9 de dezembro de 2016

Mascarada

Isabelle está feliz sendo uma criada, e faria qualquer coisa por sua senhora ... até mesmo acompanhá-la em um baile de máscaras.

Lady Theodosia precisa de apoio na noite em que conhecerá o homem com o qual seus pais a haviam comprometido Isabelle nunca teve a oportunidade de participar deste tipo de evento, e no começo sentiu-se desconfortável. Porém encontra um homem adorável durante o baile que a faz desejar uma vida que nunca poderá ter.
Pensando que nunca irá vê-lo novamente ela flerta com ele e até mesmo revela a sua face. Imagine sua surpresa quando ele aparece na manhã seguinte anunciando ser o noivo de Lady Teodósia...
Isabelle se esforça para evitar Lord Adrian Wingave, mas ele não só a observa como também a reconhece. E para piorar as coisas, Isabelle teme que seus sentimentos não sejam unilaterais. Dividida entre o dever e o desejo, Isabelle terá que fazer uma escolha que mudará sua vida para sempre.

Capítulo Um

Os braços de Isabelle estavam ficando cansados, enquanto ela desfazia mais uma vez, o cabelo da sua senhora. Lady Teodósia Haywood não havia decidido que penteado ou roupa usar. E se Isabelle não se apressasse em ajudá-la, Lady Teodósia chegaria muito, muito tarde ao baile à fantasia daquela noite.
― Sinto muito ― sussurrou a senhora. Ela esfrega os braços, nervosa, deixando sua pele irritada.
― Não se preocupe ― Isabelle da um tapinha em seu ombro tentando confortá-la. Também se sentiria muito nervosa se estivesse indo conhecer pela primeira vez o homem com quem fosse se casar na manhã da véspera de Natal.
Isabelle arruma habilmente o cabelo de Lady Teodósia em um coque no alto da cabeça. Tira com os dedos algumas mechas do cabelo loiro colocando em torno do rosto delicado. ― Assim está melhor?
Antes que pudesse terminar de colocar a tiara, sua patroa achou o coque demasiado baixo. Embora seja um dos estilos de penteados que geralmente Lady Teodósia mais goste, Isabelle não questiona; quem sabe fosse esse o real motivo de que a mesma não quisesse repetir penteados no baile.
Estava indo para tirar a tiara, quando Lady Teodósia toca levemente em meu braço.
― Esta bonito. Obrigada.
Assentiu. ― Agora, que vestido devo usar?
Lady Teodósia se olhou no espelho oval. Sem sorrir, seu rosto parece mais longo do que o normal, e seus olhos azuis não tem o brilho habitual. Lady Teodósia geralmente adora bailes e festas, especialmente pouco antes do Natal. Agora a mesma não só perdeu o espírito natalino, mas também a disposição.
― E se ele for feio? Ou chato?
Isabelle mordeu a língua. Embora Lady Theodósia seja a pessoa mais gentil ao qual já tinha servido, só era sua empregada a dois anos. Apesar de serem um pouco próximas, Isabelle tinha certeza de que não poderia dizer o que pensava sobre o assunto. Ajudá-la a escolher vestidos: sim. Sugerir inúmeros penteados: claro. Falar sobre o marido que seus pais escolheram para ela: jamais.
― O que acontecerá se ele não gostar de mim, me ignorar e preferir desfrutar da companhia de outra mulher?
Agora que Lady Teodósia expressa seus medos reais, Isabelle fica muito comovida e não consegue manter-se em silêncio sobre o assunto: ― Então, garanta que amanhã ele se esqueça de que existem outras mulheres e não se preocupe ele terá olhos apenas para voçê.
Os brilhantes olhos de Lady Theodósia se iluminaram.
― Obrigada, Isabelle ― ela se levanta da cadeira da penteadeira e se senta na cama. Os dedos passando pela borda da máscara de ouro que se encontra no meio do colchão.
― Tenho certeza que ele te amará, e você o amará.
Os lábios rosados da Lady se enrolam para baixo. ― Como você pode ter tanta certeza?
― E quanto à Lady Helen? No mês passado os pais dela a fizeram casar, e hoje está feliz.
― Certo. Pelo menos eles são amigos, e ela acha que algum dia poderá vir a amá-lo. Talvez nem toda esperança esteja perdida para mim.
Isabelle chegou ao espaçoso guarda-roupa da senhora e escolheu um vestido. ― Você gosta desse? ― diz levantando um vestido roxo bonito.
― Não. Muito claro. ― Lady Teodósia toca o queixo com o dedo delgado. ― Sabe ... Charlotte vai hoje à noite, mas não sei se poderemos nos encontrar sem revelar nossas identidades. Não posso usar uma máscara onde me reconheçam instantaneamente e nem quero ficar sozinha no baile. Então... ― ela suspira antes de algo brilhar em seus olhos. ― Deveria vir comigo! Dessa forma, vou ter alguém com quem conversar, e seu trabalho será se assegurar de que eu me divirta.
Eu? Isabelle deu um passo para trás tentando se esconder nas montanhas de roupas. Não, eu não posso fazer isso. Não tenho nada para vestir, nem máscara nem...









7 de dezembro de 2016

A Aposta do dia de São Nicolau


Quando o relógio no corredor de White assinala a meia-noite na manhã do dia de São Nicolau, Lorde Nicholas, o visconde Eastden faz uma aposta estúpida.

Um tanto zangado, ele concorda com uma aposta que afirma que se casará com a irmã solteira do conde de Thornwich na véspera de Natal. 
Se Thornwich ganhar a aposta e Eastden falhar em se casar com ela, ele receberá dez mil libras e vice-versa. 
Tendo crescido em propriedades vizinhas, Nicholas não consegue descobrir por que uma garota simpática como Gabriella falhou por tantas temporadas no mercado de casamento. Gabriella aprecia a honestidade do visconde quando explica a aposta. 
Conhecendo as dificuldades extremas das finanças de sua família e o vício de seu irmão no jogo, parece que o casamento com Nick pode ser a única opção. Mas ela pode superar as palavras cruéis de sua infância quando ele a provocou sobre a marca de nascença em seu rosto, que prejudica sua aparência? 
Depois de um começo tão acidentado, pode o Espírito de Natal encontrar o seu caminho para a vida de Nick, Gabriella e suas famílias ou as lesões feridas e queixas do passado os irão manter separados para sempre?

