29 de outubro de 2014

Coração Highland

 Série Irmãs McAlpin







Jamie MacDonald tinha uma tarefa solitária e perigosa, unir os clãs rivais das montanhas contra a conspiração de um traidor. 

Sua busca desesperada por aliados o levou ao Clã Gordon e, contra o bom senso, para os braços de Lindsey Gordon, filha orgulhosa e obstinada.
De temível reputação o gigante de barba ruiva que chamavam de Heartless MacDonald, a ela pouco importava com sua rudeza.
No entanto, mesmo quando debateu-se em seu abraço indesejado, ansiava o coração nobre deste guerreiro.

Capítulo Um

Terras Altas da Escócia, 1566
No exterior de Kinloch House os soldados das montanhas ficaram lado a lado, guardando a fortaleza, ignorando o frio de março, assistindo a morte.
Eles não sairiam enquanto restasse fôlego em seu líder.
No interior, Brice Campbell, conhecido em todo o país como o Highland Bárbaro, jazia mal apegando-se à vida.
Mensageiros viajavam até os extremos confins da terra para chamar os amados de seu líder, Correndo contra o tempo, deixando-o com sua amada esposa, Meredith.
Da Inglaterra tinham vindo Brenna MacAlpin e seu marido, Morgan Grey, e seus dois jovens filhos. Da Irlanda, a filha Megan MacAlpin e seu marido, Kieran O'Mara, e seu primeiro filho, Sean.
Chefes das montanhas com os seus soldados ocupavam os arredores da fortaleza antiga. Alguns, como Angus Gordon, amigos de infância, cujo coração estava pesado. Outros, que tinham tido o privilégio de lutar ao lado deste nobre rebelde, esperavam e observavam em silêncio chocado.
O vento varreu descendo pela chaminé, espalhando cinzas e faíscas. Uma chama. Explodiu e quase morreu, então serpenteava ao longo da casca de um tronco até saltar em uma chama de luz.
Os homens e mulheres se abraçavam, todos buscando ou dando conforto.
Crianças, rapidamente superavam sua timidez, falando em muitos dialetos estranhos, se familiarizando. Mas até mesmo suas vozes eram estranhamente constritas, pois sentiam a melancolia da ocasião.
Os servos moviam-se ao redor como se estivessem em transe. Um aglomerado de cães cercava a lareira, olhando nervosamente para cada par de pés.
O silêncio foi quebrado pelo som das enormes portas da frente sendo abertas. Um momento depois, um gigante de barba ruiva parou no limiar.
Seu olhar passou pela sala, em seguida, levantou o olhar à mulher que descia as escadas. Sua figura era magra como de uma donzela. Seu vestido de cetim vermelho, parcialmente coberto pela manta Campbell. Cabelo castanho grosso alastrado sobre o ombro. Carregava uma criança nos braços. Entregando a criança a um servo, correu para a frente.
— Oh, Jamie. Louvores aos céus, você veio. A bela lady Meredith agarrou-o em um abraço caloroso.
— Eu temia que você não chegasse a tempo.
— Eu vim assim que seu mensageiro chegou. Ele estudou-a: Olhos vermelhos e linhas finas ao redor da boca. Vendo o cansaço gravado nas belas características de Meredith, ele puxou-a em seus braços e apertou os lábios em seu cabelo. Ela era a coisa mais próxima de uma mãe que conhecia. Ele tinha sido muito feliz quando, anos antes, seu pai adotivo havia caído de amores por ela e concordara em deixá-lo em casa com ela em Kinloch House.
— Brice ...ele não podia dizer as palavras sobre Brice Campbell viver ou morrer. A pergunta não formulada pairando sobre eles.
— Ele está gravemente ferido. Mas ele vive. Ela viu o alívio no rosto de Jamie.
— Você o curou de ferimentos graves antes, Meredith. Ele vai melhorar; você vai ver. Você é sua razão de viver.
— Sim. Rezo que assim seja. Mas seu destino está nas mãos de Deus. Ela piscou para conter as lágrimas que ameaçavam.
— Brice insiste em vê-lo assim que chegar.
— Sim. Gostaria de vê-lo agora. Ela levantou a saia e mostrou o caminho. Seguindo- a até as escadas disse com firmeza: — Fale-me deste estranho ataque. Seu mensageiro disse ser na própria casa da rainha. É certo isso
— Sim. Meredith parou no topo da escada.
— Nós fomos convidados para jantar com Mary em Holyrood. Ela está confinada estes dias, uma vez que está grávida. Com um leve sorriso, ela acrescentou, Mary sempre teve a companhia de Brice. E agora que seu casamento com o senhor Darnley é tão infeliz, velhos amigos a rodeiam torcendo por ela.
À menção de Darnley, o franzir da testa de Jamie se aprofundou. Ele tinha ouvido os rumores sobre o marido da rainha. Bebedeira, jogos de azar, mulheres.
Se a metade fosse verdade, o casamento estava quebrando o coração terno da pobre jovem rainha.
— Durante o jantar, lord Ruthven cambaleou. Primeiramente temíamos que ele tivesse bebido cerveja demais. Mas depois, vendo o punhal na mão, Brice empurrou a mesa para barrar seu caminho. Mas no mesmo momento senhor Darnley apareceu com vários outros nobres. Ao vê-los, Brice apressou-se em defesa de Mary, percebendo que significava um ataque.
Jamie sentiu seu coração parar.
— Será que a nossa rainha foi ferida?
— Não, graças a Deus. Graças apenas a Brice. Mas pobre Riccio.
— É verdade, então, que o secretário de Mary morreu?
— Sim, Meredith sussurrou, suprimindo um arrepio.
— George Douglas utilizou a própria adaga de lord Darnley para o ato sangrento. Ele e lord Ruthven devem ter esfaqueado o jovem Riccio mais de cinquenta vezes antes de arremessar seu corpo escada abaixo. A rainha estava perto da histeria.
— E Brice? Os olhos de Jamie se estreitaram.
— Qual deles segurava a faca que causou as feridas?
— No meio da confusão, eu não podia ver. Havia servos chorando, e a própria rainha estava ajoelhado sobre o corpo de Brice, gritando por ele.O amado bárbaro highlander. Meredith tremeu.
— Eu não vi quem infligiu os ferimentos. Mas o estrago é grande.
Quando chegaram à porta da câmara, Meredith virou.
— Você não deve exigir demais de sua força. Ele perdeu muito sangue.
Não era a natureza de Jamie sentir medo. Nos últimos anos, combatera na fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, tornara- se conhecido como um guerreiro destemido. Ele sabia o que os outros o chamavam quando pensavam que ele não podia ouvir.
O MacDonald Heartless. Sim, ele era sem coração no meio da batalha.
Mas ao ver que o esperava, sentiu seu coração parar.
Era como se suas veias, de repente se tivessem transformado em gelo. Ele estudou o rosto do homem que era o único pai que ele nunca tinha conhecido, agora deitado indefeso como um bebê pequenino.
A cabeça de Brice estava envolta em ataduras.
Sangue infiltrava através das camadas de bandagens recentes. Uma tala foi colocada rigidamente ao seu lado, coberto com lençóis espessos. Seu peito subia e descia em cada respiração ofegante.
Jamie parou por um momento, lutando contra os sentimentos que rasgavam através dele.
Medo, raiva, impotência. Deixando de lado suas emoções, se ajoelhou até que seu rosto estava perto de Brice.
— Eu estou aqui, ele sussurrou.
Ele viu quando as pálpebras do homem mais velho piscaram, depois abriram. Havia uma palidez mortal em sua pele.
— Eu sabia que você viria.
A voz de Jamie tremeu com fúria.
— Eu preciso de apenas um nome e eu vou vingá-lo desse crime terrível. Diz-me quem empunhou a adaga. Ao cair da noite o seu inimigo vai morrer em seu próprio sangue.
— Não. É mais do que vingança você deve procurar. A mão que agarrou a manga de Jamie foi surpreendentemente fraca. O homem, que tinha resistido ao ataque de exércitos, que havia ampliado sua fortaleza nas montanhas e a defendido contra todos os ataques, agora estava fraco demais para cerrar o punho.
Os olhos de Brice, embora vidrados de dor, fitaram Jamie com o velho aspecto familiar de comando.
— Escute bem. Sua primeira preocupação deve ser a nossa rainha, que era o verdadeiro alvo do ataque.
— Ruthven mataria nossa rainha?
— Não apenas Ruthven. Brice se esforçou para falar apesar a dor que o assolava com cada palavra.
— Eu não confio em Darnley. Não confio em ninguém para manter a Rainha em segurança, somente você.
— Darnley!


