16 de outubro de 2017

O Reformador Relutante

Todos conheciam Lady X ... ou, pelo menos, todos sabiam de sua existência. 

A cortesã mascarada era uma nobre mulher caída em difículdades. O que Lorde James não sabia era que ela era Lady Margaret Wentworth ― a irmã decidida de seu melhor amigo. Gerald afirmava que sua irmã era linda, virtuosa, ingênua; e ele forçou James a um juramento de proteção. Mas quando James rastreou a menina até uma casa de má reputação, que outra explicação poderia haver, exceto que Maggie era o mais enigmático da moda de Londres?
Arrebatar a moça seria um negócio delicado, e depois disso as coisas ficaram mais difíceis. James teve que ignorar os violentos protestos de sua presa, que ele era um idiota, que ela nunca foi a infame X. 
Ele tinha que encontrar uma maneira de reformar a moça espevitada, para salvá-la do escândalo. Ele tinha que se afastar de sua própria tia intrometida ― tudo, enquanto mantinha suas mãos afastadas dessas formas voluptuosas que o resto da sociedade tinha provado. E, com Maggie, o mais difícil de tudo seria manter...

Capítulo Um

Londres, Março de 1815.
Maggie trocou seus pés ligeiramente, tentando aliviar a dor que sua posição apertada estava causando em suas pernas. O pequeno movimento foi suficiente para levá-la a bater os joelhos contra a porta do armário em que atualmente estava sentada, fazendo-a chocalhar e estremeceu com a dor que subiu pela perna dela. Maggie estava ocupada esfregando a perna quando a porta do armário se abriu e uma luz de vela veio suavemente sobre ela.
― Pare de ficar batendo assim, ou eu serei obrigada a retirar você daí de dentro.
Cessando a fricção em sua perna, Maggie conseguiu um sorriso de desculpas para a mulher jovem e seminua que estava olhando para ela.
― Sinto muito ― ela começou em tom conciliatório, depois parou e soltou um suspiro. Ela endireitou-se e começou a sair do pequeno armário. ― Não, na verdade, eu não sinto er… Daisy?
― Maisey ― a menina a corrigiu.
― Sim, bem… Maisey, então ― disse Maggie. A menina apresentava um ar que era irritante, como eram as rugas que Maggie estava inutilmente tentando escovar fora de seu vestido.
― Isso tudo é realmente um pouco bobo, e muito além da informação para o qual eu estava procurando. Tudo o que eu realmente queria era que…
O som de uma batida na porta fez com que Maggie fizesse uma pausa alarmada. A jovem mulher diante dela endureceu, então o aço parecia entrar em seus olhos e ela empurrou Maggie com firmeza para o armário. Maggie pousou de costas dentro do armário com um grunhido.
― É tarde demais para mudar sua mente agora, milady ― anunciou ela, inclinando-se para enfiar os pés de Maggie dentro do armário, antes que ela pudesse recuperar o equilíbrio. ― Madame diz que é para você assistir, e você vai. Agora, mantenha a calma ― ela disse em um silvo. A porta foi empurrada e fechada com um estalo decidido.
― Maldição ― disse Maggie em voz baixa. Em seguida, lutou por uma posição sentada. A porta sacudiu ligeiramente, quase cobrindo o som de um parafuso sendo deslizado pela casa. Pressionando um olho na fresta, aonde as portas não chegavam a encostar, ela viu Maisey acenando com um grunhido de satisfação, girando e se afastado para atender a porta. Franzindo a testa, Maggie levantou a mão para empurrar experimentalmente para frente, mas a porta permaneceu firmemente fechada. A garota tinha trancado ela no armário!
“Bem, isto é uma bela maldição” ela pensou irritada. “Brilhante! Eu costumo entrar em dificuldades, não?”
Não que ela poderia ter saído agora, de qualquer maneira. Maggie se considerava uma jovem moderna, altamente inteligente, independente e sem se importar com o que os outros pensavam dela, mas só até certo ponto. Até alguém, completamente moderna como ela era, hesitava em chamar deliberadamente a ira e desprezo da Tonelada sobre si mesma. Especialmente quando ela apenas tinha que sentar-se calmamente por um tempo curto, para evitar o escândaço. A paciência não era uma de suas virtudes naturais, mas ela tinha tentado cultivá-la ultimamente. Sim, ela simplesmente tinha que olhar para isso como uma oportunidade para se desenvolver. Uma experiência de aprendizagem, por assim dizer.
Ela mal tinha terminado esse pensamento quando lhe ocorreu que estava agachada em um pequeno armário em um dos quartos do infame Madame Dubarry's, que era um bordel, pelo amor de Deus! O que ela aprenderia neste quarto… bem, ela só não sabia ainda!

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13 de outubro de 2017

Rio de Paixões

Dois dias antes de suas bodas com o marquês Maurice du Mercier, a bela Shemaine é sequestrada e enviada às Colônias como prisioneira. 

Em meados do século XVIII, muitos condenados eram enviados às colônias inglesas na América, onde deviam trabalhar como serventes durante longos anos. 
Shemaine consegue sobreviver à viagem, mas sua grande beleza e seu caráter intrépido provocam o ódio e a inveja das pessoas que a rodeiam. 
Ao atracar o navio na costa da Virginia, a prisioneira é comprada por Gage Thornton. O homem é considerado um assassino pelos habitantes do povoado e só adquiriu Shemaine para que cuide de seu pequeno filho. 
Não sabe que talvez seu coração possa trai-lo. Logo o temor da jovem desaparecerá frente à ternura de Gage, e ambos se apaixonarão profundamente. Arrastados por uma corrente de paixões e ódios, Gage e Shemaine deverão lutar contra seus perversos inimigos para salvar seu amor. 

Capítulo Um 

Newportes Newes, Virginia, 25 de abril de 1747. 
O London Pride roçou contra o cais quando as rajadas cada vez mais intensas de um vento do nordeste balançaram lentamente o navio amarrado. Perto dos batentes dos mastros passavam as nuvens, como escuros presságios da tormenta que se aproximava. As gaivotas mergulhavam do cordame do navio, acompanhando com seus roucos grasnidos o ruído das correntes que carregavam uma dupla fila de sentenciados fracos e esfarrapados, que saíam pela escotilha arrastando os pés sobre as gastas tábuas da coberta. 
Os homens, presos com grilhões nos tornozelos e unidos entre si por menos de um metro de corrente, receberam a ordem de alinhar-se para serem inspecionados pelo contramestre. As mulheres, por outro lado, estavam algemadas separadamente e podiam mover-se a seu próprio ritmo pela proa, onde lhes tinham ordenado aguardar. Mais adiante, a popa, um marinheiro que limpava o convés, interrompeu sua tarefa para observar a este último grupo. 
Depois de um precavido olhar à ponte de comando, a persistente ausência do capitão Fitch e de sua bovina esposa o animaram e, depois de guardar depressa seu balde e sua vassoura, aproximou-se com passo seguro pelo convés. 
Rebolando como um galo ao redor das esfarrapadas mulheres, com seu sorriso luxurioso e suas rudes maneiras, provocou um muro quase sólido de defesa, constituído por turvos olhares. Houve só uma exceção: uma rameira de olhos escuros e cabelos negros, que tinha sido condenada por roubar dinheiro dos homens com quem se deitava e de causar feridas graves a um bom número deles. Ela foi quão única dedicou um sorriso promissor ao marinheiro. 
—Senhor Potts, faz quase uma semana que não vejo a pequena trotona — comentou com aspereza a rameira, dirigindo uma careta triunfal a suas furiosas companheiras
—. Não vai me dizer que a pequena mendiga encontrou a morte no paiol das correntes? O teria bem merecido por me golpear o nariz. Uma menina miúda de cabelos lisos castanhos abriu passo entre o grupo de mulheres e replicou com vivacidade à prostituta:
 —Pode soltar todo seu veneno, Morrisa Hatcher, mas aqui todas nós sabemos que milady te deu seu castigo, nem mais nem menos. Pelo modo como lhe golpeou as costelas quando ela não estava olhando, você deveria ter sido trancada no paiol das correntes! 

