28 de janeiro de 2015

Sangue Puro

Saga Familia Cynster
Apesar de sua aparência perigosa, Dillon Caxton agora é um homem com uma reputação excelente. Mas nem sempre foi assim. 

Faz anos, um estratagema ilícito se converteu num vil fraude e só com a ajuda de sua prima Felicity e seu marido Demônio, conseguiram salvar Dillon da ruína. 
Agora totalmente honesto, com sua reputação zelosamente guardada, é o Guardião do Registro de todas as corridas de cavalos da Inglaterra, o Grande 
Registro, que Lady Priscilla Dalloway está desesperada por ver. Ela chegou a Newmarket com a decisão de resgatar seu irmão, que é um apaixonado pelos cavalos, das más companhias.
Juntos, Dillon e Priscilla descobrem uma fraude enorme nas apostas. Ajudados por Demônio, Felicity e Barnaby Adair, embarcam em uma viagem infestada de perigos e paixão inegável, em que procuram desmascarar os culpados. E durante o processo descobrem a resposta à velha pergunta: que preço tem o amor?

Capítulo Um

Setembro de 1831 Newmarket, Suffolk
— Esperava que pudéssemos desfrutar de um pouco de intimidade. - Fechando à suas costas a porta do Twig & Bough, a cafeteria da Rua Maior de Newmarket, Dillon Caxton desceu à calçada acompanhado de Barnaby Adair. — Por desgraça, o bom dia tem feito sair em massa às matronas com suas filhas.
Observando as carruagens que passavam pela Rua Maior, Dillon se viu forçado a sorrir para duas matronas, cada uma com um par de filhas. Puxando do braço de Barnaby, começou a caminhar.
— Se ficarmos aqui parados, elas não demorarão a tomar como um convite.
Rindo entre dentes, Barnaby acomodou seus passos aos de Dillon.
— Parece ainda mais desencantado com essas doces jovenzinhas que o próprio Gerrard.
— Você que vive em Londres, sem dúvida está acostumado ao pior, mas não seria demais se pensasse naqueles que apreciamos uma existência campestre e tranqüila. Para nós, inclusive a temporada de baile é um aviso de algo que desejamos evitar ardentemente.
— Ao menos, com este último mistério tem algo para distraí-lo. Uma boa desculpa para estar em outra parte, fazendo outras coisas.
Ao ver que uma matrona dava instruções a seu cocheiro para deter a carruagem junto à calçada uns metros mais adiante, Dillon xingou baixo.
— Por desgraça, este mistério deve permanecer no mais estrito segredo. Temo que Lady Kershaw vá ser a primeira em fazer sangue.
A dama, uma reconhecida e influente matrona local, fazia gestos imperiosamente para que eles se aproximassem. Não havia escapatória, Dillon se aproximou da carruagem agora parada. Trocou as saudações de rigor com Lady Kershaw e sua filha, Margot, e logo apresentou Barnaby. 
Permaneceram ali em pé conversando cinco minutos. Pela extremidade do olho, Dillon notou muitos olhares fixos neles e que outras damas estavam manobrando para conseguir uma posição vantajosa na calçada.
Olhou Barnaby, que estava à altura das expectativas da Senhorita Kershaw, e fez uma careta para si mesmo.
Podia imaginar a imagem que ofereciam, ele era moreno, com certo ar dramático, ao mais puro estilo byroniano, e Barnaby, um Adônis de cabelos dourados e frisados, e brilhantes olhos azuis, era o contraponto perfeito.
Ambos eram altos, musculosos e vestiam de maneira elegante. Em uma Sociedade tão restrita como Newmarket não era de estranhar que as damas ficassem em fila para acossá-los. Era uma pena que seu destino, o Jóquei Clube, estivesse ainda a mais de cem jardas, ainda ficavam muitos obstáculos para ultrapassar.
Procederam a fazê-lo com a habilidade adquirida nas intermináveis festas da aristocracia. Apesar de sua preferência pelo campestre, durante a última década e graças a sua prima Flick, Felicity Cynster, Dillon passara boa parte de seu tempo, imerso no torvelinho da temporada, fosse em Londres ou em qualquer outro lugar onde Flick dispusesse e, portanto podia considerar um perito.
Só havia uma pergunta para a que não tinha resposta. Antes de cair em desgraça e de que o escândalo sacudisse sua vida, sempre assumiu que se casaria, teria família e todo o resto. Mas depois de ter passado a última década pondo em ordem sua vida, pagando suas dívidas tão sociais como morais, e restabelecendo sua honra diante dos olhos de todos aqueles que importavam se acostumou a uma existência solitária, à vida de um cavalheiro sem cargas afetivas.
Dirigindo um sorriso a lady Kennedy, a terceira matrona que pretendia detê-los, tomou Barnaby pelo braço e o obrigou a seguir caminho. Lançou um olhar à longa fileira de carruagens e suas belas ocupantes. Nenhuma delas despertava seu interesse. Nenhuma dessas doces jovens estimulava sua curiosidade.
Infelizmente, parecer um cavalheiro de coração duro, um não suscetível às tentações femininas, só servia para avivar o interesse das damas. 
A maioria delas o considerava agora uma provocação, um homem recalcitrante ao que tinham intenção de meter em vereda. Para não falar de suas mães. Cada ano que passava se via forçado ir com pés de chumbo, a manter os olhos bem abertos para não cair nas armadilhas sociais que as matronas estendiam aos desprevenidos.
Inclusive essas seletas damas com as que, em ocasiões, paquerava discretamente na capital tinham suas próprias aspirações. Sua última amante tentara convencê-lo dos múltiplos benefícios que obteria se casasse com sua sobrinha.
Benefícios, claro, que também desfrutaria ela.

A Verdade sobre o amor

Saga Familia Cynster



Gerrard Debbington, cunhado de Vane Cynster, é um dos solteiros mais cobiçados eassediados pelas ofertas das belezas mais solicitadas de Londres. 

Não tem o menor interesse pelo matrimônio, mas reserva toda sua paixão para a pintura, e um de seus maiores desejos é pintar os fabulosos, fantásticos e poucas vezes vistos jardins de Hellebore Hall, propriedade de Lorde Tregonning.  E por fim se apresenta a oportunidade, embora antes devapintar um retrato fidedigno da filha do dono. 
A Gerrard não atrai a idéia de esbanjar seu tempo e talento com uma jovenzinha insossa, mas sem outra alternativa, aceita realizá-lo. Só que descobre que Jacqueline Tregonning o inspira como nenhuma outra dama fez e não só por sua beleza, mas também por sua personalidade apaixonada e sua bondade.
Entretanto, a maldade se esconde nos formosos jardins e ao longo dos labirínticos atalhos. E esse mal estende sua mão para alcançar Jacqueline, apanhando-a em uma rede de insidiosos rumores... 
Rumores que a pintam como uma dupla assassina e ameaça separar de Gerrard à mulher que o deslumbrou.
Os rumores são falsos, mas alguém está estendendo-os ativamente. Convencido de que Jacqueline é inocente de toda maldade, jura mover céus e terra para proteger à mulher que, para ele, personifica a verdade sobre o amor.