Capítulo Um

Cinco de dezembro de 1818 - três minutos para a meia-noite
— Então, Eastden, como é que está esse velho coração partido? — A voz de Thornwich ressoou através da sala de jantar do exclusivo clube de cavalheiros White’s, mas ninguém realmente reparou. Todos tinham bebido excessivamente, tal como tinham Nick e os seus amigos… se alguém os pudesse chamar de amigos.
Para dizer a verdade, a sociedade que ficava na cidade, nesta época do ano, deixava muito a desejar. Cada cavalheiro sentado nesta mesa era tão dissoluto como ele. Todos eles eram devassos e libertinos, incluindo os casados. E neste momento, todos eles estavam completamente embriagados.
Nick rodopiava o brandy no seu copo, assistindo-o cobrir o interior, antes de bebê-lo de uma vez. Então olhou para cima para o homem que tinha acabado de falar.
— Coração partido, Thornwich? Não sei do que fala.
— Lady Ângela, a filha de Sedgwick. Parecia muito interessado nela durante a temporada, então de repente, ela estava prometida ao bastardo do Duque de Hawkhill.
— Mmm, sim. — Refletiu Nick, soando propositadamente reservado — Tenho certeza que ela é muito feliz com o senhor Stevenson e ele é obscenamente rico.
— Ouvi dizer que ela já está grávida, Eastden. Não é teu, pois não?
Nick tentou concentrar-se no seu atormentador. O que fazia ele aqui com este asno?
— Ao contrário de si, Thornwich, não tornei um hábito arruinar as jovens damas da sociedade.
Um murmúrio moveu-se ao redor da mesa.
— Por amor de Deus, Eastden, não vai tornar-se agora a minha bússola moral! Casei-me com a jovem dama que arruinei… bem, uma delas de qualquer modo. — Sorriu ao redor para os seus amigos, alguns dos quais assentiram elogiosamente com a cabeça à sua piada, enquanto outros, de repente, estavam mais interessados na forma dos seus próprios óculos.
— Não, Thornwich. Você tem de viver com o fato de que, duas jovens damas são agora solteironas devido ao seu comportamento imprudente e por tê-las seduzido e arruinado. Para não mencionar as criadas, que sem dúvida, leva para a cama. Salientava apenas que não sou como você. E uma vez que a única forma de salvar o seu pequeno e esquelético pescoço foi casar com Lady Edna, não teria esperado nada menos de você.
Nick não estava inteiramente certo de onde a sua súbita indignação moral tinha vindo. Thornwich tinha sido seu amigo quando eram crianças. Tinham aprendido a pescar juntos, puxavam-se um ao outro de volta aos seus pés, nos primeiros tombos que deram quando aprenderam a cavalgar, e fizeram concursos de atirar pedras, no lago do seu pai…Thornwich nunca conseguiu igualar o seu recorde, de nove saltos.
Agora Thornwich era um conde, tinha casado com Lady Edna Barrow, uma bonita filha de um visconde, mas ainda mantinha algumas amantes e preferia estar em Londres com a sua trupe de amigos do que em Thornwich com a sua perfeita e adorável mulher. O homem era um tolo.
Nick estava vagamente consciente das doze badaladas que soavam do relógio que se encontrava fora da sala de jantar.
— Você é tão dissoluto como eu sou, Eastden. — Thornwich zombou — A diferença é que eu já sou um conde e já estou casado. Você parece incapaz de atingir qualquer um deles.
— Não tenho a certeza de como você espera que me torne, em breve, num conde. Só se assassinar o meu próprio pai, o que é ridículo. Quanto ao casamento, poderia ter casado umas cem vezes. Quando entro num salão de baile, todas as mães, com filhas na idade de casar, olham para mim com esperança.
— Mas permanece solteiro, sem um herdeiro para prosseguir o título de conde, se o seu pai lhe sobreviver.
— Optei por permanecer celibatário. Diabos me levem! 









6 de dezembro de 2016

A Promessa de um Recomeço

Prestigiem... Autor Brasileiro!


Lauren Valley tinha um passado obscuro e guardava mais segredos do que podia suportar. 

Disposta a começar uma nova vida e se tornar uma nova mulher longe de todas as memórias que a atormentavam, ela decide mudar de cidade e lutar pela felicidade que sempre sonhou. 
Kaiden Sheppard é um homem como poucos. 
Sendo um pintor em ascensão e um adepto ao surf, vê na pequena Half Moon Bay a oportunidade de ter a paz que tanto precisa para viver.  Sexy e extremamente sedutor, ele sabe exatamente como ganhar o coração das mulheres. Mas ao ver a bela e fechada Lauren pela primeira vez com todo o seu ar de mistério, sentiu-se desafiado a conhecer mais sobre ela. 
O que nenhum dos dois esperava era que um encontro na praia mudaria para sempre as suas vidas. 
Nesse romance repleto de mistérios do passado e sensualidade à flor da pele, permita-se se apaixonar pelo doce sabor de um recomeço! “
— Eu o entenderia caso você quisesse partir. — disse ela. — Mas eu não me entenderia, caso o fizesse. Não sou um homem que foge, Lauren. Eu fico, porque sei o que quero. E com quem quero. Esse alguém é você. Ele a puxou e a beijou, deixando-a sem fôlego como sempre fazia, roubando todo o horror que havia dentro dela e jogando-o longe.”

5 de dezembro de 2016

Por Você

Série Libertinos


A partir do momento em que o mal falado empresário Tristan convida a inexperiente Juliet para dançar , tudo o que poderia ser considerado tradicional cai por terra . 

Desde a forma em que ele a conduz durante o bailado , até o modo como a pede em noivado , nada entre eles ocorre segundo as normas vigentes da época . 
E exatamente por isso o amor floresce espetacularmente entre os dois .
Um acidente que deixa o rapaz à beira da morte , no entanto , faz com que tudo que haviam vivido juntos fique para trás , forçando a moça a reconquistar seu amado Tristan , agora desmemoriado , e obrigando Julieta, por amor , superar a tragédia e mudar seu destino .

Nesse romance , onde a força da persistência se entrelaça com a beleza do amor , descubra que as vezes o destino pode ser surpreendente ! 
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Vamos prestigiar comentando,  
nova Autora Brasileira, boa leitura!





2 de dezembro de 2016

Um Pirata para o Natal



Há um pirata na mansão!