9 de outubro de 2017

O Segredo de Pemb.Park

Segredos e omissões. Sombras e ruídos. Fantasmas e farsantes. Verdades e subterfúgios. Amor ou… morte?

Abigail Foster é uma mulher prática. Teme acabar solteirona, até porque o seu pequeno dote e o fato de que o único homem que ela acreditava que pediria a sua mão, um amigo de toda uma vida, parece que se apaixonou pela sua irmã caçula, mais bonita do que ela. Enfrentando a ruína financeira, Abigail e o seu pai procuram alojamento mais modesto, até que um estranho advogado aparece com uma oferta irrecusável: viver em uma longínqua casa senhorial que está abandonada há dezoito anos. Os Foster empreendem viagem para a imponente mansão de Pemb.Park e, ao chegar, encontram-na tal e qual como os seus últimos habitantes a deixaram, em sua repentina partida: as xícaras de chá ressecadas, as camas desfeitas, uma casa de bonecas abandonada a meio de uma brincadeira…
Apesar do atraente pastor do povoado dar-lhes as boas-vindas, tanto ele, quanto a sua família parecem saber algo do passado da casa, mas a única informação que dão a Abigail é uma advertência: cuidado com intrusos que possam chegar atraídos pelos rumores de que em Pemb.Park há um quarto secreto que alberga um tesouro.
Com a esperança de melhorar a situação financeira de sua família, Abigail procura o quarto secreto, mas a chegada de cartas anônimas dirigidas a si mesma, com pistas a respeito de dito quarto e informações assombrosas sobre o passado da casa, levam-na a descobrir coisas muito mais surpreendentes.
Quando os segredos saírem à luz, poderá Abigail encontrar o tesouro e o amor que tanto busca… ou um perigo muito real a espera?

Capítulo Um

Março 1818

O estojo estava aberto sobre a secretária. As esmeraldas verdes brilhavam fazendo contraste com o veludo negro do forro. Tinham herdado o conjunto de colar e bracelete por via da família Foster. A família de sua mãe não tinha pedra preciosa alguma para transmitir. E logo nenhum dos dois lados da família teria.
Quando o seu pai fechou o estojo, Abigail fez uma careta de dor, como se acabassem de dar-lhe uma bofetada.
― Despeçam-se das joias da família ― assinalou o seu pai ― Suponho que terei de vendê-las com a casa.
De pé, de frente para a secretária, Abigail apertou os punhos.
― Não, papai, as joias não. Tem de haver outra forma de… Tinha quase passado um ano desde que Gilbert se fora da Inglaterra. Tempo durante o qual também tinha completado o seu vigésimo terceiro aniversário. Na véspera da partida dele, quando ela predisse a incerteza de seu futuro, não havia pensado vir a estar tão certa.
No que tinha estado pensando? Só porque dirigia uma casa grande e tinha o pessoal a seu cargo, não significava que soubesse alguma coisa sobre investimentos. Considerava-se uma dessas pessoas que estava acostumada a avaliar as coisas com cuidado, a ponderar os prós e os contras antes de atuar, quer se tratasse da escolha de uma nova costureira, quer da contratação de uma nova criada. 
Abigail era a filha sensata e sempre se orgulhou de tomar as decisões mais lógicas. Por isso a sua mãe tinha delegado a ela a maior parte das decisões referentes à gestão do lar. Até mesmo o seu pai tinha a sua opinião muito em conta antes de fazer qualquer coisa.
Agora estavam à beira da ruína… e tudo por sua culpa. Fazia pouco mais de um ano que tinha encorajado o seu pai a investir no novo banco do tio Vincent. O irmão de sua mãe era o seu único tio e sempre tinha tido muito carinho por ele. Era um homem encantador, entusiasta e um eterno otimista. 
Ele e os seus sócios, o senhor Austen e o senhor Gray, eram proprietários de outros dois bancos e quiseram abrir um terceiro. O tio Vincent tinha pedido a seu pai que o avalizasse com uma importante soma de dinheiro e este, influenciado pela própria Abigail, tinha aceitado.
Inicialmente, os bancos foram um sucesso. Mas os sócios começaram a contrair empréstimos excessivos e muito arriscados, chegando mesmo a contraí-los entre si. Com o tempo, conseguiram vender um dos bancos, mas tiveram muitas dificuldades para manter os outros dois. O banco novo terminou a sua atividade em novembro e fazia apenas uma semana que o primeiro banco tinha falido, o que obrigou os sócios a declararem bancarrota.
Abigail mal podia acreditar. Seu tio tinha estado tão convencido de que os bancos funcionariam que a tinha contagiado com o seu entusiasmo.
Sentado em seu escritório, seu pai colocou o estojo a um lado e deslizou um dedo pelo livro de contas.
Ela esperou o seu veredicto com as palmas suadas e o coração pulsando rapidamente.
― É muito grave? ― perguntou, retorcendo as mãos.
― Bastante. 

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6 de outubro de 2017

A Dama sem Nome


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Fugindo de seus tios, e de seus planos para ela e até mesmo de seu possível assassinato, Lady Adeline Claire Forley, adotou uma nova identidade.

Estava esperando encontrar um lugar seguro para aguardar os meses que faltavam para atingir a maioridade e ser livre. 
A idade em que já não estaria sob o poder de seu tio e poderia receber seu dote para começar uma nova vida longe dele, de sua tia e de suas primas. 
Lorde Alexander de Camus, Marquês de Southern, não imaginava o que aconteceria quando foi passar alguns dias na casa de sua tia. Esperava relaxar na companhia de sua família, mas nunca esperou se deparar com o amor. Se apaixonar era última coisa que ele esperaria e muito menos por uma jovem desconhecida e mais, sem nem sequer saber o seu nome real. Uma nova fuga só conseguiria mantê-los longe mesmo sabendo dos perigos que os cercavam, mas o maior perigo não seria se apaixonar e perder o objeto do desejo? 