Capítulo Um

Londres, princípios de Junho de 1831
— Senhor Cunningham, como já deixei claro em outras ocasiões, não tenho o menor interesse em pintar o retrato da filha de Lorde Tregonning.
Gerrard Reginald Debbington estava reclinado com pose indolente em uma poltrona da sala para fumantes de seu seleto clube. Dissimulou sua crescente frustração e sustentou o olhar do procurador de Lorde Tregonning.
— Aceitei manter esta reunião com a esperança de que Lorde Tregonning, uma vez sabendo de minha negativa de pintar o retrato, aceitasse me dar acesso aos jardins de Hellebore Hall.
Gerrard era, depois de tudo, o paisagista mais respeitado da Alta Sociedade. Devia uma visita aos famosos jardins de Lorde Tregonning fazia muito tempo.
O rosto de Cunningham perdeu a cor. Pigarreou e cravou o olhar nos papéis que tinha estendido na mesinha auxiliar que havia entre ambos.Ao seu redor se ouvia um discreto murmúrio.
Gerrard viu com a extremidade do olho que vários Cavalheiros os olhavam. Outros membros do clube se perceberam de sua presença, mas era a de Cunningham a que estranhavam.Sabendo que estavam falando de negócios, mantiveram-se afastados para não interferir.
Cunningham tinha vinte e poucos anos, uns quantos menos que ele, que tinha vinte e nove. Ia vestido com um sóbrio e apagado traje negro, uma simples camisa de linho branco e colete bege. 
Seu rosto redondoe contrariado e a atenção que prestava aos seus papéis, delatavam que era o procurador de outra pessoa. Quando o homem se dignou a falar de novo, Gerrard já imaginara um esboço em sua mente titulado,Dado procuração no desempenho de suas funções.
— Lorde Tregonning me encomendou a missão dedizer que, embora compreenda suas reservas na hora de pintar o retrato de uma pessoa que nem sequer conhece, só reforçam seu convencimento de que é o pintor que necessita para este trabalho. Sua Senhoria é consciente de que pintará sua filha tal como você a vê, sem deixar que seu julgamento se veja ofuscado. Isso é justamente o que ele deseja… Quer que o retrato seja uma reprodução realista, que represente fielmente à Senhorita Tregonning tal e como é de verdade.
O discursoo fez apertar os lábios. Aquilo não ia a nenhuma parte.
Sem levantar o olhar, Cunningham prosseguiu.
— Além da quantidade estipulada, disporá dos meses que estime oportuno para terminar o retrato, sempre que não superem um ano e, depois desse tempo, disporá de acesso ilimitado para pintar os jardins de Hellebore Hall. Em caso de que assim o deseje, poderá levar com você uma pessoa de sua confiança. Ambos serão recebidos e atendidos em Hellebore Hall enquanto dure sua estadia.
Uma vez mais, teve que conter sua exasperação. Não necessitava querepetissem a oferta por mais que a adornassem. Recusara-a fazia duas semanas, na primeira vez que Cunningham a expôs.
Moveu-se para chamar a atenção de seu interlocutor.
— Lorde Tregonning tem uma idéia errada de meus serviços, nunca, jamais, pintei por dinheiro. Pintar é uma vocação para mim, e economicamente posso me permitir isso sem problemas. Os retratos, entretanto, não são mais que um passatempo, bastante lucrativo, certo, mas não me atraem muito. Não alimentam minha alma criativa, como diriam alguns — Não era de todo certo, mas nessas circunstâncias bastava e sobrava— Embora eu adorasse ter a oportunidade de pintar os jardins de Hellebore Hall, nem sequer isso supõe o estímulo necessário para que eu aceite pintar um retrato, que não tenho o menor desejo, nem a menor necessidade, de pintar.
Cunningham sustentou seu olhar. Viu-o inspirar fundo, abaixar o olhar um instante e, em seguida, cravar de novo os olhos em um ponto situado por cima de seu ombro direito.
— Sua Senhoria me encarregou dedizer que esta é sua última oferta… E que, caso a recuse, será obrigado a procurar outro pintor que leve ao fim o retrato. Além disso, este outro pintor terá o mesmo acesso aos jardins que ofereceu a você. Por conseguinte, Lorde Tregonning se assegurará de que, enquanto ele viva e também nas sucessivas gerações, nenhum outro artista tenha acesso aos jardins de Hellebore Hall.
Teve que lançar mão de todo seu autocontrole para reprimir sua reação e continuar sentado.
Que diabos estava tramando Tregonning para recorrer a algo que se parecia suspeitosamente à chantagem?
Afastou o olhar, embora não o fixou em nenhum ponto em particular.Uma coisa ficava clara,Lorde Tregonning estava decidido que ele pintasse o retrato de sua filha.
Apoiou o cotovelo no braço da poltrona, o queixo no punho e cravou o olhar no outro extremo da sala, enquanto procurava uma saída, para a armadilha em que caíra sem se dar conta. 
Nãolhe ocorreu nada.
Suarecusa visceral a que qualquer mequetrefe que se fizesse chamar pintor, fosse o único artista com acesso aos maravilhosos jardins que rodeavam Hellebore Hall,nublava sua razão.
Olhou Cunningham.
— Tenho que meditar a oferta de Sua Senhoria com mais calma.
Dada a tensão de sua voz, nãoo surpreendeu ver que Cunningham mantinha uma expressão neutra. O procurador assentiu com a cabeça.
— Sim, é claro. Quanto tempo…?








Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5-.Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
7,5- A Promessa em um Beijo 
8- Uma Noite Selvagem
9- Sombras ao Amanhecer
10- A Amante Perfeita
11- A Noiva Ideal
12-  A Verdade Sobre o Amor 
13-  Puro Sangue
14- The Taste of Innocence - em revisão
15- As Razões do Coração - em revisão final
16- O sabor da Tentação -    idem

19 de janeiro de 2015

A Noiva Ideal

Saga Familia Cynster
Um homem aristocrático, elegante e naturalmente encantador, Michael Anstruther-Wetherby está destinado ao poder. 

Sua íntima amizade com a influente família Cynster, sua irmã está casada com Diabo Cynster, o Duque de St. Ives assegura o futuro de Michael no Parlamento, com a exceção de que falta do elemento imprescindível para o êxito, uma esposa.
Decidido a procurar uma Senhorita bem educada, encontra uma com tais qualidades. 
Mas há um obstáculo em seu caminho, sua bela e resoluta tia, Caroline Sutcliffe. Mulher de estilo e prestígio, Caro não está disposta a sacrificar a sua querida sobrinha a um matrimônio infeliz. 
Entretanto, Michael se vê atraído de repente pela própria Caro. Mas o perigo a persegue e será necessária muita coragem para protegê-la e cada gota do sedutor encanto de Michael, para convencê-la de que converter-se em sua noiva trará tudo o que deseja seu coração… e mais.