O que a filha do vigário Bess Farrar fará quando o arrojado novo conde, que as fofocas dos homens pintam como um pirata cruel, a beija no dia em que se conheceram? Então, beijá-lo de volta, é claro!
Agora Lorde Channing promete reivindicar a linda atrevida, apesar da interferência dos moradores, uma tempestade de neve, escândalo, e um burro malandro.
O primeiro Natal em terra do galante capitão naval promete caos e uma vida de paixão de tirar o fôlego.
Perseguida pelo pirata ... Bess Farrar pode ser uma inocente moça de aldeia, mas sabe o suficiente sobre o mundo para duvidar dos motivos de Lorde Channing quando ele a beija no mesmo dia em que se encontram. Afinal, as fofocas locais insistem que antes deste arrojado libertino tornar-se um conde, ele navegou os sete mares como um pirata cruel.
Enfeitiçado pela filha do vigário... Até que ele inesperadamente herda um título, o honorável escocês Rory Beaton dedicou sua vida aventurosa à Marinha Real. Mas ele altera seu curso para novas águas tempestuosas quando conhece a adorável e brilhante Bess Farrar. Agora este marinheiro ousado fará o que for preciso para convencer a moça a se animar para lançar-se em seus braços e partir para o pôr do sol.
Um Natal marcado pela confusão. Cortejando aquela mulher vivaz, o novo conde de Channing encontra-se envolvido com as moradoras casamenteiras, um vigário excêntrico, a confusão de identidades, uma tempestade de neve, escândalo, e um burro malandro. A vida no mar nunca foi tão emocionante.

Capítulo Um

Penton Wyck, Northumberland, dezembro 1822 
Tudo começou com o burro. Em busca da estrela para o teatro da véspera de Natal, Bess Farrar apresentou-se na porta de Penton Abbey. Um vento cortante assobiou ao redor dela e a promessa de neve tingia o ar.
Ela bateu os pés em suas meias-botas para restaurar alguma sensação para os dedos dos pés. Enquanto esperava um inaceitável tempo para alguém responder a sua batida, encolhida em seu casaco e maldizendo os latifundiários que tomaram residência na comunidade e, em seguida, ignoraram suas obrigações.
As comemorações da natividade eram uma longa tradição em Penton Wyck. Assim como de longa data era a tradição que o senhor da casa providenciasse o burro.
O novo conde não iria se esquivar de seu dever apenas por jogar duro para o conseguir. Não se ela tinha alguma coisa a dizer sobre isso. E certamente que tinha. Suspirando, olhou para a impressionante fachada elizabetana da Abbey, observando os sinais de negligência na pedra dourada.
Como era triste ver a bela antiga casa amada. Todos na aldeia tinham a esperança de que o novo Lorde Channing fosse mais vigoroso e envolvido na vida local que o anterior. Até agora, as indicações eram de que ele iria revelar-se ainda menos eficaz do que seu falecido irmão, cujas boas intenções havia falhado, vítimas de problemas de saúde ao longo de sua vida.
Uma pena que o novo conde prometia ser uma decepção. Mas o que se poderia esperar de um homem com a fama de ser um pirata? E ainda mais um escocês.
Eventualmente, a porta pesada abriu e uns olhos inquisidores de óculos olharam para fora das sombras.
― Sua senhoria não está em casa.
― Boa tarde. ― Ela endireitou os ombros e fixou o homem com o olhar de verruma que sempre colocava os paroquianos recalcitrantes na linha.
― Meu nome é Elizabeth Farrar. Meu pai é o vigário de St. Martin. Como seu senhor saberia se tivesse o cuidado de mostrar seu rosto na igreja. Estranhamente, sua introdução pareceu confundir o homem, que não era um mordomo. Sua senhoria ainda estava para empregar uma equipe interna. Outro ponto que ela teria que tratar com ele. O principal meio de subsistência da aldeia baseava-se em encontrar trabalho na abadia, e tinha havido dificuldades desde que o conde anterior havia se mudado para a Itália por causa de sua saúde.
― Você é a senhorita Farrar? ― Ele soou como se não acreditasse nela.
― Sim. ― Hum, boa tarde. E sua senhoria ainda não está em casa. ― Eu vou esperar.
― Ele não é esperado de volta hoje. Porque o jovem Will Potts trabalhava nos estábulos e repassava qualquer notícia sobre as ações na abadia, ela sabia que era uma mentira. Colou um sorriso educado no rosto, e manteve seu tom firme, mas determinado.
― Eu ainda gostaria de esperar.








27 de novembro de 2016

A Inocente e o Canalha

Série Prêmio de Cavaleiro

Ela jurou resistir à tentação!

Celeste D’Orleau viajou para Dunborough a fim de investigar o assassinato da irmã.
Ao reencontrar Gerrard, o herói de sua infância, ela começa a ter fantasias proibidas. 
Gerrard usa toda a sua força de vontade para resistir ao desejo que sente pela bela e inocente Celeste. Depois de tanto lutar para restaurar sua reputação, ele não seduziria uma freira! 
Porém, conforme a missão de Celeste os deixa mais próximos, fica claro que essa paixão é mais forte do que qualquer voto!

Capítulo Um

Inglaterra, 1214
Caía a noite fria de novembro, mas dentro do salão de sir Melvin, o calor e a luz afastavam a baixa temperatura, proporcionando abrigo para a moça vestida num hábito de freira. Celeste viajara durante dias e agora aproveitava o conforto.
Havia uma lareira central e vários tocheiros alinhados nas paredes de pedra. A mesa principal, no tablado num dos cantos do salão, estava coberta por uma toalha e em cima dois candelabros ostentavam velas de cera de abelha. Celeste e o rechonchudo e próspero sir Melvin estava sentados à mesa. Atrás dele, havia uma tapeçaria de cavaleiros e damas bem-vestidos passeando no campo. 
A esposa, a calma e eficiente lady Viola, estava sentada do lado esquerdo dele. Criados, homens e mulheres circulavam por entre as mesas do salão, onde estavam o mordomo, o sacerdote, serventes, chefes dos criados e guardas da casa, servindo a refeição da noite.
O sacerdote tinha certa idade e, para Celeste, lembrava o Matusalém. Assim que ele terminou as orações, as criadas trouxeram as bandejas com grossos bifes de carne. Cestas de pão estavam espalhadas na mesa e os cálices de bronze refletiam a luz das velas.
— O senhor foi muito gentil ao me oferecer pousada e uma refeição tão farta — agradeceu Celeste ao anfitrião com toda a sinceridade.
— Estamos encantados com a sua presença aqui, irmã — disse sir Melvin com um sorriso largo. — Encantados!
— Vamos providenciar uma escolta para acompanhá-la pelo resto da viagem — ofereceu lady Viola.
— Sou muito grata a vocês, mas a viagem não será longa — respondeu Celeste. — Devo chegar em Dunborough amanhã.
— Você vai a Dunborough? — Sir Melvin ficou tão surpreso quanto se ela tivesse anunciado que estava feliz a caminho do inferno. — Mas o que você… — Ele olhou para a esposa, deu uma tossidela e continuou: — Ah, Dunborough? Conheço sir Roland. Ele e lady DeLac, noiva dele, hospedaram-se aqui vindos do castelo DeLac a caminho de Yorkshire.
Celeste alcançou uma cesta de pão e se serviu de um pedaço.
— Sir Roland é o lorde de Dunborough e está casado? — perguntou ela, esforçando-se para esconder o espanto.
— O pai e o irmão dele morreram há pouco tempo e ele se casou recentemente — explicou lady Viola.
Celeste não tinha motivos para não acreditar, mas mesmo assim não conseguia imaginar.
— Ele é um homem extraordinário… extraordinário — comentou sir Melvin, pegando uma faca para cortar um pedaço de carne, que uma criada bem-vestida havia colocado diante dele. — Mas um pouco sério demais para meu gosto, no entanto eu não sou a noiva. Nosso estábulo pegou fogo quando eles estavam aqui e ela perdeu todos os bens de seu dote. Ele nunca pediu remuneração pela perda.
— Foi ele que liderou o grupo que apagou o fogo — observou lady Viola.
— Ele não está em Dunborough agora — prosseguiu sir Melvin, sem saber o quanto deixava Celeste aliviada com a informação. — Ele está em DeLac porque…
Lady Viola tocou no braço do marido, balançando a cabeça.
— Bem, este não é um assunto adequado quando temos visita.
Celeste ficou curiosa para saber onde Roland teria ido e por que, mas não devia se importar com aquilo. O assunto que ela precisava tratar não era com o lorde de Dunborough.
— Você já esteve em Dunborough antes? — perguntou sir Melvin.
— Eu morava lá até entrar para o convento — admitiu ela.
— Ah! 