Capítulo Um

O tio Edward e sua esposa Frances eram tão diferentes de seus pais como a noite e o dia. No momento em que entraram na mansão, a trataram com desdém, desprezo e como se fosse uma carga. O qual não melhorou quando se leu o testamento pois, desde esse dia, Addy passou a ser tratada como mais uma criada. 
A chamaram ao escritório de seu tio um dia depois da leitura do testamento, seis depois da morte de seus pais, e lhe informaram que seu pai tinha deixado um dote mas que até então tinha que ficar com eles e que, desde esse preciso momento, seguiria recebendo a educação que se esperava de uma jovem dama mas que, como agora já não era mais que uma menina 
“acolhida generosamente nessa casa pela bondade dos novos condes,” disse-lhe com evidente orgulho a tia Frances, devia ganhar o direito a permanecer ali e os gastos que geraria a seus tios pela comida, a educação e pelo teto sobre sua cabeça, deveria ajudar nas tarefas que determinassem sem reclamar ou seria enviada a uma instituição eclesiástica, longe do mundo que ela conhecia até então e de onde não poderia sair sem a permissão de seu tutor até os dezenove anos. 
Imediatamente, transferiram seus pertences para os quartos dos serviçais, lhe informaram que passaria a atender a suas primas, salvo quando fosse liberada dessas tarefas para assistir as aulas e que obedeceria a sua tia em todo momento, sob pena de ser expulsa de seu lar, já que, conforme lhe disseram, depois de receber de sua tia uma bofetada que a fez cair no chão como advertência para o futuro, não tolerariam uma menina desobediente, rebelde e consentida sob seu teto, menos ainda quando era acolhida por caridade. 
Ela não entendia nada. 
Como era possível que seus pais tivessem morrido? 
Como era possível que a tivessem deixado nas mãos daqueles parentes que nunca tinha visto em sua vida e que a desprezavam e humilhavam sem piedade? Chorou amargamente todas as noites na pequena cama de seu minúsculo novo quarto enquanto devia preparar sem reclamar, o café da manhã de suas odiosas primas e subir a seus quartos ao despertar, o senhor Greyson, o amável homenzinho que tinha sido secretário e administrador de seu pai, deu-lhe um conselho que serviria mais que nenhuma outra coisa no mundo desde esse momento. 
Disse-lhe que tentasse passar o mais desapercebida possível com seus tios e suas filhas, que procurasse obedecer sem se queixar já que os anos passariam rapidamente e no final teria a vida que merecia e que seus pais tinham querido para ela. E o fez. Durante os seguintes dez anos.








O Lobo e a Pomba

Relançamento formatado


Impotente, a jovem Aislinn assiste à destruição de tudo o que lhe é precioso.

Quando Sir Wulfgar chega para assumir a posição de novo senhor das terras do pai de Aislinn, ela descobre que seu maior inimigo pode ser o próprio coração.
Na Inglaterra, no tempo dos druidas, houve certa vez um guerreiro de grande coragem que desafiou e venceu os deuses em combate, como punição, foi transformado em lobo de ferro.
Segundo a lenda, nos momentos em que a guerra assola a Terra, o lobo volta à vida na forma de um guerreiro ousado, invencível e imortal. Como agora, quando normandos e saxãos entram em conflito em Darkenwald e a vida da bela Aislinn depende da concretização da profecia.
Filha de um nobre assassinado pelos invasores, Aislinn é a sofrida heroína de o Lobo e a Pomba.
Autora de mais de 13 best-sellers, Kathleen E. Woodiwiss (1939-2007) revolucionou o romance histórico moderno ao criar personagens inesquecíveis e tramas repletas de paixão.
O lobo e a pomba se passa na Inglaterra, em 1066. As forças normandas invadem o território saxão. 

2 de outubro de 2017

A Quaker e o Rebelde

A vida de Emily Harrison foi virada de cabeça para baixo.

No início da Guerra Civil, ela tentou bravamente continuar o trabalho de seus pais como condutores no Underground Railroad até que sua fazenda em Ohio foi vendida por hipotecas.
Agora sozinha, ela aceita a posição de governanta da família de um médico na Virgínia escravagista. Talvez possa continuar seus esforços de resgate de lá.
Alexander Hunt é o belo sobrinho do médico. 
Embora não negue a atração crescente pela mais recente empregada de seu tio, ele não pode perder tempo perseguindo Emily. Alex não é nada do que parece ― rico, mimado e indolente. Ele é o esquivo fantasma cinzento, um líder Quaker2 de guerrilheiros rebeldes. 
Um homem das sombras, ele não carrega nenhuma arma de fogo e acredita de todo o coração nas convicções abolicionistas de Emily.
O caminho diante de Alex e Emily é complicado e às vezes ameaça sua vida. A guerra traz traição, aprisionamento e perigo para ambos. Em meio a seus crescentes sentimentos um pelo outro, eles podem encontrar fé em Deus entre os desafios que enfrentam e confiar na possibilidade de um futuro brilhante juntos?

Capítulo Um

Verão 1861, Ilha Bennington, no rio Ohio
― Senhorita Harrison? ― perguntou uma voz suave. ― Por favor, entre e sente-se.
Emily, examinando o teto boquiaberta, olhou espantada na direção da voz. Ela pensou que tinha sido levada a um quarto vazio para esperar, mas uma pequena mulher estava sentada perto das janelas em uma cadeira de vime com rodas. Ela correu para o lado da mulher, balançou a cabeça e então dobrou o joelho em uma pequena reverência.
― Sra. Bennington ― disse ela. Em sua vida Emily nunca tinha feito uma coisa dessas. Ela só tinha visto uma reverência em apresentações de teatro, mas a surpreendente elegância da casa parecia justificar uma.
― Oh. Que maneiras adoráveis você tem, ― disse a mulher, batendo levemente em uma cadeira ao lado dela.
― Obrigada, madame. ― Disse Emily, pousando na borda. Julgava que a sra. Bennington tinha em torno de trinta e cinco anos, mais jovem do que sua mãe tinha sido, com uma testa sem rugas, olhos verdes e cabelos loiros escuros. Delicada, assim mamãe a teria chamado.
― Suas cartas de referência da Sra. Ames e da senhorita Turner brilharam com elogios por suas realizações. Meu marido e eu estamos contentes por você ter vindo à nossa ilha de remanso para polir as arestas ásperas de nossas meninas. Ambas frequentaram a escola secundária em Parkersburg durante seis meses do ano e nós tivemos tutores aqui, mas agora elas precisam de refinamento. Elas ainda correm soltas pelo jardim como selvagens. Annie, especialmente, precisa aprender comportamento. ― A sra. Bennington respirou fundo e suspirou. ― Estou ciente da sua perda, senhorita Harrison. E com o tempo espero que venha nos considerar como a sua família.
Surpresa pela declaração, Emily recuou da aristocrata cheirando a lavanda. ― Como estou prestes a casar, receio que a situação seja temporária, sra. Bennington. Quando meu noivo retornar de Washington, devo voltar para casa em Marietta.
Ela sabia que sua voz soou arrogante, mas não se conteve. A partir do momento em que a barcaça virou, contornou a curva e ela viu a plantação dos Bennington, estava em um terreno desconhecido. Uma carruagem estava esperando na doca para levá-la à mansão. Em seguida, um senhor negro e idoso, com roupas mais finas do que as usadas por seu pai, abriu a porta, curvou-se e conduziu-a a um vestíbulo maior do que toda sua casa.
Mármore rosa e creme jaziam sob seus pés e um lustre de cristal suspenso projetava padrões arlequim nos degraus polidos para o segundo andar. O mordomo teve que lutar com sua maleta enquanto ela ficou boquiaberta olhando ao seu redor.
O mordomo falou o inglês da rainha perfeito, sem um traço de gíria que ela esperaria de um escravo. Ele era um escravo, não era? Ela seguiu-o pelo salão e aqui estava ela ― comportando-se rudemente com sua nova empregadora, sem outras opções para seu futuro.
― É claro, senhorita Harrison. Ficaremos felizes em tê-la por tanto tempo quanto possível.