Capítulo Um

Fins de junho, 1825.
Propriedade Fyeworth, perto de Fitham em New Forest, Hampshire.

Esposa, esposa, esposa, esposa.
Michael Anstruther-Wetherby amaldiçoou baixo. Aquele refrão o atormentara durante as últimas vinte e quatro horas. Quando partira do caféda manhã nupcial de Amelia Cynster, ouvira no ritmo das rodas de sua carruagem, agora ressoava no passo firme dos cascos de seus cavalos baios.
Apertando os lábios, fez virar Atlas para sair do pátio do estábulo e o conduziu pelo longo atalho que rodeava sua casa.
Se não tivesse ido a Cambridgeshire para assistir às bodas de Amelia, poderia estar um passo mais perto de ser um homem rico. Mas as bodas tinham sido um acontecimentoque nem sequer considerou perder, além do fato de sua irmã Honoria, Duquesa de St. Ives, ser a anfitriã, as bodas tinham sido uma reunião familiar e ele valorizava os laços de família.
Os vínculos familiarestinham ajudado incomensuravelmente em anos recentes, primeiro para obter um cargo como Membro do Parlamento para seu distrito, edepois para forjar sua ascensão por entre as posições. Entretanto, esta não era a fonte de seu agradecimento, a família sempre tinha significado muito para ele.
Ao rodear a casa, uma Mansão sólida, de três andares, construída em pedra cinza, seu olhar pousou como costumava fazer sempre que passava por aquele lugar,no monumento que se achava na borda, a meio caminho entre a casa e os portões. 
Instalado contra os arbustos que enchiam os espaços entre as altas árvores, como um fundo de contraste, a simples pedra estivera ali durante quatorze anos, assinalava o lugar aonde sua família, seus pais, um irmão menor e uma irmã que chegavam apressadamente a casa em uma carruagem em meio da tormenta, tinham morrido por causa de uma árvore que caiu sobre eles. Ele e Honoria tinham presenciado  o acidente das janelas do salão de aulas.
Possivelmente era só parte da natureza humana, valorizar altamente algo que se perdeu.
Impressionados e tristes, ele e Honoria ao menos tinham um ao outro, mas como ele contava apenas com dezenove anos e ela dezesseis, viram-se obrigadosa separar-se. 
Nunca tinham perdido o contato inclusive agora, eram muito próximos, mas Honoria, depois, conhecera Diabo Cynster e agora tinha sua própria família.
Refreando Atlas quando se aproximou da pedra, Michael se sentiu agudamente consciente de que ele não tinha uma família. Sua vida estava cheia a arrebentar,seu horário perpetuamente abarrotado, entretanto, em momentos como este, esta carência brilhava com clareza, e o aguilhoava a solidão.
Deteve-se observando a pedra, depois apertou os lábios, olhou para frente e puxou as rédeas. Atlas retomou o passo, ao cruzar a dianteira, Michael se lançou a galope pelo estreito atalho.
O som pavoroso de cavalos que relinchavam desapareceu lentamente.
Hoje estava decidido a dar o primeiro passo para conseguir sua própria família.
Esposa, esposa, esposa.
O campo se fechava ao seu redor, o envolvia em seus exuberantes braços verdes, o acolhia nos bosques que eram para ele a essência do lar. A luz do sol cintilava,cintilava por entre as folhas que se moviam. 
Os pássaros chamavam e gorjeavam, além do sussurro da paisagem verde, não havia outro som que pontuasse o golpe dos cascos de Atlas. O estreito e serpenteante atalho conduzia à Mansão, unindo-se a um caminho mais amplo que conduzia a Lyndhurst, para o sul. Não longe da confluência, outro atalho se desviava para o oriente e conduzia ao povoado de Bramshaw, e a Bramshaw House, seu destino.
Decidira-se por este curso de ação uns meses atrás, mas de novo os assuntos do Governo tinham exigido sua atenção e deixara abandonado este projeto...








Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5-.Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
7,5- A Promessa em um Beijo 
8- Uma Noite Selvagem
9- Sombras ao Amanhecer
10- A Amante Perfeita
11- A Noiva Ideal
12-  A Verdade Sobre o Amor - em revisão
13-  Puro Sangue -    idem
14- The Taste of Innocence
15- As Razões do Coração - em revisão final
16- O sabor da Tentação -    idem

A Amante Perfeita

Saga Familia Cynster 


Simon Frederick Cynster sabe que uma noiva perfeita e uma amante perfeita são o mesmo. De modo que decide achar o par ideal, alguém que seja uma perfeita dama de dia... E uma amante ardente à noite. 

Mas Simon não está disposto a anunciar ao mundo inteiro e assim correr o risco de que todas as viúvas ricas se apaixonempor ele. Por isso começa sua busca cuidadosamente na festa da Mansão Glossup... 
E fica surpreso quando sente uma irresistível atração pela teimosa Portia Ashford. Embora a conhecesse desde a infância, jamais a considerara como uma possível esposa... Até que um beijo apaixonado o faz mudar de idéia para sempre. 
Porém,à medida que ele e Portia começam a explorar profundamente a arrebatadora paixão que compartilham, acontece algo terrível... Algo que põe Portia em perigo mortal, forçando Simon a usar suaforça e influência social para proteger sua adorada amante perfeita. 