Série Irmãs McAlpin
1- O Bárbaro das Terras Altas
2- Uma rebelde na corte
3- Prisioneira do Esquecimento
4- Coração Highland
Série Concluída



 

26 de outubro de 2014

Amor em Pecado

Série Vikings Proibidos
Pelo amor de um homem, ela enfrentaria a lei!

Caragh Ó Brannon luta bravamente quando o inimigo aporta, defendendo a si e a sua família. 
Agora, ela se vê sozinha com um viking muito bravo... Styr Hardrata navegou até a Irlanda buscando um recomeço, mas nunca imaginou que acabaria prisioneiro de uma bela dama.
O guerreiro atraente e poderoso assusta Caragh ao mesmo tempo em que a atrai. 
Apesar de ter se apaixonado pelo inimigo, ela deveria se afastar dele, pois... é casado. Contudo, por mais que tentem, eles não conseguem ignorar seus sentimentos... e o desejo!

Capítulo Um

Irlanda — 875 d.C.
O clã estava pouco a pouco morrendo de fome.
Caragh Ó Brannon olhou para o saco de grãos, quase vazio. Restava somente um punhado de aveia, uma quantidade que mal dava para alimentar uma pessoa.
Ela fechou os olhos, pensando no que poderia fazer. Seus irmãos mais velhos, Terence e Ronan, tinham partido 15 dias antes, para tentar conseguir mais comida. 
Ela lhes entregara um broche de ouro que pertencera à sua mãe, com a esperança de que alguém o quisesse trocar por carneiros ou vacas. Mas a penúria era geral, e dificilmente haveria alguém disposto a se desfazer de suas reses.
— Tem alguma coisa para comer, Caragh? — perguntou seu irmão mais novo, Brendan. Com 17 anos, ele tinha um apetite voraz, e ela fizera o possível para evitar que ele sentisse fome. Mas agora era evidente que ficariam sem comida antes do que ela imaginara.
Em vez de responder, ela mostrou o que sobrara. Ele ficou muito sério, o rosto magro encovado pela desnutrição.
— Também não conseguimos pescar nada. Vou tentar novamente hoje.
— Posso fazer uma sopa — ofereceu-se Caragh. — Vou ver se encontro alguma coisa... cebolas, ou cenouras...
Embora ela tentasse falar num tom otimista, ambos sabiam que os campos e florestas tinham sido debulhados fazia tempo. Não havia sobrado nada, com exceção de talos secos de grama.
Brendan estendeu a mão e tocou o ombro de Caragh.
— Nossos irmãos vão voltar, e então teremos comida.
Caragh viu no rosto dele a necessidade de acreditar e forçou-se não só a sorrir como a aparentar que o sorriso era verdadeiro.
— Eu espero que sim.
Depois que Brendan saiu com sua rede de pesca, Caragh olhou ao redor na choupana vazia. Seu pai e sua mãe haviam morrido no último inverno. O pai tinha ido pescar e se afogara. A mãe sofrera muito e nunca se recuperara da perda. Cedera inúmeras vezes seu prato de comida para Brandon, mentindo que já havia se alimentado. Quando eles descobriram o que estava acontecendo, já era tarde demais para evitar que ela definhasse até a morte.
Tantas pessoas sucumbiram à fome, e Caragh sentia o coração confrangido por saber que os pais tinham morrido tentando alimentar os filhos.
As lágrimas inundaram seus olhos quando ela olhou para a forja do pai. Ele era ferreiro, e Caragh estava acostumada a ouvir o som do martelo, a ver o brilho de metal quente conforme ele moldava as ferramentas e armas. Sentiu o coração pesado, sabendo que nunca mais ouviria a risada contagiante dele.
Embora o barco ainda estivesse lá, ela não tinha coragem de enfrentar as ondas mais bravias a mar aberto. Seus irmãos sabiam navegar, mas nenhum deles tinha se aventurado outra vez após a morte do pai. 
Era como se o barco avariado que regressara vazio estivesse envolto por uma energia ruim, e nenhum deles chegava muito perto.
Caragh gostaria que fosse possível ir embora de Gall Tír. Aquela era uma terra desolada e devastada, mas eles não tinham os mantimentos necessários para viajar muito longe a pé. Deveriam ter partido no verão anterior, quando as plantações apodreceram antes de florescer. 
Nessa ocasião, pelo menos, ainda possuíam um estoque suficiente para sobreviver. Agora, mesmo que viajassem pelo mar, não tinham comida suficiente para mais de um dia.
A mão da Morte estava estendida sobre aquele lugar, e Caragh sentia que também começava a perder as forças. Já não conseguia caminhar longas distâncias sem se sentir fraca, e as tarefas mais insignificantes pareciam um fardo. Estava tão magra que a roupa larga caía sobre seu corpo, e os ossos dos pulsos e dos joelhos estavam salientes.
Contudo ela não estava pronta para desistir. Como todos os demais, lutava para viver.
Ela pegou a cesta e saiu para a luz do sol. A aldeia, fortificada por uma muralha circular, estava em silêncio, com poucas pessoas dispostas a gastar energia conversando quando havia algo mais importante e urgente a fazer, que era procurar alimento. Seus irmãos mais velhos não foram os únicos a partir em busca de suprimentos. 
A maioria dos homens também havia ido, principalmente os que tinham filhos. Se voltariam ou não, ninguém sabia.
Algumas mulheres mais velhas, também carregando suas cestas, cumprimentaram Caragh com um aceno de cabeça. Ela pensou na promessa que fizera ao irmão, de procurar legumes para fazer uma sopa, mas sabia que não acharia nada. 
Mesmo que ainda tivesse restado algum tubérculo ou folhagem comestível, era provável que as outras chegassem antes dela. Então resolveu ir até a orla, esperando encontrar alguns mariscos ou algas.
Parou várias vezes para se sentar em alguma pedra ou no chão, quando a visão escurecia e a cabeça rodava, num prenúncio de desmaio. 
Depois de descansar um pouco, respirava fundo e prosseguia. A água estava muito escura naquela manhã, as ondas calmas e silenciosas. Seu irmão estava mais adiante, na faixa de areia, jogando a rede de pesca. Ele acenou quando a viu.
Contudo foi a visão do navio viking no horizonte que despertou o medo em ambos. Era uma embarcação grande, de extremidades curvas, com capacidade para transportar no mínimo uma dúzia de homens. 
Uma massiva vela listrada ondulava no mastro, e escudos ornados com um padrão vermelho e branco se enfileiravam na amurada lateral. Ao sol da manhã, um cata-vento de bronze brilhava no topo do mastro principal, e a cabeça de um dragão estava esculpida na proa. 
Assim que Caragh avistou o navio, seu coração acelerou.
— São os lochlannach? — gritou para o irmão.
Já ouvira contar inúmeras histórias sobre os bárbaros vikings das terras escandinavas que saqueavam as casas de pessoas inocentes. Se aquele navio fosse deles, o clã teria menos de uma hora até que o pesadelo começasse.
Sua pele se arrepiou ante a ideia de ser capturada por um daqueles selvagens. Ou pior, de ser queimada viva se eles tentassem tirá-la de casa à força.
— Volte para casa, Caragh — ordenou Brendan. — Fique lá dentro, e pelo amor de Deus, não deixe ninguém entrar! 

