um beijo sutil para a herdeira de algum invasor estrangeiro, que aparentemente possuías algumas carvoarias.
Tsc, tsc, pobre homem, pensou, quando a ocasional espionagem recaiu na triste figura de um marido enganado que havia apresentado queixa contra o sedutor da esposa.
Bom, as demais acompanhantes da frisa onde estavam exibiam seus produtos em decotados vestidos e pareciam mais do que dispostas a consolá-lo.
Humpf! – pensou Carissa.
De repente, aquela exploração da plateia chegou a um ponto morto em uma frisa em particular, no segundo nível, à esquerda.
Ela deixou escapar um suspiro. Ele está aqui!
No ato, seu nécio coração começou a bater com força. Oh, meu Deus!
Contornado pela lente do delicado binóculo, lá estava ele, recostado na cadeira, os musculosos braços cruzados sobre o peito...
E o olhar cravado nela!
Um sorriso malicioso se abriu lentamente no rosto dele, e só para confirmar que, oh, sim, viu que ele a comia com os olhos, aquele bonito demônio lhe enviou uma saudação um tanto descarada.
Ela soltou um assobio quase felino e e soltou o impertinente binóculo no colo, como se tivesse se queimado com ele.
Jurou que não voltaria a tocar nele até que o público soltasse uma nova onde de riso.
Oh, que inferno! Remexeu-se no assento, aflita, e olhou em volta inquietamente. É claro que não estavam rindo dela, embora provavelmente ela merecesse.
Ao diabo com ele, com aquele olhar malicioso que a fez se sentir como uma prostituta.
Para a própria consternação, Carissa Portland estava se sentindo secretamente fascinada por um libertino.
Mais uma vez.
De onde vinha aquela fraqueza, aquela suscetibilidade vergonhosa por um homem atraente? Ela estava desesperada para descobrir.
Talvez devesse culpar seu cabelo castanho.
Os ruivos eram conhecidos por ter uma natureza mais apaixonada.
Provavelmente uma bobagem, admitiu, mas soava como uma boa desculpa.
E qual era a desculpa dele? Bom, nem se incomodou em procurar uma. Um semideus de ouro caminhando sobre a terra como um filho desgarrado de Afrodite não precisava de desculpa. Encanto, agudeza, incrivelmente atraente, com um sorriso que poderia derreter as placas de gelo do Mar Nórdico.
Sebastian Walker, Visconde de Beauchamp, poderia ter conseguido o que bem quisesse. Ele era o Conde de Lockwood, conhecido na alta sociedade como Beau.
Os dois haviam se conhecido fazia algumas semanas através de amigos em comum: suas amigas mais próximas, Daphne e Kate, estavam casadas com companheiros dele do Clube Inferno, Lorde Rotherstone e o Duque de Warrington. Frequentavam os mesmos círculos e, é claro, havia ouvido falar sobre a reputação dele. Quase saíra no tapa com ele não fazia muito tempo. O besta havia lhe dado um escandaloso beijo!
Em público!


Série O Clube Inferno
1- Meu Perverso Marques
2- Meu perigoso duque
3- Meu Irresistível Conde
4- a revisar
5- Meu escandaloso Visconde

24 de janeiro de 2016

Força Invasora

Série Chefes Vikings



A conquista de um guerreiro!

O toque marcial vindo de um ponto não muito distante e o reflexo do sol sobre os fios das espadas nórdicas foram o suficiente para Sela se firmar sobre as areias trepidantes à beira-mar.
Navios apinhados de guerreiros prontos para a batalha se aproximavam, mas o que deixou Sela apavorada não foi a conquista iminente.
Ela temia a própria reação ao se confrontar com a face arrogante e o corpo musculoso de Vikar Hruston, o líder das forças invasoras... e seu ex-marido.