Capítulo Um
Finais de julho de 1835. Arredores da Mansão Glossup, em Ashmore, Dorset.
—Demônios!
Simon Cynster freou seus cavalos zainos, fixou o olhar na cordilheira que se erguia no alto atrás da aldeia de Ashmore. A própria aldeia estava as suas costas, dirigia-se para a Mansão Glossup, situada a uma milha de distância além do frondoso atalho rural.
Por trás das cabanas da aldeia, o terreno se levantava abruptamente, uma mulher avançava pelo caminho que serpenteava pela vereda daquilo que Simon conhecia como antigos aterros. Do alto, a vista se estendia até Solent, e em dias limpos inclusive até a Ilha de Wight.
Não era estranho ver que alguém avançava nessa direção.
—Tampouco que ninguém a acompanhasse.
Com crescente irritação, observou como aquela figura esbelta, de cabelo escuro, inegavelmente graciosa, subia a costa com passo firme, uma figura de pernas longas que inevitavelmente atraía o olhar de qualquer homem com sangue nas veias.Reconheceu-a imediatamente, Portia Ashford, a cunhada de sua irmã Amelia.
Com certeza Portia se dirigia à reunião campestre oferecida durante vários dias na Mansão Glossup, esta era a única casa importante próxima o suficiente para ir caminhando.
A sensação de que abusava dele se incrementou.
Maldição!
Cedera aos rogos de seu velho amigo James Glossup e aceitado deter-se em seu caminho a Somerset para ajudar James com as complicações da reunião.
Mas se Portia estava convidada, já teria suficiente com suas próprias complicações.Ela chegou ao topo dos aterros e se deteve para segurar a queda de seu cabelo negro azeviche com sua esbelta mão e, com o rosto levantado para a brisa, contemplou fixamente à distância.
Depois, deixando cair a mão, prosseguiu com elegância seu caminho, seguindo a estrada até o mirante e descendo-a lentamente até que desapareceu de vista.
Ela não é minha responsabilidade.As palavras ressoaram em sua mente, Deus sabe que ela tinha afirmado este sentimento com suficiente freqüência, de diferentes maneiras, a maioria delas muito enfáticas. Portia não era sua irmã, não era sua prima,com efeito, não compartilhavam nenhuma relação de parentesco.
Apertando a mandíbula, olhou seus cavalos, e puxou as rédeas.E amaldiçoou para si mesmo.
—Wilks, acorde, homem! —Simon lançou as rédeas ao seu cavalariço, que até então dormia atrás dele. Freou e desmontou de seu cavalo — Só segure as rédeas,retorno em um instante.
Colocando as mãos nos bolsos de seu sobretudo, dirigiu-se a estreita trilha ascendente, finalmente unindo-se ao caminho da casa que Portia tinha seguido ao subir a costa.
Só estava procurando problemas, pelo menos um encontro cortante, entretanto, deixá-la sozinha, desprotegida frente a qualquer folgado que passasse por ali,simplesmente não era possível, não para ele.
Se tivesse seguido seu caminho, não teria tido um momento de paz até que ela retornasse sã e salva à Mansão.Dada sua propensão a caminhar sem rumo, poderia demorar várias horas.
Ninguém agradeceria sua preocupação. Se sobrevivesse sem que seu ego fosse alfinetado em dúzias de lugares desagradáveis, podia considerar-se afortunado.
Portiatinha uma língua como uma navalha de fio duplo, não podia evitar sair ferido. Sabia perfeitamente qual seria sua atitude quando a alcançasse, precisamente a mesma que tivera durante os últimos dez anos, desde que ele se dera conta que ela realmente não tinha ideia do prêmio que era, a tentação que representava e, portanto,necessitava constantemente proteção das situações nas quais despreocupadamente se metia.
Enquanto permanecesse fora de sua vista, fora de sua órbita, não era sua responsabilidade, se entrava nela, desprotegida, sentia-se obrigado a cuidá-la, a velar por sua segurança, deveria saber que não devia lutar contra o impulso de fazê-lo.De todas as mulheres que conhecia, era indubitavelmente a mais difícil, possivelmente por ser também a mais inteligente.
Entretanto, ali estava, caminhandocom dificuldade atrás dela apesar de saber com segurança como o receberia, não estava seguro sobre o que isso indicava sobre sua própria inteligência.
Mulheres!








Saga Familia Cynster
1-  Diabo
2- O Juramento de um libertino
3- Seu Nome é Escândalo
4- A Proposta de um libertino
5-.Um Amor Secreto
6. Tudo sobre o amor
7- Tudo sobre a paixão
7,5- A Promessa em um Beijo 
8- Uma Noite Selvagem
9- Sombras ao Amanhecer
10- A Amante Perfeita 
11- A Noiva Ideal
12-  A Verdade Sobre o Amor - em revisão
13-  Puro Sangue -    idem
14- The Taste of Innocence
15- As Razões do Coração - em revisão final
16- O sabor da Tentação -    idem

13 de janeiro de 2015

Ragnar o Assassino

Série Ragnar O Dinamarquês





Mas quem é condenado à morte?

Sob a Danelaw. Meia raça Dane, Ragnar Longreach, faz o seu melhor para se encaixar com seus parentes, mas sempre se sente como um pária. 
Quando ele encontra a Inglesa Aelfwyn, também rejeitada por seu clã, faíscas voam e eles começam um caso passional. 
Mas ela está prometida a outro homem e proibidos de se consorciar com os dinamarqueses. Quando seu noivo é assassinado, Ragnar é o suspeito óbvio. Será que ele cometeu o crime, ou ele é apenas um peão no jogo de outra pessoa?

Capítulo Um

914 AD East Anglia
- Vamos! - Pediu Saehild, pulando de um pé para o outro para se manter aquecida. - Quanto mais rápido chegarmos lá, mais rápido nós vamos voltar.
Aelfwyn, sendo menor e mais fina do que sua irmã mais nova, achou mais difícil manejar os baldes. A parede era longa, muitas pedras afiadas pelo caminho e ela odiava carregar os baldes pesados de volta.
- Eu estou ansiosa para a festa de casamento de Eappa e Geatfleda na próxima semana, não é? Vai ser uma mudança de tarefas diárias. Quando eu me casar eu vou ter escravos e eles vão fazer todo o trabalho, enquanto eu me divirto.
- Você tem que encontrar um marido rico em primeiro lugar.
Aelfwyn imaginava que não seria difícil. Linda de rosto e de corpo curvilíneo, os homens não poderiam resistir a Saehild. Seus pais insistiram para que ela não case até o seu décimo quinto aniversário, no entanto, e como estava próximo, logo Aelfwyn perderia sua companheira chata, mas divertida.
As árvores, sem folhas, as cercavam como um caminho misterioso.
Quando viraram a última curva, eles viram duas figuras ao lado do poço, vestindo o manto de lã vermelha dos homens do Jarl Thorvald, botas de couro e calças de malte, com ligas. Queixavam- se um ao outro, suas respirações nubladas, tanto que na água congelada não se via a madeira de suas lanças.
As meninas pararam alguns metros de distância.
- Será que eles vão nos atacar? - Sussurrou Saehild dramaticamente, agarrando- se a sua irmã.
Aelfwyn suspirou. - Provavelmente não, mas seria melhor esperar até que eles fossem embora.
O dinamarquês mais alto olhou abruptamente para cima e sorriu. Seu cabelo vermelho escuro era ondulado, mas preso em uma trança por cima dos ombros e usava um gorro de pele, em vez de um capacete, como ele não estava em batalha. Com a pele mais escura do que a maioria dos dinamarqueses, ele parecia agradável, bonito, mas não impenetrável, especialmente por sua barba bem feita e bigode cobria a maior parte inferior de sua face.
- Venha - disse ele. - Não tenha medo.
O outro virou também, e sorriu. Agora, ele realmente era bonito. Cabelo liso cor de ouro, seus olhos grandes e azuis, os lábios com uma forma atraente. Seu bigode e barba eram felizmente menos cheios do que o outro, pois isso revelou sua beleza. As irmãs engasgaram. Ele estendeu a mão em um movimento de boas- vindas dando um passo a frente. - Nós quebramos o gelo. - disse o bonitão, inclinando- se sobre a sua tarefa, enquanto o outro vigiava.
As meninas assistiram, fascinadas. Saehild fingiu ajeitar o lenço na sua cabeça, deixando o cabelo louro e macio escorregar para fora dele. Ela cuida muito bem do cabelo, ao contrário de muitas meninas e possuía três pentes.
- Saehild!