Série Vikings Proibidos
1- Amor em Pecado

19 de outubro de 2014

Vale da Paixão

Série Oeste
Depois da morte de seu pai,, a bela De Swane aferra a única coisa que lhe resta: o vale de Angel Crek.. 

É então quando o desumano e ambicioso Lucas Cochran desuman o e ambicioso entra na vida da jovem
com a intenção de apoderar-se de seu vake...e dela.
Entretando à medida que a confrontação se transforma em uma violenta paixão. ardente e devastadora, o destino os arrasta a um perigoso abismo no qual poderiam ficar sem pedaços...
Ou o amor poderia nascer tão violento e selvagem como o próprio Oeste, mais forte que a ambição, mais forte que o ódio, mais forte que a vingança...

Capítulo Um

Fazia quase um mês que Lucas Cochran tinha voltado para o lugar que o viu nascer, mas ainda se surpreendia do muito que o povoado de Prosper fazia para estar à altura de seu nome. Nunca chegaria a ter uma grande população, entretanto, estava limpo e cheio de vida. 
Pode-se dizer muito de um lugar em apenas observar às pessoas que passam pela rua, e, segundo essa norma, Prosper era tranquilo, seguro e, definitivamente, próspero. 
Possivelmente as cidades que cresciam depressa graças às minas tinham muito mais vida em suas ruas que um como Prosper, e as pessoas faziam muito mais dinheiro neles, mas esse tipo de população acabava morrendo assim que se esgotavam os minerais.
Em seu começo, Prosper tinha contado com tão somente um edifício que servia de loja, bar e estábulos para os poucos colonos do lugar. 
Lucas recordava os tempos em que a área em que se assentava agora Prosper não era mais que terra vazia, e os únicos homens brancos em quilômetros de distância eram os do rancho Duplo C. 
A febre do ouro de 1858 tinha mudado tudo: milhares de mineiros e aventureiros tinham chegado às montanhas do Colorado em busca de dinheiro rápido, e, embora não se encontrou ouro naquele lugar, alguns tinham se estabelecido ali criando pequenos ranchos. 
Ao aumentar a população, cresceu a demanda de mercadorias. O único armazém logo teve outro edifício ao lado, e assim nasceu o diminuto assentamento que um dia seria Prosper, no Colorado.
Lucas tinha visto muitas cidades mineiras, e todas se pareciam muito em seu ritmo frenético, em suas ruas enlameadas repletas de garimpeiros e daqueles que pretendiam separar os mineiros afortunados de seu ouro: jogadores, proprietários de salões, prostitutas e ladrões de terras. 
Alegrava-se de que Prosper não tivesse recebido a bênção, ou a maldição, conforme se olhasse, do ouro e da prata. Por suas características, o povoado no qual tinha nascido seguiria ali quando a maioria dos assentamentos mineiros não fosse mais que estruturas vazias açoitadas pelo vento.
Tratava-se de um bom lugar para formar uma família, tal e como era claro com as trezentas e vinte e oito almas que residiam ali. Todos os negócios se alinhavam ao longo da rua central, enquanto que as residências se repartiam nas outras nove ruas. 
A maioria das casas eram pequenas e simples, mas alguns, como o banqueiro Wilson Millican, já tinham dinheiro antes de chegar a Prosper. Suas mansões não teriam parecido fora de lugar em Denver ou inclusive nas grandes cidades do Leste.
Prosper só tinha um salão e carecia de bordéis, embora fosse bem conhecido entre os homens da cidade que as duas garotas do salão estavam dispostas a fazer determinados favores sexuais por um preço. 
As mulheres do povoado também conheciam esse acerto, embora seus maridos não fossem conscientes disso.
Havia um colégio para os meninos e uma igreja; um banco, dois hotéis, três restaurantes contando os dois dos hotéis, uma loja que vendia todo tipo de coisas, dois estábulos, uma barbearia, um sapateiro, um ferreiro e inclusive uma loja de chapéus para as damas. 
Até podia dizer que contavam com boas comunicações, porque a diligência passava uma vez por semana.
Em realidade, o povoado só seguia ali porque a família Cochran tinha criado de um nada o grande Duplo C, lutando contra os comanches e os arapahoes, pagando pela terra com sangue. 
Lucas tinha sido o primeiro Cochran nascido ali, e, naquele momento, era o único que restava; tinha enterrado a seus dois irmãos e a sua mãe durante as guerras com os índios, e seu pai tinha morrido fazia um mês.

Série Oeste
1- Uma Dama do Oeste
2-  Vale da Paixão
(GTR)

O Reverso da Vingança








Clive precisava conquistar Lara para pôr em prática sua vingança implacável!