Série Prêmio de Cavaleiro
1-  O Castelo do Lobo
2- A Noiva do Cavaleiro
2.5 Kind Eyes...não tem ebook em portugues.
3- A Inocente e o Canalha
Série Concluída

25 de novembro de 2016

Presente de Depedida

Casando-se com Maddie, uma mulher que trabalha em um bordel, a fim de sobreviver, o viúvo Charles Lawson espera fornecer a seus três filhos uma mãe amorosa até a sua doença terminal o obrigar a organizar um compromisso entre Maddie e seu irmão.







Capítulo Um

Texas, 1881
Maddie Sherwood ouviu quando as gargalhadas ecoaram na noite. Ela sabia que tipo de casa era aquela onde estava à espreita, o tipo de mulheres que viviam dentro de suas paredes, como elas ganhavam seu sustento. Suas bochechas estavam rosadas, seus peitos cheios, e ela teve a energia para rir.
Quando foi a última vez que ela riu?
Ela sentiu seu estômago guinar quando o aroma de cenouras, batatas e carne nadando em um caldo grosso flutuaram pelo beco. Sua boca encheu de água e as lágrimas brotaram espontaneamente em seus olhos. Ela agarrou a chita desgastada de seu vestido, como se isso, por si só, pudesse bloquear a fome crescendo em seu abdômen vazio.
Um vento frio varreu o beco deserto. Ela virou as costas para ele, seu cabelo emaranhado era uma barreira frágil contra os elementos agressivos à sua volta. Apenas dois dias antes, uma primavera persistente tinha começado a aliviar o caminho para o verão, e brisas quentes tinham acariciado a terra. 

Ela tinha aceitado a promessa de um clima mais quente da Mãe Natureza e trocado seu casaco por uma batata quente. Na semana anterior, ela tinha trocado os sapatos por um pão envelhecido e queijo mofado.
Agora ela não tinha mais nada para negociar, além de seus sonhos.
A porta traseira abriu guinchando, derramando a luz pálida da lamparina no beco, os dedos da luz estendendo a mão para a tocar. Uma mulher robusta apoiou o braço contra o limiar da porta, sua postura acomodando o quadril de modo que ela tivesse um lugar para plantar a outra mão. — Não gosto de pessoas aqui atrás do meu lugar — disse ela.
A voz rouca da mulher revelou sua identidade. O irmão de Maddie, Andrew, havia falado muitas vezes de Bev, a senhora que possuía este estabelecimento notório em Fort Worth, o “Hell's Half Acre”. 
Ela entretinha igualmente a bandidos e juízes e tinha a reputação de comandar uma casa honesta. Nada saía do bolso de um homem lá que não o tivesse tirado ele mesmo.
Maddie desejou poder se afastar mas era mais do que a fraqueza nas pernas que a mantinha presa ao chão. Era a suja verdade. — Eu não tenho nenhum outro lugar para ir.
Bev saiu da porta, seu vestido de tafetá escarlate sussurrando pelo chão enquanto passeava em direção à criança abandonada, inclinada contra o muro em ruínas. Ela colocou um dedo debaixo do queixo da jovem e levantou o rosto para a lua. — Você com certeza é uma coisinha magricela. Com fome também, eu aposto.
Ela deu um leve aceno de cabeça.
— Nada nesta vida vem de graça, querida. Eu tenho um pouco de comida quente, um banho quente e uma cama macia que eu poderia lhe dar, mas você tem que me dar algo em troca.
— Eu posso limpar a sua casa.
A risada gutural de Bev ecoou pelo corredor. — Querida, eu não ganho dinheiro com uma casa limpa. Se você está disposta a compartilhar uma cama macia com alguns cavalheiros a cada noite, então eu estaria disposta a deixar você dormir na mesma.
Maddie fechou os olhos. Ela sentiu a sombra do calor radiante a sua volta enquanto Bev posicionava seu corpo para que ele servisse como um amortecedor contra o vento.
— Querida, você não vai morrer do que estou lhe oferecendo. Na maior parte, não é tudo tão desagradável. Ah, inferno, você pode tratar com um homem que é um pouco áspero, um homem que nunca ouviu falar de sabão, mas na maior parte, os homens são apenas solitários. Por alguns minutos, você os faz esquecer o quão malditamente solitários eles são.
Maddie abriu os olhos, um tremor desagradável de ansiedade percorrendo o comprimento de seu corpo. — Eu nunca...









18 de novembro de 2016

Seduzindo o Príncipe

Série Os Kazanov
A filha do joalheiro mais famoso de Moscou, Katerina Pavlova herdou um olho afiado para pedras preciosas, mas quando os caprichos de um príncipe rico trazem a tragédia aos Pavlovas, Katerina foge da Rússia com a fortuna de sua família. 

Uma vez em Londres, Katerina sedutoramente reinventa-se como a Condessa de Salerno, uma bela e misteriosa aristocrata com um talento para fazer jóias deslumbrantes. 
Logo cada mulher em Londres deseja uma de suas criações, enquanto todo homem deseja a Condessa, sozinha...
O Príncipe Drako Kazanov é um dos homens que anseia seduzir a Condessa, mas Katerina está convencida de que Drako é o homem por trás da queda de sua família e está determinada a ter a vingança perfeita.
Quando Drako descobre a verdadeira identidade de Katerina, ele promete segredo, em troca de uma rendição completa para a atração que ambos sentiam. Katerina não tem outra escolha a não ser se tornar amante de Drako, um papel que ela acaba achando mais agradável do que jamais imaginou. Mas quando um inimigo invisível tenta matar Drako e ela, Katerina deve escolher entre a sua vida e de seu recém-descoberto amor.