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30 de setembro de 2017

Sob o Céu de Paris

Pode resultar precipitado apaixonar-se em um dia e jurar-se amor?

Em tempos de guerra, acontece às vezes, porque o ser humano sempre procura uma saída para os sofrimentos de uma guerra.
Não sabe se voltará a ver essa pessoa que lhe atrai, a luta não terminou totalmente e ambos podem perder a vida.
Sob o Céu de Paris, é uma história de amor ambientada na formosa França de 1944, às portas do fim da Segunda guerra mundial. O relato nos mostra que em tempos de horror também se pode encontrar a sua alma gêmea, mas sem muita demora... porque a vida são dois dias.

Capítulo Um

Paris, agosto de 1944 
Arianne elevou o rosto para olhar o céu que nessa cálida manhã de verão estava completamente limpo. Nos últimos dias aviões americanos e ingleses tinham sulcado os céus da França de forma contínua, e sem trégua. Milhares de soldados que se lançavam do interior das bestas de metal, tinham enchido o céu azul de pontos negros, para converter-se pouco depois de abrir os paraquedas, em flores de algodão branco.
Oscilaram suspensos no ar durante vários minutos antes de tomar terra firme, e levar a esperança de liberdade à população oprimida. A cidade de Paris tinha sido liberada do jugo nazista, e a Alemanha que sofria derrota atrás de derrota, retrocedia para a Bélgica.
A guerra chegava a seu fim, e os franceses podiam respirar com um profundo alívio. Arienne cravou suas pupilas nos Campos Elíseos lotados de gente, de patriotas desejosos de dar as boas-vindas aos aliados.
Ao longe se podia escutar as notas de La Marsellesa que estava sendo tocada com um sentido de orgulho e patriotismo sem comparação, e o alvoroçado repique dos sinos de Notre Damme, davam o ponto festivo à celebração que se estenderia durante dias.
Uma multidão aplaudia com ardor ao passo dos soldados que nesse momento faziam sua entrada triunfal na cidade, com um sorriso nos lábios, e surpresa nos olhos. Blindados da 2ª Couraçada rendiam honras, e os oficiais olhavam, com um brilho de satisfação em suas pupilas, o desfile de seus companheiros.
Muitos dos espectadores se negavam a manter-se passivos, e brandiam lenços brancos em sinal de boas-vindas.
Algumas moças ousadas e risonhas, lançavam beijos aos sorridentes soldados que passavam ao seu lado, estes, devolviam-lhes o gesto lhes lançando barras de chocolate.
Arianne queria desfrutar do júbilo, mas não tinha conseguido uma posição vantajosa para isso apesar de que o tinha tentado. Embora ficasse nas pontas dos pés, não conseguia ver além das costas dos parisianos, e dos oficiais que faziam uma fila de honra com seus jipes e blindados, para proteger o desfile da gente agrupada na grande avenida. Resignada, soltou um suspiro e começou a dar a volta sem precaver-se que a multidão a cercava impaciente por aproximar-se o máximo que permitia o estreito corredor. 
Robert St’James tinha os olhos cravados na moça que tinha diante dele, tinha deixado um momento seu assento no jipe para procurar uma garrafa de água, agora que retornava de novo a seu lugar com uma bem gelada, topava-se com a mulher mais extraordinária que já tinha contemplado. 
Tinha-o deixado nocauteado. Travado em um suspiro que o desfocou. A moça tinha o cabelo castanho, e brilhava sob os raios do sol até o ponto de cegá-lo. O perfume da acetinada pele, enchia-lhe as fossas nasais lhe produzindo um prazer que acreditava esquecido. 









24 de setembro de 2017

Impetuosa

Simon Ross, duque de Margate, é um homem respeitado.

Ele tem tudo, exceto o que mais anseia: Beatrice, uma jovem impetuosa que sempre age com o coração. 
Quando Beatrice chega à casa de Simon, vestida com roupas emprestadas e com uma menina recém-nascida em seus braços é incapaz de lembrar de seu passado.
Logo este enigma se torna uma tentação para o duque. 
A espontaneidade e ternura desta mulher o atraem irresistivelmente e o fazem reviver, nostalgicamente, as ilusões perdidas de sua juventude. Mas os perigos do passado voltam e ameaçam não só seu amor, mas suas vidas e as vidas daqueles ao seu redor.
A chuva, os sem-teto, o Parlamento, o rio escuro e as ruas apinhadas de Londres são intercaladas com a melancólica paisagem inglesa e será o quadro em que Beatrice e Simon vivem sua bela história de um arriscado amor.