O marquês de Darincourt, Clive Darin, sorriu satisfeito ao ler o anúncio de casamento que mandara publicar na gazette.
Todos pensariam que fora ele quem rejeitara a esnobe lady Charlotte. 
Na verdade, estava magoado e humilhado, pois ela preferira se casar com um duque!
Sua sorte mudou ao encontrar lady Lara, prima de Charlotte, fugindo de casa. A linda órfã seria uma substituta perfeita para a noiva que o preterira...

Capítulo Um

1819
O marquês de Darincourt dirigia seu faetonte com rapidez para fora de Londres.
Todos os pedestres, com os quais cruzava, admiravam seu veículo. Os dois cavalos que havia adquirido recentemente nos leilões de Tattersall eram soberbos e constituíam uma parelha perfeita.
O faetonte, projeto seu, era amarelo, com rodas negras e, sem dúvida, o mais elegante de toda St. James Street.
O próprio marquês tinha uma aparência digna de ser admirada. Além de muito belo, sua postura-e comportamento justificavam seu apelido de Darin, o ousado.
Quando no Exército, Clive Darin alcançara o posto de capitão. Costumava levara bom término qualquer missão que lhe era confiada, não importando seu grau de dificuldade ou perigo. Conseguira per­manecer vivo graças a sua sagacidade e inteligência, daí ganhando dos companheiros a alcunha de ousado.
A guerra havia lhe arrefecido um pouco das ilusões românticas. Por isso, regressando a seu país, dedicou o tempo a amores fortuitos e inconsequentes com entediadas e solitárias senhoras casadas em­bora muito atraentes e sofisticadas.
Todas mostravam-se dispostas a recebê-lo secretamente quando os maridos se ausentavam.
Faziam parte do exclusivo beau monde. Assemelhavam-se às cocottes francesas, que havia conhecido em Paris quando lá estivera, com o Exército de Ocupação.
Finda a guerra, voltou ao lar passando a destacar-se como um dos mais cobiçados homens solteiros do beau monde. Tinha plena consciência de que sua posição exigia que tivesse uma esposa. Como não era de seu feitio adiar decisões importantes, nesse dia levantou-se e preparou-se para uma missão que lhe era nova.
Jamais havia feito algo semelhante antes.
Havia decidido casar-se.
Era filho único. Tanto seu pai, antes de falecer, como todos os parentes, haviam sentido muito medo que desaparecesse num campo de batalha.
Teria sido lamentável se o nome Darincourt, que era parte im­portante na história do país terminasse abruptamente. O título ho­norífico de marques, criado apenas cem anos atrás, fora um acréscimo à glória familiar.
Também isso não deveria ser perdido.
O marques conhecia bem a importância de sua posição.
Tudo isso justificava o assédio sofrido por ele pelas debutantes. Usavam de todos os recursos para atrair-lhe a atenção, contando com a cumplicidade e orações das ambiciosas mamães, que vence­riam qualquer obstáculo para tê-lo como genro.
Porém, em vez de se tornar arrogante ou cheio de autoconvencimento, ele passara a encarar tais expectativas com uma certa dose de cinismo. No íntimo, apreciaria casar-se pelas próprias qualidades e não por suas posses. Seus amigos teriam rido de tal prova de sentimentalismo. Preferiria procurar o amor verdadeiro, tal como ocorria no passado.
O marques Clive Darin era um homem culto que, em contraste com suas aventuras, gostava de deleitar-se com boas leituras. Havia se impressionado com os poemas escritos por lorde Byron. Aliás, o poeta era seu conhecido, pois frequentavam o mesmo clube, o con­ceituado White’s.
Já fazia algum tempo que, tanto a avó quanto os parentes, lhe imploravam, quase de joelhos, para que se casasse.
Sempre atento a tudo o que se passava a sua volta, Clive acreditava haver descoberto, entre as debutantes, uma perfeita pérola.
Lady Charlotte Warde, filha do conde de Langwarde, era, sem sombra de dúvida, a mais bela da nova geração.



Problemas no Paraíso



Ele não queria compromissos... Mas aquela mulher o enfeitiçou!

Roy McMillan jurara viver e morrer solteiro!
Mas sua filosofia de vida caiu por terra no dia em que Ellie Fitzsimmons desceu do trem em Paradise, Nebraska. 
A bela iluminou o dia de outubro com seu brilho. E, embora estivesse ali para visitar seu irmão, Roy teve dificuldade em manter esse fato em mente... e evitar bancar o idiota!
Ellie estava em apuros!  E não havia roupa que escondesse seu segredo por muito tempo. 
Roy McMillan só aumentava seus problemas com aquele sorriso devastador. Mas quando soubesse a verdade, Roy ainda iria querer construir um pequeno paraíso na terra para ambos?

Capítulo Um

Nova York, 1892.
— Em que bela encrenca você se meteu, Ellie — criticou Mary O’Malley, uma das camareiras da Sra. Sternhagen. — Não que eu não tivesse percebido. Em seu primeiro dia na casa, eu disse a mim mesma: “Céus, essa moça vai se complicar, se achando melhor do que as outras... com seus livros e cartas, mais o jeito avoado”. E foi o que fez, não? Complicou-se! Arranjou um fardo!
Ellie assentiu, já com dor nos ouvidos de tanto sermão. O único fardo em que podia pensar eram suas duas malas gastas pousadas na calçada. Continham todos os seus pertences, incluindo os livros adorados, porém pesados, que tinham sido de seu pai.
 Por um segundo, deixou de ouvir a cacofonia de sons, mistura do barulho da rua com a ladainha de Mary... imaginando que destino seus escritores favoritos dariam a uma personagem em sua situação. E então, Sr. Dickens, Sr. Victor Hugo? De repente, Ellie estremeceu. Com certeza, eles lhe arranjariam um final trágico... cairia de um penhasco no litoral durante uma tempestade ou, pior, se casaria com algum fazendeiro banguela com terras à beira dos penhascos, de onde ela ainda se jogaria num dia atormentado. 
A fim de se acalmar, pensou em outros autores... Anthony Trollope. Ou, melhor ainda, Jane Austen. Eles seriam mais generosos... ao menos, inventariam soluções mais engraçadas, embora não tivesse motivo para rir naquele instante.
— E, se quer saber... — continuava Mary. — Aquele café que derrubou no tapete persa da Sra. Sternhagen não foi acidente, tampouco!
Relutante, Ellie abstraiu-se da ficção e voltou a sua biografia real. Deu de ombros, inocente.
— Eu estava transtornada, naturalmente...
— O orgulho precede a queda, não é? Sorte sua eu ser o tipo caridosa — continuou Mary, indiferente à poeira que uma carruagem lhe atirou no rosto ao passar. — Fergus e eu ficamos contentes em ajudá-la. Seu quarto não é mais do que um armário, mas ouso dizer que tem sorte por consegui-lo, já que não poderá nos pagar nada e provavelmente será um fardo terrível.
— Farei o que puder, Mary. — Mas a promessa soou fraca até a seus próprios ouvidos. Tinha pouco dinheiro, provavelmente insuficiente para mantê-la até a chegada do bebê, não importando o quanto economizasse. Mary tinha razão. Era felizarda por conseguir um teto, pelo menos até arranjar uma solução.
Como arranjaria outro emprego? Até então, só trabalhara como doméstica, mas nenhuma família decente contrataria uma moça grávida. 
A barriga ainda não aparecia, porém, mas nenhum uniforme de criada a favoreceria. Além disso, teria de revelar ao empregadores em potencial que fora demitida pela Sra. Louisa Sternhagen, e o motivo viria à tona. Considerando que assuntos particulares sempre se tornavam de conhecimento público no pequeno mundo da sociedade nova-iorquina, logo todos saberiam que sua desgraça se devia a uma relação ilícita com o filho da ex-patroa.
Tinha que deixar Nova York. Mas para onde iria? Filadélfia? A situação lá não seria melhor para uma mãe solteira. Não imaginava nenhum lugar favorável. Exceto...
Por um instante, alienou-se da mistura de fuligem, pó e barulho e imaginou terras planas verdejantes, no Oeste distante. Parker McMillan escrevera que o Nebraska era um lugar bem mais informal do que o Leste. Dissera também que não havia muitas mulheres por lá, o que significava que era praticamente certo arranjar trabalho. Até para uma mãe solteira.
— Chegamos — anunciou Mary, conduzindo Ellie pela porta de uma construção de tijolos sombria. Dentro, viram-se diante de uma escada escura e estreita.
— No andar de cima. — Mary subiu um degrau e olhou por sobre o ombro. — Céus, você parece longe daqui!  Ellie riu.— E estava. Mary franziu o cenho, crítica, como se o riso fosse proibido a moças decaídas como Ellie. — Pensando em algum camarada, suponho. Como se não bastassem os problemas que já arranjou com homens!