Série Ragnar O Dinamarquês
1- Ragnar o Assassino

11 de janeiro de 2015

Amor em Tentação

Série Vikings Proibidos


O guerreiro viking Ragnar Olafsson se conteve quando seu melhor amigo reivindicou Elena, a mulher que ele mais desejava.

Havia apenas um meio de acalmar a revolta dentro de si: tornando-se impiedoso nos campos de batalha. 

Quando ela é capturada, Ragnar coloca sua coragem à prova e arrisca tudo para salvá-la. 
Ao ficarem isolados, precisam se ajudar para sobreviverem. 
De repente, cada desejo, cada olhar, cada toque se torna proibido. Mesmo um santo poderia cair em tentação por Elena. 
Um pecador como Ragnar sabe muito bem que não conseguirá conter o ímpeto!

Capítulo Um

Irlanda — 875 d.C.
Não existe nada pior do que estar apaixonado pela esposa de seu melhor amigo.
Ragnar Olafsson segurou firme nos remos, puxando-os contra as ondas do mar. Não deveria ter ido para a Holanda com eles. Mas, quando Styr o convidou a ir, acabou aceitando num momento de fraqueza. Mas escondeu todos os sinais de sua obsessão por Elena, a ideia de não vê-la nunca mais era pior do que o tormento de vê-la com o marido.
Até então, nunca tinha deixado nenhum dos dois desconfiar de seu fascínio por ela. Ninguém tinha conhecimento de sua frustração visceral ao presenciar Styr levando a mulher que amava para a tenda. Era uma tortura mortal vê-los juntos.
Por outro lado, não conseguia tirá-la de sua mente. Enquanto remava, Ragnar mantinha os olhos fixos em Elena. O cabelo longo e avermelhado tinha mechas loiras como se fosse ouro sobre o fogo. Ela era uma linda deusa, que ele adorava de longe.
Ela o considerava como um amigo, nada além disso, o que não era surpresa alguma. Uma mulher como Elena merecia um casamento sólido com um guerreiro nobre de nascimento. 
O casamento com Styr tinha sido arranjado havia anos e Ragnar não fazia o tipo de homem que roubava a mulher de alguém, principalmente se este fosse seu melhor amigo.
Ela havia feito sua escolha e Styr fazia tudo para vê-la feliz. Foi por essa razão que Ragnar ficou de lado.
Durante os anos, ele vinha buscando outra mulher. Apesar de ser um guerreiro forte e cobiçado por várias moças solteiras que já tinham lhe lançado olhares de esgueira, nenhuma delas se comparava à Elena. Talvez nunca encontrasse outra igual.
Enquanto remava, ele a estudou observando as águas cinzentas. Alguma coisa tinha mudado naqueles últimos meses. Ela e Styr mal conversavam um com o outro. A esterilidade de Elena corroía sua alma, deixando-a afogar-se na tristeza. Ao fixar o olhar no mar, seu rosto assumiu uma palidez nada natural. 
Não havia palavras para remendar os pedaços do casamento, nada que Ragnar pudesse dizer a ela.
As águas próximas à praia eram mais rasas do que eles haviam imaginado.
— Vamos parar aqui — ordenou Styr. Depois de uma olhadela aos outros, ele se aproximou de Ragnar e, por um momento, olhou para a enseada, avistando uma aldeia. — Você pode ir com Elena depois? Há movimento na praia, não a quero por perto, receio pela segurança dela.
— Vou mantê-la a salvo. — Ragnar banharia sua espada no sangue de qualquer inimigo que ousasse ameaçar Elena, mesmo que ela não lhe pertencesse, tinha de ser seu protetor. Não hesitaria em oferecer a própria vida se isso a salvasse.
Styr pousou a mão no ombro de Ragnar e com um suspiro pesado, admitiu:
— Fico feliz que você tenha vindo conosco. Uma viagem como essa só podia ser suportada com o apoio de amigos.
— Faz três dias que os homens não dormem — concordou Ragnar. — Todos nós precisamos de uma boa refeição e descanso.
As fortes ondas jogavam a embarcação de um lado para o outro, como se os deuses os quisessem em sacrifício. Eles lutaram bravamente contra o vento impiedoso, tentando sobreviver à tempestade. E tinham vencido, mas sem descansar. 
Ragnar estava com o corpo e mente debilitados, era difícil concatenar as ideias e a única coisa que lhe passava pela mente era o desejo de desmoronar na areia.
— É uma pena que você não tenha uma mulher para aquecer sua cama — acrescentou Styr ao encolher os ombros.
— Soube que há mulheres em Erie. Talvez eu encontre alguma — disse Ragnar, olhando para o amigo com amargura.
Ragnar tivera outras mulheres durante os anos passados, mas nenhuma delas era comparável a ela. Por mais que tivesse tentado arrancar Elena de sua mente, havia noites em que acordava encharcado de suor…


Série Vikings Proibidos
1- Amor em Pecado
2- Amor em Tentação

10 de janeiro de 2015

A Amante Cativa



A bela e voluntariosa Nicole Ashford não sabia o que era a paixão, mas estava destinada a viver aventuras e prazeres além do que qualquer mulher do seu tempo poderia imaginar.

Ao descobrir uma trama cruel contra ela, foge de seu aristocrático lar inglês em um navio corsário com destino aos exóticos paraísos piratas de Nova Orleans e ao abandono requintado das cavernas escondidas das ilhas Bermudas. 
No entanto, a própria ousadia de sua fuga a lança em um perigo ainda maior, como a amante cativa de um famoso bandido dos mares, o capitão Sable, cujos beijos, ternos e apaixonados, consomem sua alma. E nada vai apagar as chamas do amor para o qual ambos nasceram!