Capítulo Um

DC 794, Noruega Central 
— Preparem os escudos! Ergam as lanças! Desembainhem as espadas! As torres da fortaleza de Bose the Dark assomam no horizonte — gritou Vikar Hrutson, jaarl de Viken, para seus homens.
— Você está tomando um passo sério, Vikar — disse Ivar, com a voz baixa. — E se estiver errado? E se Bose quiser manter a paz com Viken? Vikar observava as terras com suas entradas e ilhas rochosas quando fitou seu companheiro jaarl e também um líder viking.
— Bose só está em paz quando está dormindo. A batalha em Rogaland foi só o começo. Ele rompeu a trégua e declarou guerra.
— Será que Thorkell concorda com isso? — indagou Ivar, inquieto. — Foi pura sorte pararmos em Rogaland. Minha irmã e o marido não conseguiriam enfrentar uma invasão sozinhos.
— Os vikings venceram em Vinken. — Seu escudo e sua espada derrubaram Hafdan. Ele podia estar agindo sozinho, velejando dentro dos próprios padrões.
— Apenas um homem poderia ter ordenado a invasão. Ele ainda está vivo e suas terras intactas. — Vikar segurou com mais firmeza na balaustrada do navio e olhou na direção de onde surgiam as imensas muralhas no meio do fiorde.
— Foi Bose the Dark que ordenou a invasão, a destruição. Hafdan nem ousaria respirar sozinho, imagine se atacaria a propriedade de um jaarl de Viken, a menos que tivesse recebido ordens para tal. Eu avisei a Thorkell que Bose atacaria de novo. É um prazer saber que estou certo.
— Thorkell não devia ter deixado Bose viver. O que ele fez a Haakon foi absurdo! Ele deveria saber que Bose não ficaria contente no norte. — Ivar bateu com o punho na balaustrada. — Não sou um profeta, mas consigo antecipar as atitudes do rei. Haakon está vivo e tem sucesso. Nosso amigo está muito feliz com sua nova esposa e filho. — Vikar deu de ombros.
— Bose torceu as palavras a seu favor. Ele só entende de guerras. Mas dessa vez, ele vai perder... Tudo. — E quanto a Thorkell? Qual será a atitude dele depois do ataque à aldeia de Bose?
— Ele irá me recompensar. Bose rompeu a trégua. Dessa vez vou puni-lo. — A brisa afastou o cabelo longo do rosto de Vikar.
— A batalha será longa e sangrenta, meu velho amigo, mas estaremos sob a proteção de Thor e Tyr. É um perigo subestimar Bose. Ele é um grande estrategista, tão escorregadio e cheio de truques quanto Loki.
— Se você está dizendo, eu acredito. — Ivar tocou o nariz num gesto de quem está de acordo. — Você já foi casado com a filha dele.
— Ainda bem que foi uma união que durou pouco. Vikar se recusava a pensar sobre sua ex-esposa. Será que ela estaria lá com aquele longo cabelo loiro, corpo curvilíneo e tentador e toda sua teimosia? Ou será que havia se casado de novo? Quem mais gostaria de ser o cachorrinho de estimação de Bose? Vikar prendeu o olhar nas torres entalhadas. Hoje já não tinha mais importância. Ela era o símbolo de tudo que uma mulher podia ter de errado e por isso ele não pretendia se casar de novo.
— É verdade que a filha de Bose nunca mais frequentou a corte de Thorkell depois do divórcio? E que a edificação principal da propriedade de Bose foi construída com os ossos dos selvagens que se rebelaram e lutaram contra ele?
— Os remadores contam muitas fábulas. — Vikar saiu da balaustrada e dirigiu-se para a proa do navio, de onde podia ver melhor a vela vermelha e nova se inflar com o vento. Era uma vela digna de um dos líderes dos jaarl s em Viken, um homem que tinha feito fortuna com apenas uma batalha no verão anterior, alguém cujas proezas eram cantadas em versos e prosas dos trovadores.
Ouviu-se de repente o som de uma corneta Giallarhorn ecoar pelas pedras do fiorde. Os navios haviam sido vistos pelo inimigo. A batalha começaria assim que Vikar e seus homens pusessem os pés em terra firme.
— O que você está planejando, Bose the Dark, do alto de sua esplêndida fortaleza? Imagino que você já esperava por isso. Aliás, você estava ansioso — falou Vikar, contraindo o maxilar e segurando o punhal da espada.
— Não sou mais o guerreiro ingênuo que se casou com sua filha há muito tempo. Vamos nos encontrar de novo e, dessa vez, Bose, só haverá um vencedor.
— Velas à vista na entrada do canal. Um barco-dragão ou talvez mais. — Sela procurou ficar calma ao entrar nos aposentos de seu pai.
Diferente do salão nobre, o quarto era ricamente decorado com peles e tapeçarias, e bem no meio havia uma cama gigantesca onde Bose the Dark estava deitado.
Ela franziu as sobrancelhas enquanto o pai, paralisado de um lado, lutava para se sentar. E pensar que ele tinha sido um homem tão forte há apenas alguns meses antes da desgraça acontecer.
Tratava-se de uma maldição, sussurravam as vozes pelos cantos escuros da fortaleza.
A sorte lendária de Bose tinha terminado. Sela ignorava os comentários. Seu pai já havia sofrido o suficiente.
— Eles estão vindo em paz?