13 de outubro de 2014

Um Duque nunca se rende

Trilogia Romances á luz da Lua


Impaciente com as críticas da sociedade britânica educada, Abigail Harewood decidiu viver a vida em seus próprios termos– e a primeira coisa que ela exige é um amante.

Quando o autoritário Duque de Wallingford chega à porta de seu castelo alugado, ela acha que encontrou o candidato perfeito: bonito, arrojado, e experiente na arte do amor. Mas tentar atrair Wallingford para a sua cama parece mais difícil do que ela imaginava. 
Inquieto e insatisfeito com sua vida devassa em Londres, o duque anteriormente libertino está determinado a passar um ano casto. Mas, como Abigail faz de tudo para seduzi-lo, Wallingford encontra sua determinação desmoronando diante de seu charme irresistível... E seus segredos fascinantes.

Capítulo Um

Sudeste de Florença, março de 1890.
Aos quinze anos, a senhorita Abigail Harewood havia enterrado sua querida mãe e se mudado para Londres para viver com sua irmã mais velha, a deslumbrante e jovem marquesa de Morley, e seu marido decrépito e agônico, o marquês.
Depois de uma semana, Abigail havia decidido que jamais se casaria.
— Jamais me casarei, — disse ao cavalariço enquanto o ajudava a secar os cavalos molhados com mantas. — Mas, gostaria de ter um amante. Afinal, acabo de completar vinte e três anos e já é hora, você não acha?
O cavalariço, que falava apenas um rude dialeto da Toscana, deu de ombros e sorriu.
— O problema é que não encontro um candidato adequado. Você não pode imaginar como é difícil para uma moça solteira da minha posição achar um amante. Claro, um amante com o qual deseje ir para a cama. Certamente que Harry Stubbs, o taberneiro, gostaria muito, mas ele não tem dentes. Dentes de verdade, quero dizer.
O cavalariço sorriu novamente. Seus dentes eram de uma brancura deslumbrante sob a luz do lampião.
Abigail inclinou a cabeça.
— Muito bonitos, — disse. — Mas não acredito que desse certo. Quero o tipo de amante que possa conservar ao menos por um ou dois meses, já que é uma grande dificuldade encontrar um, e minha irmã e eu abandonaremos esta encantadora pousada amanhã, assim que a chuva parar.
O cavalariço deu uma última palmadinha no cavalo e se preparou para colocar a manta para secar em uma viga. Poderia ter falado com ele em italiano, claro, embora seu dialeto não correspondesse totalmente à versão clássica que ela conhecia, mas era muito mais fácil conversar com as pessoas quando elas não podiam entender.
O cavalariço deixou a manta sobre a viga, flexionando os braços cobertos por sua camisa de lã. Na verdade, era um tipo bastante corpulento. Seu cabelo era de uma brilhante cor de azeviche, muito longo e levemente ondulado. Justamente o que esperava de um camponês italiano. Abigail interrompeu sua tarefa com a manta enquanto pensava.
— Desculpe-me, — disse. — Mas, posso lhe pedir um beijo? 
O homem baixou os braços e olhou para ela, piscando.
—Che cosa, signorina? — Veja bem,no dia em que completei vinte e três anos tomei a decisão de encontrar um amante antes que o ano terminasse, resolvi empreender uma busca o mais científica possível. Afinal, não se pode ser muito exigente com o primeiro amante, —Abigail ofereceu um sorriso afetuoso; um sorriso de entendimento mutuo. — Sondei as criadas e a governanta; apenas as mulheres, por motivos evidentes, e todas concordaram que o beijo é um fator determinante.
A testa do rapaz se encheu de linhas como um campo arado.
—Che cosa? — Perguntou novamente.
— O beijo, entende? Como método para comprovar a habilidade do candidato. Ternura, paciência, sutileza, sensibilidade com a parceira. Todas essas coisas, segundo minhas amigas, podem ser detectadas no primeiro beijo. Sabe o quê? — Inclinou-se para frente.
—Signorina? — Tinham razão!


Trilogia Romances á luz da Lua
1-  Uma Dama Nunca Mente
2-  Um Cavalheiro sempre é discreto
3-  Um Duque nunca se rende


Pergunte ao Coração



O destino traçou um casamento de conveniência para Valena. Mas os deuses puseram em seu caminho o amor!

Belo como Apolo! 
Foi exatamente isso que Valena pensou ao olhar para aquele cavalheiro subindo a bordo do navio que a levara até os Bálcãs. Quem seria?
Quando seus olhos se encontraram, Valena sentiu um intenso rubor tingir-lhe o rosto. Afinal, estava prometida a outro homem, não podia deixar-se encantar por alguém que via pela primeira vez. 
O que ela não sabia era que aquele homem era Ajax, filho do rei que iria desposá-la!