Capítulo Um

Margate, Inglaterra. Agosto de 1820
O povoado de Margate se sentia orgulhoso dos novos teares. 
O progresso industrial havia trazido consigo a economia e, este, o crescimento demográfico. A instalação da primeira fábrica tinha tido lugar cinco anos atrás e agora já havia oito em produção.
A industrialização tinha desencadeado uma grande migração interior, dos povoados limítrofes à comarca. Mas o desenvolvimento atraía, a cada dia, novos trabalhadores procedentes de todo o país, que procuravam um futuro melhor nestas terras. Muitos chegavam sozinhos e outros, com toda sua família. A ninguém assustava o trabalho duro, mas sim a fome.
O duque de Margate, Simon Ross, tinha crescido na certeza das mudanças sociais que iriam se produzir na Inglaterra durante o primeiro terço do século XIX. A indústria incipiente, o auge das classes burguesas e a diminuição dos latifúndios, unidos à mudança nos sistemas de trabalho agrários, estavam acabando com os pequenos agricultores. 
Por outro lado, durante a Regência, os homens voltavam das guerras contra Napoleão e não dispunham de um meio de vida. O trabalho da terra não podia absorver mão de obra, agora que as máquinas os substituíam. As viúvas e os órfãos enchiam os asilos de beneficência e as ruas das grandes cidades. 
A miséria e os ratos disputavam a carne dos despejados. Abria-se uma nova frente, com batalhas mais cruas que as vividas na guerra. A Inglaterra necessitava mudanças e as necessitava já. 
As diferenças sociais eram muito grandes para poder sustentarem-se em um mundo cheio de desempregados, famintos e miseráveis. Era um processo incontrolável, do qual Margate não seria excluído. Assim que se licenciou da Marinha, pôs em marcha um projeto planejado durante muito tempo. A implantação de um novo tear mecânico impulsionado a vapor para o povoado de Margate, que substituiria os antigos manuais, procurava o benefício pessoal e a recuperação dos recursos dilapidados por seu pai. Mas, mais ainda, Margate perseguia a recuperação de uma região devastada pela pobreza.
Embora seu título fosse meramente honorífico nesse tempo, como duque se sentia responsável pelo povo de seu ducado. E mais, se coubesse, quando recordava a irresponsabilidade de seu pai e o pouco que tinha investido nas terras e nas pequenas infraestruturas, como estradas, canais, poços, etc. Agora cabia a ele levar adiante toda essa boa gente.
Mas o rápido êxito de seu projeto determinou que chegassem centenas de trabalhadores a Margate. Foi como uma corrente. Os teares atraíram os comerciantes, que propiciaram a criação de casas de hospedagem e de restaurantes nas proximidades da estrada para Londres. A normalidade e frequência dos deslocamentos propiciou o acerto das estradas e o estabelecimento de rotas fixas de transporte e correio.
O próprio duque começou a construção de moradias para alojar os trabalhadores e cresceram pequenos bairros florescentes nos subúrbios do povoado. 
A construção atraiu novos artesãos, que criaram instalações para a elaboração dos materiais, mobiliário, etc. E, é obvio, apareceram comércios de todo tipo.
O aumento dos nascimentos e o crescimento da população propiciaram a criação de um dispensário, que recebia generosas doações dos mestres da localidade. Médicos, farmacêuticos, carpinteiros...


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23 de setembro de 2017

Como o Malandro Seduz

Série Homens do Duque
O investigador Tristan Bonnaud tem um objetivo na vida — certificar-se de que seu meio-irmão George não poderá arruinar sua vida outra vez.

Assim, quando a irritante Lady Zoe Keane, a filha do conde de Olivier, aparece exigindo que os Homens do Duque encontrem uma misteriosa cigana, aproveita a oportunidade para também caçar um amigo cigano que conhece segredos sobre George. Tristan não espera descobrir os segredos da família de Lady Zoe, também... ou acabar se apaixonando pela mulher que arriscará tudo para descobrir a verdade.
Somente um malandro malvado pode descobrir o fogo na alma de uma Lady...

Capítulo Um

Londres Fevereiro de 1829

Quando a carruagem parou, Lady Zoe Keane afastou o véu e espreitou através da janela turva para observar o prédio, que ficava do lado oposto ao Teatro Real em Covent Garden. Aquilo não podia ser a Investigações Manton.
Era muito simples e comum para o famoso Os Homens do Duque, por piedade! Sem cavalos esperando para fugir do perigo? Nenhum sinal?
— Você tem certeza que estes são os escritórios deles? — Ela perguntou a Ralph, seu lacaio, enquanto ele a ajudava a sair.
— Sim, minha Lady. Este é o endereço que você me deu: 29 de Bow Street. Quando o ar gelado atingiu sua face, ela ajeitou o véu e cobriu o rosto. Ela não poderia ser reconhecida entrando num escritório cheio de homens, e certamente não este escritório
— Não parece certo de qualquer modo. — Ou seguro! — Ele deu uma olhada na grosseira vizinhança.
— Se seu pai soubesse que eu a trouxe em tão humilde parte da cidade, ele me chutaria de casa, ele o faria. — Não realmente. Eu nunca permitiria isso! — Como mamãe dizia, uma dama consegue o que quer falando com autoridade... mesmo que seus joelhos estejam tremendo embaixo de sua saia. — Além disso, como ele poderia descobrir? Você me acompanhou em meu passeio no parque de St. James, isso é tudo. Ele nunca ouvirá nada diferente. Ele não poderia, porque ele certamente iria adivinhar por que ela procurou um investigador. Então como um Major reformado do exército que ele era, colocaria soldados para vigiá-la.
— Eu não me demorarei! — ela disse a Ralph. — Nós facilmente chegaremos a casa a tempo para o jantar e ninguém saberá.
— Se você diz, minha Lady.
— Eu aprecio isto, você sabe. Eu nunca desejarei causar—lhe problemas. Ele acenou com a cabeça. 
— Eu sei minha Lady. Ela achava isso também. Ela gostava de Ralph, que servia como lacaio pessoal dela desde a morte da mãe, no último inverno. Desde o começo ele sentiu pena de Zoe. “a pobre garota sem mãe”. E se algumas vezes ela descaradamente usava isso para obter vantagem, era somente porque ela não tinha escolha. O tempo estava passando. 
Ela já tinha tido que esperar meses para o pai trazer a ela e a tia Flo para Londres, então ela teve que acertar esse encontro secreto. Eles subiram os degraus e Ralph bateu na porta. Então eles esperaram. E esperaram. Ela ajeitou a capa, trocou de mão a pequena bolsa e bateu o pé no chão para tirar a neve das botas. Finalmente a porta se abriu para revelar um esquelético rapaz usando um antiquado terno de seda na cor cobalto e um colete cor de pulga, que aparentava ter estado fora. 
— Senhor Shaw! — ela disse. Ela estava encantada de vê-lo novamente em tão pouco tempo. Ele olhou para o rosto dela envolto pelo véu. 
— Eu a conheço madame? 
— É “sua Lady”... por favor. — Ralph o corrigiu. A uma distração do senhor Shaw, Zoe tentou entrar. 
— Nós não fomos apresentados senhor, mas eu o vi em Muito Barulho por Nada na noite passada e o achei maravilhoso. Eu nunca tinha visto um ator interpretar Dogberry com tanto sentimento. O comportamento dele mudou. 
— E quem seria você? 
— Eu sou Lady Zoe Keane, e tenho um encontro marcado com o Os Homens do Duque às três da tarde. Não era totalmente mentira. Alguns meses antes ela pegou os muito conhecidos investigadores organizando um falso roubo para capturar um sequestrador. Em troca do silêncio dela, eles concordaram em lhe fazer um favor em alguma data futura. Essa data era agora. Ela esperava que eles se lembrassem. 
O senhor Dominick Manton, o dono e o senhor Victor Cale, um de seus homens, pareciam ser pessoas responsáveis que honravam suas promessas. O senhor Tristan Bonnaud entretanto...

18 de setembro de 2017

A Donzela

Série Saga Montgomery
Ele tinha que conquistar o coração do seu povo, mas antes deveria conquistar o coração de sua rainha...