Série Chefes Vikings
1- Coração Bárbaro- editora
2- Força Invasora - Editora
1-A amante do Viking- traduzido
2-A Paixão de Um Guerreiro
3- Uma Princesa Indomável
Série Concluída

20 de janeiro de 2016

Os Doces Anos



Quando Linnea chega a Álamo não imagina que o homem irritado que a recebe na estação de trem se converterá em seu grande amor. 

Com apenas dezoito anos, a veemente e alegre Linnea é a nova professora e está determinada a conquistar um lugar na família que a acolhe assim como dentro da comunidade. Theodore é um agricultor de trinta e quatro anos que vive com sua mãe e seu filho de 16 anos de idade. 
Tal como outros agricultores, Teddy está principalmente preocupado com a colheita, e quando Linnea vem viver em sua casa, ele se sente invadido e irritado porque ela não respeita as regras tácitas da comunidade. 
Lentamente, em meio às tarefas diárias, um profundo amor surge entre eles. Assustados com a diferença de idade entre ambos, Teddy tenta ficar longe de Linnea. Mas ela está pronta para aceitar o desafio, porque sabe que ele é o seu destino.

Capítulo Um

Não estava adormecida nem acordada: Linnea Brandonberg se achava em um estranho estado de fantasia induzido — desta vez — pelo estalo continuo e rítmico que se transmitia através do chão do trem. Em posição recatada, com os joelhos juntos, olhava frequentemente os pés para admirar os sapatos mais bonitos que já vira, com ponteiras de couro brilhantes e lisos, de couro de cabra negro cobrindo não só os pés, mas também uns quinze centímetros da panturrilha. 
O assombroso era que não possuíam botões nem laços, mas se ajustavam por meio de uma longa tira de elástico forte que ia da metade da tíbia até debaixo do osso do tornozelo, a cada lado. Mas o mais importante era que se tratava dos primeiros sapatos de salto alto que tinha. Só somavam dois centímetros e meio a sua estatura, mas muito mais anos a sua maturidade.
Isso esperava.
Ali estava ele na estação, esperando para recebê-la: um diretor escolar de tirar o fôlego, conduzindo uma elegante carruagem Stanhope para dois, puxada por dois reluzentes baios...
— Senhorita Brandonberg?
Sua voz era rica e cativante e um sorriso deslumbrante iluminava o bonito rosto. Tirou o chapéu alto, deixando ver um cabelo da cor do centeio ao entardecer.
— Senhor Dahl?
— A suas ordens. Estamos encantados em recebê-la, por fim, conosco. Oh, por favor, me permita... levarei sua mala! — Quando colocou a bagagem no baú da carruagem, ela percebeu quão bem se ajustava a jaqueta negra do traje aos ombros bem formados e quando se voltou para ajudá-la a subir, ela
notou que ele usava um colarinho de celuloide novo em honra a ocasião. — Agora, tome cuidado.
Ele tinha umas mãos maravilhosas, de longos e pálidos dedos, que seguraram solícitos as suas quando a ajudou a subir.
— Senhorita Brandonberg, a sua esquerda verá a ópera, nosso estabelecimento mais novo, e espero que, à primeira oportunidade, possamos assistir juntos a uma apresentação.
Um látego fino estalou sobre a cabeça dos animais e eles arrancaram. O cotovelo do homem se chocava levemente com o seu.
— Uma ópera! — Exalou, com feminina surpresa, apoiando com delicadeza os dedos sobre o coração. — Não imaginei que aqui houvesse um teatro de ópera!











19 de janeiro de 2016

Não é só Sedução

Série Bastion Club


Em um momento de descuido, Gervase Tregarth, 6º conde de Crowhurst, jura que vai se casar com a próxima dama elegível que cruzar seu caminho.