Capítulo Um

Londres, 1821
A antecipação vibrou através dela, aguçando seus sentidos, quase podia ouvir a pulsação rítmica do seu fluxo sanguíneo.
Naquela noite ela e o príncipe se encontrariam. Ela havia esperado cinco anos para este momento e iria saborear cada precioso segundo de sua noite. O escândalo iria explodir como o Vesúvio em erupção, queimando a sociedade.
Katerina Garibaldi, a Condessa de Salerno, estudou sua imagem no espelho cheval, um sorriso felino de pura satisfação tocou seus lábios levantando os cantos de sua boca. A excitação reforçava a sua beleza, seus olhos escuros brilhavam assim como as jóias de valor inestimável que criava.
Duas delicadas fivelas com pingentes de diamante, de sua própria criação, atravessavam as tiras de gaze de seu vestido violeta, gotas de diamantes brilharam em seu cabelo negro como estrelas salpicadas no céu da meia-noite, usava um bracelete de diamantes em seu braço direito, e um par de brincos da mesma pedra pendia de suas orelhas, dispensando a necessidade de um colar.
Ela queria deslumbrar o príncipe, não o cegar.
De algum lugar atrás dela, Katerina ouviu o murmúrio de Nonna Strega, a viúva que havia trazido de Nápoles, o único outro som era das cigarras cantando na escuridão do jardim, abaixo de sua janela. 
Katerina colocou um ponto de perfume acima do lábio superior, inalar seu próprio perfume de jasmim aumentava sua consciência sobre si mesma e de quando entrou na sociedade, um lembrete para proteger sua expressão, seu comportamento e suas palavras.
O Kohl enfeitando suas pálpebras emprestou-lhe um toque dramático. Seu olhar seduzia, mas jamais prometia. Uma senhora deve apreciar o seu melhor quando juntar-se com um príncipe. Deus, ela se sentia como uma princesa dos contos de fadas que contava para a filha todas as noites!
Por um longo momento luvas brancas apareceram na sua frente, Katerina olhou das luvas para Nonna Strega.
— Nada de luvas para esta noite.
A mulher mais velha sorriu com aprovação.
— Bella, la Condessa
— Obrigada, Nonna. — Katerina sorriu para ela. — Nós falamos inglês na Inglaterra, lembra-se?
— Sí.

13 de novembro de 2016

Escolhas do Coração

Anne Koel,  Autora Brasileira



Emily Davies está em sua segunda temporada, não é nenhuma beldade, mas é considerada bonita, muitos a acham divertida, acredita que não terá dificuldades em encontrar um marido, e sua vida estava seguindo como deveria, até que o melhor amigo de seu irmão, Oliver Montoyre começa despertar desejos que a jovem não conhecia, e antes que ela possa se aprofundar nesse conhecimento ele vai embora.
Qualquer um poderia dizer que quatro anos seria tempo suficiente para esquecer uma paixão, mas ali estava Emily, com pedidos recusados, e frente a frente com o homem que ocupou seu coração por tanto tempo.
Agora era hora de saber o que o amor reservara para ela, e para isso Emily pediu ajuda ao Conde Charles Stolker, que está disposto a ajuda-la e confundi-la. Passado e presente juntos, o que será mais forte?

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11 de novembro de 2016

Um Libertino com Sotaque

Série Escândalos nas Highlands

1817: Preso em um salão de baile de Mayfair, graças a seu irmão apaixonado, o Highlander Arran MacLawry não quer nada mais do que um pouco de distração de um noivado arranjado, e uma moça ruiva inteligente, em uma máscara de raposa, promete apenas isso. . . 

Até que ele descobre que ela é a neta do Campbell, chefe do clã rival dos MacLawry de longa data. 
Apesar da trégua relutante de suas famílias, apaixonar-se pela ardente Mary Campbell é uma noção muito estranha mesmo para este Highlander ...Crescendo com os contos sobre os selvagens MacLawrys, Mary fica chocada ao perceber que o homem impressionantemente na máscara da raposa é um deles. Certamente o inimigo não deve ter um peito tão largo, e um sotaque tão sedutor? Não que sua curiosidade importe, qualquer flerte entre eles é estritamente proibido, e ela está prometida a outro. Mas com a faísca a crepitar entre eles pronta para pegar fogo, o amor vale a pena todos os riscos ...

Capítulo um

O clã MacLawry tinha um velho ditado que, ao longo dos anos, converteu-se em: — Se você quer ver o rosto do diabo, olhe um Campbell.
E havia um outro MacLawry falando sobre Londres e os Sasannach1 fracos e fanfarrões que moravam lá, Arran MacLawry recordou, mas como atualmente estava no centro de um salão de baile em Mayfair, iria mantê-lo para si mesmo. Um bando de jovens, todas elegantemente vestidas curvavam suas máscaras de cisne, passeavam como um bando. Sorriu para elas, interrompendo a formação e espalhando-as, assoviando encantadoramente, e indo em direção a mesa de refrescos.
— Pare com isso, seu diabo.
Arran olhou de relance para seu irmão, sentado a poucos passos de distância e conversando absorto - ou assim pensava - com uma elegante coruja mascarada. — Não fiz nada, apenas sorri. Você disse para ser amigável, Ranulf.
Ranulf, Marquês de Glengask, balançou a cabeça. Mesmo com o rosto parcialmente escondido por uma máscara de pantera negra, provavelmente não havia um único convidado no sarau Garreton esta noite que não soubesse exatamente quem ele era. — Disse para ser educado. Sem brigas, e sem insultos, e não deixar as pequeninas moças Sasannach em frenesi.
— Então, provavelmente deveria ter usado uma máscara de pirata ou uma de pombo, em vez de uma raposa. — Ou talvez não devesse ter comparecido esta noite, mas então, quem manteria um olho nos Campbells ou em outros tipos desagradáveis?
1 Sasannach: Uma palavra escocesa para uma pessoa inglesa ou uma palavra Highlander para uma planície escocesa.
A coruja ao lado de seu irmão riu. — Não acho que o disfarce teria importância, Arran, — disse em seu acentuado inglês educado. — Você ainda teria todas as jovens senhoras te observando.
— Suponho que isso foi um elogio, Charlotte, — retornou, inclinando sua cabeça para a noiva Sasannach de seu irmão mais velho, Charlotte Hanover, — então vou dizer obrigado. — Naquele mesmo instante avistou uma magnífica máscara de pavão diante de um vestido violeta e sorriu, mas sua expressão congelou quando o cisne de verde e dourado ao lado do pavão apareceu. Danação. Os dois jovens pássaros juntaram os braços e viraram-se na sua direção, mas não achava que o haviam visto ainda. Sua graciosa irmã não seria um cisne esta noite, seria? — Perguntou a Charlotte, lentamente inclinando-se contra a parede.
— Sim, — Charlotte retornou. — Coitadinha. Não acho que percebeu que muitas outras estariam usando máscaras de cisne hoje à noite, também.
— Bem, se você a vir e a Winnie, dê meus cumprimentos as moças! — Disse, virando-se para a porta do salão principal. — Vejo Tio Myles, e vejo que quer conversar comigo.
— Mentiroso, — Ranulf disse. — E não vá longe. Os Stewarts estão sendo esperados hoje à noite, e quero que conheça Deirdre Stewart.
Arran parou, embora disfarçasse um pouco, ficando para trás na confusão de máscaras entre ele e o cisne verde-dourado. — Deirdre Stewart? O que diabos isso quer dizer. Seu irmão mais velho não parecia estar brincando, no entanto. — Ouvi que ela é bastante afável, e tem vinte e dois anos. E é sobrinha de Stewart.
Então, esse foi o outro motivo que fez seu irmão dizer-lhe para permanecer em Londres, mesmo após as brigas e sua óbvia… impaciência com a maneira um pouco inglesa com que Ranulf estava comportando-se. — Esse é o meu dever agora, é?