Ele era sábio, forte e valente. Seu destino era ser rei. Ela era jovem, linda, uma princesa guerreira. Seu destino era amá-lo.
Mas quando se conheceram, eram somente um homem e uma mulher, consumidos por uma paixão tão súbita e tão profunda, que o mundo desapareceu com o primeiro beijo. Depois, quando o beijo ainda ardia em seus lábios, Jura descobriu que aquele cavaleiro não era outro senão o odiado príncipe Rowan, que regressava da Inglaterra para usurpar o trono de seu meio-irmão. Furiosa, Jura decidiu ser a inimiga desse príncipe, cujo lindo rosto a atormentava de dia e de noite. Mas nada deteria Rowan, decidido a ganhar a guerra...E nada o deteria em seu afã de conquistar a valente e bela Jura, para convertê-la em sua esposa, sua rainha, seu amor....

Capítulo Um

Inglaterra, 1299
William de Bohun se achava escondido entre as sombras dos muros de pedra do castelo e contemplava seu sobrinho, que se encontrava sentado junto à janela. Rowan, de cabelos loiros que brilhavam ao sol, franzia o cenho de seu lindo rosto ao concentrar-se no estudo do manuscrito que tinha diante de si. William preferia não pensar o quanto esse jovem tinha chegado a significar para ele, com o passar do tempo. Rowan era o filho que desejava ter tido.
Ao olhar para o jovem bonito, alto, de ombros largos e quadris estreitos, voltou a se perguntar como um homem feio e sinistro como Thal pôde ter gerado alguém como Rowan. 
Thal era chamado rei da Lanconia, mas se vestia com peles de animais, seus cabelos sujos chegavam até os ombros, comia e falava como um bárbaro. William tinha-lhe aversão e só tolerava sua presença em sua casa porque o rei Edward tinha pedido. William lhe tinha devotado sua casa, hospitalidade e ordenado a seu senescal que organizasse entretenimentos para aquele homem vulgar e tosco, mas, pessoalmente, manteve-se afastado desse jovem detestável.
Agora, assaltavam a William lembranças angustiantes quando olhava para Rowan. 
Enquanto William estava ocupado, longe do castelo, sua querida e linda irmã Anne se apaixonou por esse homem detestável. Quando William se deu conta do ocorrido, Anne já estava tão enfeitiçada por ele que ameaçava se matar se o perdia. 
O estúpido rei bárbaro nem sequer parecia dar-se conta de que Anne punha em perigo sua alma imortal pelo simples fato de mencionar suicídio.
Nada do que William houvesse dito, teria desanimado Anne. William disse-lhe que Thal era uma pessoa repulsiva e Anne o olhava como se fosse um tolo.
— Não é repulsivo para uma mulher. — Havia dito ela, rindo de tal modo que William experimentava náuseas ao pensar que as mãos desse homem gorduroso e sombrio pudessem tocar Anne, tão loira e esbelta.
Finalmente, o rei Edward tinha tomado uma decisão por ele. Havia dito que os lanconianos eram poucos, mas ferozes e que se seu rei desejava uma esposa inglesa, devia tê-la.
De modo, que o rei Thal se casou com Anne, a linda irmã de William. Este se embriagou durante dez dias, com a esperança de que, quando recuperasse a sobriedade, descobrisse que tudo tinha sido produto de sua imaginação. Mas quando despertou de seu estupor alcoólico viu Thal, um pouco mais alto que sua irmã, inclinado sobre ela, envolvendo sua loira beleza com seu tenebroso corpo.
Nove meses mais tarde nasceu Rowan. No primeiro momento, William experimentou um extraordinário carinho pelo pequeno. Embora estivesse casado, William não tinha filhos, mas desejava fervorosamente um menino. Thal demonstrou total indiferença com o bebê.
— Ora, grita em extremo e cheira mal como os outros. As crianças são para as mulheres. Aguardarei até que se converta em um homem. — Grunhido Thal, com seu estranho acento inglês. O que mais lhe interessava era que Anne se recuperasse rapidamente do parto para voltar a deitar-se com ela.
William considerava Rowan como se fosse dele e passava longas horas fazendo brinquedos para ele, brincando com o menino e ajudando-o a caminhar quando deu seus primeiros passos. Rowan começou a converter-se em sua razão para viver.
Quando o menino tinha pouco mais de um ano, nasceu sua irmã Lora. Como seu irmão, era bonita e loira e não parecia ter herdado nada de seu moreno pai.
Quando Lora tinha cinco dias de vida, Anne morreu. Imerso em sua dor, William só se preocupou com seu próprio sofrimento. Não percebeu a dor e nem a amargura de Thal. William só pensava que Thal era a causa da morte de sua adorada irmã.



Série Saga Montgomery
1- O Leão Negro 
2- A Donzela
3- A Herdeira
Veja o vídeo do lançamento

16 de setembro de 2017

Asa Quebrada

Ambientado durante o começo caótico do governo de Napoleão, esta saga conta a história de Gabriel St. Croix, um sobrevivente da rua à procura de um lugar para pertencer.

Abandonado quando criança, ele cresceu em um bordel e nunca conheceu a amizade ou carinho. 
Escondendo cicatrizes físicas e emocionais por trás de uma fachada de gelo, seu único relacionamento é com um jovem menino, a quem ele passou os últimos cinco anos protegendo da realidade brutal de seu ambiente. Mas, isso tudo está prestes a mudar.
A família do menino o encontrou, e eles estão vindo para o levar para casa. Sarah Munroe se culpa pelo desaparecimento de seu irmão. Quando ele é localizado, são e salvo, apesar de onde tem vivido, Sarah promete ajudar o homem que o salvou e protegeu da melhor maneira que pôde. Com paciência amorosa, ela ajuda Gabriel a enfrentar seus demônios e lhe ensina a confiar na amizade e no amor. Mas quando o passado o alcança, Gabriel o deve enfrentar por conta própria.
Tornando-se um mercenário, pirata, e jogador profissional, ele viaja para Londres, França, e a Costa Barbéria em uma tentativa desesperada de encontrar Sarah novamente.
No caminho, porém, ele vai descobrir que a jornada mais perigosa e a maior aposta de todas está dentro dos lugares mais escuros de seu próprio coração.