Capítulo Um

Inglaterra, 1808
Era um desses dias quentes e preguiçosos de agosto que de vez em quando acariciavam as colinas e vales de Surrey, perto da pequena aldeia de Beddington's Corner. 
Os raios de sol se filtravam no quarto de Nicole Ashford como fios de ouro irresistivelmente tentadores e, entretanto, por alguns minutos, Nicole se recusou a abandonar o conforto do macio colchão de plumas. Ignorou com firmeza o impulso de levantar-se e encarar o novo dia. 
Afundou mais a cabeça no travesseiro confortável e acolhedor e aconchegou o fino lençol de linho ao redor de seu corpo esbelto. Mas tinha perdido o sono, e com um suspiro indolente se virou até ficar deitada de costas sobre o amplo leito coberto com uma colcha bordada. 
Languidamente, seu olhar topázio vagou sem rumo pelo quarto encantador, observando a cômoda de brilhante jacarandá, o armário de madeira de cerejeira e os brilhantes tons do florido tapete colorido que cobria o chão. 
Das altas janelas penduravam cortinas brancas feitas com o mesmo tecido bordado da colcha da cama; um baú de mogno, repleto agora de brinquedos descartados, achava-se debaixo de uma das janelas e a sua esquerda estava à cadeira de balanço de carvalho sobre um de cujos braços tinha caído descuidadamente o vestido enrugado que tinha usado no dia anterior.
A visão desse objeto recordou-lhe que muito em breve teria que levantar-se, já que hoje era um dia especial; essa tarde seus pais iam dar uma festa no jardim e tanto Giles, seu irmão gêmeo, como ela mesma, estavam autorizados a assistir. 
Uma festa no jardim poderia não parecer um acontecimento social muito excitante para alguns, mas como Nicole ainda não tinha doze anos e esta seria sua primeira festa de adultos, seu regozijo era bem compreensível. Além disso, não era frequente que Annabelle e Adrian Ashford passassem uma temporada em Ashland, a casa de campo da família, e Nicole apreciava muito os poucos momentos que compartilhava com seus pais. 
Com uma sensação de ditosa antecipação, o longo cabelo emoldurando suas delicadas feições que já chamavam a atenção para sua beleza, afastou os lençóis para
levantar-se quando se deteve bruscamente ao ver que a porta do dormitório se abria de repente e Giles invadia o quarto.
-Nicky!


7 de janeiro de 2015

O Desejo do Highlander




















Capítulo Um

Minch, arredores do Lago Ewe. Verão de 1720.
O mar estava calmo; no entanto, havia vento suficiente para levar navio de Lachann MacMillans, o Glencoe Lass, para o norte em direção ao Minch, o mar que ficava entre a Escócia e as ilhas ocidentais. O destino Lachann era Kilgorra, uma ilha fértil na extremidade do Minch que guardava a entrada do Lago Ewe, e, portanto, a passagem para Braemore.
Lachann e dois de seus parentes estavam na proa do navio e viram quando eles se aproximavam de seu destino.
A ilha se ampla e montanhosa. O lado noroeste consistia-se de uma parede de rocha preta em um promontório que se elevava acima do mar. O enorme castelo, Kilgorra, estava situado no seu cume, as janelas da fortaleza ainda escuro, sem o sol da tarde. As paredes castelos e torres eram perfeitos para postar vigias para alertar o exército de Kilgorra de marinheiros invasores.
No entanto, Kilgorra não tinha um exército, nenhum marinheiro treinado para lutar.
O primo e bom amigo de Lachann, Kieran Cameron, olhou de soslaio para a terra à frente. — Tem certeza que isso é o que você quer, Lachann? — Vai casar com filha lorde MacDuffie, sem tê-la visto? Dizem que ela é tão simples como um do bolo de farinha de aveia.
— É teimoso, claro que ele fara, Duncan MacMillan respondeu por Lachann.
— Uma vez que ele se case com Catrìona, o velho laird vai fazê-lo seu herdeiro, e depois não haverá mais oportunidade para os piratas atacarem as terras Braemore.
— Sim, no entanto, há mais para tomar de uma esposa que a cobiça pelas terras de seu pai.
— Ah, sim? Duncan desafiado. — Cite uma coisa.
— Bem, você certamente não saberia. Você, esteve para casar quantas vezes, Kieran?
— Chega, Lachann disse, encerrando o argumento antes que pudesse ganhar algum impulso.
Braemore precisa Kilgorra.
— Mesmo que a filha do laird seja um do bolo de farinha de aveia, se eu devo casar com ela para garantir a proteção de Braemore, que assim seja.
Ele não se importava quem era Catrìona, nem tinha qualquer interesse em sua aparência. Ele tinha aprendido a não confiar em seus olhos quando se tratava de mulheres. Ele amou Fiona impetuosamente, no entanto, quando Cullen Macauley tinha chegado em Skye e pagou a seu pai tão generosamente, ele não tinha sido capaz de recusar.
Lachann avô poderia tê-lo proibido de assassinar o maldito bastardo, Lachann tinha apresentado outra solução para Fiona, eles poderiam deixar Skye e seus clãs para se estabelecerem por conta própria.
No entanto, Fiona não iria fugir com ele. Ela chorava enquanto jurava seu amor por ele, no entanto, ela havia alegado seu dever era com seu clã, e que ela tinha escolhido seus pais sobre qualquer coisa que ela sentia por Lachann.
Essa tinha sido a última vez Lachann havia permitido que o seu coração governasse suas escolhas.
— Diga-me de novo, Lachann, disse Kieran.
— Você está comprometido com este casamento? — Existe uma maneira para você sair disso? Bem, ela também está?
Lachann e seus irmãos tinham se correspondido com Bruce MacDuffie durante todo o verão. Tudo o que precisava agora era do consentimento de Catrìona, e, uma vez que ela aceitasse, eles iriam casar o mais rápido possível.
Lachann não tinha dúvida de que ele poderia convencer a moça a casar com ele.
— Não estou totalmente comprometido, disse Lachann. Catrìona deve concordar.
— Você não terá problemas, Lachann, disse Duncan.
Kieran riu. — Ou melhor. Eu ainda quero ver você falhar com uma moça que você tenha escolhido para a cama.
Sim, porque ele teve o cuidado, escolhendo apenas as mais despreocupadas, as moças mais dispostas. Nunca mais ele escolheu o tipo de mulher que poderia danificar seu coração, como Fiona tinha feito.
— Chega, disse Lachann. Precisamos de Kilgorra. Vamos criar uma força de combate que possa defender a ilha, bem como os canais no entorno. Nenhum navio vai navegar sem o nosso conhecimento e consentimento.
— Assim, Braemore estará a salvo de um ataque por mar, disse Duncan.
— Sim. Isso era tudo que preocupava Lachann.









28 de dezembro de 2014

Tréguas

Série Um Vizinho Infernal


Esta é a história, ocorreu antes de tudo...

Elizabeth sabe o que se espera dela, a perfeição. 
Ela é a filha de um conde e esperava se casar bem, dizer e fazer as coisas certas, com um sorriso em seu rosto quando ela está morrendo por dentro por uma chance de escapar. 
Graças a uma herança que sua madrinha deixou para ela há anos, a chance virá com seu próximo aniversário. 
Suas esperanças de fuga terminarão abruptamente quando Robert, seu nêmeses de infância, que ela não vê há mais de 14 anos, volta para sua vida e faz tudo que pode para deixá-la louca, mesmo quando ele rouba seu coração.
Ele a odiava.
Pelo menos, ele tentou odiá-la, mas era tão difícil odiar alguém com quem ele não poderia viver sem. Ele tentou ignorá-la, tentou se concentrar em qualquer coisa, menos ela, mas nada funcionou. 
De alguma forma, ela fez seu caminho em seu coração e começou a fazê-lo querer coisas que ele nunca pensou ser possível, o fez sorrir e rir, mesmo quando ela enlouquecia e começou um legado, transformando-o em...Um Bradford...Veja em Apimentados

27 de dezembro de 2014

Algo mais que o desejo

HISTÓRICO SOBRENATURAL
Série Família Ly-San-Ter 

Em busca de um amor verdadeiro e gentil, a ardente Shanelle Ly-San-Ter foge dos avanços lascivos do bárbaro de olhos azuis que foi escolhido como seu companheiro, confusa e assustada com os anseios febris que o bruto bonito despertou em sua alma inocente.