Série Escândalos nas Highlands
0,5- Um Escocês Sedutor
1- O Diabo Veste Kilt
2-  Um Libertino com Sotaque

5 de novembro de 2016

Se Ele for Tentado

Série Irmãs Wherlocke


Lady Olympia Wherlocke tem o dom da clarividência.

Quando Lady Agatha Mallam pede a Olympia para localizar seu irmão para que ele possa resgatá-la de um casamento arranjado, ela sabe exatamente onde encontrar Lorde Brant Mallam, conde de Fieldgate. 
O que acontece em seguida é algo que ela nunca imaginou...
Desde que sua noiva morreu, Lorde Brant Mallam afogou sua tristeza com vinho e mulheres. 
Seus caminhos dissolutos só encorajaram sua calculadora mãe. 
Mas com a ajuda da encantadora Olympia, ele inventa um ousado plano para acabar com as tramas tortuosas de sua mãe para sua irmã. Embora cada passo em seu arrojado esquema funcione com perfeição, os pecados do passado poderiam desvendar um desejo crescente que nem Olympia ou Brant pode controlar...

Capítulo Um

Londres, Outono, 1790
Lady Olympia Wherlocke odiava mulheres chorosas. Quanto mais jovem fosse a mulher chorando, mais ela odiava. Todos os seus instintos maternais vinham a tona e ela não desejava se sentir maternal. Era muito jovem para se sentir assim sobre uma jovem mulher que parecia estar quase pronta para ir à caça de um marido, pelo menos em um ano ou dois. 
Os enormes olhos cinza-azulados da jovem mulher parada em sua porta estavam cheios de lágrimas, de modo que, Olympia achava que a torrente de lágrimas começaria a qualquer momento.
Quando ela notou a garota parada sozinha em frente a porta, Olympia teve de segurar uma maldição. 
O traje caro que a garota usava e seu jeito refinado eram de qualidade. 
A capa que ela usava em uma vã tentativa de se disfarçar valeria no mercado de usados o suficiente para alimentar uma família pobre por um ano, talvez até mais. Deveria ter uma donzela a acompanhando, até um lacaio, um lacaio armado ou dois.
―Eu preciso falar com Ashton, Lorde Radmoor―. Disse a garota.
―Ele não está aqui― respondeu Olympia. Relanceando os olhos acima e abaixo para as sombras do crepúsculo na rua e vendo que essa pequena confrontação começava a atrair muita atenção. 
A família dela estava lentamente comprando todas as casas da rua mas ainda existia um bom número de estranhos vivendo por perto. Pessoas que não eram leais a ela ou a sua família e não hesitariam em fofocar sobre eles.
―Venha para dentro― Olympia ofereceu enquanto pegava a garota pelo braço fino e a puxava para dentro da casa. ―Você não quer realmente
discutir quaisquer que sejam seus problemas na rua― Ela disse enquanto guiava sua não convidada visita até a sala.
―Oh, não, claro que não― A garota sussurrou enquanto rapidamente sentava na cadeira que Olympia indicou a ela. ―Algumas palavras de nossa conversa poderiam chegar aos ouvidos de mamãe.
Se a garota estava preocupada com uma coisa dessas não era bom sinal, Olympia pensou. Isso implicava que essa jovem lady poderia estar a procura de alguém que arrastar para o meio de uma batalha entre ela e a mãe. 
Olympia se ocupou servindo chá a visitante, lamentando-se brevemente pelo fato de ter de compartilhar o chá e o bolo que havia planejado aproveitar sozinha quietamente. Como seria maravilhoso um tempo sozinha com seus próprios pensamentos e nenhum sinal de problema no horizonte.
―Poderia me dizer exatamente quem é você?― Ela perguntou a garota e viu suas até então pálidas bochechas enrubescerem com obvio embaraço.
―Eu sou lady Agatha Mallam, irmã de Brant Mallam, Conde de Fieldsgate―. Ela respondeu.
Não foi fácil, mas Olympia lutou com a vontade de pegar a xícara de chá que havia servido a ela e manda-la de volta para a rua. E não era porque Lorde Fieldgate se fez incrivelmente notório nos últimos anos, até mesmo em sua própria família havia sua parcela de vagabundos e libertinos. Mas porque a mãe dessa jovem lady era uma mulher que Olympia gostaria de evitar a todo custo. 









Série Irmãs Wherlocke,
1- A Vidente 
2- A Sensitiva
3- A Intuitiva
4- O Escolhido
5- Se Ele for Tentado
6- If He's Daring - a revisar
7- If He's Noble - idem
Baixar em Séries

3 de novembro de 2016

Contos de Amor


















1- O castelo Warden
Isabela sempre sonhara em conhecer a Escócia, mas nunca imaginou que, ao conhecer o lugar tão querido de sua avó, encontraria seu eterno amor.

2- A Outra vida de Elina
Elina era uma jovem feliz. 
Uma viagem recreativa se tornaria o maior pesadelo de sua vida. Mas no meio de tanto infortúnio ela encontraria a promessa de um grande amor.

**Prestigiem Autora Brasileira comentando aqui no blog!
Na Biblioteca Títulos: Contos de Amor




28 de outubro de 2016

Louco Jack

Em Mad Jack vai encontrar duas das pessoas mais puras na Londres de 1811.