Capítulo Um

Sarah, Lady Munroe, também era conhecida como a Condessa Cigana, um apelido dado a ela por causa de sua ascendência desgraçada, e também por seu comportamento ainda mais desgraçado. Menos de cinco anos atrás, o mundo educado tinha ficado chocado e excitado quando ela deixou o marido de idade avançada apenas uma semana depois de suas núpcias.
Fôra extensamente espalhado que ela se vestiu como um homem, trabalhando com piratas, e que entre seus numerosos amantes estava o próprio meio-irmão, Ross.
Tudo menos a última parte era verdade. Ela olhou agora para o irmão, com compaixão. Sua luxuosa e bem equipada carruagem sacudiu e dançou, fazendo-os ranger dentes e ossos, enquanto eles empreendiam sua apressada viagem para Paris.
Há dez anos, as ruas desta cidade se tingiram de vermelho com o sangue derramado, quando seus cidadãos se voltaram contra a aristocracia em um excesso de patriotismo e fervor democrático, cortando muitos deles em pedaços.
Agora, à beira de um novo século, estes idealistas sanguinários, finalmente saciados e chocados pelos esforços daquela matriarca voraz, “Madame Guilhotina,” procuravam por confiança e ordem. Sua atenção tinha se voltado para um jovem corso pálido, Napoleão Bonaparte. Brilhante, carismático, e politicamente astuto, ele estava rapidamente se tornando uma força a ser reconhecida no Continente, e uma causa de grande preocupação para a Inglaterra.
Nada disso provocou qualquer choque negativo no comércio e na frequência dos bons bordéis parisienses. Incerteza, perigo e a guerra eram afrodisíacos, e bordéis estavam operando a toda capacidade, suprindo para os bemaventurados e fornecendo diversões deliciosas adaptadas a qualquer necessidade, não importando orientação política ou preferência sexual. Era justamente para tal lugar, de Madame Etienne, Maison de Joie, que Ross e Sarah agora se apressavam esperançosos de achar seu irmão mais novo.
— Oh, Deus, Ross, você realmente pensa que é ele? Podia ser afinal depois de tantos anos? — Sarah fechou os olhos, desesperadamente querendo acreditar nisto, e com medo do que significava se fosse verdade. O pensamento da criança inocente com quem brincou de soldadinhos de metal, vivendo aí nestes últimos cinco anos, a enchia de horror. Ross estendeu a mão, batendo levemente na dela.
— Eu tenho uma razão muito boa para esperar que seja, minha querida. Nossos agentes fizeram um trabalho completo investigando. Essa criança tem a idade e coloração certas, e segundo eles, existe uma notável semelhança familiar. Eles puderam verificar como veio de Londres até o Continente. Ele chegou a Madame Etienne um mês depois que James desapareceu. Ele olhou para fora da janela preocupado e muito mais ciente do que Sarah, do que isto significaria.
— Nós devemos estar preparados, Sarah. Ele provavelmente não vai nos reconhecer, e ele não será a criança de que se lembra. Ele passou indubitavelmente por uma provação. Sem dúvida, ele foi vítima de muitas provações….







13 de setembro de 2017

Ao Dispor do seu Amor

Série Libertinos


"Um homem com um dever...

Christian Cunninghan sabia de suas obrigações e não estava disposto a arcar com elas. Rebelde, buscando seu próprio caminho, e fugindo das amarras que o sufocavam, percebe que juntar-se ao exército e partir é sua melhor escolha, e melhor opção.
Unida ao inexistente...
Prometida em matrimônio, ainda muito jovem, Luciane Hogarth sabia que seu destino já estava traçado. Portanto, na ausência do esquivo noivo, aproveita a liberdade que ainda lhe resta, antes de se ver irremediavelmente presa a um casamento de conveniência, com um completo estranho.
Uma união não desejada, um compromisso ao qual não queriam cumprir, um futuro que lhes parece desolador... Agora Luciane e Christian vêem-se frente a frente. E diante de tudo o que tentaram evitar. Então irão descobrir que o amor também é cura..."
EBOOK aqui

Série Libertinos
1-  Por Você
2- Somente em teus braços
3- Ao Dispor do seu Amor 


11 de setembro de 2017

A Filha do Lorde Louco

Série Lordes e Ladys
Trancada por seu pai recluso e intensamente protetor, o recém falecido “Lorde Louco de Northumberland”

Melissa é bela e educada, mas dolorosamente inocente sobre o mundo real e sobre os segredos obscuros de seu nascimento. 
Agora, aos cuidados de seu tio, o Conde de Braddock, ela deve se preparar para entrar para a sociedade Londrina e encontrar um marido apropriado, uma tarefa que se complica quando ela se apaixona pelo único homem que nunca poderia ter. Logo quando uma nova vida promissora começa a eclipsar seu trágico passado, ela se encontrará consumida por um amor proibido que poderia destruir tudo…

Capítulo Um

Bamburgh, Inglaterra, 1862
Melissa olhou para fora de sua janela do primeiro andar e encarou furiosamente a carruagem que subia trazendo o homem que a levaria da única casa que conhecera em sua vida. Sua respiração embaçou o vidro e ela o limpou impacientemente. Ela desejou naquele momento que tivesse poderes especiais e que pudesse fazer a carruagem explodir em chamas, forçando o homem a correr de seu lar em terror para nunca mais retornar.
― Eu o odeio, ― ela disse, tentando impedir a movimentação eficiente de sua criada.
― Sim, senhorita.
― Vá e diga àquele homem que não estarei descendo.
― Sim, senhorita. ― Mas a criada continuou a empacotar, ignorando sua senhora mesmo que concordasse com ela.
― Mary, realmente.
Mary, que não era nada parecida ao que uma jovem moça deveria ter como criada pessoal – ela era bem velha e nada atraente – parou apenas tempo o suficiente para dar a Melissa um olhar reprovador, antes de colocar outra pilha de livros em um peito avantajado. Mary estava com Melissa desde que conseguia se lembrar e era muito mais uma amiga do que uma criada, o que provavelmente explicava por que a mulher continuava a ignorar suas ordens.
― Não estou partindo. Acorrente-me à parede se for preciso, ― Melissa disse dramaticamente, imaginando-se como uma profana Joana d’Arc.
Mary ergueu uma sobrancelha e bateu outra pilha contra o peito.
― Realmente, Mary, você não pode se importar nem um pouco comigo se vai permitir que aquele homem me leve embora. Papai nunca teria permitido isso. Ele queria me proteger. Ele queria… ― ela parou, porque o pensamento de seu pai era simplesmente doloroso demais. Ele morrera há apenas seis meses, deixando-a desolada e completamente sozinha, além de Mary. Ela se perguntava se havia outra alma na Inglaterra que estava tão sozinha quanto a dela. Ela não tinha mãe, nem pai, nem irmãos, e agora, nem casa. Ela engoliu o nó que instantaneamente se formou em sua garganta.
― Seu pai queria que você fosse uma jovem lady normal. Ele apenas não teve a coragem de deixá-la ser, ― Mary disse, seu tom carregando o menor indício de desaprovação. Se era desaprovação por seu pai ou por seu comportamento infantil, Melissa não sabia.
― Ele estava me protegendo, ― ela disse pela centésima vez. Dissera essas mesmas palavras tantas vezes desde a morte de seu pai que elas perderam seu significado e até mesmo começou a duvidar delas.
Em todo o tempo em que foi mantida segura, nunca pensou em si mesma como uma prisioneira. Estivara completamente contente em viver sua vida, sabendo que era protegida e amada, e sabendo que sua segurança fazia seu pai feliz. Não, as dúvidas sobre sua vida tinham começado depois da morte de seu pai, quando ouviu por acaso alguns criados bem-amados caracterizá-la como “a pobre mocinha, mantida prisioneira por todos esses anos”. E então, outra criada misteriosamente acrescentara, “São aqueles olhos”. Na verdade, o comentário tinha sido sussurrado, como se a criada tivesse medo de que ela pudesse escutar.
A primeira reação de Melissa a aquelas palavras ouvidas fora raiva. Como ousavam criticar seu pai por mantê-la segura, por permiti-la viver sem ameaça de morte ou perigo?
Mas as palavras que escutara não a deixariam. Será que os criados realmente tinham pena dela? Será que eles achavam que sua existência segura era mais uma sentença? Será que seu pai tinha lhe roubado, roubado sua infância, sua liberdade, sua própria vida? Ela perguntara a Mary e a mulher mais velha balançou a cabeça em desgosto.
― Apenas palavras tolas em que não deveria prestar atenção, senhorita, ― ela dissera.
Mas enquanto as semanas passavam e Melissa começava a aprender exatamente quão desesperadora era sua situação, ela não pôde evitar e se perguntar se seu pai não fizera tudo o que podia para protegê-la. Ela não gostava da ideia de que seu pai temera por ela, ou tivera medo de algo por conta própria. Assim que esses pensamentos entravam em sua mente, ela os afastava. Seu pai a amara, quisera apenas o melhor para ela. Certamente ele sabia mais do que os criados que trabalhavam para ele.
Melissa caminhou em frente à janela, parando de vez em quando para verificar se alguém estava saindo da carruagem. Ah, lá estava ele, empurrando seu chapéu feio sobre sua cabeça. O próprio diabo que achava que podia arrancá-la de sua casa, levá-la a Deus sabe onde, fazê-la entrar na sociedade com todos os seus perigos. Casá-la.  Oh, Deus.
Ela ainda tinha a carta do demônio, suas palavras perversas encobertas com aparente preocupação. Bah!