Capítulo Um

1886
— Oh, está de volta, Arthur. Como foi o funeral? — indagou lady Rose, ao ver o irmão entrando na sala de estar de sua suíte.
— Triste e sombrio, como pode imaginar — respondeu Arthur, duque de Inchcombe. — Compareceram menos pessoas do que eu esperava.
Lady Rose levantou-se da secrétaire, perto da janela, e foi até o sofá, sentando-se nele, à frente do irmão.
— O que farei, querido Arthur? Com a morte de tia Sarah precisarei de outra dama de companhia.
— Durante a viagem a Londres pensei no assunto. O im­portante é arranjarmos uma pessoa discreta.
— Claro. Oh, querido irmão, será que não posso desistir de tudo? Estou apavorada. Você sabe que meu maior desejo é ficar em Londres.
— Sei disso, Rose. Mas não é possível. Trate de pôr um ponto final nesse romance impossível — o duque aconselhou a irmã. — Mais cedo ou mais tarde todos ficarão sabendo do mesmo.
— E se souberem? — inquiriu lady Rose em tom de desafio.
— Sua reputação estará arruinada. Se nossos parentes des­cobrirem o que se passa, você pode imaginar o que eles dirão.
Lady Rose fez com as mãos um gesto de desalento; levantou-se e foi até a janela.
Seguindo-a com o olhar o duque admirou-lhe os cabelos refulgindo ao sol, os traços perfeitos, a pele alva e sedosa. Sem dúvida, a irmã era linda.
Amava-a e sentia muito, sentia desesperadamente por vê-la sofrer, mas não encontrava um modo de tirá-la da situação em que se encontrava.
Atualmente com quase vinte anos, lady Rose estava louca­mente apaixonada por Gerald, marquês de Dorsham. Debutara havia dois anos e vinha fazendo sucesso nos mais altos círculos sociais. 
No fim do ano anterior ela e o marquês se conheceram se apaixonaram.
Aos vinte e sete anos, belo, riquíssimo e correto, o marquês seria um marido excelente para lady Rose, o duque sabia disso.
Infelizmente, Gerald fora obrigado a se casar quando com­pletara vinte e um anos, por insistência do pai. Mavis, a noiva escolhida era de família importante e seus pais estavam a ser­viço da rainha Vitória.
No ano anterior ao casamento Mavis fora uma das beldades da temporada. As duas famílias estavam exultantes e a união prometia ser feliz, além-de excelente. O que os sogros não disseram ao genro foi que a filha tinha às vezes estranhos ataques.




10 de outubro de 2014

Promoção Sorteio de Livros!



Olá galera, acabei de lançar o meu livro e estou sorteando dois de presente. 

1- Para participar entre no meu blog e seja um Seguidor em G+

2- Os participantes deverão curtir minha página do Facebook

3- No post do Face responder a pergunta: 
O que você sente ao ler um livro de época ou ao assistir uma novela; um filme ou uma série épica? 

As duas melhores respostas ganhará um livro de presente autografado.

O resultado sairá no dia 31 de outubro. 
Para o ganhador eu pedirei o endereço para que eu envie pelo correio. 
Lembrando que eu não estou cobrando nada em dinheiro. A pessoa deve apenas curtir a minha página no face e no Blog.

Participem e boa sorte!

Claudio Pereira.

5 de outubro de 2014

Romance pré-histórico

A Face Secreta do Amor









O marquês de Melverley, considerado pelas beldades da aristocracia um bruxo irresistível, enfeitiçava suas amantes.

Era fato corrente que estas se desesperavam, algumas chegando até mesmo à tentativa de suicídio quando ele as deixava. 
Mas lady Emily, uma jovem destemida, ao ver-se forçada, por artifício de sua madrasta, a desposar tão assumido casanova, fugiu de suas garras, abandonou-o às portas da igreja!

Capítulo Um

1818
— Então, gostou do baile de ontem à noite? — indagou a condessa de Harsbourne à enteada.
Lady Emily Borne deixou a leitura do jornal e olhou para a madrasta.
— Oh, sim, foi maravilhoso e divertido como todos os bailes aos quais compareci esta semana.
— Você recebeu de algum dos cavalheiros um pedido de casamento?
— Pedido de casamento?! — repetiu lady Emily, surpresa. — Dancei muitas vezes com um rapaz á quem já havia sido apresentada anteriormente e recebi dele muitos elogios. Mas se ele me propusesse casamento eu o recusaria, pois nunca vi cavalheiro mais sem graça e cansativo.
— Ora, Emily! Você sim, é que está se tomando cada vez mais enjoada e impertinente — a condessa criticou-a em tom cortante. — Para ser franca, acho que está mais do que na hora de você se casar e quanto antes receber um pedido de casamento, melhor.
Os grandes olhos de Emily tomaram-se ainda maiores, tal seu espanto.
— Não sei por que está dizendo uma coisa dessas! Só me casarei por amor. Não tenho a menor intenção de passar o resto da vida ao lado de um homem de quem eu não goste e com quem não tenha interesses em comum.
A condessa franziu as sobrancelhas e não escondeu sua irritação.
— Há já algum tempo eu queria ter uma conversa séria com você, Emily. Parece que você não tem consciência de que é uma mocinha de muita sorte. Você tem, além da beleza, um pai rico e importante que faz tudo para agradá-la. Mas seu comportamento é o de uma filha ingrata que não dá valor ao que recebe. — A condessa fez uma pausa e acrescentou pouco depois em tom dogmático: — Toda debutante exultaria se estivesse em seu lugar. Seu pai já ofereceu dois bailes de gala para você e em consequência disso você tem recebido convites para festas e bailes de todas as famílias mais importantes da alta sociedade. Não pense minha querida, que sua vida continuará a ser um sonho permanente.
— E por que não? — objetou a enteada. — O que não acho certo é fazer um casamento precipitado.
Ao dar essa resposta lady Emily estava pensando em duas colegas de colégio, pouco mais velha do que ela, que se haviam casado no ano anterior, logo depois de debutarem e viviam muito infelizes.
Ao terminar o curso no colégio de aprimoramento social para jovens lady, Emily fizera o firme propósito de não se casar senão por amor.
Agora, ao ouvir a madrasta falar-lhe daquela forma, sentia-se não só exasperada, como receosa. Com cautela, perguntou:
— Está tocando neste assunto por que a senhora e papai têm pressa de se ver livres de mim?
— De forma alguma — volveu a condessa. — Como sua madrasta sou responsável por você e preocupo-me com o seu futuro. Uma jovem da sua posição social deve encontrar um marido importante, à sua altura. E a idade ideal para o casamento é logo depois dos dezoito anos, ou seja, sua idade atual.
— Tenho certeza de que se mamãe vivesse não concordaria com o que a senhora está dizendo — argumentou lady Emily com calmamente.
— E claro que concordaria — contradisse a madrasta, categórica.
— Estive conversando com seu pai sobre o assunto e ele também é da opinião que as mocinhas devem se casar cedo, principalmente quando desejam fazer um bom casamento, com aprovação das duas famílias.
— E se eu quiser me casar com um rapaz que papai e a senhora desaprovem, o que acontecerá? — indagou lady Emily de modo provocativo.
— Isso provavelmente não acontecerá, mas se acontecer, seu pai saberá cuidar desse problema.
Lady Emily suspirou.
Desde a morte da mãe vivia extremamente infeliz e quando o pai se casou pela segunda vez, conseguia, munindo-se de boa vontade, viver bem com a madrasta.
Ambas tinham temperamento completamente diverso e naquele instante lady Emily constatou que se abria entre elas uma distância cada vez maior.
A falecida condessa de Harsbourne era uma mulher meiga que procurava sempre descobrir o que de melhor havia nas pessoas. Para ela o mundo era um lugar encantado, quase como um reino de contos de fadas, semelhante àqueles das histórias que ela costumava ler ou contar para a filha.
Desde criança Emily se acostumara a ter a mente povoada de sonhos e fantasias. Dos contos de fadas passara a conhecer as histórias dos Cavaleiros da Távola Redonda, as poesias trovadorescas e por fim as peças de Shakespeare.
Um ano após a morte da esposa o conde de Harsbourne, não suportando a solidão, casou-se novamente com uma linda viúva, lady Martha Harvey. Todos se impressionaram com a beleza da nova condessa e com Emily não foi diferente. Todavia, ela não tardou a constatar que sua boa nanny estava certa ao dizer na ocasião que aquela beleza era “superficial e enganadora”.