Um guerreiro, viril e magnífico Falon Vanyer está sobrecarregado com intenso desejo pela beleza de espírito que jurou nunca ser sua. 
E embora os próprios céus conspirem contra ele, vai buscar o seu prêmio sensual, e enfrentar qualquer perigo para conquistar e reivindicar a guardiã de seu coração.


Série Família Ly-San-Ter
1- A Mulher do Guerreiro
2- Algo mais que o desejo

Série Lords Vampiros

APIMENTADO SOBRENATURAL
Série Lordes Vampiros

A caça para o passado irá definir o seu futuro... Alasdair Morgan, lorde vampiro da região sul do Atlântico dos Estados Unidos, e seu companheiro, Gideon, estão em busca de um diário antigo. 

O diário contém segredos da sua ligação de couro, que pode ser usado para destruir a rainha de sua raça, Lilith. 
Quando eles finalmente encontram o diário, eles descobrem que foi vendido para uma loja de antiguidades. 
No entanto, uma mulher com sua própria agenda tem os olhos postos em possuir o diário. 
Alguns presentes vêm em pares... Sendo mestiça entre os humanos, Rhianna Howell sabe da importância do segredo muito bem. 
Quando ela descobre um dos artefatos perdidos dos vampiros, ela não perde tempo em coletá-lo, antes que caia em mãos erradas. Mas manter o diário seguro do mal vai colocá-la no caminho sedutor de dois vampiros que afirmam serem seus companheiros. 
Os dias e as noites aquecem este Natal quando ela descobre uma paixão ardente que não pode negar ou fugir....Leia mais em Apimentados

21 de dezembro de 2014

Pacto com o Diabo

Série Devil


Aubrey Montford chega ao Castelo de Cardow com referências falsificadas e um menino ao seu encargo. 

O único inquilino do castelo é o velho e irascível comandante Lorimer, um alcoólatra rabugento que nenhum serviçal aguenta.
Com a chegada da senhora Montford como governanta a situação muda, já que consegue ganhar o afeto do comandante e transformar o abandonado castelo em um imóvel rentável.
Entretanto, um dia o comandante aparece assassinado e todas as suspeitas recaem sobre Aubrey.
Depois do assassinato, o jovem e arrumado conde de Walrafen, sobrinho do comandante, retorna após longos anos de ausência ao lar de sua infância e que tanto odeia.
Inicia-se uma investigação para desmascarar o assassino e, ao mesmo tempo, o jovem conde descobre uma intensa atração pela estranha e reservada senhora Montford.


Série Devil
1- Encontro com o Diabo
2- Pacto com o Diabo
3- Dívida com o Diabo - em revisão

19 de dezembro de 2014

O Bom Duque Fica Impune

Série As Regras dos Canalhas



Ele era William Harrow, marquês de Chapin e herdeiro do ducado de Lamont, havia sido dopado, acordou e estava em uma cama estranha, entre lenções frios e úmidos por uma grande quantidade de sangue e suas roupas haviam desaparecido, a criada gritou e tudo desmoronou. 

Era véspera de mais um dos casamentos de seu pai, a desaparecida era a noiva Mara Lowe.
Ele lutara antes, derramara sangue e dentes ali na calçada de Newgate com ferocidade. 
Ele seguiu em frente. Após 12 anos, ele era Temple, o Duque Assassino. Lutador imbatível no cassino Anjo Caído, e sempre ganhou, dezenas de vezes.
Ela, agora era Margaret MacIntyre, viúva de um soldado obscuro, governanta da Casa para Meninos MacIntyre, orfanato onde viviam os bastardos indesejáveis dos nobres e um porco Lavender.
Ambos viviam na escuridão.
Ela, tenha cheiro de limão e suas mãos marcadas pelo trabalho não usam luvas, ele tenha cheiro de cravo e tomilho, e uma boa quantidade de cicatrizes
O irmão dela perdera todo o dinheiro do orfanato no jogo e ela foi a procura dele para fazer uma troca, a verdade do que acontecera naquela noite em troca da dívida. 
A absolvição, ele teria seu legado. Mas eles poderiam ter uma noite, e ele era o suficiente para fazê-la esquecer todo o resto.
No dia seguinte eles voltariam para suas vidas, ele, ao que perdeu há muito tempo, e uma linda esposa e lindos filhos. E ela para o que a muito tempo merecia.


Série As Regras dos Canalhas
1- Um Trapaceiro com outro Nome
2- Um Bom Conde merece uma Amante
3- O Bom Duque Fica Impune


13 de dezembro de 2014

Mestre da Meia-Noite

Série Espada Negra

Gwynn Austin não tem ideia do por que seu pai desapareceu em uma misteriosa viagem para a Escócia. 

Quando ela vai em uma missão desesperada para procurá-lo, encontra mais do que procurou em um Highlander robustamente bonito, perversamente excitante que exala perigo e mistério. E quando descobre seu próprio vínculo com a Escócia, ela vai ter que confiar em seu coração para ajudar a guiá-la... 
Impulsionado através do tempo pela poderosa Magia Druidesa, Logan Hamilton usa sua imortalidade e os poderes do deus dentro de si para ajudar a impedir o despertar de um antigo mal no mundo moderno. 
Ele nunca esperou encontrar ajuda na forma de uma bonita mulher muito tentadora e sedutora, e cuja paixão e força coincidem com a sua.
Juntos, Logan e Gwynn devem lutar por seu amor, antes de um demônio do passado destruí-los...