Série Lordes e Ladys
1- Quando um Duque diz Sim
2- A Fiha do Lord Louco
Veja vídeo de lançamento


9 de setembro de 2017

A Marquesa Virgem

Nascida, educada e preparada para ser a esposa de um nobre de alto berço, de educação e preparação como a dela, lady Olivia, filha do visconde de Grossem não esperava se converter no principal escândalo da aristocracia das ilhas. 

Lorde James, marquês de Wellington, primogênito e herdeiro do duque Frettorn, provocou o escândalo, o prejuízo e o dano, muito além da reparação e o perdão. 
Quando recupera a prudência, parece ser muito tarde não só para ele, mas inclusive para quem, sem o compreender, o fez desejar o perdão sobre todas as coisas. 

Capítulo Um 

Em 1817, na vida social da nobreza londrina, ocorreram três fatos que se consideraram verdadeiramente relevantes e portanto, objetos de fofoca, intriga e, em muitos casos, comentários cruéis durante meses. 
O primeiro, o nascimento do primeiro filho do duque de Clayborn, um fato extremamente feliz porque nasceu um formoso bebê esse dia, a não ser as dúvidas a respeito de sua paternidade, pois toda Londres conhecia a relação existente entre a jovem duquesa e o primo do duque, qualificada por muitos como muito estreita. 
Deste modo, embora considerado e tratado como o herdeiro, esse bebê viveria toda sua vida com as palavras insidiosas sussurradas às suas costas e as olhadas desdenhosas ou censuráveis dos mais estritos moralistas da nobreza.
Não importava que realmente fosse filho do duque e sua jovem duquesa, nem que o primo do duque, que tanto tempo passava na casa deste, fosse um homem com uma dessas tendências consideradas, nesses tempos, como reprovável, desviada ou antinatural e que, portanto, jamais olhasse e menos ainda, tocasse à duquesa com intenção alguma que não fosse a do beijo cortês na mão ou o de ajudá-la a subir ou descer da carruagem ducal. 
E assim que esses detalhe não resultavam de interesse para essas línguas ávidas de destroçar a vida de seus congêneres por mero aborrecimento. 
Um segundo acontecimento gerou tantos ou mais fofocas nesse ano. A ruína econômica de um dos grandes totens da nobreza, o conde de Versham. 
Ruína que não era outra coisa que o resultado de suas escandalosas perdas no jogo, que derivaram em enormes dívidas com alguns dos maiores canalhas dos subúrbios, agiotas, chantagistas e jogadores da pior estirpe. Mas a ruína econômica de um nobre pelo jogo não era tão incomum. 
O que possivelmente era chamativo ou motivo de interesse para outros era o fato de que fosse o conde de Versham, um dos nobres com melhor reputação da alta sociedade, o protagonista dessa ruína, e quem, até que se conheceu sua debilidade, era considerado uma pedra angular de retidão entre seus pares; era conhecido sobretudo por sua altiva complacência de origem e pureza, especialmente, por seu público desprezo por todos os que não fossem de sua mesma condição e classe social; inclusive entre os de sua classe, considerava dignos só aqueles de berço e estirpes impecáveis. 
E foi precisamente a soma destas circunstâncias que gerou o escândalo, pois para resolver sua penosa e cada vez mais alarmante ruína, casou suas duas formosas e nobres filhas, de maçante ascendência, com dois homens extraordinariamente ricos mas sem nenhuma só gota de sangue aristocrata em suas veias, e linhagem aristocrática alguma, o que, é obvio, situou ao conde, suas filhas e a seus novos genros, na boca de toda a cidade, como objeto da fofoca preferida dos salões, clubes, casas e parques de Londres. 
Entretanto, tanto o duque como o conde tiveram sorte esse ano, pois se algo gerou polêmica, intrigas, falações, fofocas e, sobretudo, muitos comentários mordazes para os protagonistas foi um acontecimento concreto. 
Ou para ser mais exatos, vários acontecimentos de uma mesma história escandalosa, em que, como sempre ocorre, o único prejudicado acaba sendo a vítima inocente de todo isso, a pessoa que não fez nem pôde fazer nada para se defender e que, portanto, acabou danificada sem remédio. 
Em fevereiro desse ano, teve lugar um feliz acontecimento aos olhos de todos e, muito especialmente, aos olhos de uma jovem dama que acreditava que um 12 de fevereiro trocaria sua vida iniciando uma nova e feliz etapa em sua jovem e inocente existência. 
Esse 12 de fevereiro, em uma repleta igreja de Saint George em Hanover Square, na chamada Igreja da nobreza, teve lugar, ante quinhentos convidados da alta aristocracia, da nobreza e inclusive de algumas cabeças coroadas européias, o matrimônio entre lorde James, marquês de Wellington, primogênito e herdeiro do duque Frettorn, com lady Olivia, filha mais nova do visconde do Grossem. 
Era de um matrimônio acertado pelos pais dos nubentes, os quais tinham propriedades vizinhas perto de Kent e consideravam as bodas vantajosa para ambas as famílias. 
O herdeiro do duque se casava com a filha de um dos grandes nobres, educada desde o berço para ser a esposa um nobre. Para a jovem noiva, uma mocinha de vinte anos era o dia mais feliz de sua vida pois, desde menina esteve apaixonada por herdeiro do duque, seu bonito vizinho, esse menino, jovem e posteriormente homem, que ela via, como perfeito em todos os sentidos.








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