Mad Jack é, na realidade Winifrede Levering Bascombe, que, felizmente, tem seu nome mudado muito rapidamente na história. 
Ela chega a Londres disfarçada de valete com as tias, Mathilda e Maude, para implorar o auxílio de Lord Cliffe, Grayson St. Cyre.
Entre vários acontecimentos engraçados, St. Cyre descobre o engano de 
Jack, e também descobre sentimentos que ele nunca imaginou que possuía. No meio de toda a risada, no entanto, esconde-se um segredo mortal que está pronto para saltar e esmagar Jack e Gray.

Capítulo Um

St. Cyre Town House, Londres, 1811, 25 de março

Grayson Albemarle St. Cyre, Barão de Cliffe, lia a única página mais uma vez, em seguida, a amassou em sua mão e jogou na lareira. Enquanto observava o papel dobrar lentamente em torno das bordas e explodir em chamas brilhantes, ele pensou, algumas cartas, não possuem muitas palavras, mas a maioria são cruéis e malévolas.
Saiu da sala de estar e foi pelo longo corredor em direção à parte de trás de sua casa. Abriu a porta para a biblioteca, a sua sala, tudo sombrio e quente, cheia de livros e pouco mais. As pesadas e escuras cortinas de veludo dourado estavam firmemente fechadas para a noite, o fogo estava baixo e lento porque nenhum dos funcionários sabia que ele estaria vindo para aquela sala naquele momento.
Todos pensavam que tinha saído cinco minutos antes para visitar sua amante.
Pensou na carta maldita e amaldiçoou, mas não tão fluentemente quanto seu pai fazia quando estava tão bêbado que mal conseguia andar. Sentou-se em sua mesa, pegou um pedaço de papel da gaveta de cima, mergulhou a pena no tinteiro, e escreveu:
Se eu receber uma outra ameaça de você, vou tratá-lo como merece. Eu vou bater em você até que fique sem sentido e deixá-lo em uma vala para morrer.
Assinou suas iniciais GSC e lentamente dobrou o papel, deslizando-o em um envelope. Caminhou até a elegante mesa espanhola, que estava contra a parede no hall de entrada, e colocou o envelope na antiga bandeja de prata, que seu mordomo, Quincy, limpava todos os dias, à uma hora da tarde, sem falhar.
Ele se perguntou, quando andou na fria e clara noite de início da primavera, para o apartamento de sua doce Jenny o que aconteceria agora.
Provavelmente nada. Homens do tipo de Clyde Barrister eram covardes.
Não havia nada mais a dizer, maldita. Estava ofegante de raiva com ela, a pequena cadela ingrata. Ele não se conteve. Levantou a mão para bater nela, em seguida, se segurou. — Se eu bater em você, Carlton irá perceber e, talvez, não a queira.
Ela gemeu, sua cabeça para baixo, seu cabelo longo disperso, emaranhado e suado caindo dos lados de seu rosto.
— Finalmente calada, não é? Eu nunca pensei que iria vê-la muda como uma árvore. É refrescante por uma vez não ter que ouvir suas queixas e ver esses seus olhares. Silêncio e submissão são muito charmosos em mulheres, em você especialmente, embora só agora o esteja vendo pela primeira vez. Bem, talvez tenha acabado, eh? Sim, você finalmente desistiu. Não vai contra mim.
Ela não disse uma palavra. Quando ele pegou seu queixo com a mão e forçou sua cabeça para cima, havia lágrimas em seus olhos. Mas ainda assim ele franziu a testa. Olhou duro para ela, ainda respirando agitado por seu ritmo e gritos. Mas seu rosto já não estava tão corado como tinha estado um minuto antes, e sua voz não tremeu de raiva quando falou. —Você vai se casar com Sir Carlton Avery. Ele vai voltar amanhã de manhã. Vai sorrir timidamente para ele e dizer-lhe que é uma honra se tornar sua esposa. Dei-lhe a minha bênção. Os preceitos de casamento estão acordados. Tudo está feito.









Série Família Sherbrook
1- A Noiva Trocada
2- A Noiva Endiabrada
3- A Herdeira
4- Louco Jack
5- a revisar
6- A Noiva Escocesa
7- a revisar e demais
8- The Sherbrooke Twins
9- Lyon's Gate
10- Wizard's Daughter

23 de outubro de 2016

Sangue de Guerreiro

Série Guerreiros da Irlanda
Lutando por honra e amor!

Um jogo mortal!
Devido às cicatrizes físicas e emocionais, lady Taryn acreditava que ninguém a tomaria como esposa.
Ainda assim, está determinada a livrar sua família das garras de um lorde implacável.
Para isso, pede ajuda ao poderoso guerreiro Killian MacDubh. Tendo nascido um bastardo, ele sempre sonhou em ficar frente a frente com o homem que o abandonara. 
Aceitar a missão era a oportunidade perfeita para confrontá-lo. 
Dona de uma rara beleza, Taryn logo vira uma inesperada distração para Killian. E quando traidores são revelados, o amor proibido que sente por ela se torna a única coisa pela qual ele pretende lutar.