Enclausurado em seu castelo que outrora fora de seus ancestrais, em Cornwall, sem nenhuma mulher adequada por milhas de distância, ele jamais espera ter de cumprir sua promessa, não pelo menos até a temporada de Londres começar. 
Mas, então, ele conhece sua vizinha, a muito atraente Madeline Gascoigne. Anos de serviço secreto à Coroa ensinaram a Gervase o valor de ter sempre uma brecha - não haverá casamento se ele e Madeline forem incompatíveis de alguma forma.
Assim, ele se propõe a provar que eles fariam o mais terrível dos casamentos... , atraindo-a nos braços e, finalmente, sua cama.
Desde o primeiro beijo, Gervase descobre que e a teimosa e independente Madeline não é a dócil moça do campo... e que o fogo entre eles vai queimar muito além daquela primeira sedução.

Capítulo Um

Princípios de Julho de 1816 Castelo de Crowhurst, Cornualha
— Como diabos destruíram o moinho? — Gervase Tregarth, sexto conde de Crowhurst, passeava nervoso em frente à lareira, no elegante salão do castelo de Crowhurst. A exasperação de um homem empurrado até os limites da frustração estava em seu rosto, seu tom e cada passada de suas longas pernas. — E tenho que pensar que elas também estavam atrás de tudo o mais? — As valas quebradas, as embarcações arruinadas, a confusão com os grãos, a inexplicável vibração dos sinos da igreja à meia noite? Virou-se e dirigiu o olhar claramente interrogativo a sua madrasta, Sybil, com os duros olhos cor de avelã.
A mulher, sentada no divã com um xale de seda sobre os ombros, olhou-o por sua vez com expressão vazia, como se não compreendesse tudo o que Gervase queria dizer, ainda que ele soubesse que não era assim.
Na realidade, Sybil pensava como poderia responder-lhe, porque sabia que ele estava a ponto de perder a paciência e preferia evitá-lo. Gervase apertou mais ainda os olhos.
— Foram elas, não? Claro que foram elas. Sua voz se tornara um grunhido; os últimos meses de inúteis viagens a Londres para ser chamado de volta à Cornualha ao fim de poucos dias para solucionar alguma inexplicável calamidade, passaram por sua mente crispando ainda mais seus nervos.
— Que demônios acreditam que estão fazendo? Não gritou, mas a força que havia atrás de suas palavras bastaria para fazer soçobrar uma mulher mais forte que Sybil. Gervase respirou forte e tentou reprimir a fúria que brotava em seu interior. Com ― elas se referia as suas três meias-irmãs, as filhas de Sybil, que, nos últimos tempos, se converteram em sua cruz. Belinda, Annabel e Jane puxaram ao pai, assim como Gervase, razão pela qual Sybil, a dócil e afável Sybil ruiva e delicada, era totalmente incapaz de controlá-las.
As três eram mais inteligentes, astutas e agudas do que ela e também mais enérgicas, atrevidas e extrovertidas, em definitivo, mais seguras de si mesmas. Gervase, por sua parte, tinha um caráter similar ao das três jovens, pelo que sempre foram muito unidos.
Como todas adoravam seu único irmão mais velho, ele se acostumara que estivessem sempre ao seu lado, ou ao menos que agissem seguindo uma lógica própria dos Tregarth que ele podia compreender.
Porém, nos últimos seis meses passaram de adoráveis, ainda que travessas jovens descaradas e buliçosas as quais queria tanto, a umas harpias inspiradas pelo demônio, cujo principal objetivo na vida era deixá-lo louco. Sua última pergunta fora retórica.
Se ele não podia compreender o que empurrara suas queridas irmãs a perpetrar aqueles seis meses de tumulto, não acreditava que Sybil pudesse fazê-lo. Mas, para sua surpresa, a doce mulher abaixou os olhos e brincou com as franjas de seu xale.
— Na realidade... — alongou a palavra e o olhou, — creio que é pelo que aconteceu com as jovens Hardesty.
— As jovens Hardesty? — Gervase parou e franziu o rosto, enquanto se esforçava para lembrar-se delas. — AS Hardesty de Helston Grange? Sybil concordou. — Robert Hardesty, lorde Hardesty agora que seu pai faleceu, foi a Londres em setembro e regressou com uma esposa. A recordação que Gervase tinha de Robert Hardesty era a de um imaturo jovem, mas essa imagem datava de doze anos atrás.
—Robert deve ter... Quantos? Vinte e cinco anos?
— Vinte e seis, acredito.
— Um pouco jovem para o casamento, talvez. Ainda assim, suponho, tem que dar uma posição a suas irmãs, uma esposa parece uma incorporação razoável a seu lugar.
— O futuro de suas próprias irmãs era uma das muitas razões pelas quais ele mesmo se sentia obrigado a casar-se.
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