Série spin-off da série da Espada Negra...um grande salto no futuro

Capitulo Um

Gwynn Austin firmou os braços de sua cadeira no corredor, suas juntas ficaram brancas e sua respiração bloqueou em seus pulmões quando o avião finalmente aterrissou em Edimburgo.
Deus, ela odiava voar. Apenas fez pequenas viagens através dos EUA sem estar sedado ou bebendo fortemente.
Mas a mensagem de seu pai mudou tudo.
Gwynn soltou sua respiração quando o avião taxiou pista abaixo para o terminal. Ela estava faminta e nauseada ao mesmo tempo. Fez tudo o que pode para não vomitar no avião, então comer estava fora de cogitação.
Quando o avião parou no terminal, porém, ela estava faminta e não conseguia sair do avião rápido o suficiente. E você não imaginaria que existiria um homem duas filas na frente da sua que queria examinar sua bagagem de mão e segurar o resto do avião?
Gwynn quis empurrar o sujeito, batê-lo atrás na cabeça por ser tão rude. Sua boca caiu quando o sujeito, de repente, deu um grunhido e caiu no corredor. Ele ergueu a cabeça, olhando para todo mundo que o encarava fixamente.
Esta não era a primeira vez que Gwynn desejou algo e aconteceu, entretanto ela não olhou muito profundamente para descobrir por que. Era bem ruim que ela não pudesse se desejar na Escócia em vez de ter que voar para lá.
Desviando o olhar quando o sujeito levantou-se, Gwynn ignorou a picada na consciência que se instalou na base de sua espinha. Ela sempre teve uma fascinação pela Escócia e suas supostas lendas e mitos de magia, Druidesas, e guerreiros Highlanders.
Gwynn esticou seus ombros quando finalmente andou para fora do avião e seguiu a sinalização para buscar sua bagagem. A preocupação pela mensagem secreta do seu pai empurrou de lado sua náusea.
Fazia três semanas desde a mensagem de seu pai. Três longas semanas cheias de preocupação com pouco sono. Ele era conhecido por se envolver profundamente na sua pesquisa e esquecer-se de telefonar um dia ou outro, mas nunca por três semanas. É o que estimulou Gwynn a comprar uma passagem de avião e gastar onze horas no voo de Houston até Nova Iorque, então adiante para Edimburgo, com sua mente conjurando todos os tipos de acidentes que poderiam ter acontecido com seu pai.
Gwynn pegou sua pequena mala e ajustou a correia de sua bolsa em cima de seu ombro quando procurou pela placa de aluguel de carro. Assim que viu, ela fez o caminho mais curto para ele enquanto evitava outras pessoas e suas bagagens.
Não levou muito tempo para alugar um carro, mas quando Gwynn ficou ao lado de seu pequeno Fiat Punto vermelho teve que perguntar-se se ela poderia dirigir isto. Não só estaria dirigindo no lado errado da estrada, mas estaria sentando no lado errado do carro. Um carro manual.
— Eu sou uma idiota com minha mão esquerda, — ela murmurou quando lançou sua mala atrás e pôs-se atrás do volante.
Mas tinha que saber o que aconteceu com seu pai. Ele era tudo que ela tinha. Sua mãe morreu três anos antes, deixando apenas Gwynn e seu pai para lidar. Sua mãe mantinha a família unida.
Tinha sido um laço solto, mas ainda era um laço.









Série Espada Negra
1– O Beijo do Demônio
2– O Pergaminho Oculto
3– Highlander Perverso
4– Highlander Selvagem
5– O Amuleto Secreto
6– O Highlander Escuro
Série continua...Salto no futuro
1- Mestre da Meia-Noite(Série Guerreiros Sombrios)


11 de dezembro de 2014

O Jogo Matrimonial

Série Dama De Mayfair 








Chega à agência matrimonial das irmãs Duncan certo Douglas Farell, médico de profissão. 

Farrell procura uma esposa que cumpra com os requisitos mínimos, quer dizer, que seja rica e de elevada posição social. 
E embora para Chastity Duncan o instinto indique que o melhor é não colaborar com um homem de intenções tão mercenárias, a necessidade, pelo contrário, recorda que ela não pode prescindir dos honorários que Farrell está disposto a pagar pelo serviço. Entretanto, a verdade sobre o pragmático Doutor poderia fazê-la mudar de opinião.
Farell não só é um tipo pragmático, trata-se de um filantropo que só procura exercer sua verdadeira paixão, assistir aos mais pobres.

Capítulo Um

O cavalheiro que estava no alto da escadaria da National Gallery escrutinava atentamente os supostos amantes da arte, que subiam para as grandes portas do Museu, situada as suas costas. Sustentava de forma visível um exemplar do jornal A Dama de Mayfair e procurava alguém que levasse um artigo similar.
Uma grande revoada de pombas se ergueu em Trafalgar Square, por onde uma pessoa avançava apressadamente jogando milho às aves enquanto se aproximava. Cruzou a rua até se situar justamente abaixo do Museu e se deteve no degrau inferior, espremendo na mão o saco de papel que continha o milho, ao mesmo tempo em que dirigia o olhar para cima. Na mão livre segurava um jornal enrolado. O homem realizou um movimento vacilante com seu próprio jornal e a pessoa jogou, em um cesto de papéis, o saco amassado e subiu rapidamente as escadas até ele.
Praticamente, a única coisa que o cavalheiro podia distinguir é que a pessoa era mulher e miúda. Estava vestida em uma folgada capa de alpaca alemã, como o que costumavam vestir as mulheres para viajar de automóvel, usava um chapéu de feltro de aba longa e ocultava o rosto atrás de um véu de renda.
— Bonjour, monsieur — saudou. — Acredito que temos um encontro, n’est-ce pas? — Agitou seu exemplar do jornal A Dama de Mayfair — Você é o doutor Douglas Farrell, não é?
— Eu mesmo, senhora — respondeu ele com uma leve reverência. — E você é...?
— Sou a Mademoiselle Mayfair, certamente. — Respondeu ela, cujo véu tremulava a cada expiração.
Que tem o sotaque francês mais falso que eu já ouvi, pensou o doutor Farrell divertido, mas decidiu não comentar nada.
— A Senhorita Mayfair em pessoa? — Perguntou curioso.
— A representante da publicação, monsieur. — Replicou ela com um sotaque de recriminação em seu tom.
— Ah! — Moveu afirmativamente a cabeça. — E Os Intermediários?
— É a mesma coisa, senhor — respondeu a mulher com uma determinada inclinação da cabeça. — E a meu ver, senhor, o que deseja é a ajuda de Os Intermediários.
Este deplorável sotaque francês sempre a deixava com vontade de rir, refletiu a honorável Chastity Duncan. Quando ela ou uma de suas irmãs o utilizavam, todas estavam de acordo em que soavam como donzelas francesas de uma comédia de Feydeau. Mas era um artifício muito útil para disfarçar a voz.
— Pensei que a reunião teria lugar em um escritório. — Manifestou o doutor, lançando um olhar ao espaço público que os rodeava. Um frio vento de dezembro soprava na praça arrepiando as penas das pombas.
— Nossos escritórios não estão abertos ao público, monsieur — se limitou a dizer Chastity. — Sugiro que entremos, há muitos lugares no Museu onde poderemos conversar.
Encaminhou-se para as portas do Museu e seu acompanhante se apressou a abrir-las, as abas de sua capa de alpaca alemã, infladas pelo vento roçaram o doutor quando a mulher adentrou o cavernoso átrio.
— Vamos à sala de Rubens, monsieur — sugeriu, indicando as escadas com o jornal. — Há ali um sofá circular onde poderemos falar sem chamar a atenção. 









Série Dama De Mayfair
1- A Lista De Solteiros
2- A Noiva Escolhida
3- O Jogo Matrimonial
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