Capítulo Um

Irlanda — 1172
A irmãde Killian MacDubh estava à beira da morte.
Para ele era um fato, apesar de que todos o negavam. Carice ainda era a mulher mais bonita em Éireann, mas seu corpo estava frágil. Eram raras as vezes que ela saía da cama, e quando o fazia, precisava ser carregada de volta. A doença tinha piorado muito havia alguns anos e ela estava definhando desde então. Ela havia mandado uma mensagem para que ele viesse vê-la, mas não havia mencionado o motivo.
Do lado de fora a chuva continuava a cair, mas a tempestade maior estava no coração de Killian. A ansiedade era latente, como se uma ameaça invisível pairasse sobre todos eles. A sensação ruim tinha durado o dia inteiro, mas ele ainda não havia conseguido identificá-la. Ele estava com a túnica e as calças justas ensopadas em pé à porta do Salão Nobre. Assim que entrou, Brian Faoilin fez uma careta de desaprovação, como se um cão de rua tivesse entrado na casa. 
O líder do clã desprezava até o ar que Killian respirava. Apesar de ter permitido que Iona ficasse com o filho bastardo, que trouxera com ela, Brian os forçava a viver entre os fuidir. Durante toda a vida, Killian havia dormido junto com os cães e comido as migalhas que restavam das refeições nas mesas. 
Ele era proibido de ter qualquer direito no clã e não podia possuir nenhum pedaço de terra. A provação devia tê-lo ensinado seu lugar, mas, em vez disso, ele nutriu o ressentimento e jurou que haveria de chegar o dia que ninguém mais o chamaria de escravo. 
Ele ansiava por uma vida onde as pessoas o vissem com respeito, e não desdém.
Durante muito tempo ele treinou com os melhores guerreiros de Éireann, com a intenção de abandonar o clã e se tornar um mercenário. Era melhor ter uma vida nômade do jeito que quisesse do que se continuasse ali.
No entanto, seus planos precisaram ser adiados quando Carice ficou doente e implorou para que ele não a deixasse. Se não fosse por ela, ele já estaria bem longe. Mas ela era o que restava de sua família e sua vida estava por um fio. Assim, ele jurou que permaneceria ao seu lado até o final.
O líder do clã cochichou com um dos guardas, Seorse, amigo de Killian, certamente dando ordens para expulsá-lo dali. Seorse atravessou o salão com uma expressão de pesar.
— Você sabe que não pode entrar sem ser chamado, Killian.
— Claro que não. — Ele tinha de permanecer do lado de fora, na chuva e no meio da lama e do estrume dos animais.
Brian se recusava terminantemente a permitir que Killian fosse membro do clã. Ele tinha de trabalhar no estábulo, obedecendo ordens.
Mas, dessa vez, Killian cruzou os braços e não se moveu.
— Você vai me jogar para fora? — perguntou ele num tom frio de voz, pois estava cansado de ser tratado como o bastardo que era. A frustração comprimiu seu coração e ele permaneceu imóvel.
— Não provoque uma briga — avisou Seorse. — Se quiser, abrigue-se na torre, mas não cause mais problemas. Mais tarde levo comida para você.
— Você acha que estou preocupado em causar confusão? — perguntou Killian com um meio-sorriso.
Ele gostava de lutar e tinha conquistado o lugar de um dos melhores guerreiros entre os homens do clã. Por baixo da túnica de pelo, ele vestia uma cota de malha que havia tirado de um normando durante uma invasão. Infelizmente não possuía uma espada, mas sabia usar os pulsos muito bem, tanto que já tinha quebrado ossos de outros combatentes durante as lutas. Brian ganhava uma pedra na bota toda vez em que ele ganhava um jogo, ou se saía melhor do que outro membro do clã.
— O que você está fazendo aqui, Killian? — Seorse baixou o tom de voz para perguntar.
— Carice mandou me chamar.
Seorse meneou a cabeça.
— Ela está pior hoje. Acho que não conseguirá sair do quarto. A noite foi muito difícil, ela enjoou demais e mal está comendo.
Killian sentiu uma dor no peito ao pensar na irmã morrendo de fome diante de seus olhos, sem tolerar alimento algum. Por ordens da curandeira, Carice devia ingerir apenas pão e comida bem simples para acalmar o estômago. Mas não estava adiantando.
— Leve-me até ela.
— Você sabe que não posso. Brian me deu ordem para escoltá-lo para fora.
Apesar de se dirigir para a porta, Killian não tinha intenções de sair… 


Série Guerreiros da Irlanda
1- Sangue de Guerreiro



22 de outubro de 2016

Uma Mulher Misteriosa

Série Damas Rua da Lanterna
Sob as saias austeras de seu vestido, Beatrice Lockwood esconde uma arma.

Não pode ser de outra forma, porque Beatrice é uma acompanhante com uma missão secreta - tão secreta como seu passado - e deve estar preparada para lutar pela vida ou morte a qualquer momento. No entanto, quando se dispõe a impedir um crime nos jardins de uma mansão onde se está celebrando um baile, ela recebe ajuda inesperada de um homem de voz hipnoticamente serena. Depois de entregar o seu cartão, o estranho desaparece nas sombras, deixando-a intrigada. Joshua Gage, que é responsável de investigações secretas para a Coroa, também está intrigado. 
Ele tem um interesse especial nessa beleza ruiva, suspeita de roubo e assassinato, e talvez também culpada de fraude pela venda de seus serviços como médium...

Capítulo Um

O calcanhar de uma das suas botas altas e abotoadas escorregou em contato com a trilha de sangue que fluiu por baixo da porta. Beatrice Lockwood esteve a ponto de perder o equilíbrio. Conteve a respiração e conseguiu agarrar a maçaneta da porta a tempo de ficar de pé.
Não precisava usar seus poderes. Sabia que o que iria encontrar do outro lado da porta deixaria em sua consciência uma impressão indelével. No entanto, o horror que se ia acumulando nela acendeu sua visão interior. 
Abaixou a vista ao chão e viu a violenta energia daquelas pegadas. O botão também tinha traços sombriamente iridescentes. As correntes paranormais borbotavam com uma luz doentia que gelou seu sangue.
Queria sair correndo, gritando no meio da noite, mas não podia virar as costas para o homem que lhe tinha oferecido sua amizade e que lhe havia proporcionado uma carreira lucrativa e respeitável.
Tremendo, abriu a porta do gabinete do Dr. Roland Fleming. 
Alguém tinha quase apagado a luz da lâmpada de gás do interior, mas ainda assim conseguiu distinguir o homem que estava deitado e sangrando no chão.
Roland sempre gostou de andar na moda com trajes feitos sob medida, ternos, gravatas e lenços atados com elegância. Seus cabelos grisalhos e encaracolados moldados de acordo com as últimas tendências, com costeletas e o bigode perfeitamente aparado. 
O título de doutor havia-o outorgado ele mesmo, mas tinha explicado a Beatrice que, na realidade, era um homem do mundo do espetáculo. Com essa personalidade carismática e a presença
imponente, assegurava sempre um bom atendimento em suas palestras sobre fenômenos paranormais.
Mas naquela noite, tanto as finas dobras da camisa de linho branca, como o casaco de lã azul escuro, estavam ensopados em sangue. Beatrice correu até ele e abriu a camisa com as mãos trêmulas.
Não levou muito tempo para encontrar a profunda ferida no peito. O sangue jorrava. Pela cor, supôs que era uma ferida mortal. Mesmo assim, apertou as mãos firmemente sobre a pele rasgada.
— Roland — sussurrou. — Meu Deus! O que aconteceu?
Roland gemeu e abriu os olhos, olhos cinzentos, baços, assombrados pelo choque. Mas quando ele a reconheceu, algo que poderia muito bem ser pânico superou brevemente a onda de morte que se abatia sobre ele. Agarrou o pulso de Beatrice com uma mão sangrenta.
— Beatrice — disse com uma voz enrouquecida pelo esforço. Ouviu um terrível tremor vindo de seu peito. — Ele veio por você. Eu disse a ele que não estava. Mas ele não acreditou em mim.
— Quem veio por mim?









Série Damas Rua da Lanterna 
1- Jardins de  Cristal
2- A Mulher Misteriosa
Baixar em Séries



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