28 de setembro de 2014

A Marca da Paixão



Marcada pela batalha, Lady Isobel Dalceann lutou ferozmente para defender sua fortaleza, colocando em risco a própria vida. 

Por que, então, permitiu que um estranho ultrapassasse suas muralhas? 
Embora configura uma ameaça, as cicatrizes de guerra no corpo de Marc de Courtenay também refletem as dela, fazendo com que Isobel sinta-se inclinada a depositar sua confiança em um mercenário solitário. 
E ele está cada vez mais atraído pela machucada, porém linda, Isobel. Mas agora ela treme ser traída, uma vez que Marc conhece todos os segredos de sua fortificação. 
O que acontecerá quando Isobel descobrir quem ele é de fato?

Capítulo Um

1346, Fife Ness, Escócia
De onde estava, na praia, Isobel Dalceann avistou as formas escuras contra o céu prateado. Eram oito ou mais, mesclando-se às ondas revoltas e cinzentas conforme a névoa se alastrava no horizonte.
— Ali! — gritou ela para os dois homens a seu lado. — Uns 200 metros mar adentro.
Por vezes apareciam por ali destroços de algum naufrágio, ou a carcaça de um animal marinho morto há muito tempo. Mas aquilo? A pouca claridade que ainda restava a oeste iluminou a paisagem com tons de cobre e levemente róseos, transformando o que até então era indistinguível em algo conhecido.
— São pessoas! — Ian foi o primeiro a identificar do que se tratava.
Não eram pedaços de madeira, nem um tronco de árvore que tivesse caído no mar em algum lugar perto de Dundee antes de ser levado para o sul pelas correntes geladas. Eram pessoas!
Pessoas que se afogariam se ninguém as socorresse.
Isobel sempre fora uma excelente nadadora, resistente como poucos.
Tirando os sapatos e a túnica, ela removeu a adaga amarrada aos tornozelos com tiras de pano e correu.
A água fria roubou-lhe o fôlego antes que ela atravessasse as primeiras ondas, que traziam na crista o clima gélido do norte. Quando um forte vagalhão a engolfou, fazendo o cabelo dela se enroscar nos braços, ela segurou a respiração e esperou voltar à superfície.
A cerca de dez metros, Ian gritou e Angus respondeu, a onda seguinte levantando todos eles e facilitando a visão e a direção a seguir. Isobel podia sentir nos ouvidos a própria pulsação, conforme a força da água a fazia afundar outra vez. Contando os segundos para emergir, ela bateu os pés e acabou surgindo a poucos metros de distância de um dos sobreviventes.
O sangue jorrava de um corte aberto do cotovelo ao ombro do homem, tingindo de vermelho a espuma das ondas antes de se diluir na vastidão do Mar do Norte. Ele mal registrou a presença de Isobel enquanto ela nadava em sua direção, só então notando que havia outro homem flutuando ao lado dele.
— Eu o levo para a praia se você conseguir nadar! — gritou ela acima do uivo do vento. Conforme uma chuva espessa começava a cair, os pingos formando cavidades na superfície da água, dando a impressão de que o mar borbulhava.
— Não. — Ele permaneceu imóvel, fitando-a com olhos verdes cuja expressão era de pura determinação. Olhando mais de perto, Isobel percebeu que o outro homem estava morto. — Ele morreu. O mar o levou.
Balançando a cabeça, o homem virou-se, desolado. Isobel viu, por entre a água agitada, os dedos dele se contraindo, a pele das mãos arroxeada pelo frio e marcada por pequenos cortes e hematomas enquanto ele respirava fundo várias vezes, tentando recuperar as forças. Quantas vezes ela mesma reagira assim, sentindo que a solidão, que a vida era insuportável?
— Deixe-me ajudar — pediu ela. — A distância até a praia é longa.
O toque dela no ombro dele fez o homem despertar daquela espécie de transe, e ele a fitou com toda a arrogância de alguém que não estava habituado a receber ordens.
Isobel afastou uma ligeira sensação de desconforto. Aqueles poucos minutos em que ela estava no mar haviam sido suficientes para fazê-la sentir-se congelar, e ela perguntou-se como aquelas pessoas tinham conseguido sobreviver por tanto tempo.
— A-ajude primeiros os outros q-que estão atrás de m-mim.
Quando ele moveu o braço para acomodar a cabeça do homem no ombro que não estava ferido, Isobel reparou que ele usava uma larga pulseira de ouro trabalhado.
Não era um simples marinheiro, então, que navegava pelos estreitos entre
Inglaterra e Escócia para ganhar a vida. O sotaque dele era diferente, tinha um leve timbre de alguma terra estrangeira mais distante.
Um grito atrás de Isobel a fez virar-se, sobressaltada. Ela viu Angus, ofegante de frio, batendo freneticamente os pés para se aquecer. O medo se apoderou dela. Estavam a 200 metros da terra firme, com uma tempestade se aproximando velozmente a leste, a escuridão se assomando sobre eles. Atrás de Angus, dois homens tentavam se manter na superfície para recuperar o fôlego.
Senhor... O mar era implacável, reivindicava suas vítimas sem direito a defesa ou justiça. Nadando furiosamente, Isobel esmurrou com força o homem mais velho na cabeça, livrando-se dos braços que tentavam segurá-la e pressionando-lhe a garganta, até ele revirar os olhos. Em seguida, fez a mesma coisa com o rapaz mais jovem.
— Que Dieu nous en garde! — murmurou Marc.
Aquela mulher com uma cicatriz que lhe atravessava o rosto de fora a fora estava matando os homens que estavam com ele, um a um, e ele, paralisado pelo frio, não podia fazer nada para impedi-la. Guy estava morto. Fazia tempo, talvez uma hora, que sabia disso, e ainda assim não conseguia soltá-lo. A força da água pressionava, clamava por um fim, por um descanso, e finalmente a energia que ele acumulara durante aquela tarefa de resgate o abandonou. Era inútil persistir. Estava acabado. Quando relaxou as mãos e suas pálpebras se fecharam, sentiu o calor, que há muito havia deixado seu corpo, voltar acompanhado por um forte feixe de luz.
Escócia. A terra de seu pai. Ele quase conseguira.
— Segure-o por trás — Isobel instruiu Angus. — Não o deixe virar-se, pois o pânico fará com que ele o afogue.
— Não consigo segurar os dois!

O Príncipe Guerreiro

APIMENTADO Futurista
Série Lordes Dragões 



A sobrevivente…

Embora ninguém jamais pudesse mandar nela, este guerreiro iria tentar conquistar seu coração.
Fisicamente marcada na infância num ato de traição, Pia nunca foi considerada uma mulher atraente.
Um terrível engano e ela está fugindo.
Desesperada para esconder sua identidade, ela faz um acordo com Noivas da Galáxia.
Em troca de um novo rosto, ela vai se casar com qualquer um que se coloque na frente dela. Jamais ela imaginou que seu futuro marido seria o guerreiro mais bonito dos Draig.
O guerreiro...
Embora nenhum homem pudesse frustrar o valente líder Draig, uma mulher seria a sua ruína. Zoran de Draig é um homem que sabe o que quer. Ele precisa, sendo um príncipe e o Capitão da Guarda Draig tem que tomar decisões rápidas, estar pronto para a batalha a qualquer momento, e, acima de tudo, ele sempre tem que estar no controle. Quando sua esposa, a única pessoa que deveria obedecê-lo se recusa a
...
veja em Apimentados 


24 de setembro de 2014

Amor vem a Mim







A elite de Concord está a ponto de admitir um novo membro: a jovem Lucinda Caldwell, uma bela moça mimada em excesso por seu pai.

Parece ter tudo muito claro na vida: casará-se com seu amor de infância, o homem destinado a convertê-la em uma brilhante organizadora de encontros sociais.
Mas não é esse o destino que a espera, a não ser acabar nos braços de um cavalheiro sulino, Heath Rayne, que, desde que a viu, não pôde deixar de pensar nela e de desejar que seu noivado terminasse.
E agora que Lucinda é dele, a única coisa que deseja é dedicar-se a ela por completo. Entretanto, o passado de Heath impedirá que as coisas sejam tão fáceis...

Capítulo Um

Heath levantou as lapelas de seu casaco e amaldiçoou entre dentes ao sentir o vento gelado no pescoço. Era seu primeiro inverno na Nova Inglaterra, e estava começando a compreender que não era o lugar mais adequado para alguém do Sul.
Pisou com suas botas as endurecidas camadas de neve que tinham ido acumulando-se depois das recentes tormentas.
Tinha nevado tanto, tinha esfriado tantas vezes, que temia que toda aquela neve não desaparecesse por completo até o mês de junho.
Apesar de ir vestido com pesadas roupas de lã, como um autêntico nortista, qualquer um poderia haver-se dado conta de que não levava muito tempo ali. ~
Sua pele era escura, com o permanente bronzeado próprio de alguém acostumado ao calor e ao sol do Sul. Media mais de um metro e oitenta, estatura que não destacava especialmente em Kentucky ou Virginia. Mas era muito mais alto que os magros e compactos homens da Nova Inglaterra, e, além disso, olhava fixamente com seus olhos azuis, o qual parecia incomodá-los. 
Em sua terra os estranhos se saudavam ao cruzar-se pela rua; no Norte, parecia que não se tinha o direito de olhar alguém nos olhos se não fosse de sua família, velho amigo ou compartilhava com ele algum negócio. Perguntou-se por que as pessoas de Massachusetts não se davam conta de quão estranhas eram. 
Não havia explicação alguma para sua frieza e sua rigidez, nem para aquele condenado senso de humor de que faziam ornamento. Talvez fosse coisas do clima.
Seus pensamentos lhe fizeram sorrir —um cálido e brilhante sorriso que, tempos atrás, tinha cativado às mulheres do condado de Henrico—, e apertou a mão, coberta com uma luva, ao redor da tocha enquanto ia em busca de lenha. 
Estava acostumado a esgotar com rapidez a madeira e o carvão em seu empenho por manter aquecida a pequena casa que tinha comprado à primavera anterior. Fazia tanto frio fora que lhe resultava difícil assobiar, mas mesmo assim se entreteve interpretando uma aceitável versão de “All Quiet along the Potomac Tonight”, uma das melodias mais populares durante a guerra. 
Tinha-a composto um nortista, mas uma boa canção era uma boa canção fosse quem fosse seu autor.
Seus passos diminuiram e seu assobio se esfumou quando lhe pareceu escutar um tênue ruído proveniente do rio. 
Vivia um pouco acima da beira, assim que o tranquilo som chegou até ele flutuando, levado pela brisa, dispersando-o entre as árvores e fazendo que resultasse difícil escutá-lo com claridade. Mas quase podia assegurar que se tratava da voz de uma mulher.
Não podia morrer, não desse modo, nesse lugar. Ter atravessado o rio gelado por esse ponto em vez de caminhar os trezentos metros que faltavam até a ponte tinha sido uma completa estupidez, mas ela não merecia algo assim; de fato, ninguém o merecia. 
Depois do sobressalto inicial de ver-se atravessar a superfície e cair na água, Lucy tinha lutado violentamente com os pedaços de gelo que flutuavam a seu redor, incapaz de encontrar um ponto de apoio até que suas mãos deram com um dos extremos do buraco em que havia caído. 
Nesses escassos cinco segundos, a água tinha impregnado em suas roupas e o frio lhe chegava até os ossos. Tudo tinha acontecido com grande rapidez, em um abrir e fechar de olhos. 
O ar lhe saía do mais profundo de seus pulmões enquanto se esforçava por sair da água, mas suas luvas de cachemira escorregavam sobre o gelo uma e outra vez. Cada vez que uma de suas tentativas fracassava, afundava-se até o queixo.
—Que alguém me ajude! So... socorro! —Falhou-lhe a voz ao olhar para a paisagem nevada que se estendia além da costa, cercada pela neblina de fumaça que saíam das chaminés das casas próximas. Gritar não ia adiantar, e, além disso, a fazia perder forças, mas seguiu fazendo-o, intercalando palavras e soluços—. Estou em... a água... que alguém... ajude-